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Inovações e Tendências na EuroTier 2016
A EuroTier é o maior fórum internacional do mundo para inovações nas áreas de tecnologia de processos, equipamentos, gestão e software, instalações de estábulos, bem como da construção de edifícios agrícolas e industriais para todo o sector p
A EuroTier é o maior fórum internacional do mundo para inovações nas áreas de tecnologia de processos, equipamentos, gestão e software, instalações de estábulos, bem como da construção de edifícios agrícolas e industriais para todo o sector pecuário. Isso é enfatizado pelas 251 inovações apresentadas para o Prémio de Inovação EuroTier 2016 por 167 empresas de 21 países e avaliadas pela Comissão de Inovações EuroTier da DLG. Este elevado número de interessantes novas inovações combinadas com melhorias substanciais em produtos já existentes demonstra a contínua inventividade e compromisso dos fabricantes para com a inovação no sector da produção agropecuária.
Os produtos vencedores permitem aos visitantes da EuroTier detectar inovações e assim melhorar a eficiência da sua visita ao evento. Ao seleccionar um vencedor de um Prémio de Inovação EuroTier 2016, a Comissão de Inovações considera a importância prática, o bem-estar animal, os efeitos na gestão de RH e empresarial, o ambiente e consumo de energia, assim como possíveis efeitos na poupança de mão-de-obra e na segurança laboral. Um total de 25 inovações receberão uma medalha de ouro ou prata no âmbito do Prémio de Inovação EuroTier 2016, reflectindo todo o espectro da inovação. Este ano, pela primeira vez, a cerimónia de atribuição dos prémios decorrerá no dia antes do início da EuroTier como parte de um evento comemorativo de inauguração.
Tendências em tecnologias de criação de bovinos e ordenha
Este ano, na EuroTier, uma área-chave de desenvolvimento são as tecnologias da criação de bovinos e da ordenha. Foram desenvolvidas algumas soluções muito inovadoras na criação de vitelos, as quais melhor preservam os componentes essenciais do leite ao mesmo tempo que optimizam a higiene, promovendo a saúde e a gestão dos animais individuais e melhorando o bem-estar dos vitelos e das novilhas. Para além disso, torna-se cada vez mais importante recolher e fazer um uso holístico dos dados ao longo de todo o ciclo de vida útil dos animais, incluindo por exemplo, dados relacionados com a identificação dos animais, dados de sensores sobre o comportamento e/ou monitorização da saúde e a localização dos animais quer no interior, quer no exterior das instalações. A “visualização” das necessidades dos vitelos é claramente prioritária e está reflectida em várias soluções inovadoras. Também existem abordagens inovadoras ao nível dos métodos de identificação visual dos animais, assim como da visualização da homogeneidade atingida nas misturas de ração. Para além disso, nas áreas intensivas em mão-de-obra e tempo ao nível da distribuição de rações, bem como dos cuidados com cubículos e da distribuição “inteligente” de camas, as novas soluções não só reduzem a carga de trabalho, mas também aumentam a qualidade e minimizam possíveis perdas de ração. Exemplos destas soluções incluem inovadoras abordagens automatizadas para colocar e remover a cobertura nos silos. Outras inovações baseadas na desinfecção e limpeza (sem resíduos) de sistemas de ordenha optimizam a eficiência e eficácia do sistema, assim como a utilização de energia e aditivos.
Tendências da suinicultura
A maioria das inovações deste ano na suinicultura dizem respeito a misturas de ração homogéneas e isentas de depósitos e a processos de dosagem e distribuição facilmente reconhecíveis ajustados para uma alimentação multifases. Estes fornecem doses completas, previnem a acumulação de resíduos de ração e permitem um maior uso de magnesite cáustica (CCM) nas misturas de ração. Processos sem contacto para a determinação óptica do peso e corpo dos animais foram actualizadas dos sistemas fixos para os móveis e também para soluções de software compatíveis com todos os equipamentos e sistemas 3D modernos.
Tendências da avicultura
No sector avícola, as inovações centram-se sobretudo na optimização do fornecimento de água de beber e na dosagem exacta de aditivos líquidos para rações. No que respeita aos aditivos para rações, o objectivo é reduzir a susceptibilidade das aves a agentes patogénicos através da estabilização da flora intestinal. Para além disso, uma das inovações centra-se em tornar o transporte o menos stressante possível, em particular nas instalações de processamento, e demonstra que unidades de transporte concebidas de forma modular têm uma série de efeitos positivos.
