Peixes
Inscrições abertas à 2ª edição do IFC Amazônia
Evento marca o início do calendário oficial da COP 30 em Belém (PA), reunindo profissionais das áreas de pesca e aquicultura.

O futuro do setor de pescados na região amazônica estará no centro das discussões da 2ª edição do IFC Amazônia, que será realizada nos dias 23, 24 e 25 de abril, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém (PA). Com uma grande feira de negócios e mais de 40 horas de conteúdo, incluindo palestras e workshops, o evento reunirá grandes players do mercado e um público estimado em cinco mil participantes.

Fotos: Divulgação/IFC Amazônia
Ao todo, serão mais de 50 especialistas do setor, além de empresas da cadeia do pescado, desde a produção até o beneficiamento. Lideranças dos estados e países que compõem a região amazônica também participarão. O principal objetivo do IFC Amazônia é debater a produção aquícola e pesqueira como alternativa econômica viável e estratégica para gerar emprego, renda e sustentabilidade na região.
O credenciamento é gratuito e pode ser realizado pelo site, acesse clicando aqui.
Evento abre o calendário da COP 30 em Belém
O IFC Amazônia marca o início do calendário oficial da COP 30 em Belém, reunindo profissionais das áreas de pesca e aquicultura. O público-alvo inclui empresários, pescadores, aquicultores, fornecedores de tecnologia para piscicultura e pesca, prestadores de serviços, armadores de pesca, estudantes, gestores públicos e representantes do terceiro setor.

CEO do International Fish Congress Brasil, Eliana Panty: “O evento ultrapassou fronteiras e despertou o interesse de empresas do Sul, Nordeste e Centro-Oeste, que trarão tecnologias para esta edição”
A CEO do International Fish Congress Brasil, Eliana Panty, destacou o interesse crescente em torno do evento. “A segunda edição do IFC Amazônia é uma surpresa ainda maior do que a primeira, que contou com mais de 4,5 mil participantes. Isso demonstra que a Região Norte está cada vez mais atenta à importância da piscicultura como fonte de economia e renda. Além disso, o evento ultrapassou fronteiras e despertou o interesse de empresas do Sul, Nordeste e Centro-Oeste, que trarão tecnologias para esta edição”, afirmou.
Eventos paralelos
O IFC Amazônia apresenta eventos paralelos, como o XXIII Congresso Brasileiro de Engenharia de Pesca (CONBEP), com início no dia 22 de abril com pré-congressos e workshops.
Outra novidade será o 1º Simpósio Internacional de Aquariofilia, programado para o dia 24 de abril. Este evento, apoiado pela Associação Brasileira de Aquariofilia (Abla), destaca a importância da aquicultura ornamental e da aquariofilia para o desenvolvimento econômico e social da região amazônica.
Feira de negócios e programação diversificada
A feira de negócios reúne empresas de setores como nutrição, genética, sanidade, automação na produção, equipamentos para embarcações pesqueiras, máquinas de beneficiamento, logística e processamento industrial, entre outros.
Durante os três dias de evento, o IFC Amazônia aborda temas como tendências de mercado, desafios para transformar a Amazônia em um polo de produção de pescado, bioeconomia, mercado de carbono, políticas públicas, sustentabilidade e rastreabilidade. Também serão discutidos temas técnicos voltados para a aquicultura e pesca, incluindo nutrição, sanidade, genética e manejo.

Peixes
Brasil leva tilápia e tecnologia de aquicultura para feira internacional no Chile
Pavilhão brasileiro na Aquasur 2026 apresentou produtos, equipamentos e soluções para pesca e crustáceos, atraindo empresários de 34 países.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio da Embaixada do Brasil em Santiago, participou da 13ª edição da Aquasur 2026, realizada na última semana em Puerto Montt, Chile. Considerada uma das principais feiras de aquicultura da América Latina, o evento reuniu mais de 550 expositores de 34 países e teve a abertura oficial com a presença do presidente chileno José Antonio Kast.

Foto: Divulgação/Mapa
No Pavilhão Brasil, representantes do Mapa, da Embaixada do Brasil, da Embrapa, do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), da Abipesca, do Sindipi-SC e da ABRA apresentaram produtos, serviços, máquinas e equipamentos voltados à aquicultura. O espaço também destacou peixes e crustáceos destinados à exportação, com ênfase na produção de tilápia.
Além da exposição, o pavilhão sediou reuniões entre instituições brasileiras e chilenas, promovendo encontros com empresários interessados em tecnologias e serviços brasileiros para a produção de pescado. A participação reforça a estratégia do Brasil de fortalecer a presença no mercado internacional de aquicultura, ampliar oportunidades de negócios e consolidar a imagem do setor como competitivo e inovador.

