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Inicia a maior feira da indústria da carne da América Latina
Feira segue até sexta-feira (14), no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó, SC
A entrega do Prêmio Carne Forte e palestra com o vice-presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, marcaram a solenidade de abertura da Mercoagro 2018 (Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne), na noite da segunda-feira (10), no Salão Nobre da Unochapecó. Até sexta-feira, dia 14, das 14 às 21 horas, o Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó, será a sede da 12ª edição da mais importante feira de processamento da proteína animal da América Latina.
Santin explanou sobre perspectivas globais da produção de proteína animal. Em 40 anos, entre 1976 e 2016, o País totalizou exportação de 60 milhões de toneladas de frango, gerando receita de US$ 94 bilhões, e 9,3 milhões de toneladas de suínos, com receita de US$ 19,3 bilhões. “A nossa produção não prejudica o meio ambiente, a produção avícola e suinícola brasileira está longe do bioma amazônico. As indústrias brasileiras são baseadas em fazendas familiares integradas, sendo intensiva em mão de obra e não em terra”, reforçou.
O vice-presidente da ABPA também atentou para o crescimento da população mundial. Serão mais 2,2 bilhões de pessoas até 2050. “Será preciso aumentar a produção de alimentos em 70%. A projeção de produção de alimentos para 2026/2027 no Brasil é de 41%”. Por outro lado, o desperdício de alimentos no mundo é de 1,3 bilhão de toneladas que vão para o lixo todo ano. “O total de desperdício do Brasil seria suficiente para alimentar 19 milhões de pessoas todos os dias”, frisou Santin.
Para atender a demanda mundial, Santin salientou a importância de acompanhar as tendências de consumo. Entre elas estão selos que atestem a origem dos alimentos, embalagens que valorizam benefícios, selos de qualidade de sociedades médicas, produtos gourmet e iguarias, culinárias típicas, produtos prontos, semiprontos e em pequenas porções, com rastreabilidade e selos de qualidade e segurança. “Nós temos uma das mais avançadas indústrias avícolas e suinícolas do mundo. O sistema integrado abrange produtores pequenos e proporciona estabilidade. Além disso, temos um excelente status sanitário que proporciona qualidade e confiabilidade”, finalizou Santin.
Prêmio Carne Forte
Um seleto grupo de personalidades da cadeia produtiva da proteína animal recebeu o Prêmio Carne Forte – um reconhecimento para os melhores da cadeia produtiva da carne. A premiação já se tornou um referencial de boas práticas. Está voltada para as personalidades mais importantes do setor na opinião de um grupo de indicadores, formado pelas entidades, empresas fornecedoras e imprensa especializada.
Na categoria Aves o agraciado foi o vice-presidente da ABPA Ricardo João Santin; na categoria Ovinos o prêmio foi para o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos Leiteiros, Anderson Elias Bianchi; o presidente da ABPA Francisco Turra (representado pelo diretor financeiro e administrativo da ABPA José Perboyre Gomes) recebeu o prêmio na categoria Suínos; na categoria Governo Federal o premiado foi o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi (representado pelo diretor da Superintendência Federal da Agricultura em Santa Catarina, Michel de Assis); o deputado federal Valdir Colatto recebeu o agraciamento na categoria Legislativo; na Categoria Livre 1 o prêmio foi para o presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos, Mario Lanznaster (representado pelo vice-presidente Neivor Canton); e na Categoria Livre 2 para a diretora executiva da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Abiec), Liège Vergili Nogueira.
O chefe da divisão de defesa agropecuária em Santa Catarina do Ministério da Agricultura e Abastecimento (MAPA), Michel Assis, destacou que o reconhecimento demonstra a força do setor agropecuário do País. “Podemos notar essa potência quando visitamos algumas regiões altamente produtivas, como é o caso da região de Chapecó. Essa garra, demonstrada por meio das grandes empresas, dos produtores, transportadores e todos os outros trabalhadores que fazem parte desse setor, mostra quem somos: um País próspero, que não se entrega diante das adversidades e que sempre acredita que pode melhorar”.
Representatividade
Na 12ª edição, a Mercoagro confirma sua vocação como celeiro de bons negócios. “As feiras especializadas se tornaram grande instrumento para troca de experiências e gestão, abertura de mercado, lançamento de novos produtos, além da transmissão de conhecimentos em eventos científicos. Os números desta Mercoagro extrapolaram todas as nossas expectativas. Um exemplo é a comercialização da feira que, mesmo diante de um cenário de dificuldade econômica, teve 100% dos espaços comercializados. Isso demonstra o elevado nível de satisfação dos expositores e visitantes da nossa feira que gera desenvolvimento, atraindo empresas internacionais para o Brasil”, destacou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó, Cidnei Barozzi.
A Mercoagro deve atrair cerca de 15 mil visitantes entre profissionais, empresários, diretores e executivos do setor, além de reunir 200 expositores e 250 marcas que apresentam lançamentos e inovações tecnológicas das áreas de máquinas, ingredientes e aditivos, embalagens, refrigeração, automação industrial, logística, equipamentos e acessórios, tratamento de efluentes, higienização, entre outros produtos e serviços voltados à cadeia industrial da proteína animal.
A Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne é organizada pela ACIC e terá uma ampla programação científica. Os eventos paralelos apresentarão novidades e tendências do mercado mundial de carnes e oportunidades de negócios. Todos serão gratuitos. O detalhamento de horários, dias, locais e inscrições estão no site do evento.
A programação paralela é coordenada pelo Senai Chapecó, Sebrae/SC e BRDE e contempla: Seminário Internacional de Industrialização da Carne, Salão de Inovação, Clínica Tecnológica, Laboratório Experimental, Sessão de Negócios, Painéis de Oportunidades, Mercoshow, Painel Classificados Mercoagro, Mercoagro On Business e Painel Relacionamentos de Negócios.
Fonte: Assessoria

