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Inovação no controle da coccidiose e anemia ferropriva na suinocultura: a eficácia da associação gleptoferron + toltrazuril

Em uma única solução, substitui o manejo de aplicação de dois produtos, reduzindo o tempo de manipulação do leitão e por consequência reduzindo o estresse, prevenindo de forma simultânea a Coccidiose e da Anemia Ferropriva.

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Foto: Shutterstock

Na suinocultura, a fase de maternidade é reconhecida por ser uma das mais importantes e dispendiosas. Esse período impacta diretamente na saúde, bem-estar e desenvolvimento dos leitões, bem como na produtividade e na rentabilidade da operação.

Um dos principais desafios enfrentados é o manejo dos leitões logo após o nascimento. A manipulação dos animais, necessária para adoção de medidas de prevenção contra uma série de desafios sanitários inerentes, eleva os níveis de cortisol dos leitões.

Vários estudos apontam que o estresse impacta diretamente a produtividade da leitegada, influenciando no desempenho durante a fase de maternidade e, até mesmo estimulando estereotipias. A presença do estresse também prejudica a resposta imune dos leitões, deixando-os suscetíveis a ação de agentes oportunistas.

A anemia ferropriva e a coccidiose, por exemplo, são problemas comuns desta fase. Essas patologias geram perdas econômicas significativas, pois comprometem as fases subsequentes, impactando a conversão alimentar e aumentando a taxa de refugos na granja, por exemplo.

A introdução no Brasil, em 2021, de uma solução inovadora, com a associação injetável de gleptoferron + toltrazuril – tem se mostrado cada vez mais efetiva para o controle efetivo da coccidiose e da anemia ferropriva, trazendo resultados positivos para o produtor, tanto na otimização de mão de obra quanto no desempenho dos leitões.

A coccidiose, doença com alta prevalência nas granjas brasileiras, é causada pelo protozoário Cystoisospora suis, responsável por promover diarreia pastosa ou aquosa, de odor fétido e coloração amarelada. Por provocar lesões na mucosa intestinal dos leitões, ela é considerada a principal responsável pelas perdas produtivas, interferindo negativamente no ganho de peso diário dos animais e na sua nutrição adequada. Por esta razão, é importante que o combate e a prevenção da doença sejam feitos ainda nas primeiras horas de vida do leitão.

Em relação a Anemia Ferropriva, um conjunto de fatores que incluem a baixa reserva de ferro que os suínos apresentam ao nascer, o reduzido teor de ferro presente no colostro das porcas lactantes, além do crescimento acelerado do leitão, faz com que quase 100% dos leitões possam apresentar a deficiência de ferro caso não seja feita a suplementação. Devido a estas características inerentes dos suínos é necessário que seja realizada a suplementação injetável de ferro, quando esta não é realizada de maneira correta o leitão pode apresentar anemia clínica ou subclínica, o que leva a um pior desempenho durante sua vida produtiva, com ganho de peso reduzido e pouco desenvolvimento muscular, além de quadros de fraqueza, apatia e uma maior suscetibilidade às infecções ao longo da vida produtiva.

Problemas como a Coccidiose e a Anemia Ferropriva são mundialmente reconhecidos como importantes desafios na suinocultura e endêmicos em muitas regiões produtoras de proteína suína. Para lidar com estes desafios, a suplementação de ferro injetável e a administração de um coccidicida via oral para a leitegada nas primeiras horas de vida é rotina das granjas, o que aumenta o grau de manipulação dos leitões e promove um elevado índice de estresse para os animais.

A associação de gleptoferron + toltrazuril em uma única solução, substitui o manejo de aplicação de dois produtos, reduzindo o tempo de manipulação do leitão e por consequência reduzindo o estresse, prevenindo de forma simultânea a Coccidiose e da Anemia Ferropriva.

Além de assegurar o bem-estar dos animais com a redução do estresse promovido pelo manejo, a dose única, fixa e injetável é mais segura para o leitão e reduz consideravelmente a subdosagem ou falha na aplicação, já que as medicações orais podem não ser ingeridas de maneira integral pelos animais.

