Notícias
Imunidade e Vacinação in ovo é tema de evento da Zoetis, paralelo ao Simpósio Técnico da ACAV
O 2º Simpósio Zoetis de Vacinação In Ovo e Imunização reuniu aproximadamente 200 pessoas, entre médicos veterinários, técnicos, estudantes e profissionais do setor, nessa terça-feira (16), no Centro de Convenções do Hotel Sibara, em Balneário Camboriú. O evento foi realizado paralelo ao 10° Simpósio Técnico de Incubação, Matrizes de Corte e Nutrição, que a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) promove até quinta-feira (18).
Segundo o gerente de negócios In Ovo, Rudi Gabiatti, a vacinação in ovo é uma ferramenta fundamental para o controle de diversas enfermidades, pois assegura a imunização precoce, reduz a influência dos anticorpos maternais, além de diminuir significativamente o manejo das aves, evitando o estresse do animal.
O diretor da Unidade de Negócios Aves Zoetis, Giankleber Diniz, destacou a importância do evento para a troca de experiências e o aperfeiçoamento constante do setor. A Zoetis faz questão de estar presente no cotidiano dos produtores e de ser um parceiro de seus negócios, seja por meio da promoção de simpósios para garantir a atualização técnica e levar conhecimento ao campo, ou ainda por disponibilizar um portfólio completo com soluções personalizadas.
As máquinas Embrex Innovoject da Zoetis, apresentadas por meio de audiovisual no simpósio, são as pioneiras da categoria e beneficiam todas as etapas do processo. Entre os benefícios estão a separação dos ovos embrionados e dos ovos inférteis e a redução do tempo entre o nascedouro e o aviário com a eliminação da vacinação pós-nascimento, reduzindo o estresse das aves. A Zoetis oferece máquinas que atendem tanto ao grande quanto ao pequeno produtor de pintinhos de um dia.
Os equipamentos Inovoject asseguram a injeção na posição ideal com sistema de duas agulhas: a primeira perfura a casca do ovo e a segunda realiza a injeção da vacina. Esse sistema de agulha dupla garante a desinfecção das agulhas, após cada injeção. Desta forma, é possível realizar uma sanitização mais eficaz. Não há contato das substâncias presentes na casca contaminada com o interior do ovo e a agulha que inocula fica inócua para aplicação no próximo embrião, completou Diniz.
A programação seguiu com as seguintes palestras: Imunização para Marek e Gumboro, conduzida pelo gerente técnico Canadá e América Latina, Renato Verdi; Pontos de controle no processo de incubação, ministrada pelo especialista em avicultura da Zoetis, Joreci Federizzi; Monitoria sanitária de incubatórios, conduzida pelo responsável técnico Mercolab, Obiratã Rodrigues; Desafios da vacinação In Ovo e seu impacto na vida produtiva da ave, ministrada pelo professor da Universidade Paraná, Dr. Luiz Felipe Caron; Vacinação In Ovo – Eficácia e segurança, com o diretor técnico Zoetis, Dr. Chris Williams; Avaliação de diferentes sistemas de vacinação In Ovo, com o diretor de pesquisas da Zoetis, Dr. Taylor Barbosa, além de discussão sobre processo de incubação e mesa redonda que oportunizou o debate e a troca de experiências sobre os temas.
Zoetis
Com mais de 60 anos de história, a Zoetis desenvolve, produz e comercializa vacinas e medicamentos veterinários para animais de criação e de companhia. O faturamento global da empresa chegou a US$ 4,6 bilhões em 2013. Mundialmente, é responsável por empregar mais de 9.800 funcionários e seus produtos atendem médicos veterinários, pecuaristas, proprietários de animais de produção e de animais de companhia em 120 países.
Simpósio da ACAV
O Simpósio Técnico de Incubação, Matrizes de Corte e Nutrição, promovido pela Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), segue até quinta-feira (18), com palestras e eventos técnicos conduzidos pelos mais renomados especialistas da avicultura mundial, além de programação especial, que inclui o tradicional Jantar do Galo e coquetel de confraternização. Participam, durante os três dias de programação, aproximadamente 500 gestores, técnicos e especialistas do setor.
Segundo o vice-presidente da ACAV e coordenador geral do simpósio, Bento Zanoni, o setor avícola brasileiro é um dos mais avançados do planeta e isso se deve, em grande parte, à capacidade de transformação das novas tecnologias. O simpósio da ACAV notabilizou-se como referência nacional em difusão tecnológica, integração setorial, proposição e formulação de políticas segmentadas. Neste evento, estão em foco os principais temas da atualidade avícola do Brasil e do mundo por meio de palestras que evidenciam o potencial avícola brasileiro.
Fonte: Ass. da ACAV

Notícias Cooperativismo
Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível
Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.
Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.
A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.
Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.
A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.
Notícias
Produtores do Rio Grande do Sul têm até 30 de junho para declarar rebanhos
Atualização anual é considerada estratégica para o controle sanitário e permite resposta mais rápida das autoridades diante de eventuais emergências zoossanitárias.

