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Influenza aviária rompe a barreira das aves e ameaça produção de suínos

Vírus, que até então impactava diretamente a avicultura, agora representa risco também para outras cadeias produtivas, como da suinocultura.

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Depois de dois anos com registro de casos de Influenza aviária de Alta Patogenicidade em aves silvestres e de criação doméstica, o Brasil confirmou, em 2025, a presença do vírus em uma granja comercial. A entrada do vírus no sistema brasileiro de produção intensiva elevou o nível de preocupação no campo. O motivo? O vírus, que até então impactava diretamente a avicultura, agora representa risco também para outras cadeias produtivas, como da suinocultura.

A atividade, até então distante do epicentro da doença, passa agora a ser vista como um setor vulnerável diante do comportamento do vírus e de sua capacidade crescente de adaptação a mamíferos. Essa mudança de cenário será tema da palestra da médica-veterinária com PhD em Virologia Molecular e pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Janice Reis Ciacci Zanella, durante o 17º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), realizado em agosto na cidade de Chapecó (SC). “Os suínos são reconhecidos como hospedeiros intermediários, os chamados mixing vessels, de vírus da Influenza aviária, humana e suína. Isso os torna peças-chave no possível surgimento de novas variantes com potencial zoonótico ou pandêmico”, alerta a pesquisadora.

Médica-veterinária com PhD em Virologia Molecular e pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Janice Reis Ciacci Zanella: “Os suínos são reconhecidos como hospedeiros intermediários, os chamados mixing vessels, de vírus da Influenza aviária, humana e suína. Isso os torna peças-chave no possível surgimento de novas variantes com potencial zoonótico ou pandêmico” – Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural

Janice explica que esse processo ocorre porque os suínos possuem receptores celulares compatíveis tanto com vírus de origem aviária (ligação α-2,3) quanto humana (ligação α-2,6), o que possibilita infecções simultâneas e o rearranjo de segmentos genéticos, fenômeno conhecido como reassortamento.

Em 2024, um estudo publicado na revista Emerging Infectious Diseases demonstrou, pela primeira vez, que suínos podem ser infectados com o vírus H5N1 clado 2.3.4.4b. No experimento, os animais apresentaram sinais clínicos compatíveis com infecção ativa, como febre e dificuldade respiratória, além de evidências de que o vírus se replicava nas vias aéreas. Embora a transmissão entre suínos tenha sido limitada, os pesquisadores concluíram que a infecção é possível e relevante do ponto de vista sanitário.

Outro fator de risco é a localização das granjas. Em regiões onde há criação próxima de aves e suínos em condições de biosseguridade menos rigorosas aumenta a chance de contato indireto entre as espécies, seja por meio do ar, de fômites (objetos ou superfícies contaminadas), de pessoas ou até mesmo de roedores e outros vetores.

Além dos suínos, há relatos recentes de infecção por H5N1 em bovinos nos Estados Unidos, indicando que o vírus está ampliando seu espectro de hospedeiros e adquirindo características de maior adaptação a mamíferos. “Esse comportamento representa um risco sanitário transversal, que requer atenção integrada entre cadeias produtivas e autoridades sanitárias”, reforça a pesquisadora.

Biosseguridade deve ser prioridade

Com o avanço do vírus H5N1 e a confirmação da sua capacidade de infectar mamíferos, a principal estratégia para proteger os rebanhos suínos é fortalecer as medidas de biosseguridade nas granjas. Entre as recomendações que podem fazer a diferença estão:

Vedação completa das granjas contra aves silvestres e animais carniceiros, que podem carregar o vírus e contaminarem o ambiente;

Controle rigoroso da entrada de pessoas, veículos e equipamentos, especialmente em propriedades com contato direto ou indireto com granjas avícolas;

Proibição do uso de subprodutos crus na alimentação dos suínos, como leite não pasteurizado ou sobras de origem animal;

Capacitação contínua de trabalhadores e técnicos sobre doenças respiratórias, como a influenza, com acesso a materiais atualizados de órgãos internacionais como a Organização Mundial de Saúde Animal;

Separação absoluta entre as atividades de suínos e aves em propriedades mistas, evitando qualquer possibilidade de cruzamento de manejo;

Implementação de programas de vigilância clínica e laboratorial ativa, com foco em sinais respiratórios nos suínos e coleta periódica de amostras para diagnóstico precoce.

