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Iniciativa auxiliará na gestão e melhoria da produtividade de propriedades rurais de SC

A iniciativa consiste em oferecer aos produtores rurais visitas técnicas e gerenciais no período de dois anos para garantir um melhor desenvolvimento das propriedades

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Com o objetivo de proporcionar aumento da produção, evolução na produtividade e no nível de gestão, além do incremento da renda líquida em propriedades rurais de Santa Catarina, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC) – órgão vinculado à Federação de Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc) – desenvolve o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). A iniciativa consiste em oferecer aos produtores rurais visitas técnicas e gerenciais no período de dois anos para garantir um melhor desenvolvimento das propriedades.

Os produtores Flávio e Jaqueline Saurin trabalham com a bovinocultura de leite há oito anos, no interior de Guatambu. A propriedade começou com uma vaca e hoje possui 40 em lactação, produzindo de 25 e 30 mil litros de leite por mês. O casal foi um dos escolhidos para participar do Programa ATeG.

Um técnico será responsável por desenvolver uma visita técnica e gerencial por mês durante dois anos. “Os técnicos atenderão diretamente aos produtores rurais por meio de visitas às propriedades, com o foco na transmissão de conhecimentos relacionados à gestão da empresa rural e técnicas de manejo voltadas às atividades pecuárias e agrícolas”, explanou o prestador de serviço em instrutoria do programa ATeG, Erno Menzel.

Menzel explicou que muitos empresários rurais sabem produzir, mas não conseguem desenvolver a gestão da produção e dos recursos que possuem. “O programa do Senar/SC tem essa diferença, ele oferece assistência de uma maneira continuada, todos os meses os produtores serão visitados e terão esse olhar focado para a gestão da propriedade”. 

“Eu acredito que será uma experiência muito válida para o crescimento e desenvolvimento da nossa propriedade. Trabalhamos há anos com a pecuária leiteira, mas não sabemos de tudo, sempre existe algo novo para aprender e melhorar”, considerou Saurin.

Metodologia

Os instrutores repassarão aos produtores as metodologias sobre cálculo de custos de produção, indicadores da propriedade e, principalmente, análise de dados para o planejamento estratégico conforme os pontos fortes e fracos de cada propriedade. “São raros os produtores brasileiros que conhecem de fato os seus custos de produção. Por isso, é fundamental esse planejamento para que, a partir disso, sejam aplicadas ações que interfiram diretamente nas propriedades”, ressaltou Menzel.

Todos os dados levantados serão lançados em um software utilizado nacionalmente e que abriga informações completas de propriedades de todo o País. “Com essas informações é possível fazer comparativos e tomar decisões mais assertivas. Os produtores são os que têm os melhores resultados econômicos e não os que produzem mais. A partir deste software, os empresários rurais terão modelos para melhorar a sua rentabilidade.

Alencar Aldoir Borth é zootecnista e integra a segunda turma do programa ATeG. Ele e outros 21 profissionais da Medicina Veterinária, Engenharia Agrônoma e Zootecnia participaram, nesta semana, no Hotel Bertaso, em Chapecó, da qualificação que os preparará para atuarem como técnicos de campo nas propriedades em 62 municípios da região oeste.

“O curso é além das expectativas, é algo que eu não tinha conhecimento aprofundado. A parte gerencial é fundamental e leva em consideração a realidade do produtor para planejar a melhoria na produtividade das propriedades”, observou. Borth atenderá 25 propriedades rurais de pecuária de leite, ligadas ao laticínio Tirol, na região de São Miguel do Oeste.

Treinamento

Durante o treinamento foram abordados aspectos metodológicos, técnicos, gerenciais e, também, a utilização do software para coleta de dados da metodologia da ATeG. A capacitação foi conduzida pelo prestador em serviço de instrutoria, Erno Menzel, e foi acompanhada pelos supervisores do Senar/SC na região oeste (Helder Jorge Barbosa), na região meio oeste (Diego Visentin) e no extremo oeste (Grasiane Bittencourt). 