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Coops Day 2026 mobiliza Santa Catarina com ações em 12 municípios

O cooperativismo será celebrado em Santa Catarina com uma programação que combina eventos presenciais, ações de rua e atividades de comunicação em diferentes regiões do Estado. As iniciativas marcam o Dia Internacional do Cooperativismo, o Coops Day 2026, celebrado mundialmente no primeiro sábado de julho.

Foto: Shutterstock
Neste ano, a mobilização tem como tema “Cooperativas por um mundo pacífico”, definido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), e orienta as ações do movimento em diversos países. A proposta relaciona o cooperativismo à construção de sociedades mais inclusivas e sustentáveis, com base em inclusão econômica, participação social e fortalecimento das comunidades.
No Estado, a programação envolve tanto eventos abertos ao público quanto ações simultâneas de divulgação em municípios catarinenses.
Programação cultural
Em Chapecó, o Coops Day 2026 foi realizado na última quinta-feira (02), no Teatro do Centro de

Foto: Divulgação
Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes. O encontro reúne cooperados, colaboradores, autoridades e comunidade em uma programação aberta ao público.
O evento contou com abertura oficial, apresentações culturais e interação com os Mascotes do Cooperativismo. O destaque foi o espetáculo do Grupo Sou Arte, de Campo Mourão (PR), inspirado no tema mundial do cooperativismo em 2026.
Ações de rua
Além da programação em Chapecó, o Sistema Ocesc promove no sábado (04) uma série de blitzes em parceria com emissoras de rádio em 11 municípios de Santa Catarina.
As ações serão realizadas em espaços públicos, praças e parques, com transmissões ao vivo, interação com o público, distribuição de brindes e participação de cooperativas locais.

