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Indústria de rações em expansão traz debates globais para São Paulo
VICTAM LatAm 2025 mostra como a nutrição animal se conecta a tecnologia, eficiência e bem-estar alimentar. Com visitação gratuíta, evento inicia na próxima terça (16) no Expo Center Norte, em São Paulo.

Nenhum setor traduz tão diretamente o peso do Brasil nas exportações de proteína animal quanto a indústria das rações. Com uma produção estimada em 94 milhões de toneladas em 2025, a indústria brasileira de rações deve crescer 3% em relação a 2024. Segundo o Sindirações, o setor movimenta aproximadamente R$ 160 bilhões por ano e é pilar de cadeias produtivas que garantem ao Brasil posição de destaque nas exportações globais de proteína animal. A liderança reforça o protagonismo brasileiro mundial e o papel estratégico da nutrição animal para o sucesso dos sistemas de produção, tanto na pecuária quanto na avicultura, suinocultura, aquicultura e na linha de pet food.
Mas se o presente é promissor, o futuro pede decisões estratégicas. É com essa premissa que acontece a 2º edição da VICTAM LatAm e a 1º edição da FEED Formulation Latin America, eventos internacionais focados em tecnologia, equipamentos, ingredientes e avanços em formulações para as indústrias de nutrição animal e processamento de grãos. Os encontros acontecem na próxima semana, entre 16 e 18 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, com a previsão de reunir 200 expositores, 350 marcas do setor e 8 mil profissionais de 30 países da América Latina. O credenciamento para visitar a feira é gratuito e pode ser feito pelo site oficial da feira.

O ambiente reúne exposição de negócios e programação técnica, com mais de 80 horas de palestras, seminários e workshops. No centro dos eventos, grandes players do mercado de nutrição animal, como a Evonik, multinacional alemã referência global em aditivos para nutrição animal, a DSM-Firmenich, companhia holandesa-suíça especializada em ciência da nutrição, saúde e biotecnologia, trazem novidades em tecnologia mundial para o setor.
Também participam diversas instituições nacionais e internacionais representativas do setor, como Round Table on Responsible Soy Association (RTRS), GMP+ International, Embrapa, Sociedade Brasileira de Zootecnia (SBZ), Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (ACEBRA), Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) e a Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (ASBRAM).
Desafios em meio a expansão global
O uso de tecnologias de precisão, a busca por maior eficiência alimentar e o investimento em bem-estar alimentar que devem sustentar a demanda por ração de qualidade formam o tripé que sustenta o terceiro maior produtor mundial de ração animal e líder nas exportações de proteína animal. Por trás dos números positivos, há desafios: custos elevados, instabilidade climática, novas regras tributárias e exigências de sustentabilidade impostas por mercados compradores como União Europeia e Ásia.
A VICTAM LatAm 2025 não se limita a mostrar tecnologias e máquinas: o conteúdo técnico foi estruturado para refletir os principais dilemas que a indústria enfrenta hoje. Custos de produção, exigência de sustentabilidade, novas regras internacionais, uso de coprodutos e eficiência energética são alguns dos pontos centrais das conferências, seminários e workshops. Esses mesmos desafios estão no centro da agenda dos eventos, conduzidos por especialistas do Brasil e do exterior. É nesse contexto que as análises do Sindirações e da ABPA ganham peso, já que se conectam diretamente com as temáticas das conferências.
Para o Sindirações, o cenário da indústria de rações exige mais do que capacidade produtiva. “Precisamos combinar resiliência operacional, gestão de custos e atenção às mudanças regulatórias, tributárias e climáticas para assegurar o suprimento e manter a competitividade das nossas cadeias de proteína”, avalia Ariovaldo Zani, CEO da entidade. O executivo lembra que, além da volatilidade do preço do milho e da soja, a agenda do carbono e da reforma tributária criam variáveis que impactam diretamente a previsibilidade das empresas.
Segundo Zani, os próximos anos vão exigir das fábricas de ração uma adaptação rápida a novas tecnologias de formulação e maior eficiência energética. Ele destaca ainda que a diversificação de ingredientes alternativos e o aproveitamento de coprodutos da agroindústria, como etanol de milho, já fazem parte da pauta de inovação do setor. “Não basta crescer em toneladas, é preciso garantir previsibilidade e reduzir riscos para manter o protagonismo do Brasil”, reforça.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lembra que o desempenho das exportações brasileiras depende diretamente da oferta e qualidade das rações. Em 2024, o país exportou cerca de 5,3 toneladas de carne de frango, 3,2 milhões de carne bovina e 1,3 milhão de carne suína, somando mais de US$ 26 bilhões em receita. Para a entidade, cada real investido em nutrição animal reverbera na competitividade do produto final no mercado internacional.

