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Imunidade de rebanho em suínos começa no manejo e vai além da vacina

No 17º SBSS, o médico-veterinário Luiz Felipe Caron defendeu uma visão integrada, aliando sanidade, nutrição e ambiência para reduzir o “custo imunológico” e preservar desempenho zootécnico.

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Desenvolver e manter um plantel com imunidade robusta vai muito além da aplicação de vacinas. O conceito clássico de ‘imunidade de rebanho’, que costuma ser associado diretamente aos programas vacinais, hoje exige uma visão mais ampla, integrada ao manejo e às condições gerais de criação. É o que defende o médico-veterinário Luiz Felipe Caron, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com mestrado em Ciências Veterinárias e doutorado em Biotecnologia. “O que se busca com a imunidade de rebanho é o controle efetivo de uma enfermidade dentro de uma população específica, com proteção direta para os indivíduos vacinados e proteção indireta para os que não estão. Mas para isso, precisamos mais do que apenas um bom programa vacinal”, afirma Caron.

Segundo o professor, ainda que a vacinação seja um instrumento fundamental no combate a agentes infecciosos, alcançar a imunidade coletiva requer o reforço de outros pilares da produção. “Hoje, essa imunidade precisa ser resultado de um manejo bem planejado, que inclua qualidade nutricional, uso racional de melhoradores de desempenho, antibióticos estratégicos, ambiência adequada, capacitação da mão de obra e, claro, boas práticas de vacinação”, detalha.

Custo invisível da defesa imunológica

Professor e médico-veterinário com mestrado em Ciências Veterinárias e doutorado em Biotecnologia, Luiz Felipe Caron: “É preciso parar de ver a imunidade apenas como defesa contra doenças e passar a enxergá-la como parte central da eficiência produtiva” – Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Outro conceito que vem ganhando espaço na produção animal é o chamado ‘custo imunológico’, que expressa, de forma direta, o impacto metabólico da ativação do sistema imune no desempenho do animal. “O animal precisa de tempo, energia e nutrientes para montar uma resposta imune. Coincidentemente, esses são os mesmos recursos que ele usa para crescer. A conta é simples: o que ele consome, menos o que gasta com manutenção e defesa, é o que sobra para ganho de peso”, explica Caron.

A hierarquia biológica, segundo ele, prioriza a defesa. Por isso, antes de pensar em crescimento, o organismo direciona seus recursos para fortalecer barreiras intestinais e respiratórias. “Tudo o que compõe essas barreiras – estrutura química do muco, equilíbrio de ácidos graxos no intestino, integridade dos tecidos, presença de células imunes e microbiota saudável – exige insumos. Só depois disso é que o corpo ativa as etapas da resposta imune, inata e adaptativa”, diz.

A resposta inata, também chamada de inflamatória, é a mais custosa. “Ela consome muito: fagocitose, produção de proteínas de fase aguda, estresse oxidativo. É uma reação pesada para o organismo, que drena recursos que poderiam ir para o desempenho zootécnico”, alerta o pesquisador.

Equilíbrio é a chave

Para Caron, o desafio está justamente em encontrar o equilíbrio sanitário, reduzindo o custo imunológico sem comprometer a eficácia da resposta imune. “Trata-se de entender que tudo está interligado. Um manejo eficiente, uma ambiência correta, uma dieta bem formulada, tudo isso contribui para que o sistema imune seja mais preparado e menos reativo”, resume.

Esse equilíbrio, segundo o especialista, tem impacto direto na produtividade, na eficiência do sistema e, em última análise, na sustentabilidade da cadeia suinícola. “É preciso parar de ver a imunidade apenas como defesa contra doenças e passar a enxergá-la como parte central da eficiência produtiva”, reforça.

Fortalecimento da imunidade dos suínos

Para fortalecer a imunidade dos suínos sem prejudicar o crescimento e a eficiência alimentar, o primeiro passo é entender que desempenho é, antes de tudo, consequência de tempo disponível e boa gestão de nutrientes. “Quanto mais tempo o animal puder dedicar ao crescimento, melhor será o seu resultado zootécnico”, afirma Caron.