Os produtores rurais do Rio Grande do Sul têm até o dia 30 de junho para realizar a Declaração Anual de Rebanho 2026. A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) reforça o chamado para que criadores, pecuaristas e associados cumpram a obrigação dentro do prazo, destacando a importância das informações para a defesa sanitária animal no Estado.

Foto: Shutterstock
De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a atualização dos dados permite que o sistema de defesa agropecuária mantenha um retrato fiel dos rebanhos e das propriedades rurais gaúchas. “Essas informações são extremamente necessárias. A Febrac conclama todos os produtores rurais para que não deixem de realizar essa declaração, pois ela permite conhecer melhor a infraestrutura, os controles sanitários e os saldos dos rebanhos existentes nas propriedades do Rio Grande do Sul”, afirma.

Foto: Shutterstock
Segundo Martins, a manutenção de um banco de dados atualizado é fundamental para que o poder público possa agir com rapidez diante de eventuais ocorrências sanitárias que afetem a pecuária. “A informação é essencial para que o sistema de defesa sanitária tenha condições de responder de forma mais rápida e objetiva em caso de algum incidente sanitário que possa atingir os rebanhos do Estado”, destaca.
Cadastro atualizado fortalece defesa agropecuária
O dirigente compara a Declaração Anual de Rebanho à entrega da declaração do Imposto de Renda, ressaltando que ambas exigem atualização periódica de informações essenciais para a gestão pública. “A declaração de rebanho pode ser considerada como um imposto de renda que o produtor rural deve fazer todos os anos. Esses dados são extremamente importantes para que o sistema de defesa agropecuária tenha informações precisas sobre as características dos rebanhos em cada

Foto: Shutterstock
localidade e possa agir de maneira imediata diante de qualquer ocorrência sanitária”, explica.
A declaração pode ser feita de forma eletrônica, por meio do sistema Produtor Online, disponível no portal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, ou presencialmente nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária dos municípios.
Martins orienta os produtores a não deixarem o procedimento para os últimos dias do prazo. “O prazo final para entrega da Declaração Anual de Rebanho é 30 de junho de 2026. É importante que todos os produtores cumpram essa obrigação dentro do período estabelecido”, menciona.
Notícias
Conheça as tecnologias brasileiras que podem transformar a agricultura tropical
De importador de conhecimento agrícola, Brasil passou a desenvolver soluções adaptadas aos trópicos que hoje podem ser replicadas na África, Ásia e América Latina.

A agricultura brasileira viveu uma transformação histórica nas últimas décadas. Se antes dependia de tecnologias desenvolvidas para ambientes temperados, hoje se tornou uma das principais referências mundiais em ciência aplicada aos trópicos.

Engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto: “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio” – Foto: Divulgação
Para o engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto, o país deixou de importar pacotes tecnológicos incompatíveis com sua realidade para construir soluções próprias, capazes de serem replicadas em outras regiões do planeta. “Como engenheiro agrônomo, compreendi que o avanço da nossa agricultura dependeria de uma forte base em ciência”, afirma.
Segundo ele, a principal contribuição brasileira para outros países tropicais está nas chamadas tecnologias “poupa-terra”, que permitem aumentar a produção preservando recursos naturais.
Uma das maiores conquistas do Brasil foi adaptar culturas originalmente desenvolvidas para regiões temperadas. O desenvolvimento de variedades de soja adaptadas às baixas latitudes é considerado um marco da ciência brasileira e pode beneficiar países africanos com condições edafoclimáticas semelhantes às do Cerrado.

Foto: Roberto Dziura Jr
Outro avanço importante está no Manejo Integrado de Pragas (MIP), desenvolvido para enfrentar a intensa pressão biológica existente nos trópicos. “Criamos protocolos específicos para otimizar a eficiência dos defensivos de forma mais racional, reduzindo custos e impactos”, explica.
Vitrine atual da agricultura brasileira
Na avaliação de Durval, a maior vitrine atual da agricultura brasileira é a expansão dos bioinsumos. “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio”, ressalta.
O pesquisador também destaca o melhoramento genético do Nelore, do café, do feijão e da cana-de-açúcar, além da introdução de gramíneas africanas que revolucionaram a pecuária nacional.
Segundo ele, esses avanços permitiram ao Brasil construir o maior e mais eficiente sistema de produção de proteína animal a pasto do mundo.
Para Durval, a ciência tropical desenvolvida no país será cada vez mais importante diante do crescimento da demanda mundial por alimentos e da necessidade de produzir mais com menor impacto ambiental.
