Avicultura Em Acorizal
Indea-MT controla foco de gripe aviária após seis dias de vigilância intensiva
Foco em aves de subsistência levou ao sacrifício sanitário de 339 animais e à inspeção de mais de 7,2 mil aves em um raio de 10 quilômetros.

O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) concluiu na última sexta-feira (22) as ações de enfrentamento, vigilância e educação sanitária em Acorizal, após a confirmação da presença do vírus da Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma propriedade rural com aves de subsistência. As atividades foram encerradas após seis dias de trabalho contínuo, período considerado decisivo para a contenção do foco.

Foto: Divulgação/Indea-MT
A coordenação das equipes foi instalada na Escola Municipal Amâncio Ramos, onde ocorreram as reuniões diárias de alinhamento e definição das estratégias. Na reunião final, os técnicos apresentaram os resultados das medidas adotadas para impedir a disseminação do vírus. Ao todo, foram sanitariamente sacrificadas 339 aves e destruídos 282 ovos como parte do protocolo de controle da doença.
As ações se concentraram em um raio de 10 quilômetros ao redor da propriedade onde o foco foi confirmado. Nesse perímetro, 314 propriedades rurais receberam a visita das equipes do Indea, que inspecionaram 7.253 aves.
Segundo o coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea, João Marcelo Néspoli, o trabalho envolveu não apenas a inspeção dos animais, mas também orientação direta aos produtores. “Nessas visitas às propriedades, que chamamos de vigilância ativa, realizamos a educação sanitária para orientar o produtor a estar atento aos sinais de mortandade de aves e a nos procurar caso desconfie da presença do vírus da Influenza Aviária nas aves domésticas. Além disso, inspecionamos as aves do local para verificar se alguma apresentava sintomas da doença”, afirmou.
Desinfecção da área
A propriedade rural onde foi identificado o foco passou por limpeza e desinfecção completas. A barreira sanitária instalada no local já foi

Foto: Divulgação/Indea-MT
desmontada, e a área entrou em vazio sanitário por 45 dias, período durante o qual fica proibida a permanência de aves, conforme prevê o protocolo sanitário.
Mobilização de equipes
Os trabalhos envolveram uma estrutura ampla de pessoal. Foram mobilizadas 10 equipes para vigilância ativa, uma equipe dedicada à barreira sanitária, outra para atuação direta no foco e uma equipe de coordenação. No total, participaram 31 servidores do Indea, sendo 15 médicos-veterinários e 16 agentes fiscais.
As ações também contaram com o apoio de dois médicos-veterinários do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e de policiais militares. Durante os seis dias de trabalho ininterrupto, foram acionados servidores das unidades de Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Pontes e Lacerda, Cáceres, Rondonópolis e Barra do Bugres.

Foto: Divulgação/Indea-MT
Resposta rápida ao alerta federal
A conclusão das ações em apenas seis dias é apontada pelo Indea como indicativo da capacidade técnica do Estado para lidar com eventos sanitários dessa natureza. O protocolo é acionado assim que o Mapa confirma o diagnóstico da doença, realizado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP), referência nacional para a análise laboratorial de amostras de aves.
Após a confirmação, o Mapa emite alerta ao Estado para adoção imediata das medidas emergenciais e comunica a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre a ocorrência da doença no território nacional. A partir desse aviso, cabe ao órgão estadual de defesa sanitária executar e encerrar as ações de contenção.
Origem dos focos em aves de subsistência
De acordo com o Indea, os três casos de gripe aviária em aves de subsistência registrados em Mato Grosso nos últimos seis meses — em Campinápolis, Cuiabá e Acorizal, tiveram a mesma origem. Em todos, a introdução do vírus ocorreu por meio do contato com aves silvestres, especialmente patos selvagens conhecidos como paturis.
As investigações apontaram a presença de lagoas e áreas alagadas nas proximidades das propriedades, utilizadas como pontos de parada por aves silvestres infectadas. O contato dessas aves com criações domésticas acabou favorecendo a transmissão do vírus.

Avicultura Em Dubai
Copacol fortalece atuação no Oriente Médio durante Gulfood 2026
Cooperativa leva frango e peixe com foco em mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Feira reúne compradores, distribuidores e operadores do food service de diversos países.

A Copacol marca presença na Gulfood 2026, uma das maiores feiras de alimentos do mundo, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, reafirmando sua posição de destaque entre os principais fornecedores globais de proteína animal. O evento reúne compradores, distribuidores e operadores do food service de diversos países, se consolidando como uma vitrine estratégica para o fortalecimento de parcerias comerciais no Oriente Médio.

Foto: Divulgação/Gulfood
Tradicional participante da feira, a Copacol apresenta ao público internacional um portfólio de produtos desenvolvidos especialmente para atender às preferências e exigências dos consumidores da região. “O Oriente Médio representa um mercado estratégico para a avicultura brasileira, reconhecida mundialmente por seus elevados padrões de segurança de alimentos. A participação da Copacol na Gulfood é fundamental para ampliar a visibilidade dos nossos produtos, agregar valor às exportações e impulsionar o desenvolvimento no campo, com impacto direto na geração de empregos nas cidades ligadas à atividade. Estar presente em uma feira dessa magnitude reforça o orgulho de ver a marca Copacol consolidada em 85 países, escolhida por consumidores que confiam na qualidade e na credibilidade do que produzimos”, afirma o diretor-presidente da cooperativa, Valter Pitol.
Entre os principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango estão os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e África do Sul, mercados nos quais a Copacol tem ampliado a atuação. A sustentabilidade aplicada do campo à indústria, aliada ao modelo integrado de avicultura, implantado pela cooperativa como pioneira no Oeste do Paraná, agrega valor a cada embalagem do produto. Além de sabor e qualidade, a produção gera emprego, renda, preserva recursos naturais e impulsiona o desenvolvimento econômico e social.
Segundo o superintendente comercial da Copacol, Valdemir Paulino dos Santos, a Gulfood é uma oportunidade estratégica para

