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Notícias Avicultura

InovaAvi apresenta vencedores

Evento ocorreu na quinta-feira pelo Canal da Embrapa no YouTube e divulgou as três propostas finalistas do desafio

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“Por que o agro é o que é? Porque temos contribuição de uma ciência com propósito, que procura entender os problemas para propor soluções. E porque temos iniciativas como essa, de interação e busca constante de inovação. E a inovação está no DNA da Embrapa”. Com esta declaração, o presidente da Embrapa, Celso Moretti, encerrou a live da grande final do InovaAvi – Chocando Ideias, primeiro desafio de ideias da avicultura promovido pela Embrapa Suínos e Aves.

O evento ocorreu na quinta-feira (08) pelo Canal da Embrapa no YouTube, e divulgou as três propostas finalistas do desafio. Até o início da manhã de hoje, foram mais de 1,3 mil visualizações. A final pode ser revista no link youtu.be/vBWtt-OidFQ.

E quem levou o primeiro lugar foi a equipe de Foz do Iguaçu/PR, formada por Mahuan Capeletto Abdala e Cleber dos Santos Medeiros da Silva, com parceria de Bruno Zwierewicz e Lucas Hübner. Eles apresentaram a “Stac Robot – Robô autônomo multi propósito para avicultura”, um projeto que está sendo desenvolvido em parceria com o Laboratório de Internet das Coisas (LabIoT) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná e o Parque Tecnológico Itaipu (PTI). Trata-se de um robô autônomo que possui inteligência embarcada e realiza o percurso durante todo o período do lote, tem como objetivo auxiliar o produtor no manejo diário de seus aviários.

O segundo lugar ficou com eles também, com a proposta “AveStac Pro – Solução para gestão de aviários”, uma ideia que se baseia em uma solução de hardware e software para o produtor, a integradora e o técnico. Através da instalação de sensores distribuídos de forma estratégica em diferentes posições do aviário é possível realizar o acompanhamento de informações de ambiência como: temperatura e umidade relativa do ar e do desenvolvimento do lote como: balanças para pesagem automática, mortalidade e consumo de ração de cada aviário individualmente.

E, com o terceiro lugar, ficou a equipe de Goiânia/GO, que apresentou a proposta “IndustryCare – monitoramento em tempo real de máquinas e processos”. A turma é formada por Wagner de Barros Neto, Bruno Ferreira de Sousa, Pedro Magalhães Sobrinho e Jaderson Gonçalves, que mostraram uma plataforma que integra hardware (sensores e medidores inteligentes, interfaces, transmissores), software (Big Data Analytics, App mobile, IA) e serviços especializados (implantação dos IoTs, Ciência de Dados, Projetos de Eficiência Energética). Como hardware, assumem o CAPEX e instalam sensores e medidores IoT de grandes parceiros como ABB, Siemens e Kron Medidores.

A premiação da equipe vencedora é a classificação para a etapa final do Pontes para Inovação (desde que cumpra o regulamento deste). A chamada Pontes para Inovação é uma iniciativa desenvolvida entre a Embrapa e parceiros, que tem como objetivo conectar as Agritechs com investidores, visando permitir que estas possam ter acesso a recursos para acelerar seus negócios. Saiba mais sobre a Pontes para a Inovação (pontesparainovacao.com.br).

E para as demais equipes o prêmio é o acesso ilimitado aos cursos da Academia da Avicultura, por um ano, para todos os membros das equipes, além de mentoria com especialistas que os acompanharam em todo o processo.

De acordo com o analista da Embrapa Suínos e Aves e coordenador do InovaAvi, Cássio Wilbert, a decisão final foi muito “apertada” porque a diferença de pontuação foi pequena. Participaram desse processo 67 avaliadores, que, assim como a comissão organizadora, consideraram um nível muito bom de todas as dez propostas finalistas. “E hoje, nesta final, foi apenas uma primeira entrega. Ainda temos um longo caminho de inovação pela frente. E o que a gente quer com esses movimentos é justamente encontrar pessoas como essa turma toda, que acredita que para resolver complexos é preciso se dedicar às dores. E todos estavam dispostos a resolver essas dores da avicultura”, destacou Cássio.

