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Inscrições para 1ª Prova de Eficiência Alimentar em animais jovens encerra dia 22 de agosto
Avaliação feita em parceria pela Associação Brasileira de Angus e Ultrablack e pela Embrapa Pecuária Sul ocorre entre 15 de setembro e 14 de dezembro.

As inscrições para a primeira Prova de Eficiência Alimentar para Animais Jovens, promovida em parceria entre a Associação Brasileira de Angus e Ultrablack e a Embrapa Pecuária Sul, estão abertas até o dia 22 de agosto. A iniciativa, realizada em Bagé (RS), é voltada a criadores que buscam aliar produtividade e sustentabilidade, e representa uma oportunidade única para identificar os animais mais eficientes do rebanho, com foco no futuro da pecuária de precisão.
A chegada dos animais está prevista para ocorrer entre os dias 8 e 12 de setembro. A prova será realizada entre os dias 15 de setembro e 14 de dezembro, avaliando exemplares nascidos entre 15 de junho e 15 de setembro de 2024. Ao longo do período, os exemplares participantes passarão por um acompanhamento detalhado, com coleta de dados que permitirão medir o desempenho individual em eficiência alimentar, um dos indicadores mais importantes para ganhos econômicos e ambientais.

Foto: Gisele Rosso
Como requisitos para participação, os bovinos precisam atender aos seguintes critérios genéticos: estar entre os 50% superiores em Ganho de Peso do Nascimento à Desmama (GND) e, no máximo, entre os 50% na característica de conformação à desmama. O transporte, tanto de ida quanto de volta, será subsidiado pela Associação. “A participação na prova é uma resposta concreta aos desafios crescentes da pecuária, como o aumento dos custos de produção, a maior exigência dos consumidores por segurança alimentar e a atenção aos impactos ambientais da agropecuária. Identificar animais mais eficientes no aproveitamento do alimento é uma ferramenta estratégica para reduzir gastos com alimentação, que hoje representa o principal custo da atividade”, destaca o presidente da Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, José Paulo Dornelles Cairoli.
Além disso, animais que se alimentam de forma mais eficiente são mais lucrativos e apresentam maior produtividade. “A prova permite que um número maior de animais seja avaliado ao longo do ano, com diferentes idades. Também contribui para o objetivo de ter uma população de referência: um conjunto de animais com as medidas de eficiência alimentar e perfil genômico. A partir desse banco de dados, podemos fazer predições genômicas para outros exemplares, inclusive os que não tenham medidas, e multiplicar a capacidade de seleção dentro da raça”, explica o pesquisador e chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso.
Segundo ele, os bovinos jovens também facilitam o manejo e a condução da prova, além de terem consumo menor, reduzindo custos.
Critérios de avaliação
Durante a Prova de Eficiência Alimentar, os animais serão avaliados com base em diversos critérios técnicos, como ganho de peso, consumo alimentar e características da carcaça. Também serão realizados exame andrológico e avaliação genômica. Além disso, será obrigatória a apresentação de exame negativo para brucelose e tuberculose para todos os exemplares inscritos. O sistema de avaliação prevê regime de confinamento com alimentação à vontade durante todo o período da prova.
Investimento
O investimento para participar da prova varia conforme a forma de pagamento e o número de animais inscritos. No pagamento à vista, o valor é de R$ 2.100,00 para o primeiro animal e R$ 1.950,00 para o segundo em diante. Já no pagamento parcelado, em até quatro vezes, o custo é de R$ 2.250,00 para o primeiro animal e R$ 2.050,00 a partir do segundo. O pagamento das inscrições será realizado somente após o início da prova.

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Governo federal prepara decreto de salvaguardas para acordo Mercosul-UE
Texto será analisado pela Casa Civil e estabelece mecanismos para proteger produtores nacionais em caso de aumento das importações europeias.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou na quarta-feira (25) que o decreto sobre as salvaguardas do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) será enviado para a Casa Civil, onde passará por análise jurídica antes da publicação. A salvaguardas são instrumentos de proteção a produtores nacionais. 


Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
O texto prevê mecanismos para proteger produtos agrícolas, caso sejam sancionados por organismos europeus. Isso porque, no final do ano passado, o Parlamento Europeu aprovou regras mais rígidas para importações agrícolas vinculadas ao acordo com o Mercosul, cujas medidas seriam acionadas se importações em grande volume causarem ou ameaçarem prejuízo grave aos produtores europeus.
O setor do agronegócio nacional quer que essas salvaguardas sejam assumidas também pelo governo brasileiro, em caso de aumento das importações de produtos europeus concorrentes. “Sempre há uma preocupação de alguns setores. Então, nós estamos encaminhando a proposta, para passar pelos ministérios, o decreto de salvaguardas”, declarou o vice-presidente.
A fala foi feita após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), relator do projeto que ratifica o acordo entre o bloco europeu e o sul-americano, que vai criar uma das maiores zonas de livre comércio do planeta, com produção avaliada em US$ 22 trilhões e mercado consumidor de 720 milhões habitantes.
A Casa Civil poderá consultar outros ministérios, como a Fazenda, para depois enviar o decreto para assinatura do presidente da

Bandeira do Mercosul
República, antes que o Senado Federal aprove a ratificação do acordo. O texto da ratificação foi aprovado na quarta-feira pelo plenário da Câmara dos Deputados.
Como funcionam as salvaguardas
Salvaguardas são mecanismos previstos em acordos comerciais que permitem a um país reagir a surtos de importação decorrentes da redução de tarifas negociadas. Caso fique comprovado dano grave à produção nacional, o governo pode:
- Estabelecer cotas de importação;
- Suspender a redução tarifária prevista no acordo;
- Restabelecer o nível de imposto anterior à vigência do tratado.
O decreto deverá definir prazos, procedimentos de investigação e condições para aplicação das medidas.
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Câmara autoriza uso de até R$ 500 milhões do FGO para crédito do Pronaf
Projeto visa ampliar garantias para agricultores familiares sem impactar as contas da União e segue para sanção presidencial.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (16) o Projeto de Lei 2213/25, que autoriza o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir ações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O texto, de autoria do Senado, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Administrado pelo Banco do Brasil, o FGO facilita o acesso ao crédito por empresas e setores específicos, diminuindo os riscos para os bancos.
De acordo com o projeto, até R$ 500 milhões do FGO poderão ser utilizados para garantir as operações do Pronaf, que oferece linhas de crédito com condições especiais a agricultores familiares. O texto aprovado altera a Lei 13.999/20, que institui o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
Um ato conjunto dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda definirá como esses recursos serão alocados, quais limites máximos de garantia poderão ser concedidos, os critérios de elegibilidade dos agricultores familiares e de suas cooperativas.
O ato deve indicar ainda quais operações do Pronaf poderão receber cobertura do FGO. As instituições financeiras autorizadas a operar

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
crédito rural no Pronaf poderão solicitar essa garantia, respeitados os limites proporcionais de suas carteiras e o montante efetivamente aportado pela União e pelos demais cotistas.
O relator do projeto, deputado Rogério Correia (PT-MG), disse que a medida não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União. O deputado citou o Balanço Patrimonial Consolidado do próprio FGO, referente a dezembro de 2024, que mostra que o fundo detinha R$ 43 bilhões em ativos totais, o que demonstra, segundo Correia, que a eventual destinação de até R$ 500 milhões para operações do Pronaf representa uma fração modesta de sua capacidade financeira.
“A medida não afeta sua aptidão [do FGO] para dar cobertura às garantias relacionadas ao Pronampe, nem compromete a estabilidade do fundo. Diante desse cenário, conclui-se que o projeto não produz impacto orçamentário ou financeiro imediato sobre as contas da União, uma vez que apenas autoriza a utilização de recursos já existentes no FGO”, afirmou
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Argentina e Uruguai aprovam Acordo Mercosul-UE; Brasil ainda depende de aval do Senado
Após sessões extraordinárias em Montevidéu e Buenos Aires, países iniciam processo de integração comercial.