Outras tendências
Um grande número de inovações foram apresentadas no que respeita ao tópico da água, quer para a água de beber, como por exemplo processos de descarga automaticamente induzidos, monitorização contínua da qualidade da água e alertas em caso de falta de água, quer para a água utilizada na limpeza e desinfecção, como por exemplo análise automática dos processos de limpeza e soluções que facilitam a limpeza. Uma outra tendência diz respeito à área das técnicas de sensores precisos para a monitorização contínua da qualidade do ar.
Conclusão
As inovações nas áreas especializadas acima descritas, para além de todos os outros produtos premiados, demonstram que, como sempre, uma visita à feira EuroTier 2016 é uma das decisões mais rentáveis que um criador pode tomar todos os anos. Para além de uma lista de todas as soluções e produtos verdadeiramente novos da EuroTier (não apresentados em nenhuma outra feira ou evento internacional até à data e que estarão disponíveis no mercado o mais tardar em 2017), o site da EuroTier (www.eurotier.com) também apresenta a lista “Candidates 2016” que inclui aqueles produtos que são novos nas suas respectivas empresas, mas que já estão no mercado.
Fonte: Ass. de Imprensa

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Tecnoshow cria Pavilhão de Tecnologia para levar sensores, apps e startups ao campo
Espaço reúne soluções próprias da cooperativa, hubs de inovação e empresas com tecnologias embarcadas, enquanto plots e dinâmicas mostram pesquisas agrícolas e pecuárias na prática.

Alinhado ao conceito de “O Agro Conecta”, a Tecnoshow Comigo lança na edição deste ano, que acontece entre segunda (06) e sexta-feira (10), o Pavilhão de Tecnologia, um espaço dedicado a integrar as soluções da cooperativa, de empresas parceiras e de hubs de inovação, promovendo a conexão entre tecnologia, produtores e o campo. Entre os destaques, estará a presença do Hub Goiás – Rio Verde, que atua no fomento ao ecossistema de inovação e no apoio a startups com soluções para o agronegócio.
Segundo o gerente de Geração e Difusão de Tecnologia na Cooperativa Comigo, Eduardo Hara, o pavilhão é uma iniciativa pioneira, mas que já estava no planejamento da organização da feira há alguns anos. “Resolvemos materializar essa ideia criando um ambiente que conecta diferentes iniciativas e agentes de inovação, reunindo hubs e empresas ligadas a tecnologias embarcadas em maquinários agrícolas, que podem ser acopladas a tratores e plantadeiras para apoiar etapas como plantio, colheita e semeadura”, detalha.
Entre as inovações desenvolvidas pela cooperativa que os visitantes do pavilhão conhecerão estão o DRIS (Sistema Integrado de Diagnose e Recomendação) Comigo, lançado na edição passada do evento, voltado à análise foliar e recomendação personalizada de adubação.
Outro destaque é o Super-PEC, um sistema de gestão pecuária integrado voltado a produtores rurais de gado de corte e leite, que permite controlar dados zootécnicos e financeiros na palma da mão, funcionando também offline. Já o aplicativo Comigo Cooperados reúne, em um único ambiente digital, informações como cotações de grãos, romaneios, saldo de insumos e extratos financeiros. “Além disso, teremos telas que mostram como a automação conecta as diferentes etapas das indústrias da Comigo, incluindo o sistema de manutenção preventiva, no qual sensores instalados nos maquinários enviam alertas à equipe técnica sobre a necessidade de intervenções, antecipando soluções e evitando falhas nos equipamentos”, complementa Hara.
Sobre as empresas presentes no pavilhão, o gerente comenta que deverão apresentar novidades voltadas à tecnologia, como sensores que podem ser acoplados a colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores, entre outros maquinários agrícolas, capazes de gerar e transmitir dados em tempo real, conectando operação e tomada de decisão no campo.
O Hub Goiás – Rio Verde também levará startups e negócios inovadores de diferentes regiões do país, ampliando a diversidade de soluções tecnológicas apresentadas ao público. A iniciativa prevê a participação rotativa de startups ao longo dos dias de feira, fortalecendo o ambiente de conexão entre empreendedores, produtores e empresas do setor. “Esse pavilhão é uma ‘semente’ que estamos plantando agora e que deve crescer nos próximos anos, fortalecendo a conexão entre inovação, produtores e o futuro do agro. Queremos estimular essa cultura no setor, atraindo principalmente o público mais jovem, que já tem forte afinidade com tecnologia”, observa Hara.
Agricultura e pecuária
Outro ponto de atração da Tecnoshow Comigo são os plots agrícolas, espaços onde são apresentadas as novidades e soluções do agronegócio do Centro Tecnológico Comigo (CTC) e de empresas e multinacionais expositoras. Assim como no ano passado, os plots da cooperativa estão divididos em agrícola e pecuário.
