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Inovameat começa nesta quinta-feira com três minicursos e palestra 

Com conteúdos para toda a cadeia produtiva de proteína animal, evento prossegue até sábado (02), em Toledo, no Oeste do Paraná.

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Jonathan Campos/AEN

Um dos principais eventos de proteína animal do Paraná, o Inovameat Toledo –  Inovação na Produção de Proteína Animal –   começa hoje (31) no Centro de Eventos Ismael Sperafico, em Toledo, no Oeste do Paraná, com ampla programação e a presença de autoridades regionais e estaduais. O evento prossegue até sábado (02).

Serão três dias com conteúdos para toda a cadeia produtiva da suinocultura, avicultura, bovinocultura de leite e piscicultura, além de minicursos com grandes especialistas. Três deles já a partir das 15h30 desta quinta-feira.

Às 18 horas, após os minicursos, será realizada a solenidade de abertura com a presença de autoridades municipais e estaduais. Às 19h30, o especialista em Marketing, Dado Schneider, fará palestra de abertura sobre as mudanças ocorridas no ambiente profissional pelas novas gerações.

Durante os três dias estão programadas cerca de 40 palestras, três painéis, 7 minicursos,  rodadas de negócio, Mapa Conecta Proteína Animal, que já selecionou 20 startups finalistas entre as 60 inscritas. A programação traz ainda temas de interesse geral como Inovameat Carreira, mulheres no agro e sucessão familiar.

Meat Taste

No sábado, o evento será aberto ao público. A partir das 11h30 inicia o Meat Taste, uma demonstração gastronômica que vai proporcionar a experiência do sabor com pratos diversos à base de proteína animal. Os convites podem ser adquiridos na recepção do evento.

Caminhos do Queijo

Ainda no sábado estão programados dois passeios pela rota Caminhos do Queijo, que visitará três propriedades rurais produtoras de queijos finos e coloniais, passando por trilhas e cachoeiras. As vagas são limitadas e devem ser reservadas com antecedência.

Público

O Inovameat Toledo é destinado a produtores rurais, indústria e processamento, mercado consumidor, distribuidores, criadores, universidades, instituições de pesquisa e lideranças.

Painéis

Três painéis são bastantes aguardados pelo público. O primeiro deles terá como tema central “Produção sustentável e tendências de consumo”. Neste painel a pesquisadora Vivian Feddern, da Embrapa Suínos e Aves vai abordar um dos assuntos mais discutidos da atualidade: “Carne cultivada: impactos e perspectivas”. Os outros dois painéis vão abordar a “A genética e o mercado de carnes”  e “Da genética ao bem-estar: como garantir uma produção de qualidade”.

Suinocultura

A professora Mônica Sarolli, da Unioeste, vai falar das tecnologias para tratamento de dejetos na suinocultura – inovação para tratamento e destinação de carcaças.

O pesquisador Osmar Dalla Costa, da Embrapa Suínos e Aves vai abordar o “Bem-estar animal – Capacitação para abate humanitário de suínos” . Ainda na programação a “Gestão ambiental da suinocultura”.

Piscicultura

Uma das palestras sobre piscicultura será proferida pelo professor Ricardo Pereira Ribeiro, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que fará um panorama na área da piscicultura com a palestra “Evolução da melhoria genética da tilápia: passado, presente e futuro”.

Avicultura

Na área da avicultura estão programados vários temas de interesse do produtor e indústria, como: “Automatização na Ambiência de granjas aviárias”, “Biosseguridade no manejo de aves de corte” e “Avicultura carbono zero: transformação de dejetos das granjas em energia limpa (Biogás)”, entre outros.