Segundo o coordenador do programa no Senar/SC, Olices Osmar Santini, cada produtor terá avaliações trimestrais sobre o andamento do programa. “Será elaborado planejamento estratégico em cada propriedade, além de um monitoramento individual da execução e dos resultados alcançados”, explica.

O superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, destacou que o programa é uma parceria com agroindústrias que processam leite e com os produtores rurais. “É um projeto piloto que poderá ser ampliado futuramente com base nos resultados obtidos com essas primeiras turmas”.

Na Prática

Para colocar em prática as orientações obtidas durante a capacitação do programa ATeG, os técnicos participaram de uma visita de campo, que ocorreu na propriedade do casal Flávio e Jaqueline Saurin, no interior do município de Guatambu. De acordo Menzel, durante a visita os técnicos foram responsáveis por coletarem todos os dados possíveis. “Com base no que eles levantaram de informações, construirão um planejamento estratégico focando em situações prioritárias. Além disso, criarão um plano de ação em que serão apontadas possíveis melhorias”, esclareceu.

A zootecnista Giseli Batista Pereira também participou do CNA Jovem e lá conheceu a iniciativa do ATeG. Giseli é professora no Colégio Agrícola de Água Doce e enxergou no programa uma oportunidade de aprimoramento e crescimento profissional. “A metodologia do instrutor é motivadora. A experiência está sendo ótima e nos faz compreender a importância da assistência técnica e gerencial para a vida do produtor. “É como o instrutor Erno diz: para ser um bom líder é necessário saber gerenciar”, realçou Giseli, que atenderá propriedades em Abelardo Luz a partir do mês de agosto.

Fonte: Assessoria

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Temporais após onda de frio aumentam preocupação de produtores no Sul; veja vídeo

Inmet prevê chuva acima da média em parte da região, solo encharcado e maior risco de doenças fúngicas nas culturas de inverno.

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Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

As imagens registradas pelo agricultor Geraldo Hardi Weisheimer mostram a intensidade da chuva de granizo que atingiu a Linha Sanga Guarani, próximo ao distrito de Bom Princípio, no interior de Toledo (PR), no fim da tarde de domingo (28). Em poucos minutos, o gelo cobriu o solo da propriedade rural, acompanhado de chuva intensa e ventos associados à frente fria que voltou a provocar instabilidades no Sul do Brasil.

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

Até o momento, não há levantamento oficial dos prejuízos. Produtores da região avaliam possíveis danos em lavouras e estruturas rurais.

Em publicação nas redes sociais, Weisheimer descreveu o impacto do temporal. “Ver o chão da nossa Linha Sanga Guarani coberto de gelo hoje dói no coração de quem entende o suor de cada dia. A natureza tem sua força, e a gente, como agricultor, aprende a respeitá-la e a se reerguer, mesmo com o prejuízo batendo à porta”, ressaltou

O episódio ocorre após uma sequência de dias de frio intenso e tempo seco. A formação de um ciclone extratropical na costa do Uruguai, associada ao avanço de uma frente fria, voltou a provocar chuva forte, rajadas de vento e queda localizada de granizo no Paraná. Nesta segunda-feira (30), os maiores acumulados são esperados entre o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Estado, onde os volumes podem se aproximar de 100 milímetros.

O cenário reforça a previsão agroclimática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

trimestre de junho a agosto. Embora o Paraná deva registrar volumes de chuva próximos da média, o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina tendem a receber precipitações acima do normal, mantendo os solos com elevada umidade em praticamente toda a Região Sul.

Para a agricultura, a disponibilidade de água favorece o desenvolvimento das culturas de inverno e contribui para a conclusão do ciclo das áreas mais tardias de milho segunda safra no Paraná. Por outro lado, o excesso de chuva aumenta o risco de doenças fúngicas em cereais como trigo, cevada e aveia, além de dificultar pulverizações, adubações e outras operações mecanizadas devido ao encharcamento do solo.

