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Inscrições ao Prêmio CNA Brasil Artesanal 2025 Queijos estão abertas
Concurso objetiva valorizar os pequenos e médios produtores, com foco na profissionalização da atividade e na agregação de valor dos alimentos que produzem.

A Confederação da Agricultura e Pecuária divulga o Prêmio CNA Brasil Artesanal 2025 Queijos. As inscrições estão abertas até o dia 06 de maio. O Sistema Faesc/Senar reforça o convite aos produtores catarinenses para que acessem o regulamento no site do Sistema CNA/Senar e façam sua inscrição.
A 2ª edição do concurso para queijos promovida pela CNA será realizada em três categorias: tradicional (de 30 a 180 dias de maturação); tratamento térmico; e com adições de aromatizantes e condimentos.
De acordo com o edital, o prêmio é voltado para produtores rurais com produção anual de até 72 toneladas de queijos produzidos exclusivamente com leite de vaca, e que atendam à legislação com registro no serviço oficial de inspeção municipal, estadual ou federal.
Ao se inscrever, o produtor deverá encaminhar amostra do queijo até 20 de maio. O produto inscrito deverá estar dentro do prazo de validade no momento do julgamento das amostras pelo júri técnico.
O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destaca que a participação dos produtores catarinenses no concurso representa uma excelente oportunidade para mostrar ao Brasil a excelência da produção de queijos artesanais catarinenses. “Santa Catarina se destaca pela diversificação, cuidado e inovação na produção artesanal deste produto e, por isso, é importante que nossos produtores representem o estado nessa premiação”.
Pedrozo destaca, ainda, que ao participar do prêmio, os empresários rurais têm a oportunidade de dar visibilidade ao seu negócio, valorizar seus produtos e alcançar novos mercados. “Santa Catarina tem grande potencial para a produção de queijos de qualidade. Temos boa genética, manejo adequado e Assistência Técnica e Gerencial eficiente, como a que oferecemos pelo Senar/SC, além do apoio de órgãos como o Governo do Estado e outras instituições. Esses aspectos, aliados ao comprometimento dos produtores com a qualidade, resultam em queijos que merecem destaque”, finaliza.
Como os queijos serão analisados?
Após o júri técnico, os queijos serão analisados por um júri popular (público em geral), que fará a degustação sem a identificação dos produtos inscritos. A última etapa será a avaliação da história dos produtos finalistas.

Foto: Albari Rosa
A novidade do concurso é que os produtores de queijos que produzam até 51% do volume de leite utilizado na fabricação dos queijos, receberão um bônus de 10% na pontuação final geral.
A assessora técnica da CNA e organizadora do Prêmio, Fernanda Regina Silva, explica que as amostras dos queijos avaliados devem ser enviadas em embalagens de comercialização e o produto deverá estar rotulado conforme a legislação vigente.
“Não serão aceitas amostras provenientes de agroindústrias artesanais que terceirizem qualquer etapa produtiva de queijos, incluindo a embalagem. E os queijos devem ser provenientes de um único lote homogêneo no momento do envase”, explica.
Os cinco finalistas das três categorias serão premiados com certificados e valores em dinheiro. Os três primeiros vão ganhar também o Selo de Participação Ouro, Prata e Bronze.
Artesanais e tradicionais
A premiação é uma iniciativa do Programa Nacional de Alimentos Artesanais e Tradicionais da CNA. O objetivo é valorizar os pequenos e médios produtores, com foco na profissionalização da atividade e na agregação de valor dos alimentos que produzem.
O Prêmio CNA Brasil Artesanal é realizado desde 2019. Já foram realizados concursos para produtores de chocolates, queijos, salames, cachaças, charcutaria, azeites e vinhos, cafés especiais, mel e cerveja. Atualmente, está em andamento o concurso de geleia artesanal.

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Frango recua 6,5% e suíno cresce 10,4% nas exportações em novembro
No acumulado do ano, embarques de frango recuam 0,7%, mas suínos avançam dois dígitos e somam US$ 3,29 bilhões em receita.