O problema surge quando esse tempo e essa energia precisam ser desviados para lidar com situações de estresse imunológico, como o estresse oxidativo. Isso ocorre, por exemplo, em ambientes com falhas na limpeza e desinfecção, presença de pragas, alta densidade populacional ou baixa imunidade materna. “Nesses casos, o animal é forçado a gastar mais energia do que o ideal para se defender, o que compromete diretamente a conversão alimentar”, expõe.

De acordo com o médico-veterinário, fortalecer a resposta imune passa por criar barreiras eficazes tanto de fora para dentro, como boas práticas de manejo e biosseguridade, quanto de dentro para fora, com reforço das defesas fisiológicas. “Não é por acaso que animais criados em ambientes sujos têm menor ingestão de ração e passam menos tempo no coxo. O não comprometimento da eficiência alimentar é, na prática, uma guerra contra o tempo”, ressalta.

Intervir precocemente no ambiente e favorecer a transição rápida da resposta imune inata, mais inflamatória e custosa, para a resposta adaptativa é, segundo Caron, uma das estratégias mais inteligentes para manter a saúde e o desempenho do plantel.

Ponto de equilíbrio

Na busca pelo equilíbrio entre imunidade robusta e desempenho zootécnico, uma das principais questões é como estimular adequadamente o sistema imune dos suínos sem gerar estresse vacinal ou sobrecarregar os animais com manejos excessivos. Para o professor Caron, o ponto de equilíbrio está no investimento necessário do animal para eliminar ou controlar os desafios do ambiente. “O sistema imune é inteligente. Ele responde na medida do necessário enquanto houver estímulo. Então, esse equilíbrio depende de dois lados: a carga de desafio e a resposta exigida para garantir a sobrevivência”, salienta o mestre em Ciências Veterinárias.

Caron destaca que os suínos modernos, fruto de intensa seleção genética para desempenho, muitas vezes acabam sacrificando a qualidade da resposta imunológica. Isso não significa, no entanto, que vacinar implique em sobrecarga. “Ao contrário do que se imagina, a vacinação não é o grande vilão em termos de gasto energético. Quando o animal chega à produção de anticorpos, a chamada resposta humoral, ele já ultrapassou a fase inflamatória da resposta imune, que é a mais custosa”, menciona.

Segundo o docente, o real esforço metabólico está concentrado na resposta inata, que deve ser curta, de no máximo 72 horas. “Esse encurtamento depende da presença de anticorpos de alta afinidade, sejam passivos ou ativos, e de uma carga de desafio moderada”, pontua.

E sobre os efeitos colaterais observados após a vacinação, como apatia ou prostração, Caron esclarece que geralmente estão relacionados a reações aos adjuvantes presentes nas formulações, e que esse é um ponto de atenção constante das indústrias. “As vacinas estão cada vez mais seguras, com adjuvantes mais bem selecionados, o que contribui para reduzir essas respostas indesejadas”, defende.

Personalização de programas sanitários

Caron também reforça a necessidade de personalizar os programas sanitários com base nas características específicas de cada sistema de produção. Fatores como pressão de infecção, genética do plantel e condições ambientais devem nortear as estratégias adotadas. “A personalização de programas sanitários será tão útil quanto a qualidade da análise de risco feita em cada propriedade. Isso inclui avaliar estrutura, manejo, histórico sanitário e nível de conformidade com os protocolos técnicos”, expõe.

Segundo ele, em sistemas de produção verticalizados, essa análise precisa considerar a cadeia como um todo, desde a fábrica de ração e unidades de produção de leitões até o frigorífico. “Não é raro que um problema identificado no abatedouro exija intervenções nas etapas anteriores da cadeia. É por isso que a visão integrada é a única que realmente sustenta a construção de uma imunidade populacional sólida”, enfatiza.

