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Impulsionado pelo RenovaPR, Estado é o 4º do Brasil em geração distribuída de energia
Em pouco mais de um ano, a capacidade de geração de energia a partir de sistemas instalados em residências, empresas e propriedades agrícolas praticamente dobrou. No meio rural, Estado já ocupa a 2ª colocação, com 18% de tudo o que é produzido no país.

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgados nesta semana mostram que o Paraná dobrou a sua capacidade de geração própria de energia elétrica no último ano e se tornou o 4º estado do Brasil nesta modalidade de produção. Também chamada de Geração Distribuída, ela consiste na produção a partir de fontes de energia instaladas nas próprias residências, propriedades rurais e empresas, estimulados, entre outros fatores, por programas do Governo do Estado.
A primeira conexão foi realizada em 2012, com um crescimento gradativo, porém ainda lento, ano a ano, chegando a 2.847 novas ligações em 2018. Nos últimos quatro anos, porém, o processo ganhou em escala e agilidade, com 11,6 mil conexões no ano de 2019, passando para 21,5 mil em 2020, 38,3 mil em 2021 e 68,6 mil em 2022. Atualmente, já são 168 mil conexões ativas no Estado entre aquelas ligadas à rede da Copel ou de outras distribuidoras.
Os sistemas Geração Distribuída já estão presentes nos 399 municípios paranaenses e somam potência instalada de 2 GigaWatts (GW), o equivalente a 9,5% de tudo o que é produzido no Brasil. O Estado só está atrás de São Paulo, que tem uma potência de 2,8 GW, Minas Gerais, com 2,7 GW, e Rio Grande do Sul, praticamente empatado, com 2,1 GW.
Campo é destaque
No meio rural, o Paraná tem um desempenho ainda melhor e já ocupa a 2ª posição nacional, com uma potência instalada de 560 MegaWatts (MW), atrás apenas do estado de Minas Girais, que tem 668 MW de capacidade. Os paranaenses são responsáveis, sozinhos, por quase 18% de toda a energia distribuída produzida no Brasil.
De acordo com os dados contidos na plataforma de Business Inteligence da Aneel, as propriedades rurais representam 15,2% das conexões para geração distribuída de energia no Paraná, ante 67,9% das ligações residenciais, 12,7% de comerciais e 4% de industriais.
Quando o critério usado é a potência instalada, no entanto, os agricultores são responsáveis por aproximadamente 27% da produção paranaense, superando a geração do comércio (26%) e da indústria (10%) e bem mais próximo dos sistemas instaladas nas casas, que apesar do grande volume, têm uma produção unitária menor, equivalente a 35,9% do total.
A região Oeste do Paraná se destaca na geração de energia distribuída, tendo as dez primeiros municípios com maior número de instalações e a maior capacidade de potência instalada.
Toledo lidera a lista, seguido por Marechal Cândido Rondon, Palotina, Assis Chateaubriand, Nova Aurora, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Cascavel, Nova Santa Rosa e Cafelândia. Juntos, os municípios somam 5.927 conexões à rede elétrica e 103 MegaWatts de potência instalada.
Paraná Energia Rural
Criado em agosto de 2021, o programa Paraná Energia Rural Renovável (RenovaPR) é um dos grandes responsáveis pelo rápido crescimento da modalidade no Estado. A iniciativa é coordenada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) para estimular a geração distribuída de energia elétrica nas propriedades rurais, incluindo a solar, com a instalação de placas fotovoltaicas, a biomassa, que transforma matéria orgânica em eletricidade, e a advinda de Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH) e Micro Centrais Geradoras Hidrelétricas (MCGH).
Após 22 meses da sua criação, o RenovaPR se aproxima de R$ 1,1 bilhão liberados em 5.812 projetos acatados pelo IDR Paraná, sendo 5.768 de energia solar e 44 de biogás e biometano. No período, o número de propriedades rurais com geração própria de energia passou de 5.558 para 25.684, número que também inclui os produtores que realizaram a instalação diretamente com a iniciativa privada.
Conforme relatório do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, o RenovaPR responde por quase 86% dos recursos financiados pelo Banco do Agricultor Paranaense, que oferece aos produtores juros reduzido para investir na transformação energética. A compensação assumida pelo Estado acontece via Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), que é vinculado à Fomento Paraná.
Segundo o coordenador do RenovaPR, Herlon de Almeida, um grande atrativo do programa é o rápido retorno financeiro para quem opta pela adesão. “O Estado equaliza a taxa de juros do financiamento e, antes mesmo do contrato vencer, em um período médio de seis anos, a economia que ele tem na fatura de energia já se pagou, o que o torna altamente viável e atrativo”, afirma.
A divulgação do programa aos agricultores, feita pelos técnicos do IDR-PR em seus trabalhos de campo, ajudou a ampliar o alcance do programa. Entre as vantagens apresentadas estão a redução dos custos, com a consequente melhora da competitividade dos produtos paranaenses, além de uma produção mais sustentável, com energia gerada de forma limpa e autônoma. Os técnicos do instituto também são responsáveis pelo acompanhamento dos projetos, desde a execução até a liberação dos recursos pela instituição financeira.
O IDR-PR ainda trabalha na elaboração da chamada Semana das Energias Renováveis, que acontecerá entre os dias 26 e 30 de junho com uma programação extensa a ser realizada em todas as regiões do Paraná.
“Queremos sensibilizar aqueles que ainda não aderiram ao RenovaPR e fazer com que todos percebam que podem gerar energia com economia e de uma forma sustentável. Para isso, os produtores podem procur o IDR-PR e os agentes financeiros para fazerem seus projetos, aumentando a geração distribuída em todo o Paraná”, comenta Almeida.
Futuro promissor
A energia solar é, com muita folga, o principal componente dessa transformação energética, correspondendo por 99% da geração distribuída até o momento. Em apenas 10 anos, cerca de R$ 9 bilhões foram investidos na compra e instalação de placas fotovoltaicas tanto no meio rural quanto urbano.
O Governo do Paraná, no entanto, planeja intensificar o processo de transformação energética com maior ênfase no hidrogênio verde, a partir do aproveitamento mais intenso dos dejetos agropecuários para a produção de biogás e biometano.
Recentemente o Estado lançou o Programa de Energia Verde e o Descomplica H2R, que estabelece critérios para licenciamento ambiental do combustível. Também anunciou a desoneração tributária da cadeia produtiva do insumo, além de linhas de crédito que somam R$ 500 milhões para fomentar investimentos no setor.

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



