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Inspeção de pulverizadores de barra é essencial para evitar prejuízos no campo
A fim de orientar os agricultores, o Sistema Faep/Senar-PR elaborou uma cartilha com conteúdos sobre as boas práticas na aplicação de agroquímicos.

O Sistema Faep/Senar-PR desenvolveu uma cartilha com informações sobre a inspeção dos pulverizadores de barra, um dos equipamentos mais usados nos manejos das lavouras. Quando desregulados, descalibrados ou com manutenção inadequada, esses podem causar prejuízos tanto aos agricultores quanto ao meio ambiente. Por isso, há uma série de parâmetros que precisam ser atendidos, para que as aplicações de defensivos agrícolas ocorram de maneira correta. O material é gratuito e está disponível nas versões física e on-line.

Presidente do Sistema Faep/Senar-PR, Ágide Meneguette: “Com a modernização da tecnologia, os equipamentos estão cada vez mais complexos e nós seguimos proporcionando cursos e materiais que trazem o que há de mais atualizado no mercado para conhecimento dos trabalhadores e produtores rurais”
“A preparação para o uso correto de equipamentos no campo é uma preocupação constante do Sistema Faep/Senar-PR. Tanto que o curso de aplicação de agrotóxicos está sempre entre os mais demandados da instituição”, destaca o presidente do Sistema Faep/Senar-PR, Ágide Meneguette, ampliando: “Com a modernização da tecnologia, os equipamentos estão cada vez mais complexos e nós seguimos proporcionando cursos e materiais que trazem o que há de mais atualizado no mercado para conhecimento dos trabalhadores e produtores rurais”, complementa.
A cartilha sobre inspeção de pulverizadores de barra abrange tanto os modelos de arrasto (puxados por tratores) quanto os autopropelidos, abordando desde os conceitos básicos, incluindo os principais fatores que interferem na qualidade da aplicação. Entre os elementos a serem considerados, estão as condições meteorológicas, ajustes de técnicas e outros cuidados para evitar a chamada deriva (quando a calda atinge outros elementos, que não o alvo da aplicação).
O material tem como diferencial um checklist completo de tudo que precisa ser observado. Trata-se de um guia que auxilia o produtor durante a inspeção nas manutenções e calibragem e regulagem. “Precisamos lembrar sempre que um pulverizador desregulado é sinônimo de prejuízo financeiro ao agricultor”, pontua Heli Heros Assunção, do Departamento Técnico (Detec) do Sistema Faep/Senar-PR.
A técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) Ana Paula Kowalski acrescenta que, mesmo sendo um material completo, os produtores precisam ficar atentos à necessidade da assistência técnica. “A cartilha tem caráter educativo e não exclui a necessidade de orientação de um responsável técnico. É preciso respeitar as recomendações constantes no receituário agronômico, bulas dos produtos e legislação vigente”, alerta Ana Paula.
Distribuição
A cartilha faz parte de um kit distribuído aos alunos do curso de Inspeção Periódica de Pulverizadores (IPP), do Senar-PR, que inclui ainda um Equipamento de Proteção Individual (EPI). A formação está disponível em campo desde 2021, com um formato personalizado, que vai em cada propriedade para fazer a inspeção no próprio pulverizador do agricultor.
Os participantes aprendem, em oito horas-aula concentradas em um único dia, conteúdos como análises, observações e medições de parâmetros qualitativo e quantitativos, para melhorar o padrão tecnológico do processo de calibração dos pulverizadores.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