De acordo com Hara, no plot agrícola da Comigo, além da presença de todo o time de pesquisa de agricultura da Comigo, composto por cinco profissionais, serão apresentados, por meio de representações em miniatura, alguns dos principais experimentos realizados no CTC. “Teremos experimentos de fertilidade do solo, nutrição de plantas, entomologia, fitopatologia e controle de plantas daninhas. Além disso, vamos apresentar o serviço de agricultura de precisão que a Comigo presta aos cooperados”, enumera.
Outro destaque do plot será uma dinâmica agendada para mostrar alguns trabalhos que o produtor pode fazer no campo para identificar fraudes em fertilizantes. Outra novidade é a presença da equipe do Laboratório da Indústria.
Na parte da pecuária, estarão presentes dois pesquisadores, das áreas de nutrição animal e de pastagens, apresentando os trabalhos realizados, além da área de nutrição animal da cooperativa, com as rações, sementes e soluções de pastagem da Comigo.
Sobre os plots das empresas e multinacionais participantes, Hara observa que a feira também é palco para o lançamento de novas variedades de sementes de soja, híbridos de milho e sorgo, além de soluções em defensivos agrícolas, como fungicidas, inseticidas e herbicidas, apresentadas pelas principais empresas do setor.
Dinâmicas de pecuária
Além dos plots, o visitante poderá conhecer durante a Tecnoshow as dinâmicas de pecuária, com programação que mostra na prática as novidades do setor. De acordo com o coordenador de Pecuária da Tecnoshow, José Vanderlei Burim Galdeano, a programação será realizada nas tendas localizadas na pista de grama e conta com palestras, workshops e oficinas, assim como demonstrações em animais.
Para os criadores, os temas abordados nas palestras incluem o panorama da pecuária em ano de eleições; a revolução da ultrassonografia; e o impacto dos aditivos alimentares na produtividade dos animais. Na quinta-feira (09), a programação será toda dedicada à pecuária leiteira, com palestras sobre os mais variados assuntos relacionados ao setor.
Uma novidade deste ano, segundo Galdeano, será uma demonstração promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) chamada Receitas do Campo, onde serão produzidos alguns alimentos como farinhas, paçoca de carne, entre outros, ao vivo, simultaneamente com as palestras. “Da parte da Comigo está tudo pronto para mostrarmos nossas novidades aos visitantes. Dividimos o espaço em agricultura e pecuária para atender melhor os diferentes públicos de cooperados”, relata Hara.
Colunistas
Com crescimento de 10% ao ano, mercado global de cogeração deve atingir US$ 49 bilhões até 2029
Estudo aponta avanço dos equipamentos impulsionado por eficiência energética e metas climáticas, enquanto o Brasil já soma 18,7 GW em biomassa, com predominância do bagaço de cana.

Em um cenário global pressionado simultaneamente pela escalada da demanda por energia, pela volatilidade dos preços e pela urgência climática, poucas soluções reúnem tantos atributos positivos quanto a cogeração. Não por acaso, o mercado mundial de equipamentos do setor vive um momento de forte expansão.
Segundo estudo recém-divulgado pela Research and Markets, consultoria global sediada em Dublin, na Irlanda, o movimento da geração cresceu de US$ 29,6 bilhões em 2024 para US$ 32,5 bilhões em 2025, com taxa anual próxima de 10%. Montante deverá alcançar US$ 49 bilhões até 2029. Trata-se de uma resposta estrutural a desafios centrais da transição energética.
A cogeração parte de um princípio simples e poderoso: com um único combustível é possível fornecer mais de um tipo de energia, como a elétrica, térmica e gás de processo. Ao elevar significativamente a eficiência dos sistemas, reduz perdas, diminui custos operacionais e proporciona mais resiliência ao setor elétrico, contribuindo para evitar apagões e diminuir emissões de carbono. Em um cenário de consumo energético crescente, esse ganho de eficiência deixa de ser apenas desejável e passa a ser estratégico.

Foto: Divulgação
O estudo da Research and Markets mostra que o avanço da cogeração está diretamente associado à busca por eficiência energética, retorno sobre investimento e atendimento a regulações ambientais cada vez mais rigorosas.
No horizonte à frente, entram em cena outros vetores igualmente relevantes: integração com fontes renováveis, sistemas descentralizados de energia, digitalização e uso de tecnologias inteligentes. Não é coincidência que grandes grupos industriais estejam apostando em soluções capazes de operar com gás natural, biomassa e biogás, combinando confiabilidade operacional com redução progressiva da pegada de carbono.
