Notícias 3ª edição
Indicações ao Prêmio Melhores do Biogás podem ser feitas até 03 de fevereiro
Em sua terceira edição, distinção é uma iniciativa do 6º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, que acontece de 16 a 18 de abril, em Chapecó (SC). Primeira etapa do Melhores do Biogás envolve a coleta pública de sugestões de indicação em três categorias – profissionais, organizações e plantas geradoras de biogás.

A terceira edição do Prêmio Melhores do Biogás já recebe indicações do público. O reconhecimento é promovido pelo Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB), evento realizado pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), Embrapa Suínos e Aves e Universidade de Caxias do Sul (UCS), e organizado pela Sociedade Brasileira de Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial (Sbera).
A iniciativa tem a finalidade de reconhecer profissionais, organizações e plantas de biogás que foram destaques no setor de biogás no Brasil no ano de 2023. “O objetivo do prêmio é reconhecer a excelência, dar visibilidade às experiências positivas que temos no biogás, para que se possa replicar dentro da cadeia do biogás”, salienta o pesquisador da Embrapa, Airton Kunz, coordenador do 6º Fórum.
O regulamento do Prêmio e o formulário para indicação de candidatos estão no site do Fórum – acesse clicando aqui.
A primeira etapa de indicações recolhe, de forma online, sugestões públicas de candidatos para todas as categorias até dia 3 de fevereiro. Após a verificação do cumprimento do regulamento e da confirmação da candidatura pelos próprios indicados, uma nova etapa pública, também online, devolve a lista às mãos do público para a escolha dos vencedores. A premiação será entregue no dia 16 de abril de 2024, em cerimônia que integra a programação oficial do Fórum, em Chapecó (SC).
Podem concorrer ao Prêmio Melhores do Biogás: profissionais, organizações, instituições e plantas/unidades produtoras de biogás que estejam em conformidade com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Profissional – Compreende os profissionais que se destacaram na missão de desenvolver o setor de biogás no Brasil em 2023.
Organização – Envolve as organizações que possuem contribuição significativa no desenvolvimento e inovação do mercado brasileiro de biogás e biometano.
Planta/Unidade Geradora de Biogás – Considera as plantas de biogás que se destacaram pela inovação, eficiência e boas práticas na biodigestão, no processamento e no uso do biogás, bem como no gerenciamento do digestato.
As plantas de biogás compreendem os seguintes setores:
– Saneamento: planta/unidade geradora de biogás a partir de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) ou Esgoto Sanitário.
– Indústria: planta/unidade geradora de biogás a partir de resíduos de indústrias (ex.: sucroenergéticas, abatedouros, cervejarias, fecularias, etc.).
– Pecuária: planta/unidade geradora de biogás a partir de resíduos da produção de suínos, aves, bovinos ou outros animais.
Etapas do prêmio
As etapas da premiação ocorrem de acordo com o seguinte cronograma:
Etapa 1: coleta pública de sugestões de indicação – até 3 de fevereiro de 2024. A primeira etapa consiste na indicação de potenciais concorrentes, por meio de formulário de levantamento de sugestão de nomes. O formulário está disponível no site biogasebiometano.com.br
Etapa 2: habilitação e classificação ao prêmio – de 8 a 22 de fevereiro de 2024.
Etapa 3: votação pública dos classificados – de 1º a 31 de março de 2024.
Etapa 4: cerimônia de premiação do Melhores do Biogás – 3ª edição, que ocorrerá durante o 6º FSBBB, no dia 16 de abril de 2024, em Chapecó (SC).
O Fórum
O 6º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano será realizado de 16 a 18 de abril de 2024, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes. O Fórum retorna a Chapecó (SC), onde teve sua segunda edição em 2019. Santa Catarina é um dos estados que mais crescem em número de plantas de biogás com potencial para a produção de biogás a partir de dejetos de animais, especialmente de suínos e de aves.
As inscrições para o 6º Fórum podem ser realizadas no site do evento: biogasebiometano.com.br
A programação prevê painéis com temas que contribuem para o avanço da cadeia de biogás e biometano, além de visitas técnicas e Espaço de Negócios. Antes do evento presencial, serão realizados webinars com temáticas da cadeia do biogás. Além dos painéis principais, o Fórum reserva espaço para eventos paralelos como encontros, reuniões e workshops.

Notícias
Metano deixa de ser problema para se tornar oportunidade
Iniciativa busca estimular investimentos em usinas que transformam resíduos em energia, combustível, fertilizantes e créditos ambientais.

