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Inseminação artificial completa 50 anos revolucionando a suinocultura no Brasil

Técnica pioneira aumentou produtividade, aprimorou a genética e consolidou o país como referência global na produção de suínos.

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A inseminação artificial em suínos, hoje consolidada como uma das ferramentas mais importantes do avanço genético e produtivo da suinocultura brasileira, começou a ser escrita há exatos 50 anos, em 1975, em Estrela (RS). Um dos protagonistas dessa história é o médico-veterinário Werner Meincke, responsável por introduzir no país a técnica que mudaria para sempre a forma de produzir suínos no Brasil.

Na época, a suinocultura nacional se espelhava no modelo europeu. “Assim como nós, a Europa possuía granjas menores, com a produção sendo realizada em ciclo completo”, recorda Meincke, que atuou como diretor da primeira Central de Inseminação Artificial em Suínos do país e presidiu a Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs) entre 1983 e 1988.

Esse intercâmbio resultava em importações frequentes de reprodutores europeus, especialmente das raças Landrace e Large White, trazidas da Suécia, Alemanha e Holanda pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS). “Esses animais eram multiplicados nas granjas registradas e comercializados em feiras e exposições, numa tentativa de melhorar o rebanho nacional”, menciona.

Enquanto a inseminação artificial em bovinos com sêmen congelado já era uma realidade consolidada, a técnica em suínos era praticamente inexistente. “Exceto por alguns trabalhos experimentais conduzidos pelo professor Mies Filho na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, não havia aplicação prática em escala comercial”, relata Meincke, reconhecido com o Prêmio PorkWorld em 2008 e 2010.

De acordo com o pioneiro da técnica, o contexto sanitário e econômico da época também foi decisivo. “O país vivia uma transição: a gordura suína, chamada de ‘ouro branco’, até então considerada essencial, passava a ser condenada por médicos e nutricionistas, impulsionando o consumo dos óleos vegetais. Precisávamos consolidar o suíno tipo carne, e a inseminação artificial surgiu como uma oportunidade de acelerar essa transformação. O poder de multiplicação dos descendentes é 10 vezes maior que na monta natural”, explica o médico-veterinário.

O convite para implantar a técnica no Brasil veio da Central de Inseminação de Boxtel, na Holanda, à época a maior da Europa. A ponte foi viabilizada pela ABCS e seu então presidente, Hélio Miguel de Rose, em função da estreita relação com criadores europeus. “A inspiração para trazer a inseminação artificial ao Brasil tem tudo a ver com a tecnologia que era praticada com muito sucesso na Europa naquele momento”, pontua Meincke.

Desafios e desconfianças

Médico-veterinário Werner Meincke, responsável por introduzir no país a inseminação artificial que mudaria para sempre a forma de produzir suínos no Brasil: “Cada fase da história da inseminação artificial no Brasil teve um marco decisivo, mas o que permanece constante é a visão de futuro: aplicar ciência e técnica para melhorar a produção e a vida do produtor” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Os primeiros anos da inseminação artificial em suínos no Brasil foram marcados por desafios técnicos, logísticos e até culturais. “Tudo o que sabíamos sobre inseminação vinha da experiência com bovinos e sêmen congelado, que apresentava excelentes resultados. Em suínos, no entanto, o sêmen era apenas resfriado e tinha durabilidade limitada a 72 horas”, relembra Meincke.

Além da curta viabilidade do material, o país enfrentava a falta de infraestrutura logística. Sem uma malha ferroviária eficiente, o transporte das doses até as granjas era feito de ônibus. “Era fundamental que houvesse boa conexão entre a Central e os municípios interessados. Muitos produtores queriam aderir, mas a ausência de logística inviabilizava o acesso”, recorda.