Para a chefe geral da Unidade, Janice Zanella, o InovaAvi representou duas situações muito importantes para o sucesso de algo: alegria e trabalho em equipe. “Todo o caminho que os participantes trilharam até a final foi resultado de muito trabalho em equipe e de uma dedicação movida à um sentimento de querer resolver as coisas. Isso é muito bom porque todos ganham – as equipes e a Embrapa”, enfatizou ela. E o chefe de P&D, Airton Kunz, reforçou que tanto o InovaPork quanto o InovaAvi não são apenas eventos, “mas movimento de inovação que vieram para ficar e fortalecer as cadeias produtivas”.

O evento

A noite iniciou com a palestra da futurista Jaqueline Weigel, que abordou o tema “Os futuros do mundo”. Jaqueline é futurista global, estrategista de mudanças e pesquisadora pós-digital. Depois da palestra, respondeu aos questionamentos do público com um bate-papo descontraído.

A live foi moderada pelo consultor de criatividade e inovação Fabrício De Martino, com participação dos artistas Milena Pagliacci e Dudu Rosa, que produziram mapas mentais e artes, respectivamente, dos finalistas.

Fonte: Embrapa Suínos e Aves
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Notícias Pecuária

Restrição de oferta de boi garante altas de preço no Brasil

Frigoríficos ainda encontram dificuldades na composição de suas escalas de abate, posicionadas três e quatro dias úteis, operando com uma capacidade de abate reduzida

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Arquivo/OP Rural

Os preços do boi gordo tiveram mais uma semana de valorização do Brasil, diante do limitado volume de oferta de animais terminados presente no mercado neste momento.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda encontram dificuldades na composição de suas escalas de abate, posicionadas três e quatro dias úteis, operando com uma capacidade de abate reduzida. “A oferta de animais terminados tende a permanecer restrita até meados de março, quando os animais de pasto estarão próximos do peso ideal para abate. Quando ela surgir, as indústrias ainda dependerão da decisão de venda do pecuarista. De qualquer forma são ao menos mais 40 dias de um ambiente bastante complicado em relação à oferta”, sinaliza.

Para o analista, os preços somente não avançam com maior força diante do consumo doméstico enfraquecido, uma vez que o brasileiro médio está descapitalizado. “Nesse momento a população se depara com despesas usuais a esse período do ano, como IPTU, IPVA, compra de material escolar, entre outros”, pontua.

No mercado atacadista, a semana foi marcada por preços mais acomodados ao longo da semana. No entanto, há pouco espaço para reajustes no curto prazo, em linha com a situação do consumidor final. “Em linhas gerais o consumidor médio não consegue absorver tantos reajustes para a carne bovina e esse tipo de cenário remete a uma maior demanda por proteínas que causem um menor impacto na renda média, como a carne de frango”, afirma. Com isso, os preços se mantiveram no país no atacado. O corte traseiro foi precificado a R$ 20,80, por quilo, a ponta da agulha seguiu no patamar de R$ 15,50, por quilo e os cortes de dianteiro permaneceram em R$ 15,50, por quilo.

Os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 21 de janeiro:

  • São Paulo (Capital) – R$ 298,00 a arroba, contra R$ 290,00 a arroba em 14 de janeiro (subindo 2,76%).
  • Goiás (Goiânia) – R$ 290,00 a arroba, contra R$ 280,00 a arroba (3,57%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 290,00 a arroba, ante R$ 285,00 a arroba, subindo 1,75%.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 285,00 a arroba, ante R$ 277,00 a arroba (2,89%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 282,00 a arroba, contra R$ 275,00 a arroba (2,55%).

Já as exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 272,967 milhões em janeiro (10 dias úteis), com média diária de US$ 27,296 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 60,509 mil toneladas, com média diária de 6,051 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.511,10.

Em relação a janeiro de 2020, houve alta de 6,78% no valor médio diário da exportação, ganho de 13,82% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 6,19% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado Interno

Fraco escoamento interno e externo pressiona cotações do suíno

Mercado brasileiro de suínos registrou uma semana de pressão nas cotações, tanto no quilo vivo quanto nos cortes negociados no atacado

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de suínos registrou uma semana de pressão nas cotações, tanto no quilo vivo quanto nos cortes negociados no atacado. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, frigoríficos ressaltam que o escoamento da carne segue enfraquecido, fator que acaba resultando em um menor ímpeto nas negociações envolvendo animais para abate e, ainda, a busca por preços mais baixos.