Imunidade previsível

A construção de um plantel com resposta imunológica previsível e eficiente precisa alinhar a adoção de ferramentas de gestão, diagnóstico e vacinação. Modelos matemáticos, como o conceito de R₀ (número básico de reprodução), podem ajudar a orientar decisões estratégicas. “O R₀ indica o potencial de propagação de uma doença numa população sem imunidade. Se ele for maior que 1, o risco de epidemia existe. Abaixo de 1, a tendência é de que a doença desapareça com o tempo”, aponta Caron.

Essas análises matemáticas, que consideram variáveis como número de animais suscetíveis, taxa de contato, tempo de incubação e morbidade, podem apoiar a definição de calendários vacinais mais precisos. No campo, a prática ideal envolve monitoramento constante, por meio de sorologias e uso de animais sentinela. “A implantação de estratégias vacinais deve ser consequência direta dessas monitorias. Só assim garantimos decisões baseadas em dados e aumentamos as chances de sucesso sanitário”, ressalta.

Construção de uma imunidade robusta

Ao avaliar a construção de uma imunidade robusta ao longo da cadeia produtiva, Caron destaca a importância de um tripé fundamental: sanidade, nutrição e ambiência. Segundo ele, esses três pilares sustentam o investimento básico necessário para o equilíbrio imunológico dos plantéis. “Nossos técnicos hoje têm clareza da importância desse equilíbrio. Por isso, vemos empresas e cooperativas cada vez mais maduras na forma como integram essas áreas, que embora sejam separadas por setores de gestão ou manufatura, estão totalmente interligadas quando o foco é o resultado final”, evidencia.

Caron chama atenção para o fato de que os suínos modernos, fruto de avanços genéticos voltados ao alto desempenho, como ganho de peso, conversão alimentar e prolificidade, apresentam, muitas vezes, correlação negativa com a qualidade da resposta imune. Isso torna o ambiente ainda mais determinante para a expressão do potencial produtivo. “Quanto mais exigente é o animal em termos genéticos, mais próximo do ideal deve ser o ambiente. E isso exige um suporte nutricional preciso, que não apenas atenda, mas antecipe as necessidades do sistema imune”, avalia Caron.

Ainda assim, ele ressalta que a sofisticação das ferramentas nutricionais e sanitárias não pode ofuscar o básico. “O simples continua sendo chave. De nada adianta falarmos em nutrição de precisão se o fornecimento de água é negligenciado. Água em temperatura inadequada reduz o consumo, compromete a hidratação das mucosas e, com isso, a qualidade do muco, a primeira barreira contra infecções respiratórias”, frisa o mestre em Ciências Veterinárias.

A construção de uma imunidade coletiva eficiente, portanto, não depende apenas de tecnologias avançadas, mas de um olhar integrado, atento aos detalhes e baseado em decisões técnicas. “O sucesso está em unir estratégia e execução, sem perder de vista o óbvio bem-feito”, resume Caron.

Integração de dados em tempo real

O futuro da imunidade coletiva nas granjas suínas passa por uma transformação que vai além da biotecnologia e da genética: trata-se de converter a tradicional ‘gestão à vista’, tão comum na suinocultura, em uma gestão de tempo real. A mudança, segundo Caron, implica não apenas ampliar a coleta de dados, mas integrar ferramentas capazes de interpretar essas informações com agilidade e devolver diagnósticos precisos à linha de frente da produção. “Estamos falando de tecnologias que permitam reações rápidas diante de qualquer desvio”, salienta.

Entre elas, Caron destaca as monitorias sorológicas, os testes de resposta inflamatória baseados em biomarcadores e os exames rápidos para detecção qualitativa e quantitativa de agentes infecciosos. “É o conceito de velocidade com direção. Não basta agir rápido, é preciso saber para onde ir. E isso só se conquista com dados confiáveis e interpretação eficiente”, sustenta.

Ferramentas de inteligência artificial

Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

Nesse contexto, o uso de ferramentas de inteligência artificial tem ganhado espaço. Já existem sistemas capazes de monitorar o comportamento animal e emitir alertas precoces sobre alterações sanitárias e falhas de manejo. “Essas tecnologias são aliadas poderosas, mas seu sucesso depende da sensibilidade e preparo de quem está no campo”, enfatiza o médico-veterinário.

