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Instituto Ambiental do Paraná assina adesão ao Programa Oeste em Desenvolvimento
Segundo o presidente do IAP, a adesão ao programa é um avanço que beneficia as discussões a respeito do meio ambiente no Estado
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) formalizou a adesão ao programa Oeste em Desenvolvimento. A adesão foi assinada pelo presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, nesta quinta-feira (24), durante o III Encontro do Fórum de Desenvolvimento Econômico do Território Oeste do Paraná, em Toledo. O IAP, que já fazia parte da Câmara Técnica de Meio Ambiente do programa, passa a ter um papel mais ativo na discussão da legislação ambiental. Segundo o presidente do IAP, a adesão ao programa é um avanço que beneficia as discussões a respeito do meio ambiente no Estado.
"O IAP já participava da Câmara Técnica do Meio Ambiente, portanto a adesão ao programa é uma forma de participar ativamente das discussões junto à sociedade e os parceiros do Oeste do Estado. Assim, houve a formalização do processo para uma ação maior junto às instituições e os produtores da região", afirma.
O Programa Oeste em Desenvolvimento conta com uma Câmara Técnica de Meio Ambiente, que discute as práticas dos 54 municípios da região quanto à sustentabilidade e a preservação da natureza. "A partir de agora, há um compromisso do IAP de discutir em conjunto com os demais atores as demandas ambientais do Oeste do Estado estabelecidas como metas pelo programa", conta a chefe do Escritório Regional de Toledo, Maria Gloria Genari Pozzobon.
Normativas
O IAP irá contribuir nas discussões e, se necessário, estabelecer normativas para o licenciamento ambiental de atividades agropecuárias, como o descarte de animais mortos, reuso da água em propriedades rurais, tratamento de dejetos e sustentabilidade energética, entre outros.
O tratamento do solo da região Oeste, saneamento ambiental e a cadeia produtiva de proteína animal são algumas das ações da Câmara Técnica do Meio Ambiente. Para 2017 o objetivo é estudar mecanismos de diálogo para a sustentabilidade da região.
Oeste em Desenvolvimento
O III Encontro do Fórum de Desenvolvimento Econômico do Território Oeste do Paraná faz parte do Programa Oeste em Desenvolvimento, que é promovido pela sociedade civil organizada dos municípios e tem como objetivo promover a economia e o desenvolvimento sustentável da região.
Fonte: IAP

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Ampliação de frigorífico da Aurora Coop elevará faturamento anual para R$ 2,4 bilhões
Investimento de R$ 350 milhões em São Gabriel do Oeste amplia produção, fortalece exportações e gera quase mil novos empregos.

Com investimentos da ordem de R$ 350 milhões e a geração de 950 novos empregos diretos, o Frigorífico Aurora São Gabriel do Oeste (FASGO) – pertencente à Aurora Coop – se tornará uma das maiores unidades industriais de processamento de suínos do centro-oeste brasileiro. A capacidade de abate será elevada em 60%, dos atuais 3.200 suínos/dia para 5.000 suínos/dia.
A solenidade de inauguração está programada para ocorrer às 14 horas do dia 2 de julho, nas dependências da unidade, em São Gabriel do Oeste, Mato Grosso do Sul, reunindo autoridades, produtores rurais, cooperativistas, fornecedores e imprensa.
O presidente da Aurora Coop, terceiro maior grupo brasileiro da proteína animal, Neivor Canton expõe que a prioridade é aumentar a oferta de produtos processados para o mercado interno, como cozidos, defumados, frescais, presuntaria e hambúrgueres, entre outros. A unidade também está habilitada para a exportação de cortes e miúdos de suínos para Vietnã, Uruguai, Singapura, Paraguai, Moldávia, Hong Kong, Emirados Árabes e lista geral.
Canton destaca que a diversificação do portfólio fortalece a posição da Aurora Coop no mercado brasileiro e, também, como player global. “É fundamental investir na produção e lançar linhas de produtos inovadores, gerando valor para os nossos produtores rurais cooperados, colaboradores, clientes e consumidores, sem esquecer da gestão sustentável da cadeia produtiva”, assinalou.
Reflexo regional
A ampliação da indústria de suínos permitirá aumentar a receita operacional bruta da unidade em R$ 733 milhões, de forma que totalizará R$ 2,399 bilhões ao ano. Esse crescimento de 45% repercutirá positivamente no centro-norte de Mato Grosso do Sul com o incremento do movimento econômico regional em mais R$ 237,5 milhões.
Obras