Segundo o Inmet, os excedentes hídricos devem persistir principalmente em junho e julho, com maior intensidade no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Apesar do baixo risco de deficiência hídrica durante o inverno, o excesso de umidade exigirá atenção redobrada dos produtores no monitoramento fitossanitário e no planejamento das atividades de campo ao longo dos próximos meses.

Fonte: O Presente Rural
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Após investir R$ 650 milhões, Porto de Paranaguá cobra avanço das ferrovias para evitar perda de competitividade

Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que terminal está preparado para crescer, mas alerta que infraestrutura terrestre ainda limita a eficiência logística.

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Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

O modelo de gestão adotado pelo Porto de Paranaguá e os desafios da logística do agronegócio estiveram no centro dos debates do lançamento do Movimento Agroportos, realizado na quinta-feira (25), em Curitiba. Durante o evento, o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, apresentou medidas implementadas nos últimos anos para ampliar a eficiência operacional do terminal e defendeu investimentos em infraestrutura como caminho para reduzir o chamado “Custo Brasil”.

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “Somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

Garcia, que também preside a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph), participou do painel “Regulação, Segurança Jurídica e Eficiência Portuária nos Portos do Sul”, mediado pelo diretor-presidente do IBI, Mário Povia. Ele expôs medidas exitosas adotadas nos portos paranaenses ao longo dos últimos anos, que podem servir de exemplo para outros portos em todo o Brasil. O Porto de Paranaguá é o primeiro do país a ter 100% de suas áreas portuárias arrendadas, garantindo segurança jurídica aos operadores. “Com nossas concessões, somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão. São mais de R$ 650 milhões em investimentos, em uma obra que está 95% concluída”, disse Garcia.

As regularizações das áreas arrendáveis promovidas pela Portos do Paraná a partir de 2019 trazem justamente a segurança jurídica discutida no painel. A partir de leilões públicos realizados na Bolsa de Valores do Brasil (B3), as empresas têm a garantia de que poderão investir, pois estão resguardadas por contratos robustos que protegem tanto o arrendante quanto a arrendatária.

Preparado

Ao mencionar a sustentabilidade, Luiz Fernando lembrou que o Porto de Paranaguá se tornou o primeiro porto público brasileiro a conquistar o selo internacional EcoPorts, a mais importante certificação mundial que reconhece as boas práticas de gestão ambiental portuária.

Com as obras mencionadas, o diretor-presidente assegura que o Porto de Paranaguá estará preparado para esse aumento de capacidade e produção no futuro. “O

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

Paraná fez as concessões rodoviárias e R$ 90 bilhões serão aplicados nos contratos vigentes. E o vencimento da concessão da Malha Sul, em 2027, é a oportunidade que temos para discutir com o setor ferroviário, importantíssimo para que o Moegão funcione com sua capacidade plena”, completou.

Indagado sobre os problemas observados para uma discussão mais ampla por parte do Movimento Agroportos, Garcia destacou o custo logístico das cargas até o porto. Para ele, é preciso enfrentar essas deficiências para ganhar mais eficiência. “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos”, disse.

Alex Sandro de Ávila, secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e presidente do Conselho de Administração da Portos do Paraná (Consad), também foi um dos painelistas. Ele ressaltou a gestão da Portos do Paraná, destacando a requalificação de áreas e os leilões, que geraram maior capacidade de investimento no Porto de Paranaguá. “A Região Sul ainda tem protagonismo no escoamento de cereais, até porque conta com portos extremamente preparados e especializados para essa atividade. Então, buscamos uma sinergia e harmonização, que já deram muito certo aqui no Sul e servem de bom exemplo para desenvolvermos projetos de crescimento nas regiões Norte e Nordeste do país”, disse Ávila.

Fonte: AEN-PR
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Notícias Cooperativismo

Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível

Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

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A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.

Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.

A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.

Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
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