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Bovinos / Grãos / Máquinas

Insper promove debate sobre sustentabilidade na cadeia da carne bovina

Evento reúne especialistas para discutir soluções que aliem eficiência econômica e responsabilidade ambiental.

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O Insper Metricis e do Insper Agro Global realiza, nesta terça-feira (24), o evento “Como alinhar sustentabilidade econômica e ambiental na cadeia da carne bovina”. O encontro será das 17h30 às 20h30, e reúne especialistas para discutir caminhos para um dos principais desafios do agronegócio brasileiro.

A conversa é conduzida por Marcos Jank, professor e coordenador do Insper Agro Global, e por Sérgio Lazzarini, docente e titular da Cátedra Chafi Haddad. Entre os convidados estão Ivan Wedekin, engenheiro agrônomo e ex-secretário de Política Agrícola; Renata Miranda, engenheira de alimentos com atuação em pesquisa, gestão pública e cooperação internacional; e Roberto Silva Waack, conselheiro com experiência no setor privado, sustentabilidade e governança.

A iniciativa integra o projeto “Sustentabilidade na Cadeia da Carne Bovina”, que busca identificar entraves e propor estratégias para tornar o setor mais eficiente, competitivo e ambientalmente responsável. Durante o evento, são apresentados os objetivos e a estrutura do projeto, além das principais barreiras mapeadas.

Um dos destaques do encontro é a apresentação das chamadas Teorias de Mudança, que detalham as ações necessárias para superar os desafios identificados e alcançar os resultados esperados. A proposta é contribuir para o desenvolvimento de soluções práticas, baseadas em evidências, que possam orientar decisões no setor.

O debate também conta com a participação do público, promovendo a troca entre especialistas, acadêmicos e profissionais do mercado interessados em fortalecer a sustentabilidade na cadeia produtiva da carne bovina.

Inscrições e mais informações aqui.

Fonte: Assessoria Insper

Bovinos / Grãos / Máquinas Editorial

Confinamento muda a lógica da pecuária brasileira

Crescimento da terminação intensiva redefine ritmo de produção e amplia eficiência no setor bovino.

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Durante décadas, a pecuária brasileira foi organizada em torno de um sistema extensivo baseado no pasto e em ciclos longos de produção. Esse modelo continua dominante, mas já não explica sozinho o funcionamento da cadeia da carne bovina no país. Nos últimos anos, o confinamento deixou de ser apenas uma solução para períodos de seca ou escassez de forragem. A terminação intensiva passou a ocupar papel estrutural dentro de muitas operações pecuárias, principalmente como ferramenta para acelerar o giro do rebanho e padronizar carcaças.

Os números confirmam essa mudança. Em 2025, o Brasil alcançou 9,25 milhões de bovinos confinados, crescimento de 16% em relação ao ano anterior, segundo o Censo de Confinamento apresentado pela dsm-firmenich. Mais do que um salto pontual, o dado reforça uma trajetória de expansão contínua ao longo da década.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

O avanço do confinamento está diretamente ligado à intensificação produtiva da pecuária. Animais mais precoces, dietas mais eficientes e integração com a produção de grãos reduziram o tempo necessário para levar o bovino ao peso de abate.

O confinamento está deixando de ser apenas uma etapa final da produção e passa a funcionar como ferramenta de gestão. Ele permite ajustar o ritmo da oferta de animais, liberar áreas de pastagem e reduzir a exposição do sistema produtivo às variações climáticas.

Outra transformação relevante é o surgimento de estruturas especializadas que recebem animais de diferentes produtores. Os chamados boitéis transformam o confinamento em prestação de serviço e ampliam rapidamente a capacidade de terminação do setor sem exigir que cada pecuarista invista em estruturas próprias.

Esse movimento indica uma pecuária cada vez mais organizada em torno de eficiência produtiva e gestão econômica. O pasto continua sendo a base do sistema, mas o confinamento passa a definir o ritmo final da produção.

A tendência sugere que a pecuária brasileira caminha para um modelo híbrido: produção a pasto durante a maior parte do ciclo e terminação cada vez mais concentrada em sistemas intensivos.

Á edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Febrac reforça importância da rastreabilidade bovina para exportações

Sistema permite acompanhar cada animal do nascimento ao abate e atende exigências de mercados internacionais.

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A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) defende a ampliação da rastreabilidade bovina e acredita que o sistema deve ganhar importância nas exigências de compradores internacionais da carne brasileira. A entidade acompanha a iniciativa da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, que busca ampliar o controle sobre os rebanhos no estado.

O vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, afirma que alguns mercados já vêm adotando esse tipo de exigência. “Eles estão vendo com bons olhos todo esse projeto desenvolvido pelo Estado, em parceria com a Secretaria da Agricultura, e a Febrac tem apoiado bastante esse movimento”, afirmou.

A rastreabilidade permite acompanhar o histórico de cada animal, do nascimento ao abate, e é usada como ferramenta de controle sanitário e transparência na cadeia produtiva. O sistema inclui a identificação individual dos bovinos e o registro de informações sobre origem, vacinação, alimentação e movimentações.

O controle atende às exigências sanitárias de mercados importadores e permite respostas mais rápidas em caso de surtos sanitários. Apesar disso, pequenos e médios produtores ainda enfrentam dificuldades, citando custos elevados e adaptação às tecnologias exigidas.

Martins ressalta que a rastreabilidade deixou de ser um item secundário e passou a ser uma necessidade do setor. “Ela está diretamente relacionada não só à biosseguridade, mas também à segurança alimentar e sanitária da proteína que chega ao consumidor”, explicou.

A Febrac acompanha o projeto piloto da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) em alguns rebanhos do Rio Grande do Sul, reforçando o compromisso com a evolução do setor e a adaptação às exigências internacionais.

Fonte: Assessoria Febrac
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Carne bovina de Mato Grosso tem melhor remuneração no mercado europeu

Exportações ao bloco somam US$ 32,4 milhões até fevereiro e evidenciam a busca por mercados de maior valor agregado.

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A União Europeia foi o destino que pagou o maior preço pela carne bovina exportada por Mato Grosso em fevereiro de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o valor médio chegou a US$ 6.082,14 por tonelada, o mais alto entre todos os mercados atendidos pelo estado.

O preço ficou acima do registrado em destinos tradicionais, como a China, que pagou em média US$ 4.206,20 por tonelada, e os países do Oriente Médio, com US$ 4.481,37 por tonelada.

No acumulado até fevereiro, o bloco europeu importou 5,3 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), gerando receita de US$ 32,4 milhões para Mato Grosso.

Mesmo com menor participação no volume total exportado, a União Europeia se destacou pelo maior retorno financeiro por tonelada. O índice de atratividade das exportações colocou o bloco na liderança, com 119,91 pontos, à frente de outras regiões como Europa (88,65) e Oriente Médio (80,39).

“Mato Grosso tem buscado ampliar o número de mercados atendidos e quando conseguimos acessar destinos mais exigentes, como a União Europeia, isso demonstra que a nossa carne atende padrões elevados de qualidade e sustentabilidade”, afirma o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

Fonte: Assessoria Imac
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