Notícias De 15 a 17 de fevereiro
Inovação para as cadeias produtivas e rotas tecnológicas para destinação de animais mortos são destaques da Embrapa Suínos e Aves na Tecnoeste 2022
Durante os três dias de realização da 16ª edição do Tecnoeste – Show Tecnológico Rural do Oeste de Santa Catarina, o público visitante poderá conferir ações de inovação da empresa.

Durante os três dias de realização da 16ª edição do Tecnoeste – Show Tecnológico Rural do Oeste de Santa Catarina, evento que começa nesta terça-feira (15) e prossegue até quinta-feira (17) em Concórdia (SC), o público visitante poderá conferir ações de inovação para as cadeias produtivas de suínos e de aves, além de rotas tecnológicas para a destinação de animais mortos nas granjas. Isso tudo estará concentrado no espaço institucional da Embrapa Suínos e Aves.
A empresa de pesquisa organizou a visitação em dois caminhos tecnológicos. Em um deles, os visitantes conferem as quatro principais rotas tecnológicas que a Embrapa está validando para a questão da destinação de animais mortos, um grande problema para produtores. Entre as rotas estão a compostagem em leiras, a compostagem tradicional, compostagem acelerada e a biodigestão anaeróbica. Em cada uma das rotas serão apresentados os destaques, os resíduos e as indicações.
O segundo caminho tecnológico do espaço da Embrapa Suínos e Aves será o da Inovação, onde os destaques serão as soluções vencedoras dos programas InovaPork e InovaAvi. O objetivo é destacar ao público visitante como a Embrapa atua nas parcerias de inovação aberta e apresentar as soluções vencedoras dos desafios de ideias de 2019, 2020 e 2021. Ao entrar no caminho da inovação, o público conhecerá o robô automatizado apresentado pela Roboagro, vencedora do InovaPork 2021; o robô autônomo multi propósito para avicultura, com apresentação pela Stac Robot vencedora da InovaAvi 2020; e uma solução tecnológica para o Auto Controle Digital Agro 5.0 na avicultura, desenvolvida pela QualyFull Sistemas vencedora do InovaAvi 2021.
A Embrapa Suínos e Aves ainda estará presente no espaço da suinocultura, apresentando a genética do MS 115 e MO25C. No espaço da avicultura a Embrapa também é uma das parceiras e na Integração Lavoura-Pecuária-Floresta.
Tec-Dam
Para auxiliar produtores e órgãos regulamentadores, a Embrapa Suínos e Aves tem atuado na avaliação de algumas práticas e tecnologias apontadas como rotas tecnológicas, como a compostagem acelerada, a biodigestão anaeróbia, a desidratação, a incineração e a reciclagem industrial de carcaças (rendering) para a produção de farinhas, gorduras, fertilizantes e outros coprodutos de valor agregado. No entanto, essas rotas tecnológicas necessitam de uma validação para que possam ser indicadas oficialmente pelos órgãos regulamentadores. Assim, a Embrapa tem atuado em pesquisas no projeto Tecnologias para a Destinação de Animais Mortos (Tec-Dam).
Programa Inova
A Embrapa Suínos e Aves atua com um programa de inovação que despontou com a realização dos desafios de ideias InovaPork, em 2019, e InovaAvi, em 2020. Em 2021 os desafios foram integrados ao Programa Inova – Fuçar, Chocar, Inovar e ocorrem simultaneamente. O programa é o amadurecimento dos desafios de ideias e fortalece um movimento de inovação na suinocultura e avicultura. O objetivo é fomentar soluções em desenvolvimento que possam impactar as cadeias produtivas, além de alavancar oportunidades de parcerias entre atores dos setores envolvidos.
O público-alvo do programa foram empresas, incluindo startups, de base tecnológica com propostas de soluções tecnológicas inovadoras com potencial para solucionar problemas da avicultura ou suinocultura (agritechs).
Confira abaixo os vencedores dos programas:
InovaPork 2019
Proposta: Tecnologia verde de eletrofloculação e eletro-oxidação para o tratamento de águas residuárias
Equipe: Kemia, Chapecó/SC
InovaAvi 2020
Proposta: Robô autônomo multi propósito para avicultura
Equipe: Stac Robot – Foz do Iguaçu/PR
InovaPork 2021
Proposta: Robotização inteligente 4.0 na suinocultura de precisão
Equipe: Roboagro, do Rio Grande do Sul.
InovaAvi 2021
Proposta: Solução Tecnológica para o Auto Controle Digital Agro 5.0
Equipe: QualyFull Sistemas, de Florianópolis/SC

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Fertilizantes sobem em março com impacto de conflitos e gargalos logísticos
Tensões no Oriente Médio elevam custos de energia e frete, pressionando nitrogenados e fosfatados no mercado global.