Com o passar dos anos, o avanço tecnológico trouxe novas soluções. Hoje, diluentes modernos mantêm a duração das doses por até sete dias, e a distribuição é feita por rotas programadas que atendem simultaneamente diversos produtores. “Essa sistemática contribui muito para o sucesso da tecnologia, que alcança resultados semelhantes ou até superiores aos da monta natural, sem contar os inúmeros benefícios produtivos e sanitários”, afirma.

Primeiros resultados

Como toda inovação, os primeiros resultados apresentaram variações. “Era compreensível, diante das limitações do sêmen resfriado e das grandes diferenças entre as granjas, tanto nas instalações quanto no manejo das fêmeas”, recorda Meincke, destacando que, ainda assim, o desempenho dos leitões surpreendeu. “O que mais impressionava os produtores era a uniformidade e o vigor dos animais nascidos”.

Um episódio curioso ajudou a consolidar a confiança na técnica. “Em granjas um pouco maiores, que desmamavam cerca de 10 fêmeas por semana, era comum pedir sêmen para inseminar apenas oito, porque cerca de 20% atrasavam o cio e eram cobertas depois pelo macho. Com o tempo, percebemos que as fêmeas que antecipavam o cio eram, em média, mais férteis e os resultados com inseminação superavam os da monta natural”, relata.

A observação prática virou argumento de convencimento. “O próprio produtor se tornava um marqueteiro da inseminação”, diz Meincke, com um sorriso de quem testemunhou a transição de um método experimental para um instrumento essencial da suinocultura moderna.

Das primeiras centrais ao alcance nacional

Após a introdução da tecnologia, o desafio seguinte não era apenas técnico, mas logístico e social: como levar uma inovação pioneira aos produtores rurais de diferentes regiões? A resposta veio por meio de uma articulação entre Centrais de Inseminação Artificial, prefeituras, cooperativas e sindicatos, criando um modelo de parceria que se mostraria decisivo para a difusão da ferramenta. “Por se tratar de um programa inovador e com muitos benefícios, os municípios e entidades como cooperativas e sindicatos passaram a demonstrar grande interesse na implantação da tecnologia”, expõe Meincke.

O percursor da técnica conta que os convênios firmados detalhavam responsabilidades, entre quais a central cabia produzir e distribuir as doses, planejar a logística de transporte, enviar o sêmen em embalagens que evitassem grandes oscilações térmicas e treinar os futuros inseminadores. Já as entidades conveniadas indicavam os técnicos, organizavam reuniões de produtores, adquiram conservadoras de sêmen e centralizavam os pedidos para envio à central com antecedência. “A temperatura ideal para conservação das doses era de 16 °C, e o envio ocorria duas ou três vezes por semana. A pesquisa sobre resultados era realizada junto a produtores mais organizados, que já mantinham algum controle da produtividade de suas granjas”, menciona.

Expansão da tecnologia

O sucesso da inseminação artificial dependia diretamente da capacitação dos técnicos locais. “Sem os inseminadores treinados, não teríamos tido a expansão que tivemos nem a excelência nos resultados”, ressalta Meincke.

O treinamento compreendia uma parte teórica, abordando anatomofisiologia da fêmea, ciclo estral, comportamento durante o estro e identificação do momento ideal para inseminação. Também havia prática com úteros obtidos em frigoríficos, permitindo demonstrar cuidados com a pipeta e a fixação no colo uterino. Por fim, os candidatos acompanhavam colegas experientes por uma semana, vivenciando a rotina a campo. “Somente na Central de Inseminação Artificial de Estrela (RS) [hoje Central de Coleta e Processamento de Sêmen (CCPS)], mais de 150 técnicos foram capacitados ao longo da história, garantindo a multiplicação do conhecimento e acelerando a adoção da tecnologia”, diz, orgulhoso.

Da novidade à ferramenta estratégica

Para Meincke, a inseminação artificial deixou de ser uma prática experimental e se consolidou como uma ferramenta estratégica da suinocultura em três momentos distintos:

  1. Década de 1980 – com a ascensão da suinocultura industrial, os módulos de produção cresceram e a inseminação artificial passou a ser considerada essencial para novos sistemas produtivos.

