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Inflação sem crescimento preocupa setor rural
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) aproveitou uma das maiores exposições-feiras agropecuárias catarinenses para promover o Seminário Estadual de Líderes Rurais e a assembleia geral ordinária da entidade, no Parque Conta Dinheiro, no município de Lages, reunindo mais de uma centena de presidentes de Sindicatos Rurais, no último fim de semana.
Na abertura da Expolages, o presidente da Associação e Sindicato Rural de Lages Márcio Pamplona homenageou o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, pelos esforços na valorização, na profissionalização e na defesa do produtor catarinense. Pedrozo recebeu um magnífico troféu, simbolizando a gratidão e o reconhecimento das classes produtoras rurais da serra catarinense. A Associação Rural completou 75 anos de fundação em 2014 e, desde 1949, promove a Expolages. Há 65 anos realizamos ininterruptamente essa expo-feira, assinalou Pamplona.
O presidente da Faesc destacou que a pecuária de corte vive um bom momento. O rebanho catarinense é superior a 4 milhões de cabeças de bovinos e, ao contrário da avicultura e da suinocultura, a produção interna de carne é insuficiente: o Estado importa 40% da carne bovina que consome. Pedrozo defendeu um programa de estímulo a produção para a conquista da autossuficiência. Mostrou que, na região serrana, estímulos da Epagri, Fapesc e Faesc junto com o Sindicato Rural permitiram no período de 2009 a 2013 aumentar o rebanho em 7% com mais 22 mil animais. Nesse período, o número de animais vendidos para abate e recria subiu de 63 mil para 194 mil cabeças, com aumento de 108%, enquanto os nascimentos cresceram mais de 200% em um período de apenas quatro anos.
O Seminário Estadual de Líderes Rurais foi desenvolvido no pavilhão Tito Bianchini no Parque Conta Dinheiro. À palestra El niño 2014 já temos sinais? foi ministrada pelo meteorologista Leandro Puchalski, formado pela Universidade Federal de Pelotas, com mestrado em Agrometeorologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
O futuro da pecuária de corte no sul do País foi o tema da palestra do agrônomo José Fernando Piva Lobato, formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com mestrado em Forrageiras/Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutorado em Produção Animal pela University of Melbourne. Tem experiência na área de forrageiras e zootecnia com ênfase em produção e manejo de gado de corte, ecologia dos animais domésticos e etologia, atuando principalmente nos seguintes temas: produtividade a pasto, ganho de peso, desempenho reprodutivo, carga animal e vacas primíparas, recria de novilhas e novilhos.
Lobato disse que o criador deve se impor metas de produtividade e exibiu indicadores de eficiência da pecuária no sul do Brasil onde há muito a melhorar. Discorreu sobre as características das terras e a pecuária. As terras altas se prestam a criação de bovinos e ovinos; as acidentadas para silagem; e as planas para cria e engorda. Orientou sobre a importância de maximizar a produção por vaca para geração de renda e lucros. Destacou a necessidade de controle da carga animal, seleção verdadeira e controle de prenhez, parição, desmame e inseminação artificial a tempo fixo. Para Lobato, o futuro da pecuária é a vaca média. Ele também abordou todos os elementos e insumos para a pecuária solo, genética, nutrição, manejo etc.
Tendências e perspectivas do agronegócio brasileiro e mercado futuro foi o tema da abordagem do diretor geral da BM&F Bovespa e Bolsa Brasileira de Mercadorias, Ivan Wedekin, cargos que ocupa desde 2006. Também é membro do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).
Destacou que o baixo crescimento da economia brasileira, a diminuição do consumo interno, o endividamento dos consumidores e, principalmente, a inflação alta sem crescimento são fatores que criam um quadro de preocupação para os produtores e empresários. Acrescentou que, a esse cenário, agrega-se o custo Brasil, a elevada carga tributária e o excesso de regulação. Tudo isso gera perda de competitividade, alertou.
Ressaltou a importância do agronegócio, detalhando que nos últimos 12 meses o setor gerou 80 bilhões de reais em exportações, enquanto os demais setores em seu conjunto gastaram 77,3 bilhões em importações. Somente graças ao agronegócio, a balança comercial ficou positiva. Wedekin prevê que, em 2015, o cenário será positivo para a agropecuária brasileira. Não haverá escassez de grãos no mercado mundial e as carnes em geral estarão mais caras.
A etapa final da programação consistiu na assembleia geral para análise e aprovação orçamentária do exercício 2015.
Fonte: MB

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo
Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.
Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.
A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.
Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.
O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”
Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.
Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.
O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.
A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare
Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.
Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.
Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.
A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri
O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.
Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.
Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira
Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.
A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.
Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.
