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Influência das baixas temperaturas na produção e bem-estar dos suínos
Heloiza Irtes, especialista em sanidade da Topigs Norsvin, alerta sobre os desafios do manejo com a chegada do frio

No Hemisfério Sul, as temperaturas começam a cair a partir de abril, com a chegada do outono, e se intensificam por volta de junho, durante o inverno. Mesmo sendo um país tropical, com predominância de altas temperaturas, o inverno no Brasil pode trazer prejuízos para a criação de suínos e ao desenvolvimento do plantel.
A médica-veterinária e gerente de Sanidade LATAM da Topigs Norsvin, Heloiza Irtes, explica que, com a chegada do frio, existem dois pontos aos quais os suinocultores precisam ter atenção. O primeiro é causado diretamente pelo clima: com a queda na temperatura é normal que os galpões sejam mantidos fechados. Essa ação impacta na concentração dos gases produzidos pela degradação das fezes (amônia e CO2), resultando em um efeito negativo no trato respiratório do animal.
Um segundo motivo para preocupação é a exposição dos suínos ao frio, ou à amplitude térmica, o que pode ser até pior. Um cenário de variação de temperatura, alteração entre frio e calor ao longo do dia, age negativamente no sistema imune dos animais e pode deixá-los susceptíveis a infecções bacterianas e virais.
“Nessa época do ano, especificamente outono e inverno, as pessoas tendem a contrair o vírus da Influenza. Nos meses mais frios, o vírus da Influenza circula mais na população de humanos, e os funcionários – quando infectados pelo vírus – têm uma grande chance de contaminar o rebanho suíno”, ressalta Heloiza.
Então, principalmente em função da circulação do vírus em humanos, os suínos tendem a apresentar mais problemas devido à Influenza.
Estresse por variação de temperatura
É normal que o suíno sofra com o estresse por causa do frio, principalmente animais jovens, que tendem a ficar aglomerados na baia para se manterem aquecidos e, em algumas situações, isso chega a limitar o seu consumo de ração. Além de trazer prejuízos ao produtor, o suíno passa a ter um gasto energético maior para manter a homeostase, uma vez que ele deixa de colocar energia na deposição de músculo e passa a gastar essa energia na manutenção da temperatura corporal.
“Durante o inverno é importante ter atenção às temperaturas indicadas para cada etapa da produção. No ambiente de creche, a temperatura deve ser acima de 25 graus, e na recria e terminação, aproximadamente 22 graus”, orienta a médica-veterinária.
Para minimizar os impactos do frio no ambiente, a especialista afirma que é importante ter um bom manejo de cortinas para melhorar a qualidade do ar. Em maternidade e creche – setores nos quais os animais têm maior sensibilidade ao frio – dependendo da temperatura, pode-se colocar aquecedores, investir em cortinas duplas e forros nos tetos.
É preciso também cuidado redobrado na qualidade das cortinas e no treinamento dos funcionários. As cortinas precisam ser manejadas de forma correta para que o animal usufrua de um ambiente sem concentração excessiva de gases e com condição de troca de ar. “Quando o ambiente está mais frio, as cortinas são suspensas; com essa ação é cortada a corrente de ar e o ambiente fica mais quente”, explica a especialista.
A Influenza ainda é uma enfermidade bastante preocupante que acomete os plantéis de suínos no Brasil e desencadeia infecções secundárias. Na creche a principal doença secundária à influenza é a doença de Glasser (Glasserela parasuis) e, na recria e terminação pneumonias causadas pela Pasteurella. A infecção pelo Mycoplasma hyopneumoniae também pode ser piorada. “A prevenção da Influenza no País é feita por meio de vacinação dos animais e medidas de biosseguridade. No caso de infecção já implantada, os produtores precisam lançar mão da antibioticoterapia para o controle das infecções bacterianas secundárias, antipiréticos e mucolíticos para uma melhora do estado geral dos animais e promover uma recuperação mais rápida. Tudo isso sempre com acompanhamento e prescrição do médico-veterinário”, finaliza Heloiza Irtes

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Coopavel terá estande para apresentar o melhor de suas marcas e agroindústrias no Show Rural 2026
Espaço será dedicado a demonstrar soluções que atendem às diferentes realidades dos produtores rurais. Feira acontece de 09 a 13 de fevereiro.