Bovinocultura de leite

Entre os temas voltados à bovinocultura de leite, uma das palestras será com o  pesquisador Marcos Vinícius Barbosa da Silva, da Embrapa Gado de Leite, que vai falar sobre “Melhoramento genético – Bovinos leiteiros adaptáveis às diferenças climáticas do Brasil”.  O tema “Produção de pastagens para melhoria da nutrição e dieta da pecuária leiteira (forragem, feno, pré-secado e outros)”, será proferido pelo consultor Juliano Alarcon Fabricio, mais conhecido por Doutor Pastagem.

Organização

O Inovameat Toledo tem organização da Associação Comercial e Empresarial de Toledo (ACIT) e Sindicato Rural de Toledo em parceria com a FB Group-Eventos, com apoio da Prefeitura de Toledo, Embrapa Suínos e Aves e do Ministério da Agricultura, entre várias outras instituições.

Inscrições e mais informações sobre a programação podem ser obtidas pelo site https://inovameat.com.br.

Fonte: Assessoria

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Soja brasileira registra alta de demanda internacional em julho

Valorização do dólar e maior interesse externo fortalecem a competitividade do grão, segundo o Cepea.

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Foto: Shutterstock

O mercado brasileiro da soja iniciou julho com forte ritmo de comercialização, impulsionado pelo aumento da demanda internacional e pela valorização do dólar frente ao real. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o câmbio mais favorável tornou a soja brasileira mais competitiva no mercado externo, elevando os prêmios de exportação e incentivando produtores e tradings a anteciparem novos negócios.

Mesmo com a limitação de cotas disponíveis nos portos para embarques imediatos, os preços da soja em grão seguem em alta no mercado interno, refletindo o interesse crescente dos compradores estrangeiros.

Outro indicativo do aquecimento do setor é a antecipação das negociações para exportação. Segundo o Cepea, importadores já estão fechando contratos para embarques previstos para novembro, movimento considerado incomum para esta época do ano.

Na safra anterior, as vendas para esse período começaram somente em agosto e já eram vistas como antecipadas. Neste ano, porém, a comercialização avança em ritmo ainda mais acelerado, reforçando a expectativa de um mercado externo aquecido para a soja brasileira.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Energia solar já corta 90% da conta de luz e pode dobrar de tamanho no Brasil até 2027

Com 19 GW de potência instalada, a fonte solar já é a terceira maior da matriz elétrica brasileira. Queda no custo dos equipamentos, alta da tarifa de energia e expansão da geração distribuída impulsionam o setor, que já atraiu R$ 10 bilhões em investimentos e criou 640 mil empregos.

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A possibilidade de reduzir em até 90% os gastos com energia elétrica tem acelerado a adoção de sistemas de geração solar no Brasil. A estimativa é da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), que atribui o avanço do setor ao aumento das tarifas de eletricidade e à queda no custo de instalação dos painéis fotovoltaicos.

Os resultados colocaram a energia solar em um novo patamar na matriz elétrica brasileira. Hoje, a fonte ocupa a terceira posição entre as maiores geradoras de energia do país, atrás apenas das hidrelétricas e da energia eólica.

Foto: Divulgação

O Brasil já ultrapassou 19 gigawatts (GW) de potência instalada em energia solar fotovoltaica. Desse total, 13 GW correspondem à chamada geração distribuída, sistemas instalados em telhados, fachadas de imóveis e pequenos terrenos, enquanto os outros 6 GW são provenientes de usinas solares de grande porte.

O volume é considerado histórico pelo setor e reforça as perspectivas de expansão da fonte no país. Segundo projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a capacidade instalada de energia solar poderá dobrar até o início de 2027.

Conta de luz mais cara amplia procura

Para o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, dois fatores explicam o ritmo de crescimento da energia solar no Brasil: o aumento sucessivo das tarifas de energia elétrica e a redução dos custos dos equipamentos fotovoltaicos.

Segundo ele, embora o investimento inicial ainda seja elevado, a economia mensal obtida pelo consumidor torna o sistema financeiramente atrativo. A instalação de um sistema residencial custa, em média, R$ 25 mil. Para indústrias, o investimento pode chegar a R$ 200 mil.

