Conectado com

Peixes

Infraestrutura e mercado são entraves para expansão da piscicultura no Amapá

Com potencial para crescer, setor ainda enfrenta adversidades com custos, tecnologia e escoamento da produção.

Publicado em

em

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

A piscicultura do Amapá possui grande potencial de crescimento, mas enfrenta desafios estruturais que impedem sua consolidação como uma das principais atividades econômicas do estado. A avaliação é da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), que destaca que o estado tem condições favoráveis para o desenvolvimento da atividade, incluindo a abundância de água do Rio Amazonas. No entanto, para expandir a produção, é necessário enfrentar problemas de infraestrutura, custos de produção, acesso a tecnologias e realizar estudos de mercado para direcionar a produção de forma estratégica.

Mesmo com a presença do maior rio do mundo, o Amapá continua sendo um mercado comprador de peixes de estados vizinhos. Para mudar esse cenário, a recente aprovação da Lei Estadual 3.095/2024 surge como um fator positivo ao oferecer segurança jurídica para a atividade, principalmente para a produção de tilápia, que ainda é incipiente na região.

Produção e desempenho do setor

Os dados da Peixe BR mostram que a piscicultura amapaense registrou oscilações nos últimos anos. Em 2024, a produção atingiu 1.100 toneladas, um crescimento de 11,11% em relação a 2023, quando a atividade teve uma queda significativa e produziu apenas 990 toneladas. No entanto, o volume de pescado ainda está abaixo do pico registrado em 2022, que foi de 1.280 toneladas.

Em termos de espécies, os peixes nativos lideram a produção com 1.015 toneladas, enquanto a tilápia representa apenas 85 toneladas. Outras espécies, como carpa, truta e panga, não registram produção significativa no estado.

Infraestrutura da piscicultura

Segundo a plataforma Bussola.farm, a piscicultura do Amapá conta com uma área total de 260 hectares dedicados a viveiros escavados, distribuídos em 1.620 unidades. No entanto, o estado ainda não possui produção em tanques-rede, uma tecnologia amplamente utilizada em outras regiões do Brasil para otimizar a produção em áreas alagadas.

Principais polos produtores

De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal do IBGE, os maiores municípios produtores de pescado do Amapá são:

  1. Macapá
  2. Pedra Branca do Amapari
  3. Ferreira Gomes
  4. Laranjal do Jari
  5. Amapá
  6. Oiapoque
  7. Tartarugalzinho
  8. Serra do Navio
  9. Calçoene
  10. Vitória do Jari

Com os recursos naturais favoráveis e o fortalecimento da organização setorial, a piscicultura pode se tornar um dos pilares econômicos do estado. No entanto, é necessário avançar na resolução dos gargalos existentes e ampliar os investimentos para que a produção local atenda à demanda interna e possa conquistar novos mercados.

Fonte: Assessoria Peixe BR

Peixes

Governo passa a exigir nota fiscal como comprovação de origem do pescado

Nova portaria dos ministérios da Pesca e da Agricultura reforça rastreabilidade na cadeia, substitui norma de 2014 e cria mecanismo para regularização de embarcações no RGP.

Publicado em

em

Foto: Fabiola Fogaça

Os Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicaram, na última sexta-feira (10), a Portaria Interministerial nº 54, que estabelece a Nota Fiscal como documento oficial de comprovação de origem do pescado proveniente da pesca e da aquicultura.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A nova norma revoga a Instrução Normativa Interministerial MPA/Mapa nº 4/2014, e atualiza os mecanismos de controle, com o objetivo de fortalecer a rastreabilidade ao longo de toda a cadeia produtiva.

A medida busca conferir maior segurança jurídica e previsibilidade às atividades do setor, ao alinhar os procedimentos de comprovação de origem às práticas atuais da pesca e da aquicultura no país. A adoção da Nota Fiscal como documento oficial contribui para ampliar a transparência das operações comerciais, aprimorar os mecanismos de fiscalização e valorizar o pescado brasileiro.

A portaria é resultado de um processo de construção conjunta entre o MPA e o Mapa, com base em discussões técnicas e diálogo com o setor produtivo. Participaram das tratativas representantes da Câmara Setorial da Produção e da Indústria de Pescados, além de auditores fiscais do Mapa. A iniciativa buscou garantir que a regulamentação atenda às necessidades operacionais do setor e seja aplicada de forma eficiente e uniforme em todo o território nacional.

