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Bovinos / Grãos / Máquinas

Indicador do milho volta a fechar acima de R$ 76 por saca

Preocupações relacionadas a atrasos da colheita da safra verão e da semeadura da segunda temporada, sobretudo no Centro-Oeste brasileiro, têm mantido parte dos vendedores afastada dos negócios no mercado spot, à espera de novas valorizações.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho seguem avançando na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.

Na última semana, o Indicador Esalq/BM&FBovespa (base Campinas – SP) voltou a fechar acima dos R$ 76/saca de 60 kg, o que não era observado desde abril de 2023.

Segundo o Centro de Pesquisas, preocupações relacionadas a atrasos da colheita da safra verão e da semeadura da segunda temporada, sobretudo no Centro-Oeste brasileiro, têm mantido parte dos vendedores afastada dos negócios no mercado spot, à espera de novas valorizações.

Além disso, conforme explicam pesquisadores do Cepea, agentes indicam que a prioridade vem sendo a colheita e a entrega dos lotes de soja, o que tem deixado as vendas de milho em segundo plano e os fretes, encarecidos.

Do lado da demanda, consumidores se mostram interessados em adquirir novos lotes, mas encontram dificuldades, diante dos preços maiores pedidos por vendedores, ainda de acordo com o Cepea.

Fonte: Assessoria Cepea

Bovinos / Grãos / Máquinas

A matemática subjetiva do preço do boi

Fim da cota chinesa muda o fluxo das exportações e expõe uma diferença de cerca de 22% entre os preços pagos pela China e por outros importantes compradores da carne brasileira.

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Não existem duas respostas para uma equação matemática.

Não existe ambiguidade nos conceitos da física.

Não existem mágicas na ciência contábil.

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Mas quando o assunto é mercado do boi, muitas vezes a lógica dá lugar às narrativas.

Não faltam opiniões. Faltam números confiáveis.

Se tivéssemos dados exatos sobre o tamanho do rebanho, taxa de desfrute e volume de abate, teríamos uma equação muito próxima da exatidão. Porém, além da ausência de números precisos, há outro fator que dificulta ainda mais qualquer análise: a bolsa.

A bolsa reflete o “papel” do boi, não necessariamente o boi físico. Reflete expectativas, apostas e movimentos especulativos. Muitas vezes, é utilizada mais para influenciar o mercado do que para servir como instrumento de proteção real das operações.

No mundo dos negócios existem períodos de estabilidade e momentos de tempestade, capazes de alterar abruptamente o ritmo do mercado.

Estamos às vésperas de uma dessas mudanças.

Com o encerramento da cota estipulada pela China para a carne bovina brasileira, teremos uma alteração importante

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no fluxo comercial. Nos últimos meses, o Brasil vinha embarcando para aquele país volumes superiores a 130 mil toneladas por mês. A partir de julho, esse excedente deixará de existir.

Naturalmente, devemos considerar outros fatores. Países que aumentarão suas exportações para a China, como Estados Unidos, Argentina e Uruguai, poderão ampliar suas compras de carne brasileira para abastecer seus mercados internos. Também não podemos ignorar o mercado doméstico, que tradicionalmente apresenta maior consumo durante o segundo semestre.

A grande dúvida é o tamanho desse volume adicional de demanda e se ele será suficiente para compensar a mudança no mercado chinês.

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Existe ainda um segundo fator, não menos importante: o preço.

O valor atual do boi reflete uma realidade construída sobre vendas para a China na faixa de US$ 7.000 por tonelada. Já outros importantes destinos da carne brasileira como Estados Unidos, União Europeia, Chile, Egito, México, Rússia e Canadá pagam, em média, cerca de US$ 5.500 por tonelada, patamar muito próximo ao praticado pelo mercado interno.

Estamos falando de uma diferença próxima de 22%.

Sem subjetividade, sem narrativas e sem exercícios de imaginação, essa diferença precisará ser absorvida por algum elo da cadeia.

O cenário não é confortável nem para a indústria nem para o produtor.

Essa é a equação que temos diante de nós e cuja solução precisaremos encontrar em conjunto.