Para Maia, o perfil de consumo tende a apresentar pouca mudança no curto prazo, considerando que as famílias estão descapitalizadas neste momento, além de contarem com despesas adicionais, típicas de um início de ano. “A alta carne bovina no país seria um fator favorável, mas diante da grande deterioração da renda, os consumidores tendem a acabar migrando diretamente para a carne de frango e para o ovo”, projeta.

Além da fragilidade em relação aos preços do suíno vivo, os suinocultores estão preocupados também com o alto custo da nutrição animal. “Quanto ao milho, a perspectiva é de um quadro de estresse e preços elevados ao longo do semestre, por conta da safra verão curta e da logística concentrada na soja, trazendo encarecimento aos fretes”, sinaliza.

Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil baixou 7,17% ao longo da semana, de R$ 6,71 para R$ 6,23. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado caiu 5,49%, de R$ 13,00 para R$ 12,29. A carcaça registrou um valor médio de R$ 9,60, queda de 9,33% frente à semana anterior, de R$ 10,59.

A desaceleração das exportações no decorrer deste mês traz apreensão, dada a dificuldade de absorção de volumes adicionais pelo mercado doméstico. Segundo os dados preliminares divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a média diária embarcada até a segunda semana de janeiro ficou em apenas 3,003 mil toneladas. “Seguindo essa média no restante do mês, mais o volume do industrializado, janeiro fecharia perto das 70 mil toneladas embarcadas”, afirma.

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 71,641 milhões em janeiro (10 dias úteis), com média diária de US$ 7,164 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 30,034 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.385,30.

Em relação a janeiro de 2020, houve alta de 3,49% no valor médio diário da exportação, ganho de 11,57% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 7,25% no preço médio.

A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo baixou de R$ 130,00 para R$ 123,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90. No interior do estado a cotação recuou de R$ 7,50 para R$ 6,90.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração retrocedeu de R$ 6,30 para R$ 6,20. No interior catarinense, a cotação baixou de R$ 7,30 para R$ 6,75. No Paraná o quilo vivo caiu de R$ 7,15 para R$ 6,70 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo recuou de R$ 6,05 para R$ 5,90.

No Mato Grosso do Sul a cotação na integração retrocedeu de R$ 6,40 para R$ 5,90, enquanto em Campo Grande o preço recuou de R$ 6,10 para R$ 5,75. Em Goiânia, o preço caiu de R$ 7,00 para R$ 5,90. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno baixou de R$ 7,10 para R$ 6,00. No mercado independente mineiro, o preço passou de R$ 7,20 para R$ 6,10. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis diminuiu de R$ 6,00 para R$ 5,70. Já na integração do estado o quilo vivo caiu de R$ 5,90 para R$ 5,80.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Safra de inverno

Mercado brasileiro de trigo tem poucos negócios e viés altista

Com muitos produtores atentos às culturas de verão no Brasil, o mercado de trigo deve ficar em segundo plano, com preços “lateralizados”

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Divulgação/AENPr

Com muitos produtores atentos às culturas de verão no Brasil, o mercado de trigo deve ficar em segundo plano, com preços “lateralizados”. Conforme o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, apesar da baixa liquidez e dos preços oscilando pouco, o viés segue altista, levando em conta o cenário externo. “A demanda segue relativamente fraca. O mercado deve permanecer com negócios pontuais e os compradores, buscando oportunidades atrativas”, disse.

Na última quinta-feira (21), a elevação do dólar em relação ao real favoreceu o cenário de alta dos preços do trigo. A variação cambial torna o produto de fora do Brasil mais caro no mercado interno. Além disso, a menor oferta nacional e internacional segue como fator fundamental para a valorização do grão.

A Rússia, maior exportador, e a Ucrânia, sexto maior, estudam restrições nas suas exportações de trigo. Segundo analistas de SAFRAS & Mercado, o mesmo pode acontecer com a Argentina. Isso restringiria o produto disponível à indústria brasileira. A oferta global, já apertada, pode ficar ainda menor, com a possibilidade de novas compras por parte da China. O país asiático já está entre os maiores importadores de trigo do mundo.

Argentina

Levantamento semanal divulgado pelo Ministério da Agroindústria da Argentina indicou que a colheita de trigo da safra 2020/21 do país foi finalizada na área total prevista de 6,702 milhões de hectares.

De acordo com o Ministério, na semana anterior a colheita estava em 99%. No mesmo período do ano passado, a ceifa atingia 99% dos 6,95 milhões de hectares cultivados na temporada 2019/20.

Fonte: Agência SAFRAS
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CONBRASUL/ASGAV

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