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Indústria moageira se reúne em abril no Moatrigo 2026
Encontro em Curitiba (PR) reúne moinhos, fornecedores e especialistas para discutir tendências do setor.

O Moatrigo está com inscrições abertas para a edição de 2026, que acontece no dia 13 de abril, no Centro de Eventos da Fiep, em Curitiba (PR). Realizado pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo‑PR), o encontro reúne representantes das indústrias moageiras, fornecedores estratégicos e profissionais da cadeia do trigo em torno de análises de mercado, tecnologia, gestão, tendências e temas que influenciam diretamente a competitividade do setor.
A programação traz o Painel do Trigo Nacional, com Daniel Kümmel, Elcio Bento e Eduardo Bulgarelli, que apresentam dados atualizados, leitura de safra e perspectivas para o próximo ciclo. As Salas de Soluções apresentam conteúdos técnicos de empresas do setor, com foco em inovação, processos e desempenho industrial.
Entre as palestras, destaque para A Tríade da Performance, com Wellington Moreira; e Pense com IA, Conectando Inteligência Artificial à Tomada de Decisão e à Produtividade na Gestão, conduzida por Gustavo Melles.
A programação inclui também momentos dedicados ao networking, com welcome coffee, brunch e coquetel de encerramento, que ampliam as oportunidades de relacionamento entre os profissionais.
Consolidado na agenda anual do setor moageiro, o Moatrigo reúne em média cerca de 400 participantes a cada edição. As vagas são limitadas. Para se inscrever acesse www.moatrigo.com.

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Biometano é o tema do fórum sul brasileiro que acontece em Foz do Iguaçu em abril
11 extensionistas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, que lidam com este segmento vão participar das discussões.

O biometano estará no centro da pauta do 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB), de 14 a 16 de abril, em Foz do Iguaçu. O encontro reunirá empresas, pesquisadores, profissionais, organizações e instituições da cadeia do biogás em três dias de programação oficial. O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) é parceiro do Fórum e onze extensionistas que lidam com este segmento vão participar das discussões.
Neste ano o tema é “Biometano: bem-feito, suficiente, bem distribuído”. Painéis temáticos vão apresentar diferentes aspectos que envolvem o setor. Além disso, o evento inclui espaço para negócios, a entrega do Prêmio Melhores do Biogás Brasil e visitas técnicas a indústria e cooperativas da região Oeste do Paraná. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site do evento, acesse clicando aqui.
O Oeste do Paraná é uma importante referência para o biogás no Brasil. Na região, estão instaladas diferentes unidades e projetos envolvendo exemplos de desenvolvimento da cadeia de biogás. O Paraná tem o maior número de unidades produtoras de biogás com fins energéticos. Segundo o Panorama do Biogás no Brasil, de 2024, publicado pelo CIBiogás, os três estados do Sul do Brasil estão entre os 10 mais representativos em número de plantas de biogás: Paraná (490), Santa Catarina (130) e Rio Grande do Sul (81).