Foto: Divulgação/Mapa
Um dos destaques da participação brasileira foi o lançamento do 8º International Fish Congress & Fish Expo Brasil 2026, marcado para os dias 2 a 4 de setembro, em Foz do Iguaçu. O evento deve reunir representantes de toda a cadeia produtiva do pescado para fomentar negócios, promover a troca de experiências e discutir inovação no setor.
Realizada a cada dois anos, a Aquasur é hoje uma das principais vitrines da aquicultura no hemisfério sul. Em 2026, o evento recebeu mais de 30 mil visitantes e registrou crescimento de 37% em relação à edição anterior. A programação incluiu congresso internacional, espaços de networking e apresentação de novas tecnologias para o setor.
Brasil e Chile mantêm uma relação comercial sólida no agro, apoiada por instrumentos de

Foto: Divulgação/Mapa
cooperação e facilitação de comércio, como o Acordo de Livre Comércio entre os dois países, em vigor desde 2022, que contribui para dar mais previsibilidade, segurança e agilidade às trocas comerciais. No último ano, o Chile importou mais de US$ 2,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para carnes, cacau, café, rações para animais, soja e produtos florestais. Já o Chile fornece ao Brasil produtos como vinhos, pescados, especialmente salmão, além de frutas frescas e secas.
Saiba como participar
Empresas interessadas em participar de feiras internacionais e dos pavilhões brasileiros podem acompanhar o calendário de eventos e as oportunidades de inscrição nos canais oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária e de entidades parceiras. A participação varia de acordo com o perfil de cada feira e com os critérios definidos para cada ação de promoção comercial. O Mapa também tem incentivado a presença de cooperativas e de empresas de pequeno porte com interesse em ampliar sua atuação no mercado internacional.
Peixes
Édipo Araújo assume Ministério da Pesca e Aquicultura
Engenheiro de pesca terá desafios regulatórios e estruturais para fortalecer a piscicultura e políticas do setor no Brasil.

A nomeação de Rivetla Édipo Araújo Cruz para o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) é vista com otimismo por parte do setor de piscicultura. Engenheiro de Pesca formado pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Araújo integra uma geração que ajudou a transformar o extrativismo predatório no Norte do país em uma cadeia produtiva mais estruturada e sustentável.
Para a Peixe BR, associação que representa produtores de pescado, a experiência do novo ministro reforça a expectativa de uma gestão técnica e alinhada às demandas do setor.
Entre os principais desafios apontados estão questões regulatórias consideradas urgentes. A entidade destaca a necessidade de parecer da Consultoria Jurídica do MPA sobre a atuação da Conabio na definição da lista de espécies exóticas invasoras sem análise de impacto regulatório; a articulação com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para garantir a realização da Análise de Risco de Importação (ARI) da tilápia proveniente do Vietnã; e a prorrogação por três anos da obrigatoriedade da Licença de Aquicultor.
A Peixe BR afirma que pretende acompanhar e colaborar com o Ministério para avançar em políticas que fortaleçam a piscicultura no país, equilibrando crescimento produtivo e sustentabilidade.
Peixes
Curso de sanidade aquícola será destaque na Aquishow Brasil 2026
Capacitação ocorre em junho, em Uberlândia, com foco nas principais doenças da tilapicultura

A Aquishow Brasil 2026 firmou parceria com a Aquivet Saúde Aquática para a realização do Curso de Sanidade Aquícola, marcado para os dias 9 e 10 de junho, no Castelli Master, em Uberlândia. O tema desta edição será “Doenças na Tilapicultura: patógenos, imunidade e competitividade”.
O curso vai abordar a epidemiologia das principais doenças bacterianas que afetam a criação de tilápia no Brasil, com foco em informações voltadas à gestão sanitária nas propriedades. Entre os temas, está a expansão de agentes como Streptococcus agalactiae sorotipo III, em avanço sobre Minas Gerais e Espírito Santo, e Lactococcus petauri, com novas linhagens identificadas em expansão global.
A presidente da comissão organizadora da Aquishow Brasil 2026, Marilsa Patrício Fernandes, afirma que o curso reforça a programação técnica do evento ao tratar de pontos considerados críticos para a cadeia produtiva da tilapicultura e para a competitividade do setor.
Segundo Santiago Benites de Pádua, da Aquivet Saúde Aquática, a iniciativa reúne produtores e empresas fornecedoras de insumos para nivelar informações sobre doenças e estratégias de controle sanitário com profissionais do setor.
A programação contará com palestras do próprio Santiago Benites de Pádua e do professor Henrique Figueiredo, da Universidade Federal de Minas Gerais. O curso também terá a participação do pesquisador Francisco Yan Tavares Reis, da Embrapa Amazônia Ocidental, com discussões sobre epidemiologia e imunidade da tilápia. A pesquisadora e empresária Paola Barato, da Corpavet Colômbia, abordará a gestão de doenças emergentes, como Streptococcus agalactiae sorotipo Ia e o vírus TiLV na Colômbia.
- Santiago Benites de Pádua
- Henrique Figueiredo
A organização destaca que o curso integra a programação técnica da Aquishow Brasil e busca promover a troca de conhecimento entre pesquisa, setor produtivo e indústria, com foco nos desafios sanitários da tilapicultura.