Para o especialista, a saúde do rebanho e a construção de uma imunidade sólida continuam sendo, acima de tudo, um processo humano. “No fim do dia, nenhuma inovação substitui o olhar atento, o bom senso técnico e o investimento contínuo nas pessoas. Profissionais bem-preparados seguem sendo o maior ativo da suinocultura moderna, e a chave para garantir a saúde animal, o desempenho produtivo e a segurança alimentar”, reforça Caron.

Temática foi discutida no SBSS

Todos esses pontos foram debatidos durante o 17º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), realizado em agosto na cidade de Chapecó (SC). Luiz Felipe Caron foi um dos palestrantes do evento, com a palestra “Em busca do equilíbrio sanitário: como desenvolver e avaliar ferramentas para obtenção de uma imunidade robusta de plantel – custo imunológico e impacto ao longo da cadeia de produção”.

O acesso à edição digital do jornal Suínos é gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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Atualização técnica é fundamental para produzir suínos com mais segurança e rentabilidade, ressalta presidente da Copacol

Valter Pitol destaca que o Congresso de Suinocultores do Paraná oferece acesso a conhecimento, tecnologias e informações estratégicas para fortalecer os resultados das granjas.

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Foto: O Presente Rural

A busca por maior eficiência e rentabilidade na produção de suínos passa, cada vez mais, pelo acesso à informação e à atualização técnica. Em um setor marcado pela rápida evolução das tecnologias, exigências sanitárias e oscilações de mercado, acompanhar as transformações da atividade tornou-se um fator decisivo para a competitividade das granjas.

Presidente da Copacol, Valter Pitol: ““Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”

Com esse objetivo, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná reunirá produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e especialistas no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). A Copacol está entre as cooperativas que apoiam a realização do evento, promovido pelo Jornal O Presente Rural em parceria com a Frimesa.

Para o presidente da Copacol, Valter Pitol, o Congresso representa uma oportunidade importante para que os produtores tenham acesso às informações mais recentes sobre a atividade. “Nós acreditamos que o Congresso é uma oportunidade para o suinocultor estar participando, tendo informações, acesso a tecnologias e informações completas da suinocultura”, afirma.

Segundo Pitol, o conhecimento compartilhado durante o evento contribui diretamente para a evolução técnica das propriedades e para a tomada de decisões mais assertivas dentro das granjas.

Conhecimento aplicado à produção

Fotos: Schutterstock

A suinocultura ocupa papel estratégico dentro das atividades desenvolvidas pela Copacol e por seus cooperados. Por isso, iniciativas voltadas à disseminação de conhecimento são consideradas fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva. “Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”, ressalta o presidente.

A programação do evento abordará temas ligados à sanidade, biosseguridade, nutrição, mercado, sucessão familiar, gestão de pessoas e regularização ambiental, assuntos que impactam diretamente o desempenho das propriedades.

Produção segura e rentável

De acordo com Pitol, o principal objetivo de toda a cadeia produtiva é garantir que o produtor tenha condições de produzir com eficiência e obter resultados econômicos sustentáveis. “Precisamos produzir suínos com mais segurança, mas acima de tudo garantir que a atividade tenha resultado econômico para o produtor”, enfatiza.

A expectativa é que o Congresso proporcione um ambiente de troca de experiências entre os diferentes elos da cadeia, aproximando produtores, cooperativas, agroindústrias e especialistas em torno dos principais desafios e oportunidades da suinocultura.

Ao concentrar em um único dia debates técnicos e estratégicos, o evento busca levar aos participantes informações práticas e aplicáveis à realidade das granjas, contribuindo para o fortalecimento de uma das atividades mais importantes do agronegócio paranaense.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Congresso de Suinocultores do Paraná coloca biosseguridade no centro dos debates da atividade

Coordenador de Suinocultura da Lar afirma que falhas na proteção sanitária podem comprometer toda a produção e defende maior alinhamento entre produtores e assistência técnica.