  2. Década de 1990 – com a segregação da produção em dois e depois três sítios, a técnica passou a ser uma aliada da biossegurança e do controle sanitário.

  3. Atualidade – empresas de material genético utilizam a inseminação artificial como ferramenta de melhoramento genético, preservando a saúde dos rebanhos e reduzindo o gap genético entre granjas. “Hoje, a inseminação artificial não é apenas uma inovação; é uma estratégia central no manejo e melhoramento genético do suíno no país”, salienta o médico-veterinário.

Quatro fases de transformação

Segundo Meincke, a história da inseminação artificial em suínos no Brasil pode ser dividida em quatro grandes fases:

1ª fase – expansão regional inicial: As duas primeiras centrais, em Estrela (RS) e Concórdia (SC), atendiam diretamente produtores locais. O sucesso inicial possibilitou a extensão do programa aos estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por meio de convênios com entidades públicas e privadas.

2ª fase – cooperativas e laboratórios internos: Na década de 1990 e início dos anos 2000, cooperativas e agroindústrias privadas construíram centrais próprias. Grandes produtores, com mais de 500 matrizes, também mantinham laboratórios internos para reduzir o número de machos e melhorar a seleção genética. Com o avanço da tecnologia, esses laboratórios internos foram gradualmente desativados.

3ª fase – consolidação tecnológica: As primeiras centrais permanecem ativas, modernizando suas instalações e criando parcerias com empresas de genética, alugando espaço para machos e ampliando atendimento aos clientes. Investimentos em automação, climatização, biossegurança e bem-estar animal passaram a ser prioridade.

4ª fase – integração ao melhoramento genético estratégico: A fase atual envolve o uso da IA como ferramenta de programas de melhoramento, visando acelerar ganhos genéticos em granjas elite e reduzir o gap nas unidades de clientes, consolidando saúde, produtividade e eficiência na cadeia suinícola.

Ao longo de cinco décadas, a inseminação artificial passou de um experimento pioneiro para um recurso estratégico capaz de transformar a suinocultura brasileira. A combinação de capacitação técnica, parcerias estratégicas e avanços tecnológicos permitiu que os ganhos de produtividade fossem replicados em larga escala, criando padrões de eficiência, sanidade e qualidade genética que hoje posicionam o Brasil como referência global na produção de suínos. “Cada fase da história da inseminação artificial no Brasil teve um marco decisivo, mas o que permanece constante é a visão de futuro: aplicar ciência e técnica para melhorar a produção e a vida do produtor”, salienta Meincke.

Consolidação da técnica

Ao longo das últimas cinco décadas, a inseminação artificial em suínos evoluiu de uma prática experimental para uma ferramenta estratégica que sustenta a competitividade da suinocultura brasileira. Nesse processo, o papel das cooperativas e das empresas integradoras foi fundamental. “A participação desses segmentos foi de suma importância para expandir e dar credibilidade à tecnologia”, destaca Meincke.

De acordo com ele, cooperativas e integradoras concentram atualmente cerca de 80% dos suinocultores que utilizam machos altamente eficientes, impactando positivamente toda a cadeia produtiva. “Essa grande concentração de produtores eficientes reduz os custos de produção e torna a suinocultura brasileira altamente competitiva no mercado mundial, sustentando grande parte do crescimento linear das exportações nos últimos anos”, explica.

Ganhos em produtividade e genética

Um dos principais benefícios da inseminação artificial é o incremento da produtividade. “O uso de machos altamente selecionados, superiores em características econômicas como ganho de peso diário, conversão alimentar e qualidade de carcaça, gera impacto direto na eficiência das granjas”, afirma o veterinário.

As Unidades de Disseminação de Genes (UDGs) utilizam apenas animais de alta performance, garantindo que os benefícios econômicos e genéticos sejam replicados por toda a cadeia produtiva. “É sem dúvida uma das razões pelas quais nossa suinocultura se destaca mundialmente, especialmente pela eficiência de crescimento”, acrescenta Meincke.

