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Indústria de óleos vegetais amplia capacidade e atrai quase R$ 6 bilhões em investimentos

Abiove aponta crescimento de 5,7% no processamento de oleaginosas em 2025, com destaque para o Centro-Oeste e expansão em refino e envase.

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Foto: Divulgação/Coamo

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) concluiu a edição 2025 da Pesquisa de Capacidade Instalada das Indústrias de Óleos Vegetais. O levantamento mostra que a capacidade total de processamento de oleaginosas no Brasil atingiu 76,4 milhões de toneladas neste ano, um crescimento de 5,7% em relação a 2024, quando o volume foi de 72,3 milhões de toneladas. “O aumento da capacidade instalada mostra o dinamismo da indústria e a importância estratégica do setor para a economia brasileira. Estamos falando de uma expansão que acompanha o crescimento da produção agrícola e reforça a posição do Brasil como líder global em óleos vegetais”, afirma diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da entidade, Daniel Furlan Amaral.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Ainda em comparação ao ano anterior, o número de empresas de processamento subiu de 67 para 75, o que representa crescimento de 11,9%, e as unidades industriais passaram de 132 para 144. O total de plantas ativas cresceu de 113 para 127, avanço de 12,4%, enquanto as unidades paradas caíram de 19 para 17.

Já a capacidade diária total de processamento alcançou 231.566 toneladas, alta de 5,7%. A capacidade em plantas ativas foi de 219.842 toneladas por dia, crescimento de 7,3%, enquanto em plantas paradas ficou em 11.724 toneladas por dia, queda de 17,9%.

Recorte Regional

O Centro-Oeste segue como destaque, sendo responsável por 44,4% da capacidade nacional de processamento. A região aumentou de 92.790 toneladas por dia em 2023 para 95.964 em 2024,  chegando a 102.705 t/dia neste ano. Mato Grosso lidera entre os estados, com 53.767 t/dia, respondendo por 23% da capacidade de processamento do país. “O crescimento no Centro-Oeste reflete a proximidade das indústrias com a produção agrícola e o investimento contínuo em infraestrutura. Essa concentração em Mato Grosso é estratégica, pois o estado responde por quase um quarto da capacidade nacional”, destaca Amaral.

Refino e Envase

O número de empresas de refino cresceu para 38, aumento de 15,2%, com avanço de unidades industriais de 57 para 63, crescimento de 10,5%. O total de plantas ativas passou para 57, um salto de 21,3%, enquanto as paradas caíram para 6. A capacidade de refino em plantas ativas subiu 16,7%, chegando a 24.396 t/dia, enquanto a capacidade total alcançou 25.769 t/dia, alta de 10,4%.

Já o envase apresentou crescimento de 8,3%, atingindo 14.814 t/dia. A capacidade em plantas ativas aumentou 8,5%, alcançando 13.864 t/dia, e em plantas paradas avançou 5,6%, chegando a 950 t/dia.

Investimentos

Os investimentos projetados para os próximos 12 meses somam R$5,9 bilhões, o que deve gerar uma expansão estimada de 18.850 t/dia na capacidade instalada. Considerando a média dos aportes, a ampliação de 15.049 t/dia em plantas ativas em 2025 representa um investimento próximo de R$4,5 bilhões. “O volume de investimentos sinaliza confiança no setor e garante ganhos de competitividade para toda a cadeia. Com quase R$6 bilhões previstos, a indústria reforça sua capacidade de atender à crescente demanda global por farelo e óleo de soja, além de impulsionar empregos e desenvolvimento regional”, ressalta Amaral.

Fonte: Assessoria Abiove

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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