Desperdícios ou perdas com falhas da administração via oral destes fármacos prejudicam bastante o desempenho produtivo dos suínos. Pode parecer uma mudança simples, mas a aplicação da dose única de gleptoferron + toltrazuril nas primeiras 72 horas de vida dos leitões promove uma significativa redução dos índices clínicos e subclínicos dessas duas afecções na leitegada. Além disso, ao desmame estes animais que recebem a dosagem correta, passam a apresentar um peso maior, resultando numa maior produtividade na granja.

Estudo

Pesquisas divulgadas recentemente demonstram a segurança da aplicação injetável da associação de gleptoferron e toltrazuril para promover um maior controle dos quadros de anemia e dos distúrbios decorrentes da coccidiose.

O estudo avaliou o efeito da associação de gleptoferron e toltrazuril em dose única no peso ao desmame de leitões nas granjas comerciais brasileiras. Foram selecionadas seis granjas positivas para Cystoisospora suis e um total de 217 leitegadas, que foram divididas aleatoriamente em um grupo que seria tratado com o produto e um grupo que receberia o tratamento convencional.

Os resultados indicaram que os animais tratados com associação de gleptoferron e toltrazuril chegaram mais pesados ao desmame quando comparados ao grupo do tratamento convencional. Estes dados reforçam a eficácia da solução no melhor controle dos distúrbios relacionados à coccidiose e anemia na fase de maternidade.

 

Otimização de tempo

Junto do seu papel importante na contribuição do aumento do status sanitário do plantel e melhora no controle epidemiológico da coccidiose nas granjas de suínos, a associação injetável única de gleptoferron + toltrazuril já demonstrou que seu uso reduz em ao menos meia hora o tempo demandado para o manejo de um lote com 1.000 leitões, otimizando os processos no setor de maternidade das granjas.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na suinocultura acesse a versão digital de Suínos clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Por Equipe técnica da unidade de suínos da Ceva

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Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro

Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.

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Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

A suinocultura brasileira e internacional tem encontro marcado em maio, na Capital gaúcha, com a realização do Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui). O evento ocorre de 19 a 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, e chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva. O Jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia do Simpósio e toda a cobertura você pode acompanhar pelas nossas redes sociais.

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Faltando pouco mais de quatro meses para a abertura do simpósio, a organização avança em etapas-chave da preparação. A programação científica será divulgada a partir de fevereiro, mas já está em andamento o processo de submissão de trabalhos, um dos pilares do evento. Pesquisadores, técnicos e profissionais do setor têm até 23 de março para inscrever estudos científicos ou casos clínicos, que deverão se enquadrar em uma das áreas temáticas definidas pela comissão organizadora: sanidade, nutrição, reprodução, produção e manejo, One Health e casos clínicos.

A estrutura temática reflete desafios centrais da suinocultura contemporânea, como a integração entre saúde animal, saúde humana e meio ambiente, além da busca por eficiência produtiva em um cenário de custos elevados e maior pressão por biosseguridade. As normas para redação e envio dos trabalhos estão disponíveis no site oficial do evento, o que indica uma preocupação com padronização científica e qualidade técnica das contribuições.

Inscrições no evento

No campo das inscrições, o Sinsui mantém valores diferenciados por perfil de público. Até 15 de janeiro, profissionais podem se inscrever por R$ 650, enquanto estudantes de graduação em Medicina Veterinária, Zootecnia e Agronomia, além de pós-graduandos stricto sensu nessas áreas, pagam R$ 300. Há ainda modalidades específicas para visitantes e para acesso à feira. A inscrição dá direito a material de apoio, certificado, crachá e acesso à programação.

A política de descontos reforça o foco em participação coletiva, especialmente de empresas e instituições de ensino. Grupos de estudantes

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

ou profissionais vinculados a empresas patrocinadoras têm condições mais vantajosas a partir de dez inscritos, enquanto demais empresas obtêm desconto para grupos acima de vinte participantes. Em ambos os casos, o modelo prevê a emissão de recibo único e a concessão de um código adicional de inscrição.

A organização também detalhou a política de cancelamento, com percentuais de reembolso decrescentes conforme a proximidade do evento, e ressalva para situações de força maior, nas quais o simpósio poderá ser transferido de data sem cancelamento das inscrições.