Foto: Shutterstock
As atividades integram a celebração do Coops Day, data reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e promovida pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que destaca a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento econômico e social.
Segundo o coordenador de comunicação da Ocesc, Paulo Henrique Santhias, a proposta é ampliar o alcance do tema no cotidiano da população. “Queremos levar a mensagem do cooperativismo para onde as pessoas estão, mostrando de forma leve e interativa como esse modelo de negócios gera desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida”, afirma.
Municípios participantes
As ações ocorrerão em Florianópolis, Joinville, Blumenau, Lages, Tubarão, Concórdia, Chapecó, São Miguel do Oeste, Caçador, Criciúma e Canoinhas (local a confirmar).
Em Chapecó, também estão previstas atividades na Praça do Loteamento Vederti I e em frente ao Boca Sport Bar.
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Copagril recebe honraria da Assembleia de Mato Grosso do Sul por atuação no cooperativismo
Cooperativa foi uma das seis representantes do ramo agropecuário reconhecidas pela contribuição ao desenvolvimento econômico e social sul-mato-grossense.

A Copagril foi uma das cooperativas homenageadas com a Medalha e o Diploma de Honra ao Mérito Legislativo em Homenagem ao Cooperativismo Sul-Mato-Grossense, durante sessão solene realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), na última quarta-feira (1º) , em Campo Grande (MS). A homenagem integrou a programação da Semana do Cooperativismo e reconheceu pessoas, instituições e cooperativas que contribuem para o fortalecimento do movimento cooperativista e para o desenvolvimento econômico e social do Estado.

Homenagem reconheceu a contribuição da Copagril para o cooperativismo sul-mato-grossense – Foto: Divulgação/Copagril
A solenidade foi proposta pelo deputado estadual Professor Rinaldo Modesto, presidente da Frente Parlamentar de Defesa do Cooperativismo (Frencoop/MS), que destacou a importância do setor para Mato Grosso do Sul. Atualmente, o cooperativismo representa cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, reunindo mais de 138 cooperativas, aproximadamente 668 mil cooperados e cerca de 15,5 mil empregos diretos.
Entre as cooperativas do ramo agropecuário, apenas seis receberam a honraria, evidenciando o protagonismo da Copagril no desenvolvimento do cooperativismo sul-mato-grossense. A cooperativa foi representada na cerimônia pelo diretor vice-presidente, Cesar Luiz Petri, e pelo diretor-secretário, Ademir Luis Griep.
O reconhecimento reforça a trajetória construída pela Copagril no Estado, onde atua desde a década
de 1980. Nos últimos anos, a cooperativa intensificou seu plano de expansão, ampliando sua presença em diferentes regiões do Mato Grosso do Sul. De 2025 a 2026, foram inauguradas seis novas unidades, consolidando a estratégia de crescimento e de proximidade com os produtores rurais.
Para o diretor vice-presidente, Cesar Luiz Petri, a homenagem demonstra que o trabalho

Diretor-secretário da Copagril, Ademir Luis Griep, com o diretor vice-presidente Cesar Luiz Petri representaram a Copagril na cerimônia realizada em Campo Grande (MS) – Foto: Divulgação/Copagril
desenvolvido pela cooperativa vem gerando resultados concretos para o desenvolvimento regional. “Receber esta homenagem é motivo de muito orgulho para a Copagril. É o reconhecimento de uma trajetória construída com seriedade, compromisso com os cooperados e investimentos constantes no Mato Grosso do Sul. Seguiremos trabalhando para fortalecer o agronegócio e levar cada vez mais oportunidades aos produtores da região”, destaca Petri.
O diretor-secretário, Ademir Luis Griep, ressalta que a expansão da cooperativa no Estado está diretamente ligada aos princípios do cooperativismo. “Esse reconhecimento pertence a todos que fazem parte da Copagril. Nossa missão é estar cada vez mais próximos do produtor, oferecendo soluções, assistência técnica e segurança para que ele possa produzir com eficiência. É gratificante ver esse trabalho sendo valorizado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul”, afirma Griep.
Para a Copagril, a homenagem representa o reconhecimento de um trabalho pautado nos princípios do cooperativismo, na geração de oportunidades para os cooperados e no compromisso com o desenvolvimento regional. A expansão da cooperativa no Mato Grosso do Sul reafirma esse propósito, levando soluções, tecnologia, assistência técnica e fortalecendo o agronegócio em um dos estados mais promissores do país.
A Medalha e o Diploma de Honra ao Mérito Legislativo foram instituídos pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para reconhecer pessoas e instituições que contribuem de forma significativa para o fortalecimento do cooperativismo, um modelo de negócio que segue impulsionando o desenvolvimento econômico, social e sustentável do Estado.
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Veto ao Projeto dos Safristas mantém impasse sobre contratação de temporários no campo
Texto aprovado pelo Congresso previa preservar o acesso a programas sociais para trabalhadores contratados durante a safra. Cooperativas e setor produtivo defendem derrubada do veto.

