Conectado com

Avicultura Na zona rural de Cascavel

Incêndio em aviário mata 21 mil pintinhos no interior do Paraná

Curto-circuito pode ter provocado o incêndio que destruiu o galpão. Prejuízo estrutural é estimado em mais de R$ 2 milhões.

Publicado em

em

Foto: Reprodução/Divulgação CGN

Um incêndio de grandes proporções atingiu um aviário na noite desta segunda-feira (14), na zona rural de Cascavel, no Oeste do Paraná, e provocou a morte de aproximadamente 21 mil pintinhos. O fogo destruiu completamente um dos galpões da granja, localizada na Linha Barra Preta, nas proximidades da PRC-467.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a estrutura foi rapidamente tomada pelas chamas. Três caminhões auto bomba tanque foram mobilizados para a ocorrência, mas quando as equipes chegaram ao local, o fogo já havia se espalhado.

Foto: Reprodução/Catve

As primeiras informações apontam que um curto-circuito em equipamentos pode ter causado o início do incêndio. Os pintinhos haviam sido colocados no galpão na última quinta-feira (10).

Apesar da intensidade do fogo e dos danos materiais, ninguém ficou ferido. O local conta com dois galpões, e até o momento, apenas um deles foi atingido.

O prejuízo com a estrutura danificada já ultrapassa os R$ 2 milhões, valor que não inclui as perdas com as aves mortas no incêndio.

As causas exatas do incidente ainda serão investigadas.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

São Paulo confirma caso de gripe aviária em ave silvestre

Diagnóstico foi feito em ave resgatada em área urbana de Guaíra. Defesa Agropecuária iniciou investigação epidemiológica e reforçou medidas sanitárias.

Publicado em

em

Pato irerê - Imagem criada por Emili Schneider/ChatGPT/OP Rural

O estado de São Paulo registrou o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) de 2026. A confirmação foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) após análise de amostras coletadas de uma irerê (Dendrocygna viduata), ave silvestre resgatada em uma área urbana e encaminhada ao zoológico de Guaíra, no Departamento Regional de Barretos.

O material foi coletado pela Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), no dia 8 de julho. A IAAP é uma forma grave da gripe aviária, que pode provocar elevada mortalidade entre as aves.

Após a confirmação do diagnóstico, a Defesa Agropecuária adotou uma série de medidas sanitárias. O trânsito de animais no zoológico de Guaíra foi interditado, e teve início uma investigação epidemiológica para avaliar possíveis riscos de disseminação do vírus.

A vigilância também foi intensificada em três granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco. Segundo a Secretaria da Agricultura, duas dessas propriedades estão em período de vazio sanitário e não possuem aves alojadas. Além do monitoramento, equipes técnicas prestaram orientações aos responsáveis pelas granjas.

As autoridades reforçam que o consumo de carne de aves e ovos não transmite a gripe aviária. A recomendação é que a população não manipule aves doentes ou encontradas mortas e comunique imediatamente qualquer suspeita à Defesa Agropecuária. Caso seja necessário o contato com esses animais, o procedimento deve ser realizado apenas com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que acompanha o caso em conjunto com a Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). A pasta também monitora as pessoas envolvidas na ocorrência.

De acordo com a SES, São Paulo não registrou casos de gripe aviária em humanos até o momento. A secretaria destaca que a infecção em pessoas ocorre, principalmente, por meio do contato direto com aves infectadas.

Para orientar a resposta a esse tipo de ocorrência, o estado mantém um Plano de Contingência para Influenza Aviária em Humanos, elaborado em 2023 e atualizado em 2025 pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD).

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Avicultura

Das pamonhas aos bolos, ovo segue como ingrediente-chave das receitas típicas dos arraiás

Além de garantir estrutura e sabor a pratos tradicionais, alimento contribui com proteínas de alto valor biológico e outros nutrientes.

Publicado em

em

Fotos: Pexels

Mesmo com o fim das comemorações de São João, os arraiás continuam movimentando escolas, condomínios, igrejas e reuniões entre amigos durante julho. Entre pratos à base de milho, bolos, pamonhas e outras receitas que fazem parte da memória afetiva dos brasileiros, um ingrediente permanece presente em diferentes preparações: o ovo.

Lúcia Endriukaite, nutricionista do Instituto Ovos Brasil (IOB): “As receitas típicas carregam tradição e memória afetiva. O ovo faz parte desse repertório culinário há gerações e desempenha um papel importante tanto no resultado das preparações quanto no valor nutricional dos pratos”

Além de contribuir para a textura e o sabor dos pratos típicos, o alimento também agrega valor nutricional às receitas tradicionais que acompanham as festas desta época do ano. Rico em proteínas de alto valor biológico, vitaminas do complexo B, colina, selênio e antioxidantes, o ovo está presente em diversas preparações consumidas durante os arraiás.