Esse movimento revela mudanças importantes no debate climático. A transição energética não se fará apenas com a expansão da oferta renovável centralizada, mas também com soluções que aumentem a eficiência do sistema como um todo, aproximem geração e consumo e reduzam a pressão sobre redes e investimentos em infraestrutura. A cogeração ocupa exatamente esse espaço, reforçando a segurança do suprimento, reduzindo riscos sistêmicos e entregando resultados ambientais mensuráveis no curto prazo.
O caso brasileiro ilustra bem esse potencial. Dados da Cogen (Associação da Indústria de Cogeração de Energia) mostram que o modelo, em especial a partir da cogeração com biomassa, cresce em importância na matriz elétrica nacional.
Em 2025, a capacidade instalada de biomassa alcançou cerca de 18,7 GW, dos quais aproximadamente 70% têm origem no bagaço de cana-de-açúcar. Outras fontes relevantes incluem licor negro (21%), madeira (6%), biogás (2%) e outras biomassas (1%). Trata-se de uma fonte energética fortemente associada à atividade industrial e ao agronegócio, com elevado grau de previsibilidade e baixo impacto ambiental.
A evolução ao longo das últimas duas décadas foi expressiva. Em 2005, a capacidade instalada de biomassa era cerca de 5 GW. Desde então, o crescimento foi contínuo, impulsionado principalmente pela cogeração no setor sucroenergético.
Além de atender ao consumo interno, a biomassa contribui de maneira relevante para a exportação de energia elétrica, reforçando o papel da cogeração como segurança energética. Importante ter em conta que as exportações de energia elétrica bateram recorde em 2025: foram de 28,8 TWh, ante o recorde anterior, que foi de 28,2TWh, em 2023.
Do ponto de vista regional, São Paulo lidera com folga, concentrando cerca de 7,9 GW de capacidade instalada, seguido por Mato Grosso do Sul (2,5 GW) e Minas Gerais (2,2 GW). Esse mapa reflete a integração virtuosa entre produção industrial, geração de energia e aproveitamento de resíduos, um modelo alinhado tanto à lógica econômica quanto às exigências da agenda climática.
Em um país com matriz elétrica majoritariamente renovável, a cogeração cumpre um papel ainda mais relevante: aumenta a segurança energética do sistema, reduz a necessidade de despacho térmico fóssil em momentos críticos e contribui para a descarbonização de setores intensivos em energia.
O avanço global e a experiência brasileira mostram que a cogeração afirma-se como peça-chave para uma transição energética pragmática, que combina inovação, eficiência e resultados concretos. Em tempos de incerteza climática e pressão sobre os sistemas elétricos, soluções que entregam tudo isso ao mesmo tempo precisam estar sempre no centro das decisões de política energética e industrial.
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Depois de cair 12,17%, fretes de soja sobem 30,99% na primeira quinzena de março
Apesar da oscilação no ritmo dos embarques, o volume total transportado entre 1º de fevereiro e 15 de março variou apenas 1,04% no país.

As chuvas nas principais regiões produtoras em fevereiro reduziram o ritmo de escoamento da soja e provocaram queda relevante na contratação de fretes no período. Em março, mesmo com instabilidade climática, o transporte reagiu com forte aceleração. O movimento é apontado por levantamento da Frete.com, que monitora a dinâmica do transporte rodoviário de cargas no país.
Segundo a plataforma, o volume de fretes de soja recuou 12,17% no Brasil em fevereiro de 2026 na comparação anual. No Centro-Oeste, principal polo produtor, a retração foi de 11,96%. O recuo não indica menor produção, mas atraso logístico causado pelas condições de campo, que dificultaram colheita, carregamento e circulação de caminhões.
Com a melhora operacional, a contratação de fretes acelerou em março. Na primeira quinzena, o volume avançou 30,94% no Brasil e 30,99% no Centro-Oeste frente ao mesmo período de 2025, refletindo a necessidade de recompor o fluxo de escoamento.
Apesar da oscilação entre os meses, o acumulado entre 1º de fevereiro e 15 de março permaneceu praticamente estável. No Brasil, houve leve alta de 1,04% no volume transportado, enquanto no Centro-Oeste a variação foi negativa em 0,48%.
Para Roberto Junior, gerente executivo de Inteligência de Negócios da empresa, o comportamento caracteriza um efeito clássico de demanda reprimida. As chuvas reduziram a capacidade operacional em fevereiro e, quando as condições permitiram, o sistema logístico acelerou para compensar o atraso, concentrando o transporte em março.