Ampliar a oferta de mão de obra formal durante os períodos de safra sem comprometer a proteção social dos trabalhadores é um dos principais desafios enfrentados pela agropecuária brasileira. Como forma de oferecer uma solução para essa questão, o Projeto de Lei (PL) 715/2023, conhecido como Projeto dos Safristas, apoiado pelo cooperativismo, foi aprovado no Congresso Nacional. Apesar de sua importância para o setor, a proposta foi integralmente vetada pela Presidência da República e, por isso, a expectativa agora é de que a decisão seja revertida no Parlamento.

Foto: Gilson Abreu
De autoria do deputado Zé Vitor (MG), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o projeto prevê que a renda obtida em contratos temporários de safra não seja considerada para a exclusão imediata de programas sociais. A medida busca reduzir a informalidade, ampliar as oportunidades de trabalho no campo e atender à demanda de produtores rurais e cooperativas que enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores durante os períodos de colheita.
Relator da matéria, o deputado Evair de Melo (ES), também membro da Frencoop, defende que a iniciativa responde a uma demanda histórica do setor produtivo e cria condições para ampliar a formalização das relações de trabalho. “A ideia é fomentar a formalização do trabalho em diversas culturas agrícolas. As regras dos programas sociais e a remuneração por produtividade acabam criando um cenário que incentiva a informalidade. Precisamos oferecer segurança para quem quer trabalhar e para quem precisa contratar”, afirma.
Cooperativas defendem mudança
O Projeto dos Safristas conta com apoio do Sistema OCB e de cooperativas agropecuárias, que afirmam enfrentar dificuldades recorrentes para formar equipes durante os períodos de colheita.
Segundo a entidade, a escassez de mão de obra formal afeta diferentes cadeias produtivas e tem levado produtores e cooperativas a buscar alternativas para atender à demanda sazonal de trabalhadores.

Foto: Divulgação
Dados do Sistema OCB indicam que o ramo agropecuário reúne 1.172 cooperativas, movimenta R$ 438,2 bilhões por ano e responde por mais de 257 mil empregos diretos no país.
Para a presidente-executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, a proposta cria um mecanismo para aproximar políticas de assistência social e de geração de emprego. “O desafio da mão de obra no campo só será resolvido com regras que estimulem a formalização. O Projeto dos Safristas representa um avanço porque aproxima políticas sociais e políticas de emprego, beneficiando trabalhadores, cooperativas e toda a cadeia agropecuária”, afirma.
Próximo passo depende do Congresso
Com o veto presidencial, o projeto retorna ao Congresso Nacional, que decidirá, em sessão conjunta de deputados e senadores, se mantém ou derruba a decisão do Executivo. Caso o veto seja rejeitado, o texto poderá ser promulgado e entrar em vigor.
A discussão ocorre em um momento em que produtores rurais e cooperativas relatam dificuldades para preencher vagas temporárias durante as safras, especialmente em atividades que exigem grande número de trabalhadores em períodos concentrados. O Projeto dos Safristas foi apresentado como uma tentativa de reduzir esse gargalo por meio de incentivos à contratação formal, sem impacto imediato sobre os benefícios sociais recebidos pelos trabalhadores.