Sanidade como prioridade estratégica

A combinação de genética superior, controle rigoroso de sanidade e a ampla adoção da técnica por cooperativas e integradoras fortaleceu toda a cadeia produtiva da suinocultura brasileira. Como resultado, o país conquistou uma produção mais eficiente, econômica e capaz de competir globalmente tanto em qualidade quanto em produtividade. “Além da alta produtividade, a inseminação artificial contribui de forma decisiva para a saúde animal. A possibilidade de transmissão de agentes patogênicos via sêmen é extremamente remota, graças ao rigoroso monitoramento sanitário realizado nas UDGs, junto aos doadores e durante todo o processo de industrialização do sêmen”, expõe Meincke.

O resultado prático é evidente: granjas que utilizam exclusivamente a inseminação artificial há mais de 20 anos mantêm o status sanitário, mesmo com alta rotatividade de matrizes. “A inseminação artificial, quando bem conduzida, constitui uma ferramenta estratégica para manter as granjas geneticamente abertas e sanitariamente fechadas”, frisa.

Desafios persistem

Ao completar meio século, a inseminação artificial em suínos no Brasil é uma prática consolidada, reconhecida por sua capacidade de acelerar o melhoramento genético, aumentar a produtividade e proteger a sanidade das granjas. No entanto, a entrega das doses de sêmen segue sendo um ponto crítico. “Com a precariedade da infraestrutura, especialmente a inexistência de malhas ferroviárias eficientes e limitações na área de comunicação, a solução encontrada foi a entrega em domicílio das doses, realizada pelas próprias UDGs ou por empresas terceirizadas especializadas em transporte de material biológico”, ressalta Meincke.

Essa sistemática garante rastreamento completo, manutenção da temperatura adequada e acondicionamento seguro das doses, além de agilidade na entrega. Contudo, o desafio permanece em adequar o custo final de cada dose até chegar às mãos do produtor, sem comprometer a viabilidade econômica da operação.

Outro ponto crítico é o alto investimento necessário para a construção e manutenção de UDGs bem equipadas, com instalações modernas e elevada biossegurança. “Somado a isso a necessidade de um rigoroso e permanente controle de qualidade das doses inseminastes, para garantir que a produtividade esperada pelos produtores seja alcançada”, salienta Meincke.

O manejo adequado das fêmeas e o correto diagnóstico do cio dependem de treinamentos constantes das equipes de inseminadores. “Como as UDGs normalmente ficam em áreas isoladas, atrair e manter profissionais qualificados também é um desafio que precisa ser bem planejado”, complementa.

Evolução contínua

Meincke exalta que o investimento contínuo em tecnologia, capacitação e biossegurança vai permitir que a prática continue a impulsionar a produtividade e a competitividade da suinocultura nacional. “Se há 50 anos a inovação exigiu coragem e persistência, hoje ela demanda atualização constante, adaptação às novas demandas do mercado e à evolução tecnológica. O objetivo continua o mesmo: produzir suínos de alta qualidade, de forma eficiente e segura, mantendo o Brasil na vanguarda mundial da suinocultura”, evidencia Meincke.

Cinco décadas depois, a inseminação artificial está presente em praticamente todas as granjas tecnificadas do país, desempenhando papel decisivo na disseminação de genética superior, no controle sanitário e na eficiência reprodutiva. O legado de Werner Meincke não está apenas na introdução de uma técnica, mas na visão de futuro que ajudou a moldar a suinocultura brasileira. “A inseminação artificial não foi apenas uma inovação técnica, foi uma mudança de mentalidade. E, como toda mudança profunda, exigiu coragem, persistência e fé na ciência”, enfatizou.

Com distribuição nacional nas principais regiões produtoras do agro brasileiro, O Presente Rural – Suinocultura também está disponível em formato digital. O conteúdo completo pode ser acessado gratuitamente em PDF, na aba Edições Impressas do site.