Ainda conforme o Panorama do Biogás 2024, no Brasil estão cadastradas 79 plantas que possuem tecnologia para purificação de biometano.
Para Herlon de Almeida, do IDR-PR, coordenador do Programa de Energias Renováveis do Paraná (Renova-PR), o fórum é uma oportunidade única de atualização e conhecimento, para quem quer conhecer a respeito do Biometano. “Trata-se do principal biocombustível da atualidade para substituir o diesel, descarbonizar os transportes e gerar maior competitividade para as cadeias produtivas”, observa. Segundo ele, a discussão sobre o uso do biogás ganha relevância no atual cenário de alta dos preços do diesel.
O coordenador geral do Fórum, Felipe Souza Marques, diretor-presidente do Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), de Foz do Iguaçu, o debate é fundamental, levando-se em conta as novas oportunidades para o setor criadas a partir da Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), sancionada no final de 2024. Segundo ele, o marco legal permitirá ampliar a participação deste biocombustível na matriz de energia do Brasil.
“Estamos vivendo um momento decisivo para o biometano. A demanda que virá é uma conquista de muito esforço do setor, que agora precisa responder à altura, com produtividade, qualidade e estratégia de distribuição”, afirma.
O FSBBB é realizado pelo CIBiogás, de Foz do Iguaçu, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia (SC), e pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). A organização é da Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial (SBERA).
Programação
A programação desta edição inclui os seguintes painéis temáticos: Biogás, Biometano e Políticas Públicas; O Mercado dos Certificados; Mobilidade a Biometano; Energia Elétrica – Novas Abordagens; O negócio dos Substratos e as Culturas Energéticas; Investimentos na Cadeia de Biogás e Biometano; Indústria do Biogás; Biometano e Gás Natural; Oportunidades e Desafios Setoriais e, ainda, Biogás na Prática, com apresentações de cases de quem já está utilizando, produzindo e comercializando biogás.
O evento será realizado no Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas do Iguaçu, onde estará, também, o “Espaço de Negócios”, para expositores apresentarem suas marcas, produtos, serviços, equipamentos e resultados de projetos. Acontece entre as plenárias e permite a troca de ideias, além de oportunizar negócios e parcerias.
Outro destaque é o Momento Startup, uma iniciativa do Fórum em parceria com o Pollen – Parque Científico e Tecnológico de Chapecó (SC), da Unochapecó, e Agência de Inovação da Universidade de Caxias do Sul (RS). As startups inscritas e selecionadas apresentarão suas soluções inovadoras em pitches.
O último dia (16) será dedicado a visitas técnicas em quatro roteiros na região. O Roteiro 01 inclui as empresas Frimesa e Copacol, em Medianeira e Jesuítas, respectivamente. O Roteiro 02, em Toledo, às empresas Biokohler/Biograss e Central Bioenergia de Toledo. O Roteiro 03, em Santa Helena, na Granja Haacke e em Itaipulândia, à Usina Rui. Já o Roteiro 04 inclui a UD Itaipu, em Foz do Iguaçu. No dia 13 de abril, antecedendo ao evento oficial, o Fórum abre espaço para reuniões, encontros e workshop.
Biogás
O biogás é formado a partir da decomposição da matéria orgânica, por microrganismos, gerando uma mistura gasosa rica em gás metano, que pode ser usado em substituição aos compostos de origem fóssil e não renovável. Pode ser usado como fonte de calor (ex: aquecimento da água, em caldeiras industriais) ou mesmo na produção de energia elétrica renovável, distribuída na rede.
Em paralelo, o metano pode ser purificado e usado diretamente como combustível veicular em substituição ao GNV. A produção do biogás ocorre no biodigestor e o material digerido, chamado de digestato, possui valor agronômico e torna o processo circular, o que amplia a sustentabilidade das cadeias produtivas envolvidas. Os substratos utilizados para produção de biogás no Brasil estão divididos em três categorias:
Agropecuária – que envolve as atividades de criação de animais como avicultura, bovinocultura, suinocultura, ovinocultura, dentre outros.
Indústria – Contempla abatedouros e frigoríficos, usinas de açúcar e etanol, fecularias e amidonarias, cervejarias, indústrias de óleo vegetal, gelatina, entre outros.
Saneamento – Contempla os aterros sanitários, as usinas de tratamento de resíduos orgânicos e as estações de tratamento de esgoto (ETE).
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Cooperativa Tradição inaugura indústria de soja de R$ 770 milhões no Paraná
Unidade em Pato Branco amplia capacidade de processamento e reforça estratégia de verticalização da produção.

A Cooperativa Agroindustrial Tradição inaugura nos dias 26 e 27 de março, em Pato Branco, uma indústria de óleo e farelo de soja com investimento de R$ 770 milhões. O projeto amplia a capacidade de processamento no Sudoeste do Paraná e integra a estratégia de industrialização da produção agrícola.
A nova unidade terá capacidade para processar até 3 mil toneladas de soja por dia. A operação permite à cooperativa reduzir a dependência da venda de grão in natura e ampliar a agregação de valor dentro da própria cadeia produtiva.
O empreendimento foi estruturado com financiamento de instituições como BNDES, BRDE, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú e Finep, indicando a participação de crédito público e privado na viabilização do projeto.
A planta começou a ser estruturada em 2021, com a aquisição da área do complexo industrial. As obras tiveram início em 2023 e avançaram ao longo de 2024 até a conclusão da unidade.
Geração de renda
A cooperativa estima a geração de 180 empregos diretos, além de vagas indiretas em atividades como transporte, armazenagem e serviços. A operação também deve ampliar a arrecadação local e estimular a circulação de renda na região.
Com a entrada em operação da indústria, a cooperativa passa a ter capacidade para absorver integralmente a produção de soja dos cooperados e ampliar a atuação em parceria com outras cooperativas, fortalecendo a integração regional.
Inauguração em duas etapas
A programação prevê uma cerimônia institucional no dia 26 de março, às 10 horas, com autoridades, lideranças do setor e parceiros. No dia 27, às 19 horas, o evento será voltado a cooperados, colaboradores e convidados.
A nova unidade marca o avanço da cooperativa na verticalização da produção, em linha com o movimento de expansão da capacidade de processamento de soja no país.
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Novo aviário escola fortalece avicultura no Oeste do Paraná
Unidade ampliada passa a capacitar mais profissionais com foco em tecnologia e produtividade.