Foto: Divulgação

Sauaia afirma, entretanto, que os preços tendem a continuar caindo nos próximos anos. Com a redução de até 90% na conta de energia, o investimento costuma ser recuperado em poucos anos.

Fonte limpa evita emissão de 28 milhões de toneladas de CO₂

Além do impacto econômico, a energia solar também vem sendo apontada como uma alternativa para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Por não utilizar combustíveis fósseis nem gerar resíduos durante a produção de eletricidade, a fonte é considerada uma das mais limpas da matriz energética.

Segundo a Absolar, a geração de energia solar já evitou a emissão de quase 28 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera.

Setor movimenta bilhões 

O avanço da energia solar também tem reflexos na economia. Dados da Absolar mostram que, desde 2012, o setor movimentou aproximadamente R$ 10 bilhões em novos investimentos no país.

Nesse período, a expansão da atividade resultou na criação de cerca de 640 mil empregos ao longo da cadeia produtiva e contribuiu para uma arrecadação de quase R$ 40 bilhões aos cofres públicos.

Com a expectativa de continuidade da queda nos custos dos equipamentos e da expansão da geração distribuída, o setor projeta manter o ritmo de crescimento nos próximos anos, ampliando sua participação na matriz energética brasileira.

Fonte: O Presente Rural
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O Cerrado entre o desenvolvimento e a destruição

Maior fronteira agrícola do país, o bioma concentra parte da expansão da produção de grãos, enquanto especialistas, produtores e comunidades divergem sobre os impactos econômicos, ambientais e sociais desse modelo de desenvolvimento.

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O agronegócio do Brasil é apontado como motor do crescimento econômico do país. Por outro lado, é criticado pelo potencial de concentração de terras e renda, além dos danos ambientais em larga escala. Entre os problemas está o desmatamento da savana brasileira, o Cerrado, tido como berço das águas por sediar as nascentes de oito das 12 bacias hidrográficas do país. Para pesquisadores, ambientalistas e ativistas, o avanço do desmatamento no bioma coloca em risco a segurança hídrica do país ao agravar a redução das vazões dos rios.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Tribunal Permanente dos Povos (TPP), que reúne 56 movimentos sociais, acusa estados nacionais e estrangeiros, além de empresas e instituições do Brasil e do exterior de ecocídio do Cerrado, que é o crime de destruição do bioma. E chamam de genocídio o que ocorre com povos tradicionais expulsos dos seus territórios. “O veredito do júri foi unânime na condenação e reconhecimento da responsabilidade objetiva e compartilhada entre Estados nacionais e estrangeiros, além de empresas e instituições do Brasil e do exterior, pela destruição e perda do ecossistema do Cerrado como um todo”, diz o documento de 2022.

A savana mais biodiversa do planeta já teve sua vegetação nativa suprimida em 47,9% ao longo da história, segundo dados do Mapbiomas. As atividades agropecuárias são as que mais pressionam o Cerrado, ocupando 24% do bioma após expandir sua área de atuação em 74% entre 1985 e 2024.

Do Cerrado ainda em pé, quase metade (47,8%) está na região do Matopiba – região que abarca Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, onde se concentram as maiores taxas de desmatamento do bioma e onde segue ativa a expansão da fronteira agrícola brasileira.

O que é agronegócio?
Antes de delimitar a contribuição econômica dessa atividade, existe uma disputa em torno do que pode ser considerado agronegócio. O professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e

Foto: Divulgação

economista Danilo Araújo Fernandes alertou que há setores do agro que tentam incluir toda produção agrícola dentro do conceito, mas que é preciso diferenciar o agronegócio da chamada agricultura familiar. “Agronegócio é um termo meio fantasia que é muito genérico. Eu classifico de agro essa agricultura patronal, ou seja, onde você tem a massa da mão de obra assalariada, em grande parte mecanizada, mas não necessariamente”, explicou.

