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Inovação e conhecimento marcam início do Show Rural Coopavel 2026

Evento apresenta mais de 5,5 mil parcelas demonstrativas e promove discussões sobre inteligência artificial, conectividade e produção animal.

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Foto: Rodrigo Memlak

O 38º Show Rural Coopavel já começou e volta a colocar Cascavel e o Oeste do Paraná no centro das atenções do agronegócio. A abertura oficial ocorreu no domingo (08), com missa campal às 11 horas, e a visitação segue até sexta-feira (13), sempre das 7 horas às 18 horas. O acesso ao parque e o estacionamento são gratuitos. Neste ano, o evento tem como tema “A força que vem de dentro”.

Organizado pela Coopavel, o Show Rural chega à 38ª edição consolidado como um dos maiores eventos técnicos do mundo voltados à difusão de tecnologias para o campo. O crescimento ao longo dos anos chama atenção. Na primeira edição, em 1989, participaram 15 empresas e 110 visitantes. Atualmente, o parque de 720 mil metros quadrados está preparado para receber entre 360 mil e 400 mil pessoas, com a participação de 600 expositores nacionais e internacionais e cerca de 5,7 mil profissionais envolvidos na organização.

A estrutura do parque conta com 15 quilômetros de ruas pavimentadas, 11 quilômetros cobertos, duas centrais de informação e 110 bebedouros com água potável. O estacionamento tem capacidade diária para até 22 mil veículos e 700 ônibus. Entre as autoridades confirmadas na programação estão o governador do Paraná, Ratinho Junior, além de lideranças do setor agropecuário e representantes políticos.

Domingo da Família reúne grande público

O domingo dedicado à Família reuniu mais de 40 mil pessoas no Parque Tecnológico do Show Rural. A programação começou com missa campal celebrada pelo arcebispo dom José Mário Angonese e contou com a presença de diversas autoridades, entre elas o senador Sergio Moro, o ex-governador e ex-senador Alvaro Dias, os deputados estaduais Gugu Bueno, Oziel Luiz e Luiz Fernando Guerra, o prefeito de Cascavel, Renato Silva, e o presidente da Câmara, Thiago Almeida. Também participaram lideranças empresariais, como o presidente da Fiep, Edson Vasconcelos, da Caciopar, Reni Felipe, e do POD, Alci Rotta Júnior.

Durante a homilia, dom José Mário destacou valores que ajudaram a construir o Oeste do Paraná como referência nacional e internacional na produção de alimentos. Segundo ele, o desenvolvimento regional está diretamente ligado ao espírito de cooperação. “O verdadeiro progresso se constrói quando há partilha, justiça e cuidado com as pessoas. A força do Oeste do Paraná está ancorada no cooperativismo, na capacidade de caminhar juntos”, afirmou.

Evento reúne tecnologia, inovação e conhecimento

O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, ressaltou que o Show Rural é resultado do trabalho coletivo e do envolvimento de cooperados, colaboradores e da comunidade. Ele destacou ainda o sentimento de gratidão que envolve a realização do evento. “Esse evento é uma obra de Deus. O que nos cabe é agradecer, pedir sabedoria e força para que cada dia aqui seja abençoado”, afirmou.

Foto: Ricardo Ribeiro

A programação reúne mais de 5,5 mil parcelas demonstrativas e vitrines tecnológicas, com novidades que abrangem agricultura de precisão, produção animal, conectividade rural e inteligência artificial aplicada ao campo.

Entre os eventos previstos está o Fórum de TI das Cooperativas, que deve reunir cerca de 150 líderes do Brasil, Paraguai e Argentina para debater inovação, segurança digital e transformação tecnológica no cooperativismo. Outro destaque é o 1º Fórum de Meio Ambiente, voltado à sustentabilidade e à gestão de resíduos.

O público também poderá conferir lançamentos tecnológicos, como sistemas de monitoramento em tempo real de bezerras e novilhas, robô alimentador de suínos e novas cultivares e soluções desenvolvidas por instituições como Embrapa, IDR-PR e Vitrine Tecnológica.

Visitações técnicas começam nesta segunda-feira

Foto: Gabriel Rosa

O início das visitações técnicas ocorre nesta segunda-feira (9), a partir das 7h. O governador Ratinho Junior deve participar da programação oficial a partir das 9h, acompanhado de outras autoridades, entre elas o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri.

Entre as atrações programadas estão as inaugurações do novo galpão da agricultura familiar e do Espaço Impulso. O coordenador geral do Show Rural, Rogério Rizzardi, reforça que o evento foi planejado para oferecer uma experiência completa aos visitantes, reunindo informação, tecnologia e oportunidades para o setor.

Ele lembra que a entrada e o estacionamento são gratuitos. O almoço no restaurante do parque custa R$ 70, sendo R$ 64 referentes à refeição e R$ 6 ao refrigerante.

Fonte: Assessoria Coopavel

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Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho

Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

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Foto: Freepik

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.

Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB

“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.

O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.

Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja

Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

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Foto: Breno Lobato

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.

O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.

Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.

Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho

Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.

Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.

Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.

Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.

A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.

Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Seu contrato de arrendamento pode ser extinto

Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).

Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.

Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.

Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.

A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.

Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.

Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.

E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.

Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.

Fonte: Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
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