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Inscrições para submissão de trabalhos científicos da Favesu 2024 estão abertas
Evento acontece nos dias 05 e 06 de junho de 2024, no Centro de Eventos Padre Cleto Caliman, em Venda Nova do Imigrante (ES).

Momento dedicado ao incentivo às pesquisas e estudos voltados para os setores de aves e suínos, a programação da Feira de Avicultura e Suinocultura Capixaba (Favesu) 2024, que será promovida nos dias 05 e 06 de junho de 2024, no Centro de Eventos Padre Cleto Caliman, em Venda Nova do Imigrante (ES), também se dedicará a realização do Espaço Científico, que já está com o período de inscrições aberto de forma gratuita.
A iniciativa dará oportunidade para estudantes de graduação, pós-graduação, professores, pesquisadores e profissionais do setor apresentarem trabalhos nas áreas de pesquisa de frango de corte, postura comercial e suinocultura.

Fotos: Divulgação
Os pesquisadores interessados devem enviar a ficha de inscrição dos trabalhos (disponível para download no link mais abaixo) até o dia 29 de março de 2024. Já a data limite para o envio dos trabalhos, que serão avaliados por profissionais renomados nas áreas pertinentes, será o dia 1º de março de 2024.
Os trabalhos deverão ser classificados em um ou mais dos seguintes assuntos: Sanidade, Ambiência, Bem-Estar Animal, Sustentabilidade, Inovação Tecnológica ou Inspeção Sanitária de Produtos de Origem Animal. Cada pesquisa será avaliada por uma equipe de jurados formada por profissionais renomados nas áreas pertinentes. Saiba mais sobre as normas para elaboração dos trabalhos no link abaixo.
Um dos responsáveis pela coordenação científica da FAVESU 2024, o médico-veterinário Eustáquio Moacyr Agrizzi ressalta a importância de mais uma edição do espaço dentro da feira. “Para nós, é estimulante incentivar a aplicabilidade do conteúdo científico na prática, além de aproximar o meio acadêmico de empresas dos setores e dos produtores rurais”, ressaltou Agrizzi.
Exposição e vencedores
Todos os trabalhos aceitos serão expostos no Espaço Científico da FAVESU 2024, por meio de banners e receberão certificado de participação. Em cada área de pesquisa (Frango de Corte, Postura Comercial e Suinocultura) o trabalho melhor avaliado terá espaço para uma apresentação oral, com duração de dez minutos, durante a programação da feira, no auditório destinado ao público pertinente àquele tipo de pesquisa.
Além disso, o primeiro colocado das três áreas receberá uma premiação em dinheiro na quantia de R$ 1.000,00, terá direito a publicação do seu trabalho no Jornal do Agronegócio (jornal de circulação nacional da AVES e ASES), e ainda poderá ter seu estudo divulgado nas mídias da FAVESU e das associações.
Em caso de dúvidas, entre em contato com a comissão organizadora nos telefones (27) 3288-1182 e (27) 9 9942-2552, ou por meio do e-mail tecnico@associacoes.org.br.
Conheça a Favesu
Maior ponto de encontro dos setores avícola e suinícola do Espírito Santo, a Feira de Avicultura e Suinocultura Capixaba (FAVESU) é realizada pela Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES) e a Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES).
Contando com dois dias de programação, o evento promove a interação entre gestores, empresários, técnicos, acadêmicos, fornecedores e demais envolvidos diretamente na cadeia produtiva dos dois setores, além do público consumidor.
Na sexta edição, realizada em 2022, na cidade de Venda Nova do Imigrante, a feira contou com mais de 2 mil participações de pessoas que puderam conferir de perto diversas novidades apresentadas por 69 empresas, além de mais de 20 horas de eventos técnicos.
Ao longo dessas seis edições já realizadas, a feira tornou-se um espaço de oportunidades para os dois setores, por meio de palestras técnicas, espaço científico, feiras de negócios e o espaço gourmet.

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Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho
Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.
Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB
“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.
O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.
Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.
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Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja
Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.
O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.
Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.
Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho
Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.
Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.
Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.
Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.
A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.
Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.
Colunistas
Seu contrato de arrendamento pode ser extinto
Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).
Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.
Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.
Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.
A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.
Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.
Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.
E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.
Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.