Sou tradicionalmente otimista, mas confesso estar preocupado com esse novo desafio.

Nada que algumas semanas de acomodação não possam corrigir. Os mercados se ajustam, as oportunidades surgem e, mais cedo ou mais tarde, voltamos a caminhar.

Fonte: Artigo escrito por Paulo Bellincanta, presidente do Sindifrigo MT.
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Bovinos / Grãos / Máquinas Volume recorde

Brasil abate mais de 10 milhões de bovinos no primeiro trimestre

Resultado reflete a maior oferta de animais e reforça a posição do país entre os principais produtores e exportadores mundiais de carne bovina.

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O Brasil registrou um novo recorde no abate de bovinos no início de 2026. Dados divulgados pelo IBGE mostram que 10,289 milhões de cabeças, entre machos e fêmeas, foram abatidas entre janeiro e março, o maior volume já contabilizado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do instituto.

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O resultado representa um crescimento de 3,27% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com os três primeiros meses de 2024, a alta é ainda mais expressiva, de 9,1%.

Os números refletem a maior disponibilidade de animais para comercialização e a expansão da produção pecuária observada nos últimos anos. O aumento do abate ocorre em um momento em que a cadeia da carne bovina mantém forte presença no mercado internacional e amplia sua capacidade de atender tanto a demanda externa quanto o consumo doméstico.

Segundo pesquisadores do Cepea, o desempenho do setor evidencia a elevada competitividade da pecuária brasileira, sustentada por ganhos de produtividade, ampliação da oferta e eficiência ao longo da cadeia produtiva.

O volume recorde também reforça a importância econômica da atividade. O Brasil permanece entre os maiores

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produtores e exportadores mundiais de carne bovina, com participação crescente em mercados internacionais e papel decisivo no abastecimento global de proteínas animais.

Para o Cepea, a combinação entre expansão da produção e demanda aquecida mantém a pecuária brasileira em posição estratégica, em um cenário de crescimento do consumo mundial de carne e de busca por fornecedores capazes de oferecer grandes volumes com regularidade e competitividade.

Fonte: O Presente Rural
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Bovinos / Grãos / Máquinas Melhor resultado de 2026

Mato Grosso fatura US$ 440,7 milhões com exportações de carne bovina

Estado embarcou 87,1 mil toneladas em maio, volume 32,3% superior ao de um ano atrás, impulsionado pela demanda da China, destino de 60,4% das vendas.

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Mato Grosso registrou em maio deste ano o melhor resultado de 2026 para as exportações de carne bovina, alcançando receita de US$ 440,72 milhões e consolidando sua posição como maior produtor e exportador de carne bovina do país. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e apontam também recorde histórico para o mês de maio, tanto em faturamento quanto em volume embarcado.

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Ao todo, o estado exportou 87,10 mil toneladas equivalentes carcaça (TEC) no período, volume 3,55% superior ao registrado em abril e 32,27% maior que o observado em maio de 2025. O crescimento das vendas internacionais impulsionou o faturamento, que avançou 7,83% em relação ao mês anterior e expressivos 64,53% na comparação anual.

O desempenho foi sustentado pela forte demanda internacional, especialmente da China, principal destino da carne bovina mato-grossense. O país asiático respondeu por 60,43% de todos os embarques realizados em maio. Outro fator que contribuiu para o resultado foi a

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valorização da proteína bovina no mercado externo, com o preço médio atingindo US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça.

Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, os números refletem a força da pecuária estadual e a capacidade de Mato Grosso de atender aos mercados mais exigentes do mundo. “Os resultados demonstram o enorme potencial da pecuária mato-grossense, que alia escala de produção e qualidade do rebanho. Mato Grosso possui o maior rebanho bovino do Brasil e continua ampliando sua presença nos mercados internacionais graças ao trabalho desenvolvido pelos produtores, frigoríficos e instituições do setor. Temos condições de continuar crescendo e consolidando o estado como referência global na produção de carne bovina”, destaca.

Fonte: Assessoria Imac-MT
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