Para Lúcia Endriukaite, nutricionista do Instituto Ovos Brasil (IOB), as festas juninas e julinas representam muito mais do que uma celebração gastronômica. “As receitas típicas carregam tradição e memória afetiva. O ovo faz parte desse repertório culinário há gerações e desempenha um papel importante tanto no resultado das preparações quanto no valor nutricional dos pratos. É um ingrediente versátil, que ajuda a tornar as receitas mais completas sem abrir mão do sabor”, afirma.

Tradição que atravessa gerações

Presente em receitas como bolo de milho, pamonha de forno, curau e cuscuz, o ovo exerce diferentes funções culinárias. Ele ajuda a dar estrutura às massas, proporciona maciez aos bolos e contribui para a cremosidade de sobremesas típicas.

Segundo a especialista, o alimento também pode ser uma alternativa para quem busca refeições mais equilibradas durante as festividades. “As proteínas presentes no ovo contribuem para a sensação de saciedade e fazem com que algumas preparações fiquem mais nutritivas. O importante é lembrar que as festas típicas fazem parte da cultura brasileira e podem ser aproveitadas dentro de uma alimentação equilibrada”, explica.

Curiosidades sobre o ovo nas festas típicas

  1. O bolo de milho utiliza ovos para garantir leveza e textura macia.
  2. A pamonha de forno depende do ingrediente para dar estrutura à massa.
  3. Algumas versões de curau utilizam ovos para proporcionar mais cremosidade.
  4. O tradicional cuscuz nordestino com ovos é uma combinação rica em proteínas e bastante popular em diversas regiões do país.
  5. Um único ovo reúne proteínas completas, vitaminas e minerais importantes para o funcionamento do organismo.

Das quermesses de junho aos arraiás de julho, a culinária típica continua sendo um dos principais símbolos das celebrações brasileiras. E, entre os ingredientes que atravessam gerações e ajudam a manter viva essa tradição, o ovo permanece como presença constante nas receitas que fazem parte das lembranças afetivas de muitas famílias.

Receita: bolo de milho com ovosIngredientes

  • 2 xícaras de milho direto da espiga
  • 1 xícara de leite
  • 1 e 1/2 xícara de açúcar
  • 3 ovos inteiros
  • 3 colheres (sopa) de margarina
  • 1 colher (sopa) rasa de fermento em pó químico
  • 1 pitada de sal para harmonizar a receita

Modo de preparo

Bata no liquidificador o milho retirado da espiga, o leite, os ovos e a margarina até triturar bem o milho. Em seguida, transfira a mistura para uma batedeira e acrescente a farinha de trigo, o açúcar, o coco ralado e, por último, o fermento. Despeje a massa em uma forma com furo central untada e leve ao forno preaquecido a 180°C por aproximadamente 35 a 40 minutos, ou até dourar e o palito sair limpo. Retire do forno, deixe amornar e desenforme.

Receita: cuscuz com ovos mexidos

Ingredientes

  • 2 ovos
  • 2 colheres de sopa de cuscuz cozido
  • Cheiro-verde a gosto
  • Cebola e alho a gosto
  • 1 colher de sopa de azeite

Modo de preparo

Prepare o cuscuz conforme as instruções habituais. Em uma frigideira, refogue a cebola e o alho, adicione os ovos e mexa até atingir a textura desejada. Misture ao cuscuz, finalize com azeite e cheiro-verde e sirva.

Bônus da nutricionista

Para quem deseja ampliar o cardápio das festas julinas, a nutricionista do Instituto Ovos Brasil (IOB), Lúcia Endriukaite, compartilha duas receitas tradicionais que têm o ovo como ingrediente essencial para garantir sabor, textura e valor nutricional.

Quindim

Ingredientes

  • 280 g de açúcar
  • 110 g de margarina
  • 13 gemas
  • 90 g de coco ralado

Modo de preparo

Unte as forminhas com manteiga e açúcar. Peneire as gemas. Misture o açúcar, as gemas e o coco ralado. Aguarde 15 minutos para que o coco fique hidratado. Coloque a mistura nas forminhas e leve para assar em banho-maria em forno preaquecido durante 35 minutos. Espere esfriar e desenforme.

Pudim de mandioca

Ingredientes

  • 1 colher de manteiga
  • 1,5 xícara de açúcar
  • 200 ml de leite de coco
  • 300 g de mandioca cozida
  • 2 ovos

Modo de preparo

Bata todos os ingredientes no liquidificador até obter uma mistura homogênea. Despeje em uma forma untada e enfarinhada e leve para assar por aproximadamente 30 minutos em forno preaquecido a 180°C.

Fonte: Assessoria Instituto Ovos Brasil
Continue Lendo

Avicultura

A nova régua da competitividade do frango brasileiro no exterior

Brasil tem vantagens produtivas, mas precisa ampliar indicadores e transparência para acompanhar mudanças nos mercados compradores.

