Conectado com

Notícias Bovinos

Inovações e tendências digitais terão grandes destaque na EuroTier

O Presente Rural estará mais vez participando da EuroTier fazendo cobertura deste e outros assuntos que estarão sendo apresentados nos 4 dias de evento em Hanover na Alemanha

Publicado em

em

Foto: O Presente Rural

Soluções digitais para gestão de rebanho, garantia de qualidade e agricultura inteligente; sistemas baseados em câmeras para monitorar a saúde animal, sistemas de sensores individuai de animais estão entre as tecnologias que serão apresentados na EuroTier 2022

As tecnologias estão cada vez presentes na vida dos produtores rurais, são elas que estão auxiliando nas tomadas de decisões e até mesmo nos afazeres das propriedades rurais.

Na EuroTier 2022 os visitantes terão a oportunidade de conhecer uma variedade de soluções digitais sobre gestão de rebanho, melhor qualidade na produção e agricultura inteligente. As tendências ou inovações que serão apresentadas nas diversas áreas da produção animal estão caminhando na direção da um trabalhos de interação entre fabricantes. Nesse processo, sistemas baseados em câmeras para monitorar a saúde estão competindo com sistemas de sensores relacionados a animais individuais.

A agricultura profissional contemporânea tem uma grande necessidade de inovações. Muitas vezes, a mão de obra da pecuária ainda é o fator de produção mais caro, razão pela qual processos e sistemas inovadores para reduzir a carga de trabalho física e, ao mesmo tempo, economizar tempo estão em grande demanda. O monitoramento ativo da saúde para melhorar a saúde e o bem-estar animal, bem como para reduzir os custos dos cuidados de saúde, é outro tema claramente aparente entre as inovações anunciadas.

Foco na rede

Atuadores e sensores em rede no contexto de automação, digitalização e agricultura inteligente estão se tornando cada vez mais importantes nas propriedades de produção pecuária. Em particular, as abordagens de vários fabricantes estão em grande demanda, onde o foco está sendo colocado inicialmente em combinações simples de sensor/atuador. Em um sistema estável complexo, no entanto, está se tornando cada vez mais importante combinar todos os sensores existentes em um sistema unico na fazenda e usá-lo para apoiar a tomada de decisões. Sistemas de comunicação entre robôs já estão sendo testados nas fazendas, onde o robô de ordenha, o robô de alimentação e o robô de remoção de estrume se comunicam e otimizam independentemente suas rotinas de trabalho. Estas e outras tecnologias serão apresentadas também na EuroTier deste ano.

Tendências de digitalização, gestão de rebanhos e garantia de qualidade

A megatendência de ‘digitalização na agricultura’ está se tornando cada vez mais comum na produção animal na Europa. Soluções automatizadas e digitais estão sendo consideradas em cada mais em novos projetos de construção no setor agrícola. A digitalização já chegou a mais de 50% de todas as propriedades leiteiras, na forma de robôs de ordenha, sistemas de alimentação automática e sistemas de controle de ventilação. No entanto, tendências altamente inovadoras, com tecnologias especifica para ordenha convencional também estão em alta. Por exemplo, um fabricante alemão desenvolveu a secagem automatizada em operações de sala de ordenha até o ponto em que pode ser usada na prática e a integrou em seu conceito de gerenciamento de rebanho. Isso permite economia de mão de obra, melhora o bem-estar animal e reduz o uso de antibióticos ao mesmo tempo.

Quanto ao manejo do rebanho o foco está cada vez maior na redução da carga de trabalho e no monitoramento da saúde. Hoje em dia, as fazendas de gado modernas são geralmente confrontadas com populações de bovinos cada vez maiores, enquanto o número de funcionários está diminuindo ao mesmo tempo. Sistemas digitais de gerenciamento de rebanho envolvendo sensores em cada vaca para registrar saúde, comportamento e desempenho estão se tornando cada vez mais importantes. No entanto, uma tendência emergente também está indo na direção do monitoramento de saúde baseado em câmeras. Isso permite a redução de custos e, por meio da IA, permite a integração de sistemas de autoaprendizagem para apoiar a tomada de decisões.

A garantia de qualidade está crescendo em importância na pecuária e na subsequente produção de alimentos. A adoção de uma abordagem baseada em sistemas ao longo de toda a cadeia de valor é de grande importância neste contexto. Particular atenção deve ser dada às questões com foco de custo-benefício e sustentabilidade na sua implementação.

Fonte: O Presente Rural com informações da DLG

Notícias

Clima favorece soja no Paraguai e produção pode superar 11 milhões de toneladas em 2026

De acordo com a StoneX, chuvas bem distribuídas em dezembro e alongamento do ciclo melhoram as perspectivas da oleaginosa.

Publicado em

em

Foto: Jaelson Lucas/AEN

As chuvas registradas ao longo de dezembro mudaram de forma significativa o cenário da safra de soja no Paraguai e reacenderam a expectativa de uma campanha bastante positiva em 2026, segundo análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros.