A produção de energia a partir de resíduos urbanos, industriais e agropecuários pode ganhar um novo incentivo no Brasil. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou o Projeto de Lei 3.311/2025, que cria o Programa Nacional do Metano Zero (MetanoZero), iniciativa voltada a ampliar o aproveitamento do metano gerado pela decomposição de resíduos e transformá-lo em energia.

Foto: Divulgação
Entre as medidas previstas está a criação do Certificado Metano Zero, que poderá ser concedido a empreendimentos que produzam energia a partir de resíduos sólidos. A proposta também estabelece diretrizes para o setor e determina que municípios com mais de 500 mil habitantes realizem estudos sobre a viabilidade de implantar tecnologias de recuperação energética.
O projeto busca ampliar a segurança jurídica para investimentos em uma área que já conta com iniciativas governamentais, mas que ainda depende, em grande parte, de normas infralegais. Durante a análise da matéria, o relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), promoveu ajustes para compatibilizar o programa com políticas públicas já existentes e evitar a criação de novas despesas obrigatórias.
Na justificativa da proposta, o autor, senador Fernando Dueire (PSD-PE), afirma que a iniciativa pode estimular novos investimentos em tecnologias de aproveitamento energético, além de fortalecer cooperativas de reciclagem e ampliar a comercialização de créditos ambientais.

Foto: Divulgação
Usinas
A proposta incentiva as seguintes instalações de recuperação energética, que reduzem a emissão de metano, prejudicial ao meio ambiente quando expelido em excesso:
- usinas de biodigestão anaeróbia, que transformam matéria orgânica em biogás para geração de energia, calor ou combustível. O processo também produz fertilizante agrícola.
- usinas de coprocessamento de combustível derivado de resíduo (CDR), cujo combustível pode ser utilizado em usinas termelétricas para geração de energia e na fabricação de cimento. A técnica envolve a queima de determinados rejeitos em fornos, com pneus;
- usinas de recuperação energética de resíduos sólidos urbanos (URE), termo genérico utilizado para instalação que gera energia por meio de tecnologia térmica ou biológica. Determinadas técnicas de incineração de lixo, por exemplo, permitem gerar energia, reaproveitar os metais e reduzir o volume dos resíduos a serem descartados. A URE de Barueri, por exemplo, estima que a partir de 2027 terá capacidade de abastecer 320 mil pessoas com energia oriunda de 300 mil toneladas de lixo por ano.

Foto: Divulgação
Certificado
A administração das usinas poderá solicitar o Certificado Metano Zero ao poder público. A validade será de cinco anos e pode dar prioridade na obtenção de incentivos fiscais, como redução de impostos.
As usinas devem apresentar cálculos de que sua atividade reduzirá as emissões de metano e dióxido de carbono (CO₂) e se submeter a auditoria do governo, entre outros critérios. As exigências serão compatíveis com outras políticas ambientais e com o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa, que regulamenta o mercado de créditos de carbono, em que uma empresa pode compensar emissões de gases de efeito estufa a partir da aquisição de créditos gerados por projetos ambientais.
As regras serão simplificadas, com dispensa de auditoria, caso seja empreendimento de pequeno porte, como

Foto: Geraldo Bubniak
projetos de municípios com menos de 100 mil habitantes. O grupo também poderá ter suporte técnico do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e de instituições públicas de pesquisa.
Regras
As usinas deverão monitorar e classificar a periculosidade dos resíduos gerados, entre outras obrigações de um plano próprio de aproveitamento de resíduos gerados. Também devem observar regras para reaproveitamento dos rejeitos em processos industriais.
O descumprimento das obrigações previstas nos planos sujeita o responsável a punições administrativas, civis e penais previstas na legislação ambiental. Os órgãos ambientais fiscalizarão o cumprimento dos planos.

Foto: Divulgação
Limpeza urbana
Os serviços de limpeza urbana deverão priorizar os três tipos de usinas de recuperação energética, caso não haja coleta seletiva na região. Se houver coleta, serão obrigados a separar os materiais que tiverem viabilidade econômica de reaproveitamento no mercado. Para isso, o texto altera a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Comitê
O texto autoriza o Poder Executivo a instituir o comitê interministerial do programa, com 14 membros do governo, academia e setor privado. O grupo será responsável por estabelecer diretrizes e articular o programa, criar metas anuais, cartilhas e promover a participação das cooperativas de catadores de recicláveis.
Regulamentação
A União criará regulamento detalhando as regras, e poderá instituir diretrizes para ampliação gradual da energia