Publicado em

em

Fotos: Shutterstock

O Brasil consolidou sua posição como maior exportador mundial de carne de frango, mas a manutenção dessa liderança passa a depender de critérios que vão além da capacidade produtiva e da eficiência industrial. Sustentabilidade, rastreabilidade, sanidade e bem-estar animal passaram a integrar as exigências de compradores internacionais, investidores e mercados consumidores.

A avaliação consta na terceira edição do Observatório do Frango, iniciativa da Alianima que analisou os principais movimentos que impactam a avicultura brasileira diante das mudanças no mercado global de alimentos.

Médica-veterinária, PhD em Ciências Veterinárias e especialista em bem-estar de aves na Alianima, Ana Paula Souza: “Não se trata apenas de uma discussão sobre bem-estar animal. Estamos falando de fatores que influenciam acesso a mercados, percepção de risco, reputação e competitividade ao longo de toda a cadeia produtiva”

O levantamento aponta que o bem-estar animal deixou de ser um tema restrito ao manejo nas granjas e passou a fazer parte de uma agenda mais ampla, relacionada à Saúde Única, resistência antimicrobiana, prevenção de doenças, sustentabilidade e acesso a mercados.

Com regras comerciais mais rigorosas e maior demanda por informações sobre a origem dos produtos, cresce a pressão para que empresas e produtores ampliem mecanismos de rastreabilidade e consigam comprovar práticas adotadas ao longo da cadeia produtiva. “Não se trata apenas de uma discussão sobre bem-estar animal. Estamos falando de fatores que influenciam acesso a mercados, percepção de risco, reputação e competitividade ao longo de toda a cadeia produtiva”, enfatiza a médica-veterinária, PhD em Ciências Veterinárias e especialista em bem-estar de aves na Alianima, Ana Paula Souza.

Novas exigências comerciais

O tema ganhou espaço também nas discussões envolvendo o acordo entre Mercosul e União Europeia, que trouxe novamente para o centro do debate os padrões de produção adotados pelos países exportadores de alimentos.

Em diferentes mercados, compradores passaram a exigir maior capacidade de comprovação sobre origem, processos produtivos e indicadores ambientais e sociais. A mudança altera a forma como cadeias agroalimentares apresentam seus produtos e como empresas estruturam suas estratégias comerciais.

Para a Alianima, o avanço dessas demandas coloca o setor avícola diante da necessidade de transformar iniciativas individuais em compromissos mais organizados e mensuráveis.

Brasil tem estrutura, mas precisa coordenar avanços

O Observatório do Frango utilizou a análise FOFA, ferramenta que avalia forças, oportunidades, fraquezas e ameaças, para identificar fatores que podem influenciar a competitividade da cadeia nos próximos anos.

Entre os pontos favoráveis ao Brasil estão o modelo de produção integrada, a experiência em gestão de qualidade e biossegurança, a capacidade técnica da cadeia produtiva e o potencial de adoção de novas tecnologias.

Por outro lado, o estudo aponta desafios relacionados à ampliação da transparência, maior coordenação entre os diferentes elos da cadeia e desenvolvimento de estratégias para acompanhar mudanças regulatórias e comerciais em mercados internacionais.

De acordo com a médica-veterinária, a ausência de compromissos estruturados em bem-estar animal pode deixar de ser vista como neutralidade e passar a representar um risco competitivo. “A não adoção de compromissos estruturados prejudica a transparência das empresas e deixa de ser uma posição neutra, passando a representar um fator de risco competitivo”, menciona.

Indicadores e metas de bem-estar animal

O levantamento também identificou que grandes empresas brasileiras passaram a incorporar indicadores de bem-estar animal em relatórios de sustentabilidade e comunicações corporativas.

Entre os exemplos citados estão BRF e Seara, que apresentam informações e metas relacionadas ao manejo e às condições de criação das aves, seguindo referências técnicas utilizadas pelo mercado.

Segundo o estudo, cerca de 1,5 bilhão de aves já são criadas no Brasil sob parâmetros de densidade de alojamento considerados compatíveis com práticas mais avançadas de bem-estar animal. O volume representa aproximadamente 27,7% da produção nacional.

Apesar do avanço, a análise aponta que ainda existe espaço para ampliar a definição de metas, indicadores e mecanismos de divulgação capazes de demonstrar os progressos realizados pela cadeia. “Apesar disso, ainda há espaço para ampliar a formalização de metas, indicadores e mecanismos de transparência capazes de demonstrar de forma mais consistente os avanços já existentes no setor e as intenções futuras”, ressalta Ana Paula.

Construção de uma estratégia coletiva

Para a especialista, a principal questão para a avicultura brasileira não está na capacidade produtiva, mas na construção de uma estratégia coletiva para transformar iniciativas já existentes em uma agenda de longo prazo. “A questão não é se haverá mudanças nas expectativas dos mercados internacionais, mas quem irá liderar esse processo. O Brasil reúne condições para participar da construção dessas soluções, e não apenas reagir a exigências externas no futuro”, afirma.

Fonte: Assessoria Alianima
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.