A estimativa da safra principal foi revisada de 9,29 milhões para 9,64 milhões de toneladas e, caso a safrinha alcance cerca de 1,39 milhão de toneladas, a produção total pode superar 11 milhões de toneladas no próximo ano.

Após um início marcado por boas perspectivas e uma forte preocupação com a seca no fim de novembro, a regularização das precipitações trouxe um novo fôlego às lavouras em praticamente todo o país. “Em dezembro, as chuvas se distribuíram de maneira bastante favorável em grande parte das regiões produtoras, o que foi decisivo para a recuperação do potencial produtivo da soja”, realça a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Larissa Barboza Alvarez.

Além do retorno das chuvas, o verão mais ameno tem provocado um alongamento do ciclo da oleaginosa — um fator pouco comum no Paraguai. “As temperaturas mais baixas estenderam o desenvolvimento da cultura e fizeram com que as precipitações coincidissem exatamente com a fase mais crítica, o enchimento de grãos, o que melhorou de forma generalizada as expectativas de produtividade”, explica Larissa.

De acordo com a analista, os resultados esperados são positivos em todas as regiões produtoras. “Inclusive em San Pedro, que vinha sendo fortemente afetada nos últimos anos, a expectativa agora é de uma safra considerada normal pela primeira vez em quatro anos”, destaca. No entanto, completa, não se trata de uma “supersafra” excepcional, mas de uma campanha claramente melhor do que a prevista inicialmente.

Larissa Barboza Alvarez, analista de Inteligência de Mercado: “Em condições normais, a colheita da soja já estaria em andamento, mas o atraso fará com que o processo ocorra mais tarde, o que pode impactar diretamente a safrinha”

Nas principais áreas produtoras, de Katueté a Ciudad del Este, os rendimentos projetados superam os do ciclo anterior, que já havia sido considerado bom. A mesma tendência também é observada no sul do país.

O alongamento do ciclo, porém, traz reflexos para o calendário agrícola. “Em condições normais, a colheita da soja já estaria em andamento, mas o atraso fará com que o processo ocorra mais tarde, o que pode impactar diretamente a safrinha”, alerta Larissa. O clima mais fresco, com temperaturas abaixo do habitual para janeiro em algumas regiões, também pode influenciar o desenvolvimento do milho.

De acordo com a StoneX, o período crítico se concentra entre 15 de janeiro e o fim do mês. “Se a colheita da soja avançar para o fim de janeiro ou início de fevereiro, aumenta a probabilidade de redução da área de soja safrinha, com maior priorização do milho, ainda que isso possa exigir ajustes nos níveis de produtividade”, afirma a analista.

No campo da comercialização, o ritmo segue moderado. “Na primeira semana de janeiro, cerca de 23% da soja futura estava comercializada, acima dos 19% registrados até dezembro, mas ainda abaixo da média histórica de 30% dos últimos cinco anos”, observa. Segundo ela, caso uma parcela relevante da produção fique para ser negociada mais adiante, a concentração da oferta em uma mesma janela pode pressionar os prêmios nos próximos meses.

Fonte: Assessoria StoneX
Continue Lendo

Notícias

Colheita da soja 2025/26 começa com boas perspectivas no Brasil

Início dos trabalhos no norte de Mato Grosso e no oeste do Paraná ocorre sob clima favorável e expectativa de safra recorde, enquanto exportações ganham força com maior demanda chinesa, apesar da baixa liquidez no mercado interno.

Publicado em

em

Foto: Antonio Neto/Embrapa

A colheita da soja 2025/26 foi iniciada nas últimas semanas em áreas do norte de Mato Grosso e do oeste do Paraná, e a expectativa é de boa produtividade.

Segundo pesquisadores do Cepea, as condições climáticas seguem predominantemente favoráveis nas principais regiões produtoras do Brasil, reforçando o otimismo quanto a uma safra recorde.

Foto: Gilson Abreu/AEN

Ainda assim, a liquidez no mercado doméstico está baixa, com produtores retraídos do spot, o que tem pressionado as cotações neste começo de ano.

No front externo, dados da Secex indicam que o Brasil embarcou 3,38 milhões de toneladas de soja em dezembro/25, volume 59,3% superior ao escoado em dezembro/24. Esse avanço está atrelado, sobretudo, ao maior apetite chinês: apenas no último mês, foram destinadas à China 2,6 milhões de toneladas da oleaginosa, 83,8% a mais do que no mesmo período de 2024.

No acumulado de 2025, os embarques brasileiros somaram um volume recorde de 108,18 milhões de toneladas, superando as 106,97 milhões de toneladas estimadas pela Conab no relatório de dezembro/25.

Fonte: Assessoria Cepea
Continue Lendo

Notícias

Parceria entre Tecpar e UFPR fortalece processo de produção de vacina antirrábica veterinária

Intenção é unir o trabalho de pesquisadores das duas instituições, por meio do compartilhamento de estrutura e conhecimento técnico-científico.