Presidente da Aurora Coop, Neivor Canton: “É fundamental investir na produção e lançar linhas de produtos inovadores, gerando valor para os nossos produtores rurais cooperados, colaboradores, clientes e consumidores, sem esquecer da gestão sustentável da cadeia produtiva”
Os serviços preliminares no FASGO iniciaram em dezembro de 2022 e as obras de construção em julho de 2023. A previsão de conclusão de todas as obras da unidade é setembro de 2026. No pico da ampliação atuaram mais de 15 empresas e 250 operários.
A unidade industrial tinha uma área construída de 38.614,10 m², os quais foram ampliados em mais 9.543,24m². Os atuais 2.650 empregos diretos aumentarão para 3.600 postos de trabalho.
As ampliações consistiram na construção dos prédios para casa de motoristas, Serviço de Inspeção Federal (SIF), ambulatório SESMT, restaurante industrial, vestiários, sanitários, lavanderia, salas de treinamento, casa de máquinas e estação de tratamento de efluentes. Além disso, as obras contemplaram o frigorífico/indústria, com o aumento do abate e anexos, construção de novas câmaras de equalização, expansão da sala de cortes, ampliação dos industrializados, além de reformas e adequações internas.
Com o abate de 5.000 suínos/dia, à produção de industrializados e de produção in natura de carnes suínas serão acrescidas de mais 20,0 toneladas/dia de produtos de presuntaria; 36,3 toneladas/dia de produtos cozidos e defumados; 44,0 toneladas/dia de produtos frescais e 6,9 toneladas/dia de produtos de banha resultante da refinaria. Assim, a capacidade total de industrializados passa a 432 toneladas diárias.
Tecnologia avançada
O plano de ampliação absorveu R$ 350 milhões investidos em três áreas: em máquinas e equipamentos (aproximadamente R$ 125 milhões), em construção civil (em torno de R$ 130 milhões) e em instalações industriais (montante de R$ 95 milhões). Além de recursos próprios, para suportar o desembolso, a Aurora Coop tomou financiamento via Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste.
Estão presentes na indústria da Aurora Coop os últimos avanços tecnológicos com a adoção de elevado nível de automação/automatização/robotização da unidade. A linha de abate foi totalmente substituída para atender em velocidade a nova capacidade de abate. A nova linha proporcionará atividades ergonomicamente adequadas e operações precisas. Assim, possibilitará no futuro a instalação de robôs para atividades específicas.
Expressivos diferenciais tecnológicos estão presentes nos equipamentos de ponta que garantem segurança, performance e qualidade ao processo produtivo. A automação em etapas específicas da produção proporcionará agilidade e reduzirá mão de obra em atividades críticas.
Por outro lado, representa um grande diferencial de sustentabilidade a migração do sistema atual de tratamento de efluentes composto por lagoas de estabilização para o novo sistema de lodos ativados. Essa mudança resultará em melhor qualidade dos efluentes a serem lançados no corpo hídrico e na diminuição expressiva nas emissões de CO2 (gases do efeito estufa).
A mão de obra necessária para ocupar os 950 novos postos de trabalho que serão criados será recrutada em São Gabriel do Oeste e nos municípios do entorno.
Os suínos para atender ao aumento de quase 60% do abate serão provenientes de produtores rurais cooperados do sistema Suicooper III. As cooperativas filiadas com atuação na região já estão investindo em fábricas de rações, granjas de engorda e terminação, e principalmente em unidades produtoras de leitões, fazendo com que a maior parte dos suínos seja produzida localmente, restando apenas 10% do total de leitões para recria e engorda provenientes do sul do Brasil.
Plano de investimentos
No conjunto, a Aurora Coop investiu R$ 2,4 bilhões no último triênio, utilizados para a modernização e ampliação das unidades fabris e também para a aquisição de novas plantas industriais, visando manter a posição de terceiro maior grupo do setor. O plano de investimentos da Aurora Coop permitiu a alocação de R$ 939,1 milhões em 2023, R$ 580 milhões em 2024, R$ 885 milhões em 2025 e uma previsão de R$ 1,2 bilhões para 2026. Nesse período foram gerados mais de 10 mil empregos: a cooperativa saiu de quadro de colaboradores em 31/12/2022 de 40.398 para mais de 52 mil em 30/04/2026.
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Mercosul defende início de negociações comerciais com a China
Bloco também avança em tratativas com Japão, Canadá, Índia e Vietnã para ampliar o acesso a mercados internacionais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta terça-feira (30), o início das negociações entre o Mercosul e a China para um acordo comercial. A proposta foi apresentada durante a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada em Assunção, no Paraguai.

