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Indústria química e de implementos orientam sobre redução no uso de defensivos

Uso consciente de defensivos gera economia para o produtor, alimentos mais seguros e menos impactos ao meio ambiente

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As tecnologias estão cada vez mais avançadas para tornar a agricultura mais sustentável ao utilizar as quantidades ideais de defensivos agrícolas nas lavouras brasileiras. Aplicativos e implementos agrícolas auxiliam o produtor na hora de passar os defensivos que necessita com a máxima eficiência, evitando desperdícios e reduzindo o impacto ambiental desses elementos químicos na natureza.  Dose adequada (Jacto). O Presente Rural entrevistou profissionais da indústria de implementos e química, que apontam algumas iniciativas que o produtor precisa ter para caminhar no rumo da agricultura sustentável do século 21.

“Duas são as principais formas que temos para reduzir o uso de defensivos: uma delas depende dos fabricantes, ao produzirem agroquímicos eficientes, com indicações adequadas de doses, e a outra parte depende dos fabricantes de pulverizadores, que devem pegar a dose recomendada e aplicar da forma mais eficiente, evitando o desperdício, minimizando o impacto ambiental, aplicando somente o necessário”, cita o gerente de Produtos da Jacto, Paulo Guirao. Depois disso, cabe ao produtor, frisa o profissional, seguir as recomendações dos fabricantes. “O sistema de pulverização hoje é muito preciso, mas agricultor tem que seguir as orientações”, orienta.

Segundo Guirao, uma tecnologia eficiente é o controle de bico a bico dos pulverizadores, que fecham caso uma área já tenha sido pulverizada. Isso evita a sobreposição do produto na planta, evitando contaminações e o uso exagerado. “O controle da abertura e fechamento dos bicos, bico a bico, de forma automática e georreferenciada, permite que, quando o produtor passa por uma área já pulverizada, ele fecha o bico, já quando não está pulverizada, ele abre. Isso reduz o consumo em até em 10%”, exemplifica Guirao.

Outra tecnologia é o sensor de presença, que ajuda a máquina a perceber qual a dose necessária para cada área. “O sensor de presença identifica, por exemplo, a quantidade de erva daninha. Quando existe mais erva daninha, a máquina joga uma dose maior de herbicida, quando não tem, não joga dose alguma”, cita.

À Reportagem, ele mostrou um aplicativo, onde são inseridos diversos dados, que incluem as condições de cultura, as condições climáticas, o do tipo de agroquímico, a velocidade da máquina, a temperatura e umidade atuais, para ajudar a definir qual o correto bico a ser usado e o momento ideal de aplicação. Segundo ele, isso pode até reduzir o número de aplicações na lavoura. “Se aplica adequadamente, esse manejo de precisão pode aumentar tempo para a próxima entrada na lavoura, reduzindo a quantidade de defensivos”, sugere.

O Velho Pano de Batida

O controle do percevejo é uma das grandes preocupações do produtor de grãos no Brasil. A técnica do pano de batida, difundida pela Embrpa nos anos 1990, é importante para o produtor conseguir saber qual é o tamanho da infestação dessa praga em sua lavoura, mas está em desuso, causando um aumento as vezes desnecessário no uso de fungicidas. É a opinião de André Angonese, consultor de Desenvolvimento de Mercado da Bayer.

“Com a intensificação dos cultivos, nós praticamente domesticamos o percevejo. Os fungicidas trouxeram comodidade e o produtor deixou de usar o pano de batida, fazendo aplicações calendarizadas. Ele deixou de fazer amostragens. O produtor só vai conseguir saber como está o nível de percevejo entrando em sua lavoura”, orienta. “temos um programa em que o pragueiro vai até a lavoura, aponta os níveis de pragas, talhão a talhão, registra no aplicativo, repassa as informações para o sistema central, onde são interpretadas para fazermos a melhor recomendação a partir do sistema de monitoramento. Isso pode inclusive reduzir o número de aplicações por aplicar no momento correto”, diz. O programa, de acordo com Angonese, já é usado em 80 mil hectares no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Boi gordo enfrenta semanas de instabilidade e pressão nas cotações

Recuo de até R$ 13/@ reflete um mercado mais sensível antes do período de maior consumo.

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Foto: Ana Maio

A possibilidade de novas medidas protecionistas da China voltou a gerar incerteza no mercado pecuário brasileiro. O país asiático, principal destino da carne bovina do Brasil, estaria avaliando restringir a entrada do produto, mas não há qualquer confirmação oficial até o momento. Mesmo assim, os rumores foram suficientes para pressionar os contratos futuros do boi nas últimas semanas.

As especulações ganharam força no início de novembro, indicando que Pequim poderia retomar o movimento iniciado em 2024, quando alegou excesso de oferta interna para reduzir as importações. A decisão, que inicialmente seria tomada em agosto de 2025, foi adiada para novembro, ampliando a cautela dos agentes e intensificando a queda na curva futura: em duas semanas, os contratos recuaram entre R$ 10 e R$ 13 por arroba.

Foto: Gisele Rosso

Com a China respondendo por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina, qualquer redução nos embarques tende a impactar diretamente os preços do boi gordo, especialmente em um momento de forte ritmo de produção.

Apesar da tensão, o cenário de curto prazo permanece positivo. A demanda doméstica, reforçada pela sazonalidade do fim de ano, e o recente alívio nas barreiras impostas pelos Estados Unidos ajudam a sustentar as cotações. Caso os abates não avancem mais de 10% em novembro e dezembro, a disponibilidade interna deve ficar abaixo da registrada em outubro, movimento que favorece a recuperação dos preços da carne nos próximos 30 dias.