O mercado de fertilizantes registrou alta nos preços ao longo de março, influenciado por tensões geopolíticas e limitações logísticas no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio impactou diretamente a produção e o transporte de insumos, especialmente em países do Golfo Pérsico, pressionando custos de energia e frete.

Os fertilizantes nitrogenados seguiram em trajetória de valorização entre março e o início de abril. A ureia acumulou forte alta no período, alcançando cerca de US$ 760 por tonelada CFR em 10 de abril, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA. A combinação de oferta restrita, petróleo e gás natural em níveis elevados e maior incerteza global mantém o mercado volátil no curto prazo.
No segmento de fosfatados, o cenário também foi de pressão. Além do impacto do conflito, a alta do enxofre, insumo essencial para a produção, elevou os custos. No Brasil, os preços subiram cerca de 7% nas últimas semanas, com o MAP atingindo aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, os preços seguem sustentados.
Já os fertilizantes potássicos apresentaram comportamento mais estável em comparação aos demais. A oferta internacional permanece equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado global. Apesar da menor volatilidade, os preços seguem firmes, acompanhando o aumento dos custos logísticos e o ambiente de incerteza.
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Brasil exporta 23,5 milhões de toneladas de soja no início do ano
Ritmo acelerado de embarques mantém país à frente no mercado internacional e amplia vantagem sobre concorrentes.
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Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paraná
Nova fazenda de 107 hectares deve substituir área de 9 hectares ocupada por 27 famílias. Aquisição integra acordo de R$ 240 milhões para compensar impactos da formação do reservatório da usina.

Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriram mais uma área para assentamento da comunidade Avá Guarani, na região Oeste do Paraná.
O imóvel, com 107 hectares, está localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 quilômetros (km) de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A Fazenda América, que passará a se chamar Tekoha Pyahu, é dez vezes maior do que o espaço ocupado hoje pelas 27 famílias, cerca de 90 pessoas, que serão agora transferidas, segundo a Itaipu. Atualmente, elas vivem em situação precária em um terreno de apenas 9 hectares, localizado na faixa de proteção do reservatório da usina. A expectativa é que a mudança ocorra em até dois meses. “A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças. Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá”, afirmou o cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu.
Para ele, o processo de reparação de danos que a Itaipu está fazendo é o “mínimo que se pode fazer para os Avá Guarani”.
A compra de terras faz parte do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2025, e firmado por Itaipu com comunidades indígenas, Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O objetivo é assegurar reparação histórica pela violação a direitos humanos dos Avá-Guarani. Isso porque, na década de 1970, quando a usina começou a ser construída, em plena ditadura militar brasileira, a etnia Avá-Guarani sofreu o impacto do alagamento de suas terras tradicionais com a criação do reservatório do empreendimento, a partir do represamento do rio Paraná, na divisa com o Paraguai, que compartilha a gestão da usina com o Brasil.
O acordo estabelece medidas para assegurar a territorialização das comunidades locais e prevê a destinação aos indígenas de pelo menos 3 mil hectares de terra que serão adquiridos pelo consórcio Itaipu Binacional, ao custo inicial de R$ 240 milhões. “Trata-se de respeito, de reparação histórica e de promoção de condições de vida digna para essa população”, destacou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri.
Ele lembrou ainda que a solução foi construída de forma articulada com as instituições parceiras e as próprias comunidades.
No acordo homologado pelo STF, a Itaipu Binacional se comprometeu a implementar ações de restauração ambiental nas áreas adquiridas e a financiar serviços essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento, saúde e educação. Caberá à Funai o procedimento de destinação final da posse permanente e usufruto exclusivo às comunidades indígenas. O processo de obtenção dos imóveis rurais passa por análise fundiária e técnica tanto da Funai quanto do Incra.
Itaipu ainda informou que, por meio de convênios com associações de pais e mestres de escolas e do projeto Opaná – Chão Indígena, estão sendo promovidas iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura, do idioma e do modo de vida dos Avá Guarani, além de ações de assistência técnica em agroecologia e de educação antirracista.
Balanço do acordo
Até o momento, o valor total investido pela Itaipu para a compra de terras para as comunidades indígenas afetadas na construção da usina está em R$ 84,7 milhões. O valor já inclui o pagamento pela fazenda América, que custou R$ 17,6 milhões.
Também foram adquiridas a Fazenda Brilhante, de 215 hectares, em Terra Roxa, onde foram alocadas três comunidades que, juntas, têm 68 famílias; a Fazenda Amorim, de 209 hectares, em Missal, para onde serão transferidas 36 famílias que ocupam uma área na Faixa de Proteção do Reservatório da Itaipu; parte do Haras Mantovani, de 68 hectares, em Terra Roxa; e uma área de 9,8 hectares para a comunidade Arapy, de Foz do Iguaçu. A meta é chegar a 3 mil hectares, com investimento total de R$ 240 milhões.
A área total obtida até agora supera os 700 hectares, o equivalente a 700 de futebol padrão Fifa.






