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Notícias Mercado

Índice global de preços de alimentos sobe pelo 3º mês seguido, diz FAO

A FAO também disse em comunicado que a colheita global de cereais segue caminhando para um recorde anual em 2020

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REUTERS/Benoit Tessier

O preço global dos alimentos subiu pelo terceiro mês em agosto, impulsionado por cereais, óleos vegetais e açúcar, disse a agência das Nações Unidas para alimentação nesta quinta-feira (03). O índice de preços da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que mede variações mensais em uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carne e açúcar, atingiu uma média de 96,1 pontos mês passado, ante 94,3 em julho. O indicador aumentou 1,9% ante o mês anterior, mas teve uma alta de 7% na comparação anual.

A FAO, sediada em Roma, também disse em comunicado que a colheita global de cereais segue caminhando para um recorde anual em 2020. A FAO revisou para baixo sua estimativa para a safra de cereais de 2020 em 25 milhões de toneladas, principalmente devido às expectativas de queda na produção de milho dos Estados Unidos.

Porém, apesar da redução, a agência ainda espera uma colheita recorde este ano, de cerca de 2,765 bilhões de toneladas, alta de 3% ante os níveis de 2019. “Colheitas recordes de milho são esperadas na Argentina e no Brasil, enquanto a produção global de sorgo deve crescer em 6% em relação ao ano anterior. A produção mundial de arroz 2020 também deve atingir um novo recorde de 509 milhões de toneladas”, disse a FAO.

A previsão para o consumo de cereais em 2020/21 atingiu 2,746 bilhões de toneladas, uma alta de 2% versus 2019/20. A estimativa para estoques de cereal globais no fim da temporada em 2021 é de 895,5 milhões de toneladas, uma queda de 33,4 milhões de toneladas desde julho.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

Forte desvalorização dos ovos reduz poder de compra do avicultor

Com demanda enfraquecida, estoques têm crescido, levando agentes do setor a diminuir os preços dos ovos para garantir boas vendas

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O mercado desaquecido e a consequente dificuldade em escoar a produção de ovos comerciais têm pressionado as cotações da proteína em maio, enquanto o milho e o farelo de soja seguem valorizados. Esse cenário tem reduzido o poder de compra dos avicultores de postura frente a esses insumos.

Segundo colaboradores do Cepea, com a demanda enfraquecida, os estoques têm crescido, levando agentes do setor a diminuir os preços dos ovos para garantir boas vendas.

Já no mercado de milho, a elevada procura doméstica e preocupações quanto à produção da segunda safra têm impulsionado os valores. Para o farelo de soja, a demanda firme, tanto interna quanto externa, e o valor elevado da matéria-prima seguem sustentando os preços.

Fonte: Cepea
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Notícias Safra 20/21

Colheita da soja atinge 98% na região Norte do Rio Grande do Sul

Região cultivou aproximadamente 418 mil hectares do grão e obteve uma produtividade média de 3.646 kg

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Com praticamente toda a área de soja colhida, aproximadamente 98%, a região Norte do Estado, que abrange os 42 municípios que compreendem a região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, se encaminha para o fim da safra da soja 2020/21. A região cultivou aproximadamente 418 mil hectares do grão e obteve uma produtividade média de 3.646 kg, o que representa 60,8 sacos por hectare.

De acordo com uma análise de dados realizada pela gerência regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, a produtividade obtida foi superior à média estadual (9%) e, em relação à expectativa inicial na época da semeadura, atingiu 5% a mais de resultado. O RS cultiva cerca de seis milhões de hectares de soja. A participação da região Norte nesse cenário é de 7% da área total.

Pensando na qualificação do processo de cultivo, intensificando o trabalho de orientação da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), as equipes dos 42 municípios realizaram nesta safra o monitoramento das perdas na colheita, acompanhando os produtores e aferindo a capacidade do maquinário utilizado no processo. O monitoramento das perdas na colheita indicou, por meio de uma média ponderada, que considerou os hectares das áreas que estavam sendo colhidos, a estimativa de 51,58 kg de perda de soja por hectare. Um volume de perda de 21,5 kg acima do padrão estabelecido pela Embrapa, que é de 30 kg.

