Notícias 13ª edição
Inscrições ao Prêmio SomosCoop Melhores do Ano terminam dia 15
Além do troféu, vencedoras vão receber vagas em intercâmbio cooperativista.
Ainda está em tempo de as cooperativas garantirem a participação na 13ª edição do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano. O prazo para as inscrições termina na próxima quinta-feira (15), às 18 horas. Podem se inscrever as cooperativas singulares e centrais, confederações e federações sediadas no Brasil, regulares com o Sistema OCB. Cada cooperativa pode concorrer com um case por categoria.
Diversas cooperativas já fizeram seu registro pelo site www.melhores.premiosomoscoop.coop.br. Nele é possível acessar o regulamento e todas as regras para a participação. Em caso de dúvidas também é possível entrar em contato com uma consultoria especializada para esclarecer todas as dúvidas sobre o preenchimento das fichas cadastral da cooperativa e de apresentação de case. Para isso, basta clicar no link Fale Conosco.
A premiação é uma oportunidade de mostrar o quanto as cooperativas são importantes, social e economicamente. Promovida pelo Sistema OCB, a iniciativa acontece sempre em anos pares e tem como objetivo reconhecer e destacar as boas práticas das cooperativas que proporcionam benefícios aos seus associados e à comunidade onde atuam.
O evento de divulgação das contempladas está previsto para o dia 07 de dezembro e, neste ano, além do troféu, as primeiras colocadas de cada categoria ganham duas vagas em um intercâmbio cooperativista.
Para a edição deste ano, seis categorias integram o prêmio:
- Comunicação e Difusão do Coop: contempla as coops que promovem a cultura do cooperativismo também para a sociedade. Os cases envolvem desde o selo SomosCoop nos produtos da cooperativa, até a promoção de cursos, palestras, eventos, campanhas e demais ações vinculadas ao Movimento SomosCoop que divulguem o movimento cooperativista como um todo;
- Coop Cidadã: está voltada para os projetos que beneficiem a comunidade onde a cooperativa está inserida. Também podem ser inscritas as ações similares às realizadas no Dia de Cooperar, ou Dia C;
- Desenvolvimento Ambiental: é direcionada a projetos de boas práticas ambientais desenvolvidas por cooperativas e que tenham sido estratégicos para o uso consciente dos recursos naturais, seja por meio da recuperação de nascentes, reutilização de recursos, reciclagem e outras ações que preservem o meio ambiente;
- Fidelização: reconhece as boas práticas das cooperativas que promovem maior integração com seus cooperados. Por exemplo, melhorando o espaço físico e formas de atendimento, ampliando e ofertando melhorias dos serviços, bem como aumentando o uso dos serviços oferecidos pelos cooperados;
- Inovação: atribuído às soluções que promovem mudanças na rotina diária das coops como a modernização de produtos e serviços, técnicas e ferramentas de gestão da inovação e outras ações que viabilizem melhores resultados financeiros e ganho de produtividade;
- Intercooperação: premia projetos desenvolvidos de forma conjunta, realizados por duas ou mais cooperativas, que viabilizem objetivos comuns. Por exemplo, a compra de insumos ou serviços, comercialização conjunta de produtos, implantação de projetos, e troca de experiências e boas práticas de gestão.
A avaliação dos projetos é feita por duas bancas distintas: a primeira com uma comissão técnica, composta por especialistas em projetos; e a segunda, pela comissão julgadora, formada por representantes de entidades e parceiros do cooperativismo.

Notícias
Brasil mira mercado sul coreano e avanço sanitário pode destravar exportações de carne
Inspeções técnicas, exigências sanitárias rigorosas e perfil premium de consumo posicionam a Coreia do Sul como oportunidade estratégica para a proteína animal brasileira.