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A biosseguridade continua sendo um dos maiores desafios da suinocultura moderna e será um dos temas centrais do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Técnico em Agropecuária e coordenador de suinocultura na Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin: “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”

Em uma região que concentra uma das maiores densidades de produção de suínos do país, o técnico em Agropecuária e coordenador de Suinocultura da Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin, ressalta que prevenir a entrada e disseminação de doenças é uma condição indispensável para garantir a sustentabilidade da atividade.

O profissional destaca que os avanços em gestão, treinamento e qualificação profissional podem ser conquistados com investimentos e capacitação. Já a biosseguridade exige vigilância permanente. “O principal gargalo que nós temos hoje é a biosseguridade. Outros pontos relacionados à gestão técnica podem ser trabalhados com treinamento, qualificação e especialização das equipes. Porém, quando a biosseguridade da granja é comprometida, não existe mais como remediar”, afirma.

Segundo Beraldin, o desafio se torna ainda maior em regiões com elevada concentração de granjas e intensa movimentação de pessoas e veículos. “Estamos numa região muito adensada, com instalações mais antigas, propriedades muito próximas umas das outras, rodovias passando perto das granjas e diferentes integradoras atuando no mesmo território. Tudo isso aumenta a complexidade do controle sanitário”, ressalta.

Uniformidade das carcaças segue como desafio

Além das questões sanitárias, Beraldin aponta que a busca por uniformidade dos lotes continua sendo uma das principais dificuldades enfrentadas dentro das granjas.

De acordo com ele, mesmo com os avanços genéticos e nutricionais registrados nas últimas décadas, ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os animais. “O principal ponto de desalinhamento entre o que a indústria exige e a realidade da granja está relacionado à uniformidade das carcaças. Esse é um desafio que atravessa décadas e continua presente. O peso de nascimento é naturalmente diferente entre os indivíduos e, ao longo das fases de crescimento e terminação, essas diferenças acabam reaparecendo”, explica.

O coordenador destaca que o agrupamento dos animais por tamanho ajuda a reduzir essa variabilidade, mas exige manejo constante e nem sempre é suficiente para manter a uniformidade desejada até o abate.

Outro fator apontado por ele envolve as exigências relacionadas à conformação das carcaças. “Qualquer hérnia ou problema semelhante pode levar à classificação daquele animal como não conforme. Muitas vezes isso resulta na condenação da carcaça. É uma exigência que não parte diretamente da indústria, mas dos órgãos fiscalizadores, e que acaba gerando perdas importantes ao longo da cadeia”, observa.

Produtor e técnico devem atuar lado a lado

Para Beraldin, a velocidade na identificação dos problemas dentro da granja é um dos fatores que mais influenciam os resultados produtivos. Por isso, ele defende uma relação próxima entre produtores e equipes técnicas. “O principal conhecimento que o produtor pode ter na tomada de decisão é entender a dinâmica do mercado e manter uma relação muito próxima com o técnico. No primeiro sinal de qualquer anormalidade dos animais, a assistência técnica deve ser acionada”, enfatiza.

Segundo ele, a experiência acumulada pelos profissionais que acompanham diferentes granjas permite respostas mais rápidas e eficientes diante de possíveis problemas sanitários ou produtivos. “Aquele lote é único para o produtor, mas o técnico observa diversos lotes ao longo da semana. Isso permite agir rapidamente e tomar decisões com mais segurança. O principal é que o produtor conheça bem seu plantel e esteja alinhado com a assistência técnica”, ressalta.

Congresso reforça protagonismo do produtor

Na avaliação de Beraldin, um dos diferenciais do Congresso de Suinocultores do Paraná é justamente manter o foco no produtor e na realidade das propriedades rurais. “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”, destaca.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Sanidade, mão de obra e tecnologia desafiam a suinocultura, afirma gerente da Primato

Temas estarão entre os destaques do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho em Marechal Cândido Rondon (PR).

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A sanidade dos rebanhos, a dificuldade de contratação de mão de obra e a necessidade de ampliar o uso de informações em tempo real dentro das granjas estão entre os principais desafios enfrentados atualmente pela suinocultura brasileira. Os temas estarão no centro das discussões do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que reúne no próximo dia 09 de junho produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e lideranças do setor em Marechal Cândido Rondon (PR).