Apesar de o Brasil ainda não contar com um protocolo oficial específico para a detecção e controle da Influenza aviária em suínos, é possível adaptar diretrizes já existentes de organismos como o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e a própria Organização Mundial da Saúde Animal.

Saúde única

Para a PhD em Virologia Molecular, é preciso reforçar a biosseguridade, intensificar o monitoramento genômico e ampliar a integração entre os setores animal, ambiental e humano, seguindo os princípios da abordagem de Saúde Única. “Os novos achados reforçam a urgência de uma resposta coordenada. Não estamos falando apenas de uma questão de produção animal, mas de um risco sanitário que pode atingir múltiplas espécies”, destaca.

Registros de casos em suínos

Embora o Brasil ainda não tenha registrado casos de Influenza Aviária em suínos, há relatos confirmados em outros países. Entre 2010 e 2015, China e Vietnã detectaram os vírus H5N1 e H9N2 em suínos de criação doméstica. Nos Estados Unidos, em 2014, foi identificada exposição sorológica de suínos aos subtipos H5 e H7, um indicativo de contato prévio com o vírus. Já em 2024, um estudo experimental conduzido no mesmo país comprovou que suínos inoculados com o vírus H5N1 desenvolveram sinais clínicos e apresentaram replicação viral, reforçando a preocupação com a susceptibilidade da espécie.

Além dos suínos, estudos com bovinos leiteiros conduzidos nos Estados Unidos entre 2024 e 2025 demonstraram que o vírus H5N1 também pode infectar esses animais, causando sinais clínicos, replicação viral sistêmica e, de forma inédita, transmissão pela rota oral via leite. “Esse achado amplia ainda mais o alerta sobre a capacidade do vírus de se adaptar a diferentes mamíferos e representar risco de infecção via rota oral, algo até então pouco observado”, ressalta Janice.

Vigilância sanitária

Diante da possibilidade de infecção cruzada entre aves e suínos, o Brasil conta com sistemas de vigilância coordenados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o suporte técnico dos Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagros) e dos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDAs), aliados aos programas de pesquisa conduzidos por instituições como a Embrapa Suínos e Aves e diversas universidades, que atuam de forma integrada com agências estaduais de defesa agropecuária no monitoramento e estudo da influenza animal. “Na linha de frente da ciência e da resposta técnica, a Embrapa Suínos e Aves atua de forma decisiva em três frentes: pesquisa científica aplicada, capacitação técnica regional e articulação com o Mapa para aprimorar protocolos e estratégias de vigilância”, afirma a médica-veterinária.

Entre os principais focos da vigilância atual estão o monitoramento de síndromes respiratórias em suínos, a vigilância genômica voltada à detecção de possíveis recombinações virais, a capacitação regional de profissionais da veterinária e o estímulo à integração entre os setores produtivos e a saúde pública, pontos fundamentais diante do avanço do vírus H5N1 em diferentes espécies. “Modelos internacionais, como o Swine Influenza Virus Surveillance Program, do USDA, em parceria com o National Animal Disease Center, servem de referência para o Brasil. O programa norte-americano demonstra a eficácia da vigilância ativa e integrada, com destaque para o sequenciamento sistemático de vírus detectados em suínos como ferramenta estratégica de prevenção e resposta”, salienta Janice.

O avanço do H5N1, com sua capacidade de infectar diferentes mamíferos e até ser transmitido por vias pouco convencionais, como o leite, sinaliza que o vírus está testando os limites das barreiras sanitárias. Para a suinocultura brasileira, o momento é de vigilância redobrada, biosseguridade máxima e cooperação plena, com o entendimento de que, frente a um vírus adaptável e silencioso, a resposta precisa ser proativa, integrada e baseada na lógica da saúde única.

Clique aqui para ler a edição completa.