As exportações brasileiras de carne de frango, considerando todos os produtos, entre in natura e processados, totalizaram 434,9 mil toneladas em novembro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume foi 6,5% menor em relação ao mesmo período do ano anterior, com 465,1 mil toneladas.

Foto: Shutterstock
No mês, a receita dos embarques chegou a US$ 810,7 milhões, saldo 9,3% menor em relação ao décimo primeiro mês do ano passado, com US$ 893,4 milhões.
No ano (janeiro a novembro), as exportações de carne de frango alcançaram 4,813 milhões de toneladas, volume 0,7% menor em relação aos onze primeiros meses de 2024, com 4,845 milhões de toneladas. Em receita, o total do ano até novembro chegou a US$ 8,842 bilhões, número 2,5% menor em relação ao ano passado, com US$ 9,071 bilhões.
Emirados Árabes Unidos é o principal destino das exportações do setor em 2025, com 433,8 mil toneladas embarcadas entre janeiro e novembro (+2,1% em relação ao ano anterior). Em seguida estão Japão, com 367,4 mil toneladas (-10,8%), Arábia Saudita, com 362,6 mil toneladas (+6,3%), África do Sul, com 288,6 mil toneladas (-4,6%) e México, com 238,2 mil toneladas (+16,2%).
Principal estado exportador brasileiro, o Paraná embarcou 1,915 milhão de toneladas em 2025 (3,94% menor em relação ao mesmo período do ano anterior), seguido por Santa Catarina, com 1,086 milhão de toneladas (+1,76%), Rio Grande do Sul, com 615 mil toneladas (-3,25%), São Paulo, com 297 mil toneladas (+9,57%) e Goiás, com 246 mil toneladas (+10,69%).
Já as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 106,5 mil

Foto: Shutterstock
toneladas em novembro, volume 12,5% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com 121,1 mil toneladas. A receita do período chegou a US$ 248,2 milhões, saldo 14,9% menor em relação ao ano anterior, com US$ 291,7 milhões.
No ano, os embarques de carne suína acumulam alta de 10,4%, com 1,372 milhão de toneladas nos onze primeiros meses de 2025, contra 1,243 milhão de toneladas no mesmo período do ano anterior. A receita registrada entre janeiro e novembro chegou a US$ 3,294 bilhões, número 18,7% maior em relação ao ano anterior, com US$ 2,774 bilhões.
Filipinas foi o principal destino das exportações, com 350,1 mil toneladas (+49,1%), seguido por China, com 149 mil toneladas (-32,6%), Chile, com 109,1 mil toneladas (+5,8%), Japão, com 101,2 mil toneladas (+18,9%) e Hong Kong, com 99,1 mil toneladas (+1,8%).
Santa Catarina, principal estado exportador, embarcou 688,4 mil toneladas entre janeiro e novembro (+50,73% em relação ao ano anterior). Foi seguido pelo Rio Grande do Sul, com 317,3 mil toneladas (+17%), Paraná, com 214,9 mil toneladas (+25,7%), Mato Grosso, com 34,5 mil toneladas (+0,71%) e Minas Gerais, com 33,7 mil toneladas (+29,6%). “Tanto no caso da carne de frango, como no de carne suína, verificamos os efeitos de atrasos nos embarques em determinados portos, o que gerou efeito nos dados das últimas semanas de novembro, o que gerou diminuição da expectativa dos dados para o mês”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
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Reforma na lei do trabalho rural simplifica contratação de temporários
Proposta atualiza a legislação para refletir a sazonalidade do agro e dar segurança jurídica a produtores e trabalhadores.