Foto: Divulgação
Segundo Lula, o bloco já avança em tratativas com Canadá, Índia e Vietnã e, nesta edição da cúpula, deu início às negociações para uma parceria econômica com o Japão. “Em breve, queremos fazer o mesmo com a China e seguir nos aproximando dos mercados mais dinâmicos do planeta”, afirmou.
Durante o discurso, o presidente também defendeu o fortalecimento do Mercosul diante do cenário internacional e afirmou que o bloco deve ampliar sua atuação conjunta.
Lula destacou que o comércio entre os países do Mercosul passou de US$ 4,5 bilhões, em 1991, para US$ 50 bilhões em 2025. Segundo ele, as exportações do bloco cresceram 6% neste ano, alcançando US$ 770 bilhões.
A cúpula marcou o encerramento da presidência temporária do Paraguai no Mercosul e a transferência do comando do bloco para o Uruguai pelos próximos seis meses. Participaram do encontro chefes de Estado de Brasil, Paraguai, Uruguai, Chile, Bolívia e Equador. O presidente da Argentina, Javier Milei, não compareceu ao evento.
Fundo do Mercosul

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Durante a reunião, Lula também anunciou que o Brasil pretende destinar US$ 100 milhões por ano ao novo Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), mecanismo que substituirá o modelo atual e tem como objetivo reduzir as desigualdades entre os países do bloco.
Segundo o presidente, a proposta prevê ainda a inclusão da Bolívia no fundo. Desde sua criação, em 2004, o Focem financiou mais de mil quilômetros de rodovias, 680 quilômetros de ferrovias, 750 quilômetros de linhas de transmissão de energia e 100 quilômetros de redes de saneamento básico.
Segurança e integração
Na área de segurança pública, o Brasil apresentou uma proposta de pacto regional de combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres. O governo brasileiro também informou que financiará, durante um ano, a atuação de delegados dos 12 países da região no escritório regional da Interpol, em Buenos Aires, para reforçar o combate ao tráfico internacional de drogas e ao crime organizado.
Além das negociações comerciais com Japão, Canadá, Índia e Vietnã, o Mercosul avançou no reconhecimento da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) como documento válido para ingresso nos países do bloco e nos Estados associados.
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Receita adia para 2027 exigência de CNPJ para produtores rurais pessoa física
Prazo para emissão de documentos fiscais eletrônicos é prorrogado e beneficia produtores com receita anual de até R$ 3,6 milhões.

A Receita Federal estendeu o prazo para que pessoa física que exerce atividade econômica regularmente se inscreva no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para emissão de documentos fiscais eletrônicos (DFes). O novo prazo é 1º de janeiro de 2027 para se adaptar à exigência, conforme a Reforma Tributária, regulamentada pela Lei Complementar 214/2025. A medida beneficia produtores rurais com receita anual igual ou inferior a R$ 3,6 milhões.

Foto: Marcello Casal
“Estamos atentos ao processo de implementação das novas regras da Reforma Tributária para orientar os nossos produtores rurais”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Os produtores têm se esforçado e conseguido se adaptar às mudanças que vêm ocorrendo de maneira escalonada. Agora, com mais tempo, é possível planejar e se organizar”, completa.
Com a Reforma Tributária, o produtor pessoa física precisa de um CNPJ para emitir documento fiscal no novo modelo do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Isso porque a lei, que criou o IBS e a CBS, também estabeleceu um sistema de identificação único para todos os contribuintes com atividade econômica, válida em todas as esferas: União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Até o final do prazo definido pela Receita, o produtor rural pode seguir emitindo o Documento Fiscal Eletrônico (DFe) com sua inscrição estadual vinculada ao Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).
Mudanças
A Receita Federal está estendendo o prazo porque desenvolve um novo sistema simplificado de inscrição no CNPJ, que deve ser disponibilizado somente em novembro. Até lá, o órgão ainda deve realizar testes, divulgar manuais técnicos e capacitar os emissores para as novidades.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
O Sistema Faep lembra que a inscrição no CNPJ não transforma a pessoa física em jurídica, serve apenas para facilitar a apuração do IBS e da CBS. Ou seja, o fato de o produtor rural (com receita igual ou inferior a R$ 3,6 milhões) ter um CNPJ não significa que terá obrigações de pessoas jurídicas. A medida é apenas para facilitar a apuração dos dados fiscais.
“Mesmo assim, orientamos que o produtor fique de olho e, desde já, se prepare para essa inscrição simplificada, que passa a ser exigida a partir de janeiro de 2027”, conclui Meneguette.
Em relação à Reforma Tributária e seus impactos, o Sistema Faep desenvolveu uma cartilha com orientações aos produtores. Confira aqui.