“Eventos como a VICTAM LatAm conectam ciência e prática produtiva, fomentando o desenvolvimento de novas tecnologias no âmbito das demandas atuais para apoiar a eficiência alimentar. Esses fatores são decisivos para manter a competitividade do Brasil nos mercados internacionais, sobretudo diante de pressões ambientais e sociais”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA. Ele lembra que a Europa impõe regras cada vez mais rigorosas em relação a rastreabilidade e a sustentabilidade, enquanto que a Ásia mantém a demanda crescente por proteína animal. “Estar preparado para atender esses dois extremos é o grande desafio do setor”, resume.
Para os organizadores, a VICTAM LatAm vai além da exposição de máquinas e ingredientes: é um espaço de decisão estratégica para a indústria. “Não falamos apenas de equipamentos. O que está em jogo é a competitividade de toda a cadeia, do pet food à exportação de carnes. “São debates e contatos que influenciam o mercado dos próximos anos”, afirma Sebas van den Ende, diretor-geral da Victam Corporation.
Segundo ele, a escolha da data coincide com o período em que as empresas aprovam seus orçamentos e definem investimentos. “Esse é o momento em que grandes lançamentos são apresentados e decisões estratégicas são tomadas. É uma oportunidade única de reunir decisores da América Latina em São Paulo, com impacto direto sobre os próximos ciclos produtivos”, completa. O executivo também reforça que o diferencial do evento não está apenas no número de visitantes, mas na qualidade: líderes técnicos, compradores e formadores de opinião que definem o rumo da indústria.
Alguns destaques da programação:
16 de setembro, manhã | Conferência Perendale – Produção de Rações Otimizada para Aquicultura
Inclui palestra sobre a piscicultura brasileira (situação atual e perspectivas), além de tendências de formulação de rações aquícolas e estratégias de matérias-primas para pet food úmido e seco
Promotor: Perendale
16 de setembro, das 9 horas às 13 horas | Conferência FTI – Aditivos e Formulação de Rações
Palestrantes: Martin Toscano (Economia & mercado de proteína animal na América), Melissa Hannas (Exigências nutricionais para suínos) e Bruno Silva (Estratégias para matrizes suínas)
Promotor: Feed Technology Institute
16 de setembro, das 13h30 às 17h30 | Conferência NutriRumen – Ciência e Aplicação na Produção Animal
Palestrantes: Profa. Dra. Marina Danés (Nutrição proteica para vacas leiteiras), Profa. Dra. Elzânia Sales (Exigências nutricionais de caprinos e ovinos), Dr. Rasiel Restelatto (Novas estratégias com DDGS em bovinos de corte)
Promotor: Sociedade Brasileira de Zootecnia (SBZ)
17 de setembro, manhã | Grapas LatAm – Moagem de Farinha e Processamento de Grãos
Programa voltado a moleiros e indústrias de grãos, com foco em tendências na moagem de trigo, inovações em sistemas de produção e impactos para a panificação na América Latina
Promotor: Perendale
17 de setembro, 13h30 | Palestra de Marcos Jank (Insper Agro Global)
Tema: Tendências e inovações no setor da soja, durante a Conferência Internacional RTRS, que abordará rastreabilidade, agricultura regenerativa e geopolítica do mercado
Promotor: RTRS
18 de setembro, das 10 horas às 16h30 | Conferência Embrapa – Nutrição animal para sistemas sustentáveis e resilientes
Cinco unidades de pesquisa da Embrapa (Pesca e Aquicultura, Soja, Caprinos e Ovinos, Suínos e Aves e Maranhão) apresentam resultados em alinhamento à COP30. O painel também contará, com a participação do CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani, que trará a palestra “Nutrição Animal e Proteínas: Desafios externos e ameaças domésticas”, às 12h.
Promotor: Embrapa
18 de setembro, 9 horas às 16h30 | Painel ACEBRA – Setor Brasileiro de Cereais em Foco
Debates sobre crédito, infraestrutura, armazenagem e segurança jurídica no agronegócio
Promotor: ACEBRA

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo
Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação
A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.
“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.
Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Como acessar
O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.
“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.
Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.
“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.
A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras
Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.
“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.
“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.
Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay.
Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.
Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.
Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil
Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação
A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.
Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.
Brasil entre os países com maior alíquota proposta
Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.
A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação
dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.
Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.
Instrumento de pressão comercial
A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.
A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.
Consulta pública antes da decisão final
As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.
As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.
Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.