Nessa condição, esse volume representa uma perda, em valores, de R$ 57,50 por hectare. Um montante que ultrapassa R$ 24 milhões de reais, considerando toda a região. “Para esses cálculos, estamos considerando apenas as perdas que estão acima do padrão estabelecido pela Embrapa, que é de 30 quilos. Ou seja, o montante de perdas na operação de colheita é muito maior, especialmente nessa safra, em que os preços praticados são os maiores da história”, observou o gerente regional da Emater/RS-Ascar, Luciano Schwerz.

O levantamento de dados realizado na região, que considerou um total de amostras de 154 propriedades, apontou outras informações que são importantes para explicar os resultados obtidos. As máquinas colheitadeiras utilizadas na região, por exemplo, apresentam um tempo médio de uso de 17,8 anos. Apenas 40% do maquinário tem menos de dez anos de uso. A idade média dos operadores é de 40 anos. 82% das colheitadeiras avaliadas são próprias e as demais terceirizadas. 74% dos entrevistados nunca realizaram capacitação em regulagem de colheitadeira e 87% nunca realizaram a quantificação, aferição das perdas, seguindo uma metodologia específica, como é o caso da Embrapa, que considera o índice de perdas de 30 quilos por hectare.

“Com a análise desses dados, observamos que apenas 19% das operações de colheita estavam com padrão de perda dentro das condições estabelecidas pela Embrapa. Ou seja, 81% das colheitadeiras apresentaram condições acima desse padrão, por isso precisam ser reguladas”, completou Schwerz.

Segundo o gerente da Emater/RS-Ascar, o processo de regulagem das máquinas foi iniciado. “Considerando os resultados obtidos nessa safra, nossa intenção é dar continuidade a esse tema, realizando cursos de capacitação e atualização em regulagem e manutenção de máquinas e equipamentos, na tentativa de reduzir os resultados de perda das próximas safras na região”, afirmou.

A Emater/RS-Ascar realiza o trabalho de orientação e acompanhamento dos produtores rurais durante toda o período de cultivo da soja. Nesse sentido, outro projeto desenvolvido em todo o Estado, voltado para a cultura da soja, foi o trabalho de monitoramento dos esporos da ferrugem asiática. Na região Norte, dois coletores foram instalados para monitorar a doença, nos municípios de Seberi e Sarandi. Semanalmente, as amostras eram coletadas e encaminhadas para análise no laboratório de fitopatologia da Universidade de Passo Fundo (UPF). Os dados emitidos e avaliados eram encaminhados à Seapdr, que desenvolveu modelos e mapas para a averiguação das ocorrências em nível de Estado.

“O que chamou a atenção na nossa região, durante todo o ciclo da soja, foi a baixa quantidade de esporos detectados, demonstrando uma condição de manejo mais tranquila para a ferrugem asiática. Porém, as condições climáticas favoreceram, ao longo da safra, duas outras doenças que comprometem a produtividade da cultura. No mês de novembro e dezembro, observamos a crescente presença de oídio nas lavouras e no mês de janeiro, com a retomada das chuvas, o ataque do mofo branco nas áreas semeadas mais tardias foi mais intenso”, destacou Luciano.

Quanto às pragas, a dificuldade na região foi o controle da tripes, uma praga que se aloja na parte inferior da folha da soja, de difícil controle e promove danos à planta, comprometendo parte da produção. Nessa safra, outra preocupação foi quanto à distribuição de chuvas para o estabelecimento das lavouras, especialmente nos meses de outubro e novembro.

“Tivemos um bom estande das áreas implantadas, o que demonstrou boa qualidade na operação da semeadura e também o uso de sementes de boa qualidade. O que conseguimos observar nos padrões tecnológicos é que, cada vez mais, os agricultores investem em tecnologia voltada para à produção, utilizando sementes de qualidade e tratadas, manejando para garantir boa fertilidade do solo e realizando o manejo e monitoramento das lavouras. Nessa safra, a prática do monitoramento foi extremamente importante e nos permitiu avaliar o que afetou as lavouras, tanto em relação a pragas e doenças, quanto relacionado a outros manejos necessários para garantir melhores resultados na safra da soja”, finalizou o gerente da Emater/RS-Ascar.