Zootecnista e gerente Pecuário na Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck: “Participar do Congresso é uma oportunidade única para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura” – Foto: Divulgação/Primato

O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Para o zootecnista e gerente Pecuário da Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck, a sanidade segue como a principal preocupação das granjas da região. “Vejo como principal gargalo técnico a sanidade. Nos últimos cinco anos estamos enfrentando um desafio sanitário muito grande no Oeste do Paraná e encontramos dificuldades para melhorar esse status sanitário”, afirma.

Na área de gestão, ele destaca que os desafios passam tanto pela escassez de profissionais quanto pelas diferenças entre gerações que hoje convivem dentro da cadeia produtiva. “Temos poucas pessoas disponíveis para o mercado de trabalho e isso todos estão sentindo na pele. Além disso, existe o desafio de conectar profissionais jovens, que chegam ao setor com cerca de 20 anos, com produtores que muitas vezes estão próximos dos 65 anos. São gerações com visões e experiências bastante diferentes”, observa.

Exigências do mercado exigem respostas rápidas

Segundo Wesendonck, a demanda dos consumidores por alimentos produzidos com atenção ao meio ambiente, ao bem-estar animal e à rastreabilidade tem provocado mudanças importantes dentro da cadeia produtiva.

Na avaliação dele, o desafio está na velocidade com que essas adaptações precisam ocorrer para manter a competitividade da carne suína brasileira no mercado internacional. “O consumidor vem exigindo mudanças no formato de produção, com foco em valor agregado, sustentabilidade e bem-estar animal. Muitas vezes essas exigências chegam de forma rápida à indústria e precisam ser implementadas em toda a cadeia”, explica.

Para o gerente, atrasos na adoção de protocolos e critérios exigidos pelos compradores podem comprometer oportunidades comerciais. “O Brasil disputa mercados altamente competitivos. Entre fechar ou perder uma venda para determinado país, muitas vezes a diferença está em já ter os critérios exigidos implantados. Quando a demanda surge, a indústria precisa repassar rapidamente e o produtor precisa acompanhar esse movimento para que todos ganhem dinheiro juntos”, ressalta.

Gestão baseada em dados

Outro ponto destacado por Wesendonck é a crescente necessidade de os produtores dominarem informações ligadas à nutrição, genética e sanidade dos animais.

Foto: Ari Dias/AEN

Segundo ele, a produção moderna exige conhecimento muito mais detalhado do que há alguns anos. “O produtor precisa estar alinhado com a integradora em relação à nutrição, genética e sanidade. Hoje trabalhamos com várias fórmulas de ração, diferentes genéticas e desafios sanitários distintos. O produtor precisa conhecer essas informações para tomar decisões mais assertivas”, enfatiza.

O profissional também defende uma maior incorporação de tecnologias capazes de fornecer indicadores produtivos em tempo real. “O produtor necessita urgentemente de tecnologias que mostrem os indicadores da granja em tempo real. Não adianta terminar um lote para descobrir depois que houve excesso de consumo ou uma conversão alimentar ruim. É preciso acompanhar isso durante o processo”, salienta, reforçando: “O produtor precisa saber durante o ciclo se está conduzindo um lote bom ou se existem pontos que precisam ser corrigidos”.

Espaço para discutir o futuro da atividade

Wesendonck avalia que o Congresso de Suinocultores do Paraná tem papel importante justamente por reunir todos os elos da cadeia em um único ambiente de debate. “A importância do Congresso está no fato de podermos reunir todos os elos envolvidos na cadeia em um único dia e em um só local. Vamos discutir temas fundamentais para a suinocultura, como nutrição, sanidade e sucessão familiar, com profissionais que vivem o setor diariamente”, destaca.

Segundo ele, a troca de experiências entre produtores, técnicos, cooperativas e empresas contribui para fortalecer a atividade e acelerar a adoção de soluções dentro das granjas. “Ficamos muito felizes em participar desse momento. É uma oportunidade para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura”, exalta.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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