A gerência de Filiais da Coopavel garante presença no 38º Show Rural, que acontece de 09 a 13 de fevereiro, levando ao público um estande voltado à apresentação de suas principais marcas de insumos, com foco em tecnologia, qualidade e resultados no campo.
Segundo o agrônomo Anderson Granville, o espaço será dedicado a demonstrar soluções que atendem às diferentes realidades dos produtores rurais. Entre os destaques está a Biocoop, marca de insumos biológicos da cooperativa, que apresentará as tecnologias empregadas na fabricação de seus produtos e os rigorosos padrões de qualidade que asseguram eficiência e segurança na aplicação dos bioinsumos.

Foto: Albari Rosa
Outra presença confirmada é a da Nutriago, marca já consolidada da Coopavel na área de nutrição foliar. No estande, serão apresentados os diferenciais dos produtos e os resultados obtidos em produtividade nas últimas safras, reforçando a confiabilidade das soluções desenvolvidas pela cooperativa.
Equipe técnica destacará também a importância do uso de matéria-prima de alta qualidade na produção de fertilizantes sólidos, com boa solubilidade e micronutrientes quelatizados, características que proporcionam melhor absorção e respostas mais eficientes pelas plantas. Complementando o portfólio, ainda serão apresentadas sementes de alta qualidade, com foco na qualidade fisiológica, nos processos de produção e nas cultivares multiplicadas, todas com alto teto produtivo e adaptadas à região de atuação da Coopavel.
Durante todo o evento, a equipe técnica da cooperativa estará à disposição para receber associados e clientes, esclarecer dúvidas e orientar sobre as melhores soluções para cada sistema de produção, destaca Anderson. Além disso, o estande contará com uma campanha especial de vendas de insumos, voltada às próximas safras.
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Sicoob traz o Invest Feira para o Show Rural
Crédito rural orientado a investimento ganha protagonismo no agro em 2026