Para o professor de economia política da Universidade Federal do Pará (UFPA) Gilberto de Souza Marques, o termo agronegócio deve ser restrito aos grandes conglomerados econômicos controlados por complexos financeiros de larga escala, que financiam, junto com o Estado, toda essa atividade. “O agro, na realidade, é a grande produção, as grandes propriedades, os grandes conglomerados e os grandes complexos financeiros”, classificou.

Peso econômico
Ao mesmo tempo em que acumula danos ambientais, o agronegócio brasileiro é tido pelos governos e especialistas como fundamental para economia do país, ao criar superávits na balança comercial que ajudam a estabilizar a moeda, além de gerar renda e empregos e impulsionar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

O setor primário – que reúne agricultura e pecuária, mas também mineração – foi diretamente responsável por 6,2% do PIB em 2024. Porém, pesquisas apontam que o peso do agro pode chegar a até 25% do PIB quando considerado o efeito cascata dessa produção nos setores de transporte, insumos e da agroindústria, conforme calcula a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (USP).

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

No primeiro trimestre de 2025, o governo federal comemorou o crescimento do PIB puxado pelo agronegócio. O setor cresceu 2,9% se comparado ao primeiro trimestre de 2024. Em relação ao trimestre anterior, o crescimento foi de 12,2%. “O agro foi o grande responsável por esse crescimento. É a força da economia brasileira puxada pela agropecuária”, destacou, à época, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Muito além do PIB
Para o economista da UFPA Danilo Fernandes, que estuda o desenvolvimento econômico sustentável, não podemos limitar a avaliação do papel do setor ao PIB, sendo necessário incluir na equação a área total que a atividade usa para gerar essa riqueza. “Não é só o PIB. Quanto você imobiliza o território nacional para produzir aquele PIB? O quanto você destrói de outras possibilidades, de desmatamento, de impacto sobre a biodiversidade? Ou seja, naquele momento você gera uma riqueza que usa bastante terra, desmata a floresta, destrói a biodiversidade e pode diminuir o nível da chuva”, ponderou.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Apesar de reconhecer a importância econômica do agronegócio empresarial para a economia nacional, o professor Danilo Fernandes defende que é preciso barrar a expansão desse modelo para novas áreas. “O agro é importante, portanto, a gente não pode eliminar o agronegócio. Esses empresários têm um papel muito grande na economia, na política e na influência cultural. Mas a gente precisa, de alguma forma, conter essa expansão”, afirmou.

Negócio financiado pelo Estado
Os economistas destacaram que o agronegócio brasileiro se tornou um dos mais competitivos do mundo graças ao apoio do Estado ao longo das últimas décadas. Atualmente, o Brasil lidera a produção do principal grão do mercado mundial, a soja, com 169 milhões de toneladas na safra 2024/2025, o que representa 40% de toda produção mundial.

Em seguida, vêm os Estados Unidos (EUA), com 118 milhões de toneladas, e, em terceiro, a Argentina, com aproximadamente 51 milhões de toneladas, volume semelhante ao que é produzido apenas no Mato Grosso (MT).

Segundo os pesquisadores, fatores que contribuíram para a competitividade do agro brasileiro foram terras abundantes e baratas, em alguns casos fruto da grilagem; e o apoio estatal da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), estatal que desenvolveu tecnologias que permitiram a expansão das culturas para regiões mais áridas, como o Cerrado.

Os especialistas também destacam os incentivos fiscais, em especial por meio da Lei Kandir, de 1996, que isenta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) os produtos primários ou semielaborados usados na exportação.

Ao criticar iniciativas de mudanças na Lei Kandir no Congresso Nacional, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, reconheceu o

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

papel fundamental da medida. “A Lei Kandir permitiu que os produtos agropecuários brasileiros se inserissem no mercado internacional de maneira competitiva, chegando a tornar-se um dos setores mais dinâmicos da economia nacional e um dos principais fornecedores de alimentos para o mundo”, enfatiza.