Fonte: O Presente Rural

Suínos

Da creche à sustentabilidade, 6º Encontro Técnico Abraves-SP apresenta estratégias para aumentar eficiência das granjas

Evento em Pirassununga (SP) vai discutir manejo de leitões leves, sanidade, nutrição e sistemas de produção para apoiar decisões técnicas na suinocultura.

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Foto: Divulgação

Melhorar a produtividade sem comprometer a sanidade do rebanho exige decisões técnicas em todas as etapas da produção. Manejo de leitões, nutrição, biosseguridade e gestão dos sistemas de criação estão entre os fatores que determinam o desempenho das granjas e influenciam diretamente os custos e os resultados da atividade.

Diante desse cenário, a atualização técnica tornou-se uma ferramenta cada vez mais importante para médicos-veterinários, zootecnistas, consultores e produtores, que precisam incorporar novos conhecimentos à rotina das granjas.

Esses temas estarão em debate no 6º Encontro Técnico Abraves-SP, que será realizado em 09 de setembro, no campus da Universidade de São Paulo (USP), reunindo profissionais da cadeia suinícola para discutir soluções aplicáveis aos sistemas de produção.

Entre os destaques da programação está a palestra do médico-veterinário Vinícius Cantarelli, que abordará estratégias de manejo de leitões leves na fase de creche, uma etapa decisiva para o desempenho dos animais ao longo do ciclo produtivo.

O médico-veterinário Caio Abércio da Silva discutirá a sustentabilidade dos sistemas de produção, apresentando abordagens voltadas à eficiência técnica, econômica e ambiental da suinocultura.

Promovido pela regional paulista da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (ABRAVES), o encontro busca aproximar pesquisa científica e prática de campo, oferecendo aos participantes ferramentas para aprimorar a tomada de decisão nas granjas.

A programação completa e as inscrições estão disponíveis aqui.

Fonte: Assessoria ABRAVES
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Suínos

Redução das granjas de reprodutores acende alerta para a genética suína

Artigo destaca a queda no número de GRSCs e defende medidas para preservar a base genética da suinocultura brasileira.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

Ao nos referirmos às Granjas de Reprodutores Suínos no Brasil, as chamadas GRSCs, há que se ressaltar, de pronto, o fundamento histórico e a relevância dessas granjas à atividade suinícola nacional, assim como sua relação direta com a organização da classe dos produtores de suínos do Brasil, haja vista que elas deram origem à Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), fundada por um grupo de 48 produtores em 13 de novembro de 1955 no município gaúcho de Estrela, dando-se assim início a um significativo e intenso trabalho de melhoramento do rebanho de suínos no Brasil. E a criação da ABCS tornou possível organizar o registro genealógico e os programas de melhoramento genético no país, em se tratando de suinocultura comercial. É possível afirmar que as GRSCs são os verdadeiros centros de seleção genética, controle de origem e de avaliação do desempenho dos animais.

De fato, foram o pilar da transformação da suinocultura brasileira, ajudando a tornar o Brasil uma potência global na produção de carne suína, ocupando hoje o 4° lugar na produção mundial de suínos, pelo fato de as GRSCs garantirem a autossuficiência genética nacional, impulsionarem a adoção da inseminação artificial e elevarem a sanidade e a produtividade brasileira a padrões internacionais. De tal forma que essas granjas tiveram e ainda têm um papel fundamental no desenvolvimento da suinocultura brasileira moderna, dentro de uma cadeia altamente tecnificada e competitiva.

Não há como não se observar esse aspecto histórico da importância das granjas de produção de reprodutores suídeos, desde a criação da ABCS e de suas associações afiliadas estaduais, para a sustentação da atividade suinícola do Brasil nos últimos 70 anos, período em que o consumo interno de produtos derivados de suínos dobrou, passando de uma média nacional de 10kg para 20 kg, per capta, justamente a partir do uso de reprodutores dessas granjas. Aliás, em 2025, a média foi de 20,2 kg/habitante/ano (segundo a ABCS), consolidando um crescimento de cerca de 35% na última década.

