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Inscrições para corrida que vai lançar o Show Rural podem ser feitas até dia 20
Prova terá dois percursos, com cinco e 10 quilômetros. Os organizadores informam que haverá suporte médico disponível no local para qualquer tipo de emergência.

Cerca de mil atletas são esperados para a corrida que lançará a 36ª edição do Show Rural Coopavel. A prova terá início às 07h30 e será realizada no dia 26 de novembro nas ruas do parque que recebe o evento. “Estamos animados com a repercussão dessa novidade. O Show Rural é uma mostra de tecnologia pautada na inovação e na superação, por isso associá-lo a uma corrida é algo diferente, inusitado”, diz o presidente Dilvo Grolli.
Outras atividades, dedicadas à família, serão realizadas no local no dia 26 de novembro. Haverá brinquedos às crianças e praça de alimentação ao ar livre.
A prova terá dois percursos, com cinco e 10 quilômetros. Os organizadores informam que haverá suporte médico disponível no local para qualquer tipo de emergência. “Observamos com bastante atenção todas as exigências para esse tipo de competição. Queremos um evento de alto nível e que integre as pessoas”, informa o coordenador geral do Show Rural Coopavel, o engenheiro agrônomo Rogério Rizzardi. No último dia 2, 75 pessoas participaram do primeiro treino para o reconhecimento do percurso no parque. O exercício vai ser repetido no próximo dia 15, às 7h30, no mesmo local.
Como participar
Pessoas com idades a partir de 18 anos poderão fazer a sua inscrição até o dia 20 de novembro e garantir presença na prova. As inscrições podem ser feitas somente pela internet no site www.showrural.com.br e então acessar o link da corrida, que aparece na página principal do site. O valor é de R$ 50 com pagamento por cartão, boleto, pix ou PicPay. Associado e colaborador da Coopavel também poderão participar da corrida, com inscrição gratuita no setor de Recursos Humanos da Coopavel – área industrial em frente ao Autódromo. O número de whatsapp para contato e outras informações é (45) 3218-5275.
As categorias em disputa serão: A – masculino e feminino – 18 a 29 anos; B – masculino e feminino – 30 a 39 anos; C – masculino e feminino – 40 a 49 anos; D – masculino e feminino – 50 a 59 anos; E – masculino e feminino – 60 a 69 anos, F – masculino e feminino – 70 anos e acima. A classificação geral vai considerar o tempo bruto do atleta – ordem de chegada. Para as demais, ela observará o tempo líquido do corredor: tempo decorrido entre sua passagem no tapete de cronometragem no momento da largada e o cruzamento pelo mesmo na linha de chegada.
Prêmios
A premiação será a seguinte: a organização dará premiações (troféus) aos primeiros lugares masculino e feminino conforme segue: Geral das Provas cinco e dez quilômetros – 1º ao 5º colocados masculino e feminino; Geral Associados Coopavel – 1º ao 3º colocados masculino e feminino; Geral Colaborador Coopavel – 1º ao 5º colocados masculino e feminino. Quem concluir a prova e apresentar o numeral com o chip, ganhará medalha de participação.
Todos os inscritos na corrida vão receber o kit atleta com número de peito com chip, camiseta, toalha, viseira e medalha. A retirada do kit deverá ocorrer no dia 25 de novembro das 10h às 16h na Zero Açúcar, na rua Riachuelo, 1835, Centro de Cascavel. Quem for de outra cidade poderá retirar o kit no local do evento, entre às 6h15 e 7h15, com apresentação de documento com foto.

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Agronegócio e indústria pedem análise detalhada antes de alterar jornada de trabalho
Documento destaca necessidade de decisões baseadas em dados e diálogo setorial, evitando decisões políticas em ano eleitoral.

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.
“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.
O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema Faep reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.
Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.
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Agro paranaense registra cenários distintos entre cadeias produtivas
Boletim do Deral mostra cenário diversificado no agro paranaense, com queda nos preços do leite, encerramento do defeso na piscicultura, recordes na suinocultura, redução de área no trigo e avanço da colheita de milho na primeira e segunda safra.

O mercado agropecuário paranaense apresenta movimentos distintos entre cadeias produtivas, com queda nos preços do leite ao produtor, recordes na suinocultura e avanço da colheita de milho. As informações constam no boletim conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral).
No setor leiteiro, o preço pago ao produtor voltou a cair em fevereiro e foi cotado, em média, a R$ 2,11 por litro no Paraná. Na última pesquisa semanal de preços do Deral, realizada entre 23 e 27 de fevereiro, o valor pago pela indústria foi de R$ 2,13 por litro. No atacado, os derivados apresentaram comportamentos diferentes: o queijo minas recuou quase 4% em fevereiro, enquanto a muçarela registrou leve alta de 0,66%. No acumulado dos últimos 12 meses, porém, ambos apresentam queda, de 20,09% e 12,68%, respectivamente.