Termômetro

Ao reunir produção científica, debates técnicos e interação entre diferentes elos da cadeia, o Sinsui 2026 se posiciona como um termômetro dos rumos da suinocultura. Em um setor cada vez mais pressionado por exigências sanitárias, sustentabilidade e competitividade internacional, o simpósio tende a funcionar não apenas como espaço de atualização, mas como arena de construção de consensos técnicos e estratégicos.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail contato@sinsui.com.br ou pelos telefones (51) 3093-2777 e (51) 99257-9047.

Fonte: O Presente Rural
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Piauí decreta emergência zoossanitária para prevenção da peste suína clássica

Entre as principais medidas está o controle rigoroso da movimentação de animais e de produtos considerados de risco.

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Foto: Ari Dias/AEN

O governador Rafael Fonteles decretou estado de emergência zoossanitária em todo o território do Piauí, para prevenção e controle da Peste Suína Clássica (PSC). A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na terça-feira (06), e tem validade de 180 dias. Entre as principais medidas está o controle rigoroso da movimentação de animais e de produtos considerados de risco.

O decreto foi motivado pela confirmação de um foco da doença no município de Porto. A decisão considera laudos do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura, que confirmaram a ocorrência do vírus.

Ao justificar a medida, o documento destaca a necessidade de resposta imediata para evitar a disseminação da doença. “A movimentação de animais e de produtos de risco deverá observar normas e procedimentos estabelecidos pela equipe técnica, com vistas à contenção e à eliminação do agente viral”, diz o texto publicado no DOE.

O trânsito de animais só poderá ocorrer conforme normas definidas pela equipe técnica responsável pelas operações de campo, com foco na contenção e eliminação do agente viral.

O decreto também autoriza a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi) a expedir diretrizes sanitárias, adotar manejo integrado da doença e utilizar produtos já registrados no país, além de seguir recomendações técnicas de pesquisas nacionais.

Cabe ainda à Adapi a aquisição dos insumos necessários às ações de prevenção, controle e erradicação da PSC durante o período de emergência.

Fonte: Assessoria Governo do Piauí
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Exportações de carne suína batem recorde em 2025 e Brasil deve superar Canadá

Embarques somam 1,51 milhão de toneladas no ano, com alta de 11,9%, e colocam o Brasil como provável terceiro maior exportador mundial. Filipinas assumem liderança entre os destinos.

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Foto: Shutterstock

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram os embarques brasileiros de carne suína totalizaram 1,510 milhão de toneladas ao longo de 2025 (recorde histórico para as exportações do setor), volume 11,6% superior ao registrado em 2024, com 1,352 milhão de toneladas. Com isto, o Brasil deverá superar o Canadá, assumindo o terceiro lugar entre os maiores exportadores mundiais de carne suína.

Foto: Shutterstock

O resultado anual foi influenciado positivamente pelo bom desempenho registrado no mês de dezembro, com os embarques de 137,8 mil toneladas de carne suína, volume 25,8% superior ao registrado em dezembro de 2024, quando os embarques somaram 109,5 mil toneladas.

Em receita, as exportações brasileiras de carne suína totalizaram US$ 3,619 bilhões em 2025, número 19,3% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 3,033 bilhões. Apenas em dezembro, a receita somou US$ 324,5 milhões, avanço de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com US$ 258,4 milhões.

Principal destino da carne suína brasileira em 2025, as Filipinas importaram 392,9 mil toneladas, crescimento de 54,5% em relação a 2024.

Em seguida aparecem China, com 159,2 mil toneladas (-33%), Chile, com 118,6 mil toneladas (+4,9%), Japão, com 114,4 mil toneladas (+22,4%), e Hong Kong, com 110,9 mil toneladas (+3,7%). “Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. As Filipinas se consolidaram como maior importadora da carne suína do Brasil, e outros mercados, como Japão e Chile, assumiram protagonismo entre os cinco maiores importadores. Isso demonstra a efetividade do processo de diversificação dos destinos da carne suína brasileira, o que reduz riscos, amplia oportunidades e reforça a presença do Brasil no mercado internacional, dando sustentação às expectativas positivas para este ano”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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