Foto: Geraldo Bubniak
elétrica gerada por usinas de biodigestão anaeróbica. O documento poderá exigir estudos técnicos, cronogramas, metas e percentual máximo de impacto sobre o custo da energia.
Emendas
O relator estabeleceu que o projeto não deve gerar novos gastos públicos, caso se torne lei. As novidades do texto, como o certificado ou o comitê interministerial, funcionarão com os recursos humanos e financeiros já disponíveis ao governo.
Também ficou de fora a previsão inicial de Dueire de que o certificado seria pago. A arrecadação serviria para financiar políticas relacionadas ao setor elétrico. Além disso, 20% da arrecadação seria investida em projetos de saúde pública. Para Braga, a medida poderia encarecer a energia e aumentar a rigidez do orçamento público.
Braga também excluiu a exigência de que o sistema elétrico deveria contratar energia oriunda das usinas de reaproveitamento energético em um percentual mínimo a ser definido posteriormente.
O senador acatou duas emendas do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) que reforçam a observância das normas ambientais e agrícolas pelas usinas.
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Pequenos produtores podem ganhar crédito facilitado para investir em irrigação
Financiamentos poderão contemplar desde a elaboração de projetos técnicos até a construção de reservatórios, barragens e perfuração de poços.

A irrigação pode ganhar um novo impulso entre agricultores familiares e pequenos e médios produtores rurais. Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados propõe a criação de uma política nacional de incentivo ao setor, com linhas de crédito voltadas à implantação de sistemas de irrigação e de armazenamento de água. A iniciativa surge em um cenário de estiagens cada vez mais frequentes e de maior pressão sobre a produção agrícola.

Foto: Pareekshith Indeever/Pexels
O Projeto de Lei 1.202/2026 prevê financiamento para elaboração de projetos técnicos, instalação de pivôs centrais e sistemas de distribuição de água, perfuração de poços artesianos, além da construção de reservatórios e barragens.
A proposta estabelece que os financiamentos tenham juros reduzidos e prazos de pagamento compatíveis com o ciclo das culturas. Também autoriza a concessão de períodos de carência para que o produtor inicie o pagamento apenas após o início da geração de receita da atividade.
Os recursos terão prioridade para agricultores familiares, pequenos e médios produtores, cooperativas, associações e propriedades localizadas em regiões com histórico de estiagens prolongadas.
Na justificativa da proposta, o autor, deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), afirma que a irrigação é uma das

Foto: Alexandre Ortega
principais ferramentas para reduzir a dependência das chuvas e aumentar a segurança da produção agrícola. Segundo ele, a iniciativa foi inspirada em uma sugestão apresentada por um cidadão do Rio Grande do Sul.
O texto argumenta que ampliar o acesso à infraestrutura hídrica pode reduzir perdas provocadas por eventos climáticos extremos, preservar a renda dos produtores e diminuir o risco de endividamento das propriedades em anos de seca.
O projeto será analisado pelas comissões temáticas da Câmara antes de seguir para votação. Se aprovado pelos deputados e pelo Senado, passará a integrar a legislação federal.
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Agricultura familiar pode ganhar ferramenta de inteligência artificial para gestão das propriedades
Plataforma vai integrar dados produtivos e agroambientais para auxiliar a tomada de decisões no campo.

A agricultura familiar poderá contar com uma ferramenta baseada em inteligência artificial para apoiar a tomada de decisões no campo. É o que prevê o Projeto de Lei 240/26, em tramitação na Câmara dos Deputados, que propõe a criação de um sistema voltado à organização, integração, padronização e proteção de dados agroambientais e produtivos.
A proposta altera a Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais e estabelece que

Foto: Divulgação
o sistema seja utilizado como suporte à gestão das pequenas propriedades, oferecendo informações que possam contribuir para o planejamento da produção e para a tomada de decisões pelos produtores.
Na justificativa do projeto, o autor da proposta, deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO), afirma que o alto custo das tecnologias baseadas em inteligência artificial ainda limita o acesso dos agricultores familiares a essas ferramentas, ampliando a diferença tecnológica em relação às grandes empresas do agronegócio. “A ausência de apoio estatal nesse campo pode comprometer a competitividade, a sustentabilidade e a permanência desses produtores na atividade rural”, aponta.
Caso seja aprovado, o sistema deverá reunir informações agroambientais e produtivas em uma plataforma

Foto: Divulgação/Freepik
estruturada para subsidiar decisões relacionadas à gestão das propriedades, com foco na melhoria da eficiência e da competitividade da agricultura familiar.
O Projeto de Lei 240/26 será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. Se aprovado, seguirá para apreciação do Senado antes de eventual sanção presidencial.