Para 2026, as projeções seguem otimistas para a pecuária brasileira. A expectativa é de menor oferta de animais terminados, custos de produção mais competitivos e demanda externa firme, em um contexto de queda da produção e das exportações de concorrentes, especialmente dos Estados Unidos. A principal atenção fica por conta do preço da reposição, que subiu de forma expressiva e exige valores mais ajustados na venda do boi gordo para assegurar a rentabilidade na terminação.

Fonte: O Presente Rural com informações Consultoria Agro Itaú BBA Agro
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Novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável busca impulsionar produção de leite no Noroeste de Minas Gerais

Assistência técnica, pesquisa aplicada e melhorias genéticas a 150 propriedades familiares, com foco em produtividade, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia leiteira no Noroeste mineiro até 2028.

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Foto: Carlos Eduardo Santos

O fortalecimento e a ampliação da produção de leite de produtores de Paracatu (MG), de forma sustentável, eficiente e de qualidade, ganharam impulso com o início do novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (Coopervap).

O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Mais Leite Saudável (PMLS) do MAPA desde 2020. O Programa Mais Leite Saudável é um incentivo fiscal que permite a laticínios e cooperativas obter até 50% de desconto (crédito presumido) no valor de PIS/Pasep e COFINS relativo à comercialização do leite cru utilizado como insumo, desde que desenvolvam projetos que fortaleçam e qualifiquem a cadeia produtiva por meio de ações diretas junto aos produtores.

O treinamento dos técnicos recém-selecionados foi realizado no fim de outubro, e as primeiras visitas às propriedades ocorreram no início de novembro. Essa é a terceira fase do projeto, que conta com o acompanhamento do pesquisador José Humberto Xavier e do analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Carlos Eduardo Santos.

O projeto articula as dimensões de assistência técnica e pesquisa e atuará nessa etapa com uma rede de 150 propriedades rurais familiares, que receberão acompanhamento de três veterinários e dois agrônomos, seguindo o modelo implantado em 2020. A equipe da Embrapa atua na capacitação técnica e metodológica dos técnicos e na condução de testes de validação participativa de tecnologias promissoras junto aos agricultores da rede.

A nova etapa, prevista para ser concluída em 2028, busca desenvolver alternativas para novos sistemas de cultivo com foco na agricultura de conservação, oferecer apoio técnico ao melhoramento genético dos animais de reposição com o uso de inseminação artificial e ampliar o alcance dos resultados já obtidos, beneficiando mais agricultores familiares e contribuindo para o desenvolvimento regional.

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Humberto Xavier, os sistemas de cultivo desenvolvidos até agora melhoraram o desempenho das lavouras destinadas à alimentação do rebanho, mas ainda são necessários ajustes para reduzir a perda de qualidade do solo causada pelo preparo convencional e pela elevada extração de nutrientes advinda da colheita da silagem, além de evitar problemas de compactação quando o solo está úmido. Ele destaca também os desafios de aumentar a produtividade e reduzir a penosidade do trabalho com mecanização adequada.

O analista Carlos Eduardo Santos ressaltou a importância de melhorar o padrão genético do rebanho. “A reposição das matrizes é, tradicionalmente, feita pela compra de animais de outros rebanhos. Isso gera riscos produtivos e sanitários, além de custos elevados. Por isso, a Coopervap pretende implementar um programa próprio de reposição, formulado com base nas experiências dos técnicos e produtores ao longo da parceria”, afirmou.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Curso gratuito da Embrapa ensina manejo correto de resíduos na pecuária leiteira

Capacitação on-line orienta produtores a adequar propriedades à legislação ambiental e transformar dejetos em insumo seguro e sustentável.

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Foto: Julio Palhares

Como fazer corretamente o manejo dos dejetos da propriedade leiteira e adequá-la à legislação e à segurança dos humanos, animais e meio ambiente? Agora, técnicos e produtores têm à disposição um curso on-line, disponível pela plataforma de capacitações a distância da Embrapa, o E-Campo, para aprender como realizar essa gestão. A capacitação “Manejo de resíduos na propriedade leiteira” é gratuita e deve ocupar uma carga horária de aproximadamente 24 horas do participante.

O treinamento fecha o ciclo de uma série de outros cursos relacionados ao manejo ambiental da atividade leiteira: conceitos básicos em manejo ambiental da propriedade leiteira e manejo hídrico da propriedade leiteira, também disponíveis na plataforma E-Campo.

De acordo com o pesquisador responsável, Julio Palhares, identificou-se uma carência de conhecimento sobre como manejar os resíduos da atividade leiteira para adequar a propriedade frente às determinações das agências ambientais. “O correto manejo é importante para dar qualidade de vida aos que vivem na propriedade e no seu entorno, bem como para garantir a qualidade ambiental da atividade e o uso dos resíduos como fertilizante”, explica Palhares.

A promoção do curso ainda contribui para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), como as metas 2 e 12. A 2 refere-se à promoção da agricultura sustentável de produção de alimentos e prevê práticas agropecuárias resilientes, manutenção dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas, etc. O ODS 12 diz respeito ao consumo e produção responsáveis, principalmente no que diz respeito à gestão sustentável.

O treinamento tem oferta contínua, ou seja, o inscrito terá acesso por tempo indeterminado.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
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