Redução drástica das GRSCs no Brasil

Artigo escrito por Cesar da Luz é especialista em agribusiness, consultor da Associação Paranaense de Suinocultores e pesquisador da cadeia suinícola nacional. E-mail: [email protected].

Mesmo diante de todo esse contexto histórico, levantamento feito com base na literatura brasileira e com dados obtidos junto ao Relatório de 2025 do Registro Genealógico de Suínos da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, ABCS, indica que houve uma redução muito significativa no número dos criadores de suínos da raça Landrace, com afixo registrado pelo produtor na entidade que representa o sistema suinícola brasileiro. Afixo é o nome oficial dado ao criatório, ou granja, certificada na ABCS.

Para se ter uma ideia da grande redução no número desse tipo de granjas e da grande erosão da variabilidade genética de suínos no Brasil, enquanto na década de 1970 o número de afixos registrados na ABCS era de 271, no ano passado, esse número caiu drasticamente para apenas 34. Portanto, atualmente, essas granjas representam apenas 12,5% do total existentes na década de 1970, em um ambiente em que as fontes de material genético das principais raças comerciais de suínos, como Landrace, Large White, Duroc e Pietrain, já são bastante escassas.

O fato é que o número de Registros Genealógicos vem reduzindo substancialmente desde a década de 1970 para a década de 1990 e para o período posteriormente aos anos 2000, enquanto o número de afixos de Empresas Integradoras e de Empresas de Genética vem crescendo sua participação no mercado de reprodutores Landrace, no Brasil.

Raça Landrace

No caso específico da raça Landrace, ela é uma das mais importantes para a evolução da atividade suinícola brasileira moderna, principalmente pela sua elevada capacidade reprodutiva e pelo excelente desempenho materno. Originária da Dinamarca, a raça foi introduzida no Brasil para contribuir no melhoramento genético dos rebanhos comerciais e se tornou fundamental nos sistemas intensivos de produção de carne suína.

A participação da raça Landrace foi decisiva para a modernização da suinocultura brasileira, especialmente a partir da intensificação da atividade nas regiões Sul, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,0 Sudeste, nos estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo que as GRSCs passaram a utilizar amplamente a genética Landrace em programas de seleção, contribuindo para a disseminação de animais superiores e para o controle sanitário dos plantéis.

É importante destacar, ainda, que a raça Landrace é uma das principais raças de suínos utilizada na produção de suínos no Brasil, compondo 50% do genótipo na maioria das fêmeas F1 utilizadas na produção comercial de suínos, o que muito bem representa o que está ocorrendo com os Registros Genealógicos de Suínos no país, algo que requer muita atenção, especialmente dos órgãos governamentais, especialmente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Ressalte-se, ainda, que as Granjas Independentes de Produção de Reprodutores, no caso da raça Landrace, elas são fundamentais também para a produção do mercado livre de suínos no país, composto por granjas de pequeno e médio porte que não pertencem aos sistemas integrados e cooperados. São tais granjas independentes que abastecem grande parcela do mercado interno nacional com produtos derivados de suínos, mas que estão reduzindo ano após ano, colocando o Brasil na dependência de reprodutores de Empresas de Genética que atuam no país, mas cujos Núcleos Genéticos Primários se encontram no exterior, o que implica no aumento do volume de “royalties” enviados para fora do Brasil.

Portanto, as GRSCs continuarão sendo extremamente importantes para suprir o mercado interno de reprodutores suínos, bem como fundamentais para o resgate e manutenção das raças nacionais de suínos e mesmo para a manutenção das raças importadas que já estão adaptadas para uso comum na suinocultura brasileira. Sem dúvida, as granjas de reprodutores foram a base do avanço genético, sanitário e tecnológico da suinocultura nacional, sem as quais o setor dificilmente teria alcançado os níveis atuais de eficiência, qualidade e competitividade internacional que se encontram hoje.

Olhando para esse histórico e para a importância das Granjas de Reprodutores de Suínos para a suinocultura brasileira, vê-se, inclusive, a própria necessidade de que uma fonte pública proporcione recursos, inclusive a fundo perdido, para a implementação das novas medidas exigidas pelo MAPA, integrantes da Portaria DAS/MAPA nº 1.358/2025, permitindo que as GRSCs consigam continuar cumprindo seu papel no contexto da suinocultura e como salvaguardas do banco genético nacional.

