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Inovação e criatividade marcam capacitações do GPA para Semana Nacional da Carne Suína
Com sucesso e confiante nos resultados, as redes Extra e Pão de Açúcar encerram o ciclo de treinamentos de colaboradores e se preparam para o período da campanha

Encerrou nesta semana a fase de treinamentos do grupo GPA que antecedem a Semana Nacional da Carne Suína (SNCS). A parceria pioneira tem gerado importantes resultados desde a sua primeira edição em 2013 para as redes Extra e Pão de Açúcar. Com novos treinamentos focados em quebrar tabus sobre a produção da carne suína e despertar a criatividade de seus colaboradores, o grupo espera alavancar as vendas da carne suína durante o período da campanha.
Foram mobilizadas mais de 700 lojas, incluindo as bandeiras Extra, Extra Mercado e Pão de Açúcar. Juntas, as gigantes do varejo atendem a públicos desde a classe A até a D e além da popularidade, apostam na capilaridade da rede, com presença nacional em mais de 17 estados. Ao total, foram capacitadas mais de 500 pessoas, nos estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Pernambuco e Distrito Federal.
Por sua relevância e por ser uma das maiores redes varejistas brasileiras em faturamento, o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que a participação do GPA na edição de 2019 da SNCS é uma grande oportunidade para ampliar o alcance da campanha, oportunizando resultados ainda mais positivos para a suinocultura brasileira. “Estamos animados para conquistar os consumidores da rede. Com certeza conseguiremos resultados expressivos que beneficiarão os produtores, indústria e varejo brasileiros”.
Os treinamentos
A fim de proporcionar uma experiência de conhecimento inovadora e aprimorar o potencial dos colaboradores para o papel de liderança em seus setores, o GPA realizou as ações junto à ABCS e, com apoio do Sebrae, da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O treinamento contou com a palestra informativa acerca da produção de suínos no Brasil e do valor nutricional da proteína, com o médico veterinário Iuri Machado, quebrando mitos sobre a carne suína e esclarecendo os participantes quanto às suas dúvidas.Já em um momento mais descontraído, os colaboradores conheceram maneiras de aprimorar o atendimento dos consumidores, trazendo inovação, na palestra “Fator UAU, o encantamento e as vendas levados ao próximo nível”, com os consultores da Fábrica de Criatividade Denilson Shikako e Matheus Cardoso.
Lilian de Melo , curadora líder GPA-SP, é veterana nas capacitações das redes em parceria com a ABCS. Segue motivada a aprender mais e compartilhar o conhecimento, para que todos saibam dos benefícios da carne suína. “Foi ótimo o treinamento, foi diferente e o modo de engajar o público foi melhor. Vou motivar a minha equipe com tudo aquilo que eu aprendi aqui. Vou passar pra eles, pra eles passarem pros nossos clientes, porque eles merecem”.
Milena Mendonça, Médica veterinária e coordenadora da equipe de qualidade do GPA- DF, participou pela primeira vez do evento e falou sobre a relevância da palestra na capacitação dos colaboradores. “A importância dessa palestra é saber acabar com os mitos que existem em relação à carne suína que a gente tem desde cedo, desde pequeno a gente aprende que a carne suína não faz bem, mas a gente vê que isso não é verdade. Então esse treinamento serve pra reforçar isso e ver que as pessoas que estão engajadas nisso fazem com que esse produto realmente chegue à mesa do consumidor com qualidade”.
O gerente comercial de aves, suínos e peixaria do GPA, Rafael Monezi, destaca o sucesso da parceria entre a ABCS e o GPA e se diz entusiasmado para os resultados da edição após a série de treinamentos. “A expectativa é ótima. Estamos trabalhando nos últimos sete anos no GPA esse treinamento. encontramos um modelo de negócio bem diferente, onde a gente investe muito nos colaboradores para que eles possam ser bem capacitados, ter conhecimento técnico, ter informação e muita motivação pra vender carne suína. A expectativa é de fazer uma excelente campanha esse ano e trabalhar a carne suína o ano inteiro”.
O PDS
A parceria entre a ABCS e GPA este ano veio com uma novidade: O Plano de Desenvolvimento de Suínos. O PDS tem como principal objetivo dobrar as vendas de carne suína até 2021, além de aumentar o share e gerar melhor rentabilidade e diferenciação para o açougue. O projeto conta com o apoio da ABCS e foi pensado para ser 360º, garantindo a qualidade desde a produção até a divulgação e chegada do produto nas gôndolas das lojas das bandeiras Extra e Pão de Açúcar e seus formatos (Extra Hiper, Extra Super, Mercado Extra, Mini Extra e Pão de Açúcar e Minuto Pão de Açúcar, além do e-commerce alimentar das duas marcas).
Uma das frentes de atuação do plano de desenvolvimento de suínos é na produção e envolve treinamentos e capacitação nas granjas fornecedoras e consiste no alinhamento de temas como o bem-estar animal. Além disso, esse pilar também prevê a produção de conteúdos técnicos e científicos relacionados a temas de segurança alimentar e normativas para as fábricas de ração, por exemplo. Por fim, contempla, também, visitas técnicas da equipe do GPA em granjas para alinhar o conhecimento sobre a produção, bem como a origem da matéria-prima e adequação de processos
SNCS em 2019
Nesta edição, a SNCS se renova e se destaca com o tema Qualidade na Cadeia de Valor, com o objetivo de transferir ao consumidor consciente informações a respeito do sabor, da importância nutricional, da segurança alimentar e da qualidade na cadeia de produção da carne suína. Com um aumento de 40% no número de lojas participantes comparado a 2018, a SNCS chegará em 22 estados brasileiros, no período de 26 de setembro a 13 de outubro, aumentando sua presença em grandes regiões de consumo como o Sul e Nordeste e ampliando a oportunidade de desenvolvimento de toda a cadeia de valor.

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França
Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.
Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.
A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.
A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.
Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.
Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.
No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio
Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação
Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.
No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.
União Europeia
Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.
Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.
Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.
Salvaguardas
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.
Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação
Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”
Sobre o acordo
Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.
O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília
Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação
De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.
A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.
Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional
marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.
Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.