Fonte: Emater/RS-Ascar
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Notícias Pecuária

Produção de leite diminui no Paraná em razão das condições climáticas

Custos crescentes de alimentação, em função de altas no milho e soja, afastam produtores da atividade

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Arquivo/OP Rural

A produção leiteira paranaense diminuiu nos últimos dias. Entre as principais causas estão a estiagem, que prejudicou pastagens já implantadas e o plantio de novas, e os custos crescentes da atividade. A análise está no Boletim de Conjuntura Agropecuária elaborado pelo Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, referente à semana de 8 a 14 de maio.

O Estado vive uma situação de falta de chuvas generalizadas há quase 60 dias. Com isso, muitas propriedades precisaram adaptar bebedouros ou buscar água fora. E, tão grave quanto essa situação, é a das pastagens em péssimas condições em algumas bacias leiteiras, como a do Sudoeste e do Oeste. Com menos oferta de alimento, a produção se reduz.

Aliado a isso, o atual período é de transição de pastagens. Ou seja, as forrageiras de verão estão em fase final e começa o plantio das espécies de inverno: aveia e azevém. Entretanto, a seca impossibilitou a semeadura na época mais propícia, que seria até o início deste mês, prevendo-se que a falta de alimentação pode persistir.

Mas as dificuldades do produtor não se restringem às pastagens. As lavouras de milho safrinha destinadas à produção de silagem foram igualmente prejudicadas pela estiagem e muitas não poderão ser usadas para alimentar o rebanho. Com isso, a dieta deverá ser de produtos com preço em alta no mercado, como milho e soja, o que acarreta aumento no custo de produção do leite e desistência de alguns produtores.

Como em outras atividades, também na agropecuária o uso de tecnologias garante uma condição mais confortável. É o que acontece com produtores de leite da região centro-oriental do Estado, onde estão municípios como Palmeira, Ponta Grossa e Castro. Ali, a dependência de pastejo é menor e os produtores trabalham com alimentação estocada de boa qualidade e produzida na propriedade, ajudando a reduzir custos e ter menos problemas com a produção. Há relatos pontuais de perda de menos de 5%. Nessa região, a dificuldade atual é o atraso no plantio das forragens de inverno.

Feijão, milho e trigo

O boletim retrata também a situação da cultura de feijão no Paraná, que igualmente sofre as consequências de adversidades climáticas. Da produção inicial projetada para a segunda safra de 491 mil toneladas, estima-se redução de, pelo menos, 93 mil toneladas, segundo levantamento do final de abril.

O milho é outra cultura que tem sentido o problema hídrico. A segunda safra 2020/21 continua apresentando piora nas condições de lavoura. Da área estimada em 2,5 milhões de hectares, 25% estão em boas condições, enquanto 45% apresentam situação mediana e 30%, ruim. Espera-se que as chuvas desta semana, ainda que poucas, possam minorar as perdas.

Sobre o trigo, o documento fala da importação de 2,2 milhões de toneladas pelo Brasil no primeiro quadrimestre de 2021. Grande produtor do cereal, o Paraná também está importando e é responsável por 7% do que entrou no País. Para o Estado, as principais regiões de origem são a Argentina e o Paraguai.

Outros produtos 

O boletim registra, ainda, as previsões divulgadas nesta semana para uma safra brasileira de 135,41 milhões de toneladas de soja no período 2020/21, também afetada pela seca. Ao tratar da fruticultura, o documento faz considerações sobre o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), que foi adotado como política pública desde 1996.

A avicultura também é destaque, sobretudo em razão de a Arábia Saudita ter anunciado, nesta semana, a suspensão de importação de carne de frango de 11 plantas frigoríficas brasileiras, três delas instaladas no Paraná. De forma unilateral, os sauditas alegaram que ultrapassaram limites e padrões microbiológicos estabelecidos em regulamento.

Sobre a suinocultura, o documento preparado pelos técnicos do Deral registra exportação de 346,4 mil toneladas de carne entre janeiro e abril de 2021. Do Paraná, saíram 46,5 mil toneladas. O quadrimestre também marcou a entrada da JBS no segmento de pescados, o que pode significar maior disponibilidade ao consumidor.

Fonte: AEN/Pr
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