Além disso, o setor é beneficiado com centenas de bilhões de reais anuais em empréstimos com juros subsidiados por meio do Plano Safra do governo federal. Em 2025, o valor bateu o recorde de R$ 516,2 bilhões. Já para a agricultura familiar, o total destinado foi de R$ 89 bilhões no ano agrícola 2025/2026.

Para o professor de economia política da UFPA, Gilberto de Souza Marques, a capacidade de geração direta de empregos do agronegócio empresarial é limitada diante do montante de capital envolvido. “E, principalmente, diante do montante de isenção fiscal que o Estado dá para esses setores e de crédito subsidiário que o Estado concede, além de outros favores”, menciona.

Dados do Censo de 2022 apontam que 7,5% da população total ocupada no Brasil está na agricultura, pecuária, produção florestal e pesca e aquicultura. O dado não diferencia agricultura familiar da empresarial.

Como foi o Estado que direcionou a economia brasileira para o agro de exportação, por meio de décadas de investimentos, o economista Danilo Araújo Fernandes avalia que deve ser o Estado a projetar outro tipo de expansão econômica que seja social e ambientalmente mais sustentável. “Se não quero a expansão do agro, que tipo de expansão econômica queremos? Aí entra outra discussão. Quais as alternativas que você tem para o desenvolvimento de regiões como o Matopiba ou Amazônia?”, questiona.

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Mercado interno de alimentos
E se os incentivos fiscais do governo dão competitividade aos produtos nacionais no mercado mundial, o economista Danilo Fernandes, por sua vez, destacou que o apoio ao agronegócio de exportação, ao longo das décadas, contrasta com o apoio à agricultura voltada para o mercado interno, o que teria criado distorções que prejudicaram o abastecimento nacional, pressionando o preço dos alimentos aqui no Brasil. “Esse apoio do Estado foi sendo direcionado aos poucos, com muito investimento, para o mercado externo. Ao mesmo tempo, o mercado interno ficou dependendo da agricultura familiar que, por sua vez, recebeu muito menos apoio. Durante o regime militar, por exemplo, é absurda a diferença”, disse.

Com a redemocratização do país, na década de 1980, Fernandes disse que o Estado voltou elaborar políticas focadas na agricultura familiar, em especial por meio do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), criado em 1995. O atual governo afirma que aumentou em 47,5% o valor do Pronaf em relação à gestão anterior.

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Domínio internacional
Enquanto o Brasil participa como um dos maiores produtores mundiais de alimentos, esse mercado é controlado, em sua maior parte, por quatro grandes conglomerados multinacionais. “Elas controlam entre 50% e 80% do mercado mundial de grãos do planeta, dependendo da estimativa. De toda forma, isso é um absurdo em relação à concentração de mercado”, afirmou o economista Gilberto Marques.

Devido a essa estrutura de oligopólio, o especialista argumenta que essas multinacionais exercem amplo controle do mercado, incluindo dos preços, e financiam boa parte dos produtores brasileiros por meio de compras futuras. “Eles não são, em geral, produtores. São controladores do mercado. E hoje, em grande medida, são financiadores também. Eles já fazem contratos com preços fixados para as safras seguintes. E muitas vezes, nesses contratos, eles já adiantam parte do pagamento. Nesse sentido, o produtor direto, o chamado agro brasileiro, fica ali preso a eles”, explicou.

Por conta dessa dinâmica, o empresário brasileiro só tem ganhos em uma economia de escala, ou seja, de grandes proporções. “Esse preço tem uma margem pequena de lucro, mas, quando você produz em enorme quantidade, isso se transforma numa massa de lucro grande. E essa economia de escala, por outro lado, impõe que essa produção seja uma produção cada vez mais mecanizada, o que repercute em um baixo nível de emprego”, acrescentou

Fonte: Agência Brasil
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