Publicado em

em

Fotos: Hedeson Alves/TECPAR

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) vão atuar em conjunto em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para aperfeiçoar o processo de produção da vacina antirrábica veterinária. A intenção é unir o trabalho de pesquisadores das duas instituições, por meio do compartilhamento de estrutura e conhecimento técnico-científico.

O Tecpar é um dos precursores no controle da raiva, por meio da fabricação de vacinas antirrábicas para uso animal e humano, desde 1944. Hoje é o único laboratório público do Brasil que fornece a vacina antirrábica animal para o Ministério da Saúde. Só em 2025, foram 26 milhões de doses.

Com a parceria, as instituições se comprometem a trabalhar juntas para o desenvolvimento, validação e implementação de ensaios e testes para controle interno de qualidade aplicados às diferentes etapas da produção da vacina antirrábica. Elas também atuarão no desenvolvimento de novas tecnologias vacinais e de diagnóstico imunológico, a fim de aperfeiçoar o esquema vacinal de animais domésticos e selvagens.

“Essa colaboração é uma ação estratégica para promover a inovação, o desenvolvimento científico e tecnológico na área da saúde única, e assim garantir autonomia nacional na produção de tecnologias em saúde. A iniciativa também reforça o papel histórico do Tecpar na produção de conhecimento, e estimula a formação de profissionais qualificados para este segmento, combinando a pesquisa acadêmica com a aplicação prática”, salienta o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

O acordo de cooperação envolve pesquisadores do Centro de Imunobiológicos Veterinários do Tecpar, do Programa de Pós-Graduação em Microbiologia, Parasitologia e Patologia da UFPR e do Laboratório de Imunologia Comparada, do Departamento de Patologia Básica da UFPR.

Na avaliação da coordenadora do projeto pelo Tecpar, Lucianna Freitas de Lima, que é biomédica com doutorado em Biociências e Biotecnologia para a Saúde Pública, a cooperação entre as instituições une competências da academia e da indústria já consolidadas, mas ainda pouco conectadas entre si, o que trará contribuição direta na otimização de processos e na qualidade da vacina antirrábica animal.

“Além disso, a parceria possibilita o desenvolvimento de projetos inovadores e suporte na transferência de novas tecnologias. Estamos estruturando um laboratório de desenvolvimento com corpo técnico especializado, incluindo um virologista dedicado à pesquisa, para enfrentarmos os desafios crescentes da cadeia de imunobiológicos”, afirma Lucianna.

Ao avaliar a importância da parceria, o coordenador do Laboratório de Imunologia Aplicada da UFPR, Breno Beirão, ressalta que o Tecpar tem muita expertise e é um dos centros de referência da raiva animal, enquanto a UFPR tem ampla experiência em vacinologia e em insumos biotecnológicos.

“As duas instituições pretendem trazer novas ideias à tona. Para isso, estão trabalhando em colaboração na pesquisa científica e troca de informações para que haja avanços na produção da vacina antirrábica e em seus métodos de controle de qualidade”, afirma Beirão. “O que podemos esperar dessa parceria são melhorias nos processos que já existem e a criação de novas soluções. Tem bastante coisa que podemos fazer em conjunto e acredito realmente que isso vai somar para trazer novas publicações e resultados práticos”, acrescenta.

Parceria

Entre as ações previstas estão o desenvolvimento de vacinas de nova geração, estratégias vacinais e avaliação da imunogenicidade de antígenos vacinais – que é a capacidade que uma vacina tem de estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos.

O Tecpar será responsável pela validação dos protocolos de testes diagnósticos e vacinas relacionadas ao controle da raiva e outras zoonoses, e pela implementação de protocolos recém-desenvolvidos conforme as normas regulamentares. O instituto também fará a validação de testes de RT-PCR e ELISA, assegurando que atendam aos padrões de qualidade e eficácia. Os pesquisadores envolvidos receberão suporte técnico e acesso a equipamentos de ponta.

A UFPR, por meio do Programa de Pós-Graduação em Microbiologia, Parasitologia e Patologia, vai oferecer formação acadêmica e profissional para alunos de pós-graduação envolvidos nas pesquisas.

Modernização

A vacina antirrábica animal produzida pelo Tecpar é distribuída gratuitamente pelo SUS, alinhada ao conceito de Saúde Única: ao imunizar animais, reduz-se, diretamente, a incidência da doença em humanos. Para ampliar a capacidade produtiva e garantir o fornecimento nacional do imunizante, o Tecpar mantém, há quatro anos, parceria com a empresa argentina Biogénesis Bagó.

O instituto também modernizou sua infraestrutura, incluindo a instalação de um novo equipamento de envase, que tornou o processo mais eficiente, resultando em uma redução de 40% no número de colaboradores necessários na etapa final de envase. A aquisição integra um projeto de voltado ao aprimoramento e ampliação da escala produtiva.

Fonte: AEN-PR
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.