Foto: Shutterstock
Na piscicultura, o destaque é o encerramento do período de defeso (Piracema) no Paraná, ocorrido em 28 de fevereiro. Durante o defeso há restrições à captura de espécies nativas para garantir a reprodução dos peixes. Já a pesca de espécies exóticas, como tilápia e carpa, permaneceu permitida ao longo do período.
A suinocultura brasileira encerrou 2025 com novos recordes de produção, exportação e disponibilidade interna. A produção total chegou a 5,598 milhões de toneladas de carne suína, crescimento de 4,5% em relação a 2024. O resultado foi impulsionado pelo abate de 60,15 milhões de suínos, também o maior já registrado.
Do volume produzido, 1,471 milhão de toneladas foram destinadas ao mercado externo, o equivalente a 26,3% da produção nacional, com alta de 12,7% nas exportações frente ao ano anterior. A disponibilidade interna atingiu 4,150 milhões de toneladas, o maior nível da série histórica. Para 2026, a expectativa é de continuidade do crescimento, com possibilidade de novos recordes, especialmente em produção e exportações.

Foto: Cleverson Beje
No cultivo de trigo, o Paraná perdeu nos últimos anos a liderança nacional para o Rio Grande do Sul, movimento associado ao avanço do milho segunda safra, que passou a ocupar áreas antes destinadas ao cereal, principalmente nas regiões Norte e Oeste do estado. Para a próxima safra de inverno, a expectativa é de nova redução na área plantada, que deve ficar abaixo dos 824 mil hectares colhidos no ciclo anterior.
Apesar da menor área cultivada, o estado mantém forte presença na indústria. O Paraná possui capacidade de moagem de cerca de 4 milhões de toneladas de trigo, segundo dados da Abitrigo, e utiliza grande parte desse potencial. Em 2025, o estado também registrou recorde de importações de trigo, com 879 mil toneladas, provenientes principalmente da Argentina e do Paraguai, para suprir a demanda da indústria.

Foto: Divulgação/Seab
Já no milho, a colheita da primeira safra 2025/26 alcançou 54% da área estimada de 341 mil hectares, com produtividades consideradas dentro do esperado e, em alguns casos, superiores às projeções iniciais. Neste ciclo, a área plantada é 21,5% maior que a registrada na safra anterior.
A região Sudoeste apresentou a maior expansão, com aumento de 55,1% na área cultivada, passando de 48,8 mil para 75,7 mil hectares. Já a região Sul, principal produtora do estado na primeira safra, ampliou a área em 17,2%, totalizando 208,4 mil hectares, o equivalente a 61% da área plantada no Paraná.
O plantio da segunda safra de milho 2025/26 também avança e já atinge 62% da área estimada de 2,86 milhões de hectares, com os trabalhos concentrados principalmente na região Norte do estado, onde o plantio ocorre tradicionalmente durante o mês de março.
Colunistas
Dois Master, dois Brasis
Enquanto um “Master” aparece associado a investigações e suspeitas, o outro anuncia R$ 1 bilhão em investimentos até 2030, expansão industrial, ampliação do sistema de integração e mais recursos nas propriedades rurais.

O noticiário desta semana trouxe novamente à tona o Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro. Polícia, investigação, disputas judiciais, cifras bilionárias bloqueadas. É o Brasil que costuma ocupar as manchetes: o das crises financeiras, das conexões políticas, das operações policiais.
Mas existe outro Master no país.
Fica a mais de mil quilômetros de Brasília, em Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina, onde a política raramente chega às capas – mas de onde saem toneladas de proteína animal para o mundo. Ali opera a Master Agroindustrial, fundada pelo médico-veterinário Mario Faccin, filho de agricultores que se tornou o maior suinocultor independente do Brasil.

Artigo escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
Enquanto um “Master” aparece associado a investigações e suspeitas, o outro anuncia R$ 1 bilhão em investimentos até 2030, expansão industrial, ampliação do sistema de integração e mais recursos nas propriedades rurais. Hoje a empresa integra 350 produtores, emprega cerca de 2 mil pessoas e produz 1,1 milhão de suínos por ano, grande parte destinada à exportação.
São histórias que não têm qualquer relação entre si. Apenas compartilham o nome.
Mas a coincidência é reveladora.
O Brasil urbano e político costuma dominar o debate nacional com seus escândalos, crises institucionais e disputas de poder. Já o Brasil produtivo – espalhado por integradoras, cooperativas, agroindústrias e propriedades rurais – raramente vira manchete, embora sustente boa parte das exportações, da renda e da estabilidade econômica do país.
Um aparece nos autos.
O outro aparece nas planilhas de produção.
Um vive do ruído.
O outro, do trabalho.
No fim das contas, talvez a coincidência de nomes sirva apenas para lembrar que existem dois Brasis convivendo ao mesmo tempo.
Um produz manchetes.
O outro produz comida.