Fonte: O Presente Rural

Suínos

Atualização constante é requisito para permanecer competitivo na suinocultura, afirma presidente da Frimesa

Elias Zydek destaca que o Congresso de Suinocultores do Paraná vai ofeercer aos produtores acesso a informações estratégicas para decisões mais assertivas dentro e fora da granja.

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Foto: O Presente Rural

A atualização constante de informações técnicas e de mercado tornou-se um dos principais fatores para a competitividade da suinocultura. Em um setor que convive com desafios sanitários, oscilações cambiais, custos elevados de produção e exigências crescentes dos consumidores, a capacidade de tomar decisões rápidas e bem fundamentadas pode definir os resultados da atividade.

Presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek: “Os eventos técnicos trazem informações atualizadas que orientam decisões mais assertivas em toda a cadeia produtiva e proporcionam uma importante troca de experiências entre seus integrantes”

Esse será um dos focos do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, promovido pelo Jornal O Presente Rural em parceria com a Frimesa. O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Para o presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek, o principal diferencial do Congresso está justamente na proximidade entre quem produz, quem industrializa e quem acompanha diariamente as transformações do mercado. “É um evento diferente por duas grandes razões. Primeiro porque procura ter contato direto com o produtor e com toda a cadeia produtiva, discutindo os problemas e desafios nas áreas de tecnologia, sanidade, manejo e, principalmente, mercado. O produtor precisa estar próximo do que o mercado está querendo”, ressalta.

Segundo Zydek, o segundo diferencial está relacionado à qualidade e à atualidade das informações compartilhadas. “A informação é hoje o maior insumo de qualquer gestão e de qualquer negócio. Como ela muda rapidamente, é preciso estar sempre atualizado. É uma oportunidade que ninguém deveria perder. É o momento de debater, dar opinião, ouvir e participar”, salienta.

Competitividade depende de eficiência e ambiente econômico

Foto: Shutterstock

Ao analisar os principais desafios enfrentados atualmente pela suinocultura, Zydek destaca que os gargalos estão distribuídos dentro e fora da propriedade rural. “Dentro da porteira, o principal desafio está na eficiência produtiva associada ao bem-estar animal e à biosseguridade. O produtor precisa de escala e modernização tecnológica para diluir custos, mas enfrenta dificuldades relacionadas à sucessão familiar e aos altos investimentos exigidos pela atividade”, explica.

Fora da granja, os desafios passam principalmente pela logística e pelos custos de produção. “A infraestrutura logística e a dependência do milho e da soja são fatores importantes para a competitividade da cadeia. Além disso, as barreiras sanitárias internacionais exigem que o Paraná mantenha seu status sanitário com extremo rigor”, enfatiza.

Câmbio influencia diretamente o setor

Foto: Ari Dias/AEN

Na avaliação do executivo, uma das decisões mais críticas para a competitividade da cadeia está ligada ao comportamento do mercado internacional.

Hoje, aproximadamente um quarto de toda a produção brasileira de carne suína depende das exportações para equilibrar oferta e demanda. “O Brasil precisa exportar cerca de 25% da sua produção. Nessa situação, o câmbio é determinante. Quando o dólar fica abaixo de R$ 5,20, a exportação torna-se inviável, aumenta a oferta no mercado interno e os preços acabam caindo”, afirma.

De acordo com Zydek, compreender essa dinâmica é fundamental para que produtores e empresas consigam planejar seus investimentos e suas estratégias de produção.

Cooperativas impulsionam melhorias contínuas

O presidente executivo da Frimesa também destaca o papel das cooperativas na evolução técnica da atividade. Para ele, a sanidade permanece como a base de toda a cadeia produtiva. “A sanidade é sempre determinante. Sem ela não se alcança produtividade, padronização e nem mercado”, observa.