Atual sede administrativa da Copacol em Cafelândia (PR) – Foto: Divulgação/Copacol
aprofundar relacionamentos e abrir novas frentes de negócios. “Marcamos presença na feira para apresentar lançamentos aos nossos clientes e parceiros e, sobretudo, para ampliar o relacionamento com compradores do Oriente Médio. As linhas de frango e peixe da Copacol contam com certificação halal, cumprindo rigorosamente os requisitos desses mercados. É uma tradição estar aqui e demonstrarmos nossos valores para quem faz questão de manter a nossa marca nas gôndolas”, destaca.
A relação comercial da Copacol com o Oriente Médio é reforçada pelo Escritório de Vendas em Dubai, que atua há sete anos atendendo toda a região e também o norte da África. A participação na Gulfood ocorre por meio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Nesta edição, a ABPA e a ApexBrasil reúnem 22 agroindústrias brasileiras em um estande exclusivo de 432 metros quadrados, projetado para apoiar agendas comerciais, promover encontros com importadores e distribuidores e fortalecer a imagem institucional do setor. Um dos destaques é o espaço de degustação, com pratos como shawarma de frango, shawarma de pato e omeletes, evidenciando a versatilidade da proteína animal brasileira e sua adequação aos hábitos de consumo da região.
Realizada simultaneamente no Dubai World Trade Centre e no Dubai Exhibition Center, a Gulfood amplia a circulação de compradores internacionais e consolida Dubai como um dos principais hubs globais do comércio de alimentos halal. “A feira é uma vitrine fundamental para o relacionamento com compradores do Oriente Médio e de outras regiões. A presença das empresas brasileiras fortalece a imagem do Brasil como fornecedor confiável de proteína animal, alinhado aos mais altos padrões sanitários”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Avicultura
Avicultura apresenta soluções práticas e visão de futuro no Show Rural Coopavel
Produtores terão acesso a atendimento técnico, inovação, palestras especializadas e tecnologias para ganho de eficiência.

A avicultura terá espaço de destaque na programação do 38º Show Rural Coopavel, que acontece de 09 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR). No Centro Tecnológico da Avicultura (CTA), os visitantes poderão acompanhar de forma prática e didática todas as etapas do ciclo produtivo, desde o suporte técnico ao produtor até a entrega de alimentos ao consumidor final.
Durante os cinco dias de feira, a equipe de fomento avícola da Coopavel estará presente no CTA para atender produtores, esclarecer dúvidas, trocar experiências e orientar sobre melhorias que podem ser incorporadas à rotina das propriedades. O espaço também apresentará os produtos que integram o sistema produtivo da cooperativa, com exposição refrigerada e degustação das três proteínas produzidas pela Coopavel: frango, suíno e peixe.
Além da parte expositiva, a programação inclui uma série de palestras técnicas e debates estratégicos voltados ao desenvolvimento da atividade. Na terça-feira (10), as palestras ocorrem no Espaço Impulso. Às 14h15, o tema será Como alcançar o potencial genético na avicultura?, com participação de Eduardo Vilas Boas Leffer (Coopavel), Mahuan Abdala (Startup STAC), Ricardo Antonello (Startup Smart Pixel) e Lucas Ivar Primo (Biohanusch). Em seguida, às 15h45, o debate será O que a sociedade espera das novas gerações e como elas devem se preparar para atuar na agroindústria, conduzido pelo professor doutor Mario Penz, diretor global de Contas Estratégicas da Cargill.
A programação do Conexão Avicultura ocorre de terça (10) a quinta-feira (12), sempre das 14 às 15 horas, no CTA. Entre os temas estão

Sistemas construtivos eficientes, com Ricardo Piazzoli Parente (Plasson); Avicultura inteligente: gestão de dados para inovar e gerar resultados, com Alan Leandro Vilarino (InoBran); Desafios no manejo de verão, com Lederson Trindade de Lima (Corti Avioste); e Resultados com aquecimento radiante, apresentado por Rudolf Giovani Portela (Cumberland Agromarau).
O Centro Tecnológico da Avicultura contará ainda com a presença de empresas ligadas à tecnologia e inovação para a produção avícola, reforçando a integração entre produtores, cooperativa e fornecedores de soluções para ganho de eficiência e sustentabilidade.
O 38º Show Rural Coopavel reunirá cerca de 600 expositores, com acesso gratuito ao parque e estacionamento. O tema desta edição é “A força que vem de dentro”, destacando o papel do conhecimento, da inovação e das pessoas no fortalecimento do agronegócio.
Avicultura
Avicultura de postura começa 2026 sob pressão dos custos
Poder de compra do produtor cai pelo sétimo mês seguido frente ao farelo de soja.

O poder de compra do avicultor de postura em relação aos principais insumos da atividade – milho e farelo de soja – segue em trajetória de queda em janeiro, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com o Centro de Pesquisas, a relação de troca entre os ovos e o milho recua de forma contínua desde setembro de 2025, atingindo em janeiro o menor patamar real desde março de 2022.
Em relação ao farelo de soja, a perda de poder de compra é ainda mais prolongada: o movimento de baixa já se estende por sete meses consecutivos, com o indicador alcançando, neste início de ano, o nível mais baixo em termos reais desde fevereiro de 2023.
Mesmo com alguma reação nos preços dos ovos ao final da primeira quinzena de janeiro, os dados do Cepea indicam que a média mensal permanece inferior à registrada em dezembro. No mesmo intervalo, o milho apresentou desvalorização menos intensa, enquanto o farelo de soja acumulou alta.