Em um ambiente de custos elevados, juros ainda pressionados e maior exigência por eficiência produtiva, o crédito rural vem sendo reposicionado como instrumento estratégico para a competitividade do agronegócio brasileiro. Em 2026, a lógica financeira do campo avança além do custeio da safra e passa a incorporar decisões estruturantes de investimento, modernização e expansão dos negócios rurais.
Esse movimento acompanha uma tendência já observada em dados oficiais e estudos internacionais. De acordo com o relatório Agricultural Policy Monitoring and Evaluation 2025, da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), mais de 90% do suporte público ao setor agrícola no Brasil é direcionado à pesquisa, desenvolvimento e extensão tecnológica, evidenciando que inovação, modernização da produção e investimento em infraestrutura são pilares para ganhos de produtividade e competitividade no agro. O mesmo levantamento aponta que, na safra 2024–2025, o crédito agrícola no País alcançou cerca de R$ 400,6 bilhões, aproximadamente R$ 107,3 bilhões destinados a investimentos em capital fixo, como máquinas, equipamentos e tecnologias produtivas.
Segundo Michel Shoiti Tamura, gerente de Agronegócios do Sicoob Central Unicoob, o crédito rural deixou de ser apenas um meio de financiamento e passou a ser um instrumento de transformação no campo. “O produtor rural é, hoje, um gestor completo do seu negócio. Nosso papel, como instituição financeira cooperativa, é estar ao lado dele nas decisões que constroem o futuro da propriedade, oferecendo crédito que viabilize investimentos, aumente a eficiência produtiva e traga segurança para crescer com sustentabilidade”, destaca.
Durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel, de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR), o Sicoob estará com o Invest Feira, linha de crédito com recursos próprios da instituição, voltada ao financiamento de investimentos produtivos no agronegócio. A solução se diferencia por oferecer flexibilidade de aplicação, agilidade na liberação, ampliando a capacidade de alocação de capital por parte do produtor.
“Nos anos anteriores, a feira iniciava com recursos insuficientes para atender o produtor rural. Por isso, o Sicoob criou o Invest Feira como alternativa à escassez de recursos subsidiados pelo governo federal”, explica Tamura. Destaca ainda que, além dessa linha, o Sicoob Unicoob oferece soluções específicas para a cadeia de integração, como suínos, frango, leite, peixes e outras atividades. “Nesses casos, disponibilizamos linhas com condições equivalentes ao BNDES Inovagro, utilizando recursos livres da cooperativa, com lastro em LCA, ampliando o acesso ao crédito para investimento produtivo no campo”, completa.
Entre os itens financiáveis, estão veículos utilitários, caminhonetes cabine dupla, caminhões e motocicletas, além de máquinas, equipamentos, drones e tecnologias aplicadas à produção, como sistemas de ordenha e irrigação. A linha também contempla a aquisição de animais para cria, recria, engorda, matrizes e serviço, sistemas sustentáveis como biodigestores e placas fotovoltaicas, insumos para custeio e comercialização e outros itens essenciais à atividade agropecuária.
“O Invest Feira foi estruturado para apoiar decisões estratégicas de investimento, oferecendo previsibilidade financeira e preservando o fluxo de caixa do produtor. É uma solução que conecta oportunidade e planejamento exatamente quando as decisões acontecem durante a feira”, destaca Michel. No mesmo período, as condições especiais do Invest Feira estarão válidas também nas agências Sicoob presentes em todas as cidades de atuação das cooperativas singulares que integram o Sicoob Central Unicoob.
A participação do Sicoob no Show Rural Coopavel, evento consolidado como um dos principais ambientes de negócios e inovação do agronegócio brasileiro, reforça o posicionamento da instituição como parceira financeira do agro, com foco em investimento produtivo, modernização e gestão eficiente do capital no campo.
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Copercampos apresenta portfólio de sementes no Inova Show em Londrina
Evento acontece nos dias 22 e 23 de janeiro e reúne produtores, técnicos e parceiros do setor.

A Copercampos, em parceria com a Dica Seeds, participa nos dias 22 e 23 de janeiro do Inova Show, realizado em Londrina (PR), levando ao público técnico, produtores rurais e parceiros do setor um portfólio de sementes que evidencia qualidade, tecnologia e alto desempenho no campo.
Durante o evento, a equipe da cooperativa apresenta os principais materiais do portfólio de sementes, além de trabalhos técnicos voltados à demonstração de vigor e germinação, reforçando o compromisso da Copercampos com a entrega de soluções que garantam segurança e produtividade desde o plantio. Os resultados obtidos na última safra comprovam esse cuidado: as sementes apresentaram germinação média de 93% e vigor médio de 88%, em uma produção superior a 1,8 milhão de sacos/40kg de sementes na safra, índices que refletem o rigor nos processos de produção, beneficiamento e controle de qualidade.
A participação no Inova Show conta ainda com a presença do Diretor Superintendente, Lucas de Almeida Chiocca, e do Gerente de Sementes, Marcos Juvenal Fiori, que acompanham de perto as atividades, fortalecendo o relacionamento com parceiros e destacando a estratégia da cooperativa de investir continuamente em inovação, tecnologia e melhoria dos processos.
“Com a participação em eventos técnicos, a Copercampos reafirma seu posicionamento como referência em sementes de alto padrão, compartilhando conhecimento técnico, resultados de campo e soluções que contribuem diretamente para o sucesso dos agricultores que adquirem Sementes Copercampos”, ressalta Lucas.