A modernização das regras de contratação temporária no período de safra avançou na quarta-feira (03) com a aprovação, pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), do parecer do deputado Eli Borges (PL-TO) ao Projeto de Lei 676/2025. De autoria do deputado Afonso Hamm (PP-RS), a proposta altera a Lei nº 5.889/1973, que regula o trabalho rural, para adequar a legislação às dinâmicas sazonais da atividade agropecuária e facilitar a formalização da mão de obra temporária no campo.
O texto aprovado corrige lacunas da lei atual, que não considera plenamente a realidade das safras e colheitas. Segundo Hamm, o objetivo é simplificar procedimentos sem retirar direitos. “O produtor não pode ser penalizado por uma legislação que não entende a sazonalidade da safra. A proposta simplifica a contratação, mas garante os benefícios. É absolutamente legal e vai ser feito pelo e-Social. Essa proposta garante segurança jurídica e valoriza o emprego formal no meio rural”, afirmou.

Deputado Afonso Hamm: “O produtor não pode ser penalizado por uma legislação que não entende a sazonalidade da safra”
Entre as principais mudanças, o projeto estabelece que o contrato de trabalhador rural por pequeno prazo terá limite de até 120 dias, consecutivos ou intercalados, dentro de um período de 12 meses. A contratação deverá ser formalizada por escrito, com informações sobre o empregador, o imóvel rural e a remuneração, que não poderá ser inferior ao piso da categoria.
O texto também permite a adoção do trabalho intermitente, desde que essa modalidade esteja expressamente prevista no contrato. Em determinadas situações, o produtor poderá ser dispensado da realização de alguns exames admissionais e de obrigações relacionadas à segurança e saúde no trabalho, reduzindo custos e burocracias. A proposta restringe esse modelo de contratação a produtores que explorem diretamente atividade agropecuária, pessoas físicas ou jurídicas, incluindo agricultores familiares.
Presente à reunião, o deputado Pezenti (MDB-SC) destacou a importância da medida para aliviar dificuldades enfrentadas pelo setor. “Os produtores estão passando dificuldades para contratar mão de obra e precisam disso urgentemente. A mão de obra está disponível, mas a burocracia está impedindo de avançar”, afirmou.
A matéria segue agora para análise das Comissões de Trabalho e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
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Mostra de Comunicação do Agro ABMRA premia destaques do setor em Brasília
23ª edição da premiação reconheceu os trabalhos mais criativos e estratégicos da publicidade e marketing voltados ao agronegócio brasileiro, com cerimônia virtual transmitida pelo YouTube.

A 23ª edição da Mostra de Comunicação do Agro ABMRA premiou, na quinta-feira (04), os trabalhos mais inovadores da publicidade e do marketing voltados ao agronegócio brasileiro. Realizada de forma virtual e transmitida pelo canal da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) no YouTube, a cerimônia reuniu agências, anunciantes e profissionais do setor para celebrar campanhas que se destacaram pela criatividade, estratégia e capacidade de dialogar com o produtor rural e a sociedade.
Os destaques foram Make ID e a Orígeo, que venceram como Agência do Ano e Anunciante do Ano, respectivamente. As distinções especiais são concedidas às marcas que acumularam maior pontuação geral na premiação.
Para o diretor da Mostra, Alberto Meneghetti, o nível técnico e criativo dos cases apresentados sintetiza a maturidade da comunicação no agronegócio. “A qualidade dos trabalhos inscritos este ano impressiona não apenas pela criatividade, mas pela precisão estratégica, profundidade das narrativas e domínio das diferentes linguagens. São projetos que mostram um setor cada vez mais profissional, conectado e capaz de criar campanhas que emocionam, informam e entregam resultados reais”.
A Mostra manteve na edição deste ano a característica de seu processo rigoroso de avaliação, com um júri formado por 30 especialistas, divididos entre profissionais da comunicação e lideranças do agronegócio. Todas as etapas foram realizadas em plataforma digital, garantindo transparência e isenção na apuração.
“A Mostra de Comunicação do Agro ABMRA é reconhecida pela seriedade do seu processo. Contamos com um júri criterioso, plural e altamente qualificado, que analisa cada projeto com profundidade e isenção. Essa combinação de rigor técnico e compromisso com o setor faz da premiação uma referência nacional, valorizando campanhas que realmente contribuem para fortalecer a comunicação do agro”, avalia o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos.
Confira as 17 categorias clicando aqui.