A intensificação das negociações entre Brasil e Coreia do Sul recoloca no centro do debate uma agenda estratégica para o agronegócio brasileiro. Após mais de uma década de restrições sanitárias, o envio de técnicos sul-coreanos para inspeção de plantas frigoríficas brasileiras é visto por analistas como etapa decisiva para abertura de um dos mercados mais exigentes e valiosos da Ásia.
Além da relevância sanitária, o contexto econômico amplia o peso das negociações. Com PIB próximo a US$ 2 trilhões, a Coreia do Sul está entre os maiores importadores do mundo, movimentando mais de US$ 600 bilhões anuais em compras externas. Ainda assim, o Brasil responde por apenas cerca de 1% dessas importações, em um fluxo bilateral estimado em aproximadamente US$ 10,8 bilhões, sendo que as exportações brasileiras para o país asiático se concentram principalmente em petróleo, minério de ferro e farelo de soja.

Economista Johnny Mendes: “Nós já temos essa barreira sanitária desde 2012. O Brasil é um dos maiores players globais em proteína animal e a Coreia do Sul possui elevada dependência de importações”
Para o economista Johnny Mendes, o movimento é esperado dentro da lógica do comércio internacional. “Nós já temos essa barreira sanitária desde 2012. O Brasil é um dos maiores players globais em proteína animal e a Coreia do Sul possui elevada dependência de importações. Existe complementaridade clara, mas a remoção de barreiras sanitárias exige validação técnica presencial. Não é algo que se resolve apenas com acordos diplomáticos”, afirma.
Dados do comércio internacional reforçam o potencial econômico da negociação. A Coreia do Sul figura entre os maiores importadores globais de carne bovina e depende do mercado externo para suprir aproximadamente 60% do consumo interno, cenário impulsionado por limitações geográficas e custos de produção. Atualmente, Estados Unidos e Austrália lideram o fornecimento ao país asiático. “O Brasil tem condições plenas de atender padrões sanitários rigorosos. Já exportamos para mercados com alto nível de exigência. A presença de delegações técnicas faz sentido e é uma etapa necessária para destravar o fluxo comercial”, explica Mendes.
Mendes observa ainda que fatores geoeconômicos ampliam a relevância da negociação. Tensões comerciais, reconfigurações tarifárias e disputas por cadeias de suprimento têm levado economias asiáticas a diversificar fornecedores estratégicos. “Sempre que há ruídos tarifários ou rearranjos comerciais entre grandes economias, surgem janelas de oportunidade. O Brasil pode se beneficiar, mas o ponto central continua sendo a eliminação da barreira sanitária”, avalia.
Além do volume, o mercado sul-coreano é reconhecido pelo alto valor agregado. Trata-se de um destino premium, com demanda por cortes específicos e rigorosos critérios de qualidade. “Não é apenas uma questão de ampliar destinos. É acessar um mercado que pode elevar o valor médio das exportações brasileiras. Isso exige adequações produtivas, industriais e sanitárias. A própria missão técnica também serve para alinhar expectativas e padrões”, destaca.

Foto: Shutterstock
As negociações também se inserem em uma agenda estratégica mais ampla. A Coreia do Sul é altamente dependente da importação de minerais críticos utilizados em cadeias de semicondutores, baterias e veículos elétricos.
O Brasil, por sua vez, reúne vantagens estruturais relevantes, incluindo a maior concentração global de reservas de nióbio, além de volumes expressivos de grafita, níquel, lítio e terras raras. “O desafio brasileiro não é capacidade produtiva. É alinhamento regulatório e sanitário. Uma vez superadas essas etapas, o potencial de expansão comercial e de diversificação da pauta exportadora é relevante”, enfatiza Mendes.
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Dia Mundial da Agricultura destaca força do agro brasileiro no cenário global
País atende cerca de 10% da população mundial e lidera exportações de diversos produtos.
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IPPA-Grãos cai 2,36% e pecuária sobe 5,2% em fevereiro
Índice geral recua 1,02% no mês. Desempenho reflete pressão nos grãos e avanço das cotações pecuárias.