Além disso, Zydek avalia que ainda existe espaço para avanços importantes em áreas estratégicas da produção. “A busca por melhorias na conversão alimentar, prolificidade e redução da mortalidade deve ser contínua. Esse processo de melhoria permanente é um dos papéis mais importantes das cooperativas”, afirma.

Mercado exige planejamento e controle da oferta

Quando o assunto é mercado, Zydek acredita que os produtores precisam ampliar a compreensão sobre os fatores que influenciam os preços e a rentabilidade da atividade. “O resultado da cadeia de produção de suínos está no equilíbrio entre oferta e demanda. O mais importante é organizar a produção para controlar a oferta. Isso exige informações precisas, ações consistentes e acompanhamento permanente da demanda mundial”, destaca.

Segundo ele, eventos técnicos como o Congresso de Suinocultores do Paraná ajudam justamente a aproximar os produtores dessas informações e permitem a troca de experiências entre todos os elos da cadeia. “Os eventos técnicos trazem informações atualizadas que orientam decisões mais assertivas em toda a cadeia produtiva e proporcionam uma importante troca de experiências entre seus integrantes”, evidencia.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Atualização técnica é fundamental para produzir suínos com mais segurança e rentabilidade, ressalta presidente da Copacol

Valter Pitol destaca que o Congresso de Suinocultores do Paraná oferece acesso a conhecimento, tecnologias e informações estratégicas para fortalecer os resultados das granjas.

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Foto: O Presente Rural

A busca por maior eficiência e rentabilidade na produção de suínos passa, cada vez mais, pelo acesso à informação e à atualização técnica. Em um setor marcado pela rápida evolução das tecnologias, exigências sanitárias e oscilações de mercado, acompanhar as transformações da atividade tornou-se um fator decisivo para a competitividade das granjas.

Presidente da Copacol, Valter Pitol: ““Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”

Com esse objetivo, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná reunirá produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e especialistas no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). A Copacol está entre as cooperativas que apoiam a realização do evento, promovido pelo Jornal O Presente Rural em parceria com a Frimesa.

Para o presidente da Copacol, Valter Pitol, o Congresso representa uma oportunidade importante para que os produtores tenham acesso às informações mais recentes sobre a atividade. “Nós acreditamos que o Congresso é uma oportunidade para o suinocultor estar participando, tendo informações, acesso a tecnologias e informações completas da suinocultura”, afirma.

Segundo Pitol, o conhecimento compartilhado durante o evento contribui diretamente para a evolução técnica das propriedades e para a tomada de decisões mais assertivas dentro das granjas.

Conhecimento aplicado à produção

Fotos: Schutterstock

A suinocultura ocupa papel estratégico dentro das atividades desenvolvidas pela Copacol e por seus cooperados. Por isso, iniciativas voltadas à disseminação de conhecimento são consideradas fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva. “Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”, ressalta o presidente.

A programação do evento abordará temas ligados à sanidade, biosseguridade, nutrição, mercado, sucessão familiar, gestão de pessoas e regularização ambiental, assuntos que impactam diretamente o desempenho das propriedades.

Produção segura e rentável

De acordo com Pitol, o principal objetivo de toda a cadeia produtiva é garantir que o produtor tenha condições de produzir com eficiência e obter resultados econômicos sustentáveis. “Precisamos produzir suínos com mais segurança, mas acima de tudo garantir que a atividade tenha resultado econômico para o produtor”, enfatiza.

A expectativa é que o Congresso proporcione um ambiente de troca de experiências entre os diferentes elos da cadeia, aproximando produtores, cooperativas, agroindústrias e especialistas em torno dos principais desafios e oportunidades da suinocultura.

Ao concentrar em um único dia debates técnicos e estratégicos, o evento busca levar aos participantes informações práticas e aplicáveis à realidade das granjas, contribuindo para o fortalecimento de uma das atividades mais importantes do agronegócio paranaense.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Congresso de Suinocultores do Paraná coloca biosseguridade no centro dos debates da atividade

Coordenador de Suinocultura da Lar afirma que falhas na proteção sanitária podem comprometer toda a produção e defende maior alinhamento entre produtores e assistência técnica.