Fonte: Artigo escrito por Cesar da Luz é especialista em agribusiness, consultor da Associação Paranaense de Suinocultores e pesquisador da cadeia suinícola nacional. E-mail: [email protected].
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Suínos

Pig Fair destaca tecnologias para impulsionar a produtividade na suinocultura

Feira paralela ao Simpósio Brasil Sul reunirá empresas, pesquisadores, técnicos e produtores entre os dias 11 e 13 de agosto, em Chapecó.

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Foto: Divulgação

Tecnologia, inovação e geração de negócios marcarão a 17ª Brasil Sul Pig Fair, feira paralela ao 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). O evento será realizado de 11 a 13 de agosto, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), reunindo mais de 50 empresas nacionais e multinacionais que apresentarão as principais tendências, produtos, serviços e tecnologias voltadas à cadeia produtiva da suinocultura.

A Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de biosseguridade, diagnóstico, genética, nutrição, vacinas, aditivos, equipamentos, automação, ambiência e tecnologia, proporcionando aos participantes contato direto com soluções inovadoras para aumentar a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade das granjas. Além da exposição de produtos e serviços, a feira se destaca como um ambiente estratégico para networking, troca de experiências e fortalecimento de parcerias entre empresas, pesquisadores, técnicos, produtores e representantes da agroindústria.

Presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin: “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos” – Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que a Pig Fair complementa a programação científica do Simpósio ao aproximar o conhecimento técnico das soluções disponíveis no mercado. “A feira é um espaço onde inovação e prática caminham juntas. Os participantes têm a oportunidade de conhecer tecnologias que já estão transformando a produção, conversar diretamente com especialistas das empresas e ampliar sua rede de relacionamentos. Essa interação entre indústria, pesquisa e campo é um dos grandes diferenciais do SBSS”, afirma.

Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, a integração entre a programação técnica e a feira fortalece o papel do evento como um ambiente de atualização completa para os profissionais da cadeia produtiva. “Enquanto o Simpósio apresenta as principais discussões científicas e tendências do setor, a Pig Fair permite que os participantes conheçam, na prática, as soluções que estão sendo desenvolvidas pelas empresas. É um espaço de inovação, troca de conhecimento e geração de oportunidades para toda a suinocultura”, ressalta.

Os expositores também preparam lançamentos e novidades para esta edição, reforçando a Pig Fair como uma vitrine das principais inovações do mercado. Durante os três dias de evento, os congressistas poderão visitar os estandes, conhecer novas tecnologias, compartilhar experiências e ampliar o networking com profissionais de diferentes regiões do Brasil e da América Latina.

SBSS

As inscrições já estão disponíveis no site, acesse clicando aqui. O investimento do segundo lote, até o dia 30 de julho, é de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.

Tecnologias e negócios

Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

Programação geral

•  18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura

•  17ª Brasil Sul Pig Fair

Terça-feira (11)

WORKSHOP: GESTÃO DE PROGRAMAS SANITÁRIOS NA SUINOCULTURA

9h00 – Módulo 1: A base de qualquer programa

• Conceitos de Bactericida e Bacteriostático

• Por que pensar em Farmacodinâmica e Farmacocinética

• Interações e associações de drogas antimicrobianas

Palestrante: Everson Zotti

9h40 – Módulo 2: Inteligência Sanitária e Diagnóstico

• Entendimento do conceito e desafio sanitário: qual é o meu desafio?