Entre as novidades, a norma institui o anexo “Autodeclaração de Solicitação de Atualização de Dados junto ao MPA”. O instrumento visa resguardar o interessado

Foto: Divulgação

que já protocolou pedido de atualização cadastral de embarcação no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), mas que ainda aguarda análise administrativa.

A autodeclaração permitirá que o proprietário comprove sua regularidade durante esse período, evitando prejuízos à atividade produtiva e conferindo maior previsibilidade ao processo. De acordo com os ministérios, a medida está alinhada à modernização administrativa, à inovação regulatória e à garantia de direitos dos usuários dos sistemas públicos.

Com a nova regulamentação, a Nota Fiscal passa a ocupar papel central na comprovação de origem do pescado, reforçando o compromisso do governo federal com a modernização da gestão pesqueira e aquícola e com o desenvolvimento sustentável do setor.

Fonte: Assessoria Mapa
Continue Lendo

Peixes

Tilápia mantém estabilidade de preços nas principais regiões produtoras

Cotações ao produtor variaram até 0,23% na última semana. Oeste do Paraná registra maior alta e segue com menor valor por quilo.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

Os preços da tilápia permaneceram praticamente estáveis nas principais regiões produtoras do país na semana de 6 a 10 de abril, com variações discretas tanto de alta quanto de baixa, conforme levantamento do Cepea.

Foto: Shutterstock

No Oeste do Paraná, principal polo produtivo nacional, o valor pago ao produtor independente atingiu R$ 8,94 por quilo, com leve alta de 0,23% na comparação semanal, a maior variação positiva entre as regiões monitoradas. Apesar do avanço, a região segue registrando o menor preço médio entre os mercados acompanhados.

No Norte do Paraná, a cotação ficou em R$ 10,45/kg, sem variação na semana, indicando estabilidade nas negociações. Já na região dos Grandes Lagos, que abrange o noroeste de São Paulo e áreas próximas à divisa com Mato Grosso do Sul, o preço médio foi de R$ 10,04/kg, com leve alta de 0,16%.

Em Minas Gerais, os movimentos foram de ajuste negativo. Em Morada Nova de Minas, referência na produção aquícola do estado, o valor recuou 0,05%, para R$ 9,82/kg. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a queda foi de 0,06%, com o preço médio em R$ 10,22/kg.

Os dados consideram o preço à vista pago ao produtor independente e indicam um mercado de baixa volatilidade no curto prazo, com oscilações pontuais entre as regiões.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Peixes

Câmara derruba mudanças do Senado e mantém novas regras do seguro-defeso

Texto que segue para sanção prevê cadastro mais rígido, pagamento em até 60 dias após regularização e R$ 7,9 bilhões reservados para o benefício em 2026.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A Câmara dos Deputados rejeitou na última quinta-feira (09) as alterações feitas pelo Senado Federal na Medida Provisória 1323/25, que define novas regras para o pagamento do seguro-defeso. Com a decisão, permanece o texto aprovado pelos deputados na última terça-feira (07). A proposta segue agora para sanção presidencial.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O seguro-defeso é pago a pescadores artesanais durante o período de proibição da pesca para reprodução dos peixes. As mudanças têm como foco o endurecimento dos critérios de controle e identificação dos beneficiários.

A medida estabelece que:

  • parcelas pendentes poderão ser quitadas em 2026, desde que o pescador cumpra os requisitos;
  • haverá direito ao recebimento de anos anteriores, caso o pedido tenha sido feito dentro do prazo legal;
  • o pagamento ocorrerá em até 60 dias após a regularização cadastral;
  • passam a valer novas exigências de cadastro e identificação.

Para 2026, a previsão orçamentária do benefício, desconsiderando valores atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.

Na véspera, os senadores haviam aprovado mudanças que incluíam a exigência de comprovação de contribuição ao INSS por ao menos seis meses no período de um ano, a criação de limite de renda para acesso ao benefício e a retirada do pagamento retroativo referente a 2025.

Todas essas alterações foram rejeitadas pelos deputados.

Fonte: Agência Brasil
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.