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A biosseguridade continua sendo um dos maiores desafios da suinocultura moderna e será um dos temas centrais do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Técnico em Agropecuária e coordenador de suinocultura na Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin: “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”

Em uma região que concentra uma das maiores densidades de produção de suínos do país, o técnico em Agropecuária e coordenador de Suinocultura da Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin, ressalta que prevenir a entrada e disseminação de doenças é uma condição indispensável para garantir a sustentabilidade da atividade.

O profissional destaca que os avanços em gestão, treinamento e qualificação profissional podem ser conquistados com investimentos e capacitação. Já a biosseguridade exige vigilância permanente. “O principal gargalo que nós temos hoje é a biosseguridade. Outros pontos relacionados à gestão técnica podem ser trabalhados com treinamento, qualificação e especialização das equipes. Porém, quando a biosseguridade da granja é comprometida, não existe mais como remediar”, afirma.

Segundo Beraldin, o desafio se torna ainda maior em regiões com elevada concentração de granjas e intensa movimentação de pessoas e veículos. “Estamos numa região muito adensada, com instalações mais antigas, propriedades muito próximas umas das outras, rodovias passando perto das granjas e diferentes integradoras atuando no mesmo território. Tudo isso aumenta a complexidade do controle sanitário”, ressalta.

Uniformidade das carcaças segue como desafio

Além das questões sanitárias, Beraldin aponta que a busca por uniformidade dos lotes continua sendo uma das principais dificuldades enfrentadas dentro das granjas.

De acordo com ele, mesmo com os avanços genéticos e nutricionais registrados nas últimas décadas, ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os animais. “O principal ponto de desalinhamento entre o que a indústria exige e a realidade da granja está relacionado à uniformidade das carcaças. Esse é um desafio que atravessa décadas e continua presente. O peso de nascimento é naturalmente diferente entre os indivíduos e, ao longo das fases de crescimento e terminação, essas diferenças acabam reaparecendo”, explica.

O coordenador destaca que o agrupamento dos animais por tamanho ajuda a reduzir essa variabilidade, mas exige manejo constante e nem sempre é suficiente para manter a uniformidade desejada até o abate.

Outro fator apontado por ele envolve as exigências relacionadas à conformação das carcaças. “Qualquer hérnia ou problema semelhante pode levar à classificação daquele animal como não conforme. Muitas vezes isso resulta na condenação da carcaça. É uma exigência que não parte diretamente da indústria, mas dos órgãos fiscalizadores, e que acaba gerando perdas importantes ao longo da cadeia”, observa.

Produtor e técnico devem atuar lado a lado

Para Beraldin, a velocidade na identificação dos problemas dentro da granja é um dos fatores que mais influenciam os resultados produtivos. Por isso, ele defende uma relação próxima entre produtores e equipes técnicas. “O principal conhecimento que o produtor pode ter na tomada de decisão é entender a dinâmica do mercado e manter uma relação muito próxima com o técnico. No primeiro sinal de qualquer anormalidade dos animais, a assistência técnica deve ser acionada”, enfatiza.

Segundo ele, a experiência acumulada pelos profissionais que acompanham diferentes granjas permite respostas mais rápidas e eficientes diante de possíveis problemas sanitários ou produtivos. “Aquele lote é único para o produtor, mas o técnico observa diversos lotes ao longo da semana. Isso permite agir rapidamente e tomar decisões com mais segurança. O principal é que o produtor conheça bem seu plantel e esteja alinhado com a assistência técnica”, ressalta.

Congresso reforça protagonismo do produtor

Na avaliação de Beraldin, um dos diferenciais do Congresso de Suinocultores do Paraná é justamente manter o foco no produtor e na realidade das propriedades rurais. “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”, destaca.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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