• Diagnóstico de rotina e análise de dados (isolamento, antibiograma, MIC)

• Aprendizado com falhas diagnósticas

Palestrante: Edison Magalhães

10h20 – Módulo 3: Desenhando Programas Factíveis

• Crítica aos protocolos de “amplo espectro”

• Impactos do uso imprudente de antimicrobianos

• O que realmente é necessário para resolver o problema

Palestrante: Augusto Heck

11h00 – Módulo 4: Farmacoeconomia e Monitoramento

• O programa que cabe no bolso (Análise de ROI)

• Como monitorar a efetividade do tratamento

• Tecnologias para detecção precoce de falhas

Palestrante: Luiz Carlos Giongo

11h30 – Mesa Redonda

13h30 – Abertura da Programação Científica

Painel Produção – A BASE

13h40 às 14h10 – Primíparas: Gestão Estratégica e Longevidade

Palestrante: Rafael Ulguim

14h15 às 14h45 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Sanidade)

Palestrante: Paulo Eduardo Bennemann

14h50 às 15h20 – Fluxo Produtivo: Da Matriz ao Abate (Visão da Nutrição)

Palestrante: Cesar Augusto Pospissil Garbossa

15h25 às 15h55 – Mesa Redonda

16h00 às 16h30 – Coffee break

16h30 às 17h10 – O Futuro da Proteína Suína

Palestrante: Luis Rua

17h10 às 17h30 – Perguntas

17h30 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS

18h30: Palestra de Abertura: A Nova Geopolítica dos Alimentos: Impactos nas proteínas animais e na suinocultura.

Palestrante: Marcos Jank

20h00: Coquetel de Abertura na PIG FAIR

Quarta-feira (12)

Painel Biovigilância – Gestão Integrada

08h00 às 8h40: Biomanagement e Defesa Sanitária: Estratégias de Mitigação

Palestrante: Jordi Baliellas Capdevila

08h45 às 09h15: Vigilância e controle de Vetores: Roedores e Insetos como disseminadores de Patógenos

Palestrante: Alisson Mezzalira

09h20 as 09h50 – Mesa Redonda

09h50 às 10h20: Coffee Break

Painel Alimentação – Desafios e Oportunidades

10h20 às 10h50 – Eixo Imuno-Nutricional: Programação Metabólica da Matriz ao leitão

Palestrante: Jose Soto

10h55 às 11h25 – Imunonutrição: Estratégias Não Farmacológicas para a Resiliência Sanitária

Palestrante: Andres Gomez

11h30 às 12h00: Vigilância Analítica e Gestão de Micotoxinas: Estratégias para Blindar a Performance e a Sanidade

Palestrante: Ricardo Rauber

12h00 às 12h30 – Mesa Redonda

12:30 às 14h00 – Intervalo para almoço

12h30 às 13h30 – Eventos Paralelos

Painel Sanidade – Saúde Respiratória

14h00 às 15h00 – Erradicação de M. hyopneumoniae: Protocolos de Exposição, Estabilização e Eliminação

Palestrantes: Gustavo Silva e Paul Yeske

15h00 às 15:30 – Sincronia Sanitária: O Impacto da Aclimatização de Leitoas na estabilidade do plantel

Palestrantes: Luciano Brandalise

15h30 às 16h00: Coffee Break

16h00 às 16h40 – Influenza em Foco: Impactos e alternativas de controle

Palestrante: Ricardo Yuti Nagae

16h45 às 17h25 – Ambiência 4.0: Conectividade, Bem-Estar e Eficiência Energética na Suinocultura

Palestrante: Lederson Trindade de Lima

17h35 às 18h00 – Mesa Redonda

18h30 às 19h30 – Evento Paralelo Exclusivo (MSD)

20h00: Happy Hour na PIG FAIR

Quinta-feira (13)

08h30 às 09h10 – Alimentação de Precisão: Sensores, Conectividade e Eficiência Nutricional

Palestrante: Bruno Silva

09h10 às 09h30 – Perguntas

9h30 às 10h00 – Coffee Break

Painel Pessoas – Gestão e Performance

10h00 às 10h30 – Percepção vs. Realidade: Comunicação Estratégica para Mitigar Erros e Maximizar Resultados

Palestrante: Creici Lamonato

10h35 às 11h05 – Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance

Palestrante: Rogério Facin

11h10 às 11h40 – O Apagão de Mão de Obra e o Desafio da Qualificação

Palestrante: Anderson Queirós

11h45 às 12h15 – Mesa Redonda

12h15 – Sorteio de brindes e encerramento

Fonte: Assessoria Nucleovet
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