A avicultura da região Oeste e do Paraná tem mais um suporte para continuar crescendo e se desenvolvendo. Isso porque, em fevereiro, o Sistema Faep reinaugurou o aviário escola no Centro de Treinamento Agropecuário (CTA) no município de Assis Chateaubriand. A obra de ampliação modernizou a unidade utilizada para capacitar profissionais da área, produtores e trabalhadores rurais com as técnicas e tecnologias mais modernas disponíveis no mercado. A estrutura, de 1.040 m² e capacidade para alojar até 19,7 mil aves, funciona como unidade demonstrativa, replicando as etapas da produção de frango de corte, com foco em biosseguridade, bem-estar animal, manejo e sustentabilidade.
Com investimento de R$ 500 mil, recursos do próprio Sistema Faep, a reforma priorizou a obra civil. A principal mudança envolve a construção de uma nova sala de aula, permitindo a realização de dois cursos simultaneamente. A obra também incluiu dois banheiros no local e a expansão da área para instalação de equipamentos, garantindo maior comodidade e eficiência logística.

Presidente Ágide Eduardo Meneguette presente na reinauguração de aviário escola no CTA de Assis Chateaubriand: “A modernização do aviário escola é um investimento estratégico no setor que move o Paraná, uma superpotência nacional na avicultura”
“A modernização do aviário escola é um investimento estratégico no setor que move o Paraná, uma superpotência nacional na avicultura. Manter a liderança exige capacitação constante. Esta reforma amplia nossa capacidade de formar profissionais e produtores, disseminando as melhores práticas que garantem produtividade, sustentabilidade e segurança alimentar. É um legado para o fortalecimento contínuo da nossa cadeia produtiva”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Os equipamentos de última geração instalados no local como silos, comedouros, bebedouros, sistema de climatização com inlets e exaustores, fornos e painéis controladores, foram obtidos por meio de comodato e/ou doação de empresas do setor.
“Produtores e cooperativas fizeram volumosos investimentos nesse setor e precisamos qualificar os colaboradores para desempenhar um bom trabalho e trazer lucratividade. O aviário escola permite isso, pois é tecnológico, equipado com o que há de mais avançado”, destaca o presidente do Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon, Edio Luiz Chapla. “É um laboratório para os avicultores e funcionários, que fazem o treinamento e aplicam na propriedade rural para melhorar a produtividade dos aviários. Hoje há dificuldade de encontrar pessoas qualificadas para trabalhar na avicultura. Esse aviário escola vem ao encontro da necessidade e dos interesses dos produtores rurais”, complementa o presidente do Sindicato Rural de Assis Chateaubriand, Valdemar Mellato.

Reinauguração de aviário contou com a presença de 100 pessoas, entre autoridades, líderes do setor e parceiros
Atualmente, o Paraná responde por um terço dos abates de frangos do Brasil. No cenário estadual, a região Oeste, onde está localizado o aviário escola, é a principal produtora: Toledo, com 66,3 mil toneladas e Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 917,6 milhões e Assis Chateaubriand com 52,5 mil toneladas e VBP de R$ 795 milhões, segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Demanda crescente
O espaço, inaugurado em outubro de 2014, já recebeu mais de 640 cursos ao longo dos últimos 11 anos, capacitando mais de 7,5 mil alunos. A crescente demanda por treinamentos motivou a reforma, que focou na ampliação da estrutura física para dobrar a capacidade de atendimento.
“A estrutura é utilizada para cursos que equilibram eficiência produtiva com responsabilidade ambiental e social, focando em bem-estar animal, uso eficiente de recursos como água e energia solar, e gestão de resíduos”, explica Alcione Mazur, gerente do Departamento de Organização e Gestão da Execução do Sistema Faep.
A nova estrutura permite otimizar a oferta de cursos que já estavam em expansão. Desde 2024, o CTA tem ampliado seu portfólio, incluindo os treinamentos de ‘Ambiência na Avicultura’, ‘Elétrica para Aviários’, ‘Manejo de Frangos de Corte’ e ‘Manutenção Preventiva de Equipamentos’. Agora, com a reforma, será possível realizar essas capacitações com o dobro de turmas, atendendo a uma demanda crescente.
A programação dos próximos cursos do aviário escola no CTA de Assis Chateaubriand do Sistema Faep está disponível no site e nos sindicatos rurais. Todas as capacitações da entidade são gratuitas e contam com certificado.



