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Imprinting sensorial e desempenho suíno em pauta na PorkExpo 2018

Bruno Silva, professor e pesquisador da UFMG, palestra no IX Congresso Internacional de Suinocultura sobre impressão sensorial e comportamento animal

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O Comportamento animal é desenvolvido a partir da interação de influências genéticas e ambientais. Alguns comportamentos são mais influenciados por fatores genéticos do que comportamentais. Entretanto, existe toda uma gama de diferentes misturas de comportamentos inatos e aprendidos. E, partindo dessa premissa, Bruno Silva, professor e pesquisador da UFMG, levará até a PORKEXPO e IX Congresso Internacional de Suinocultura, que serão realizados em Foz do Iguaçu, de 26 a 27 de setembro, no Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, a palestra: "Imprinting Sensorial: Criando vínculos para melhorar o desempenho do suíno".

O professor explica que muitos dos padrões comportamentais aprendidos são dependentes de mecanismos inatos. Pássaros precisam ouvir seus colegas adultos cantar, caso contrário seus padrões canoros se tornarão adulterados e irreconhecíveis para outros membros da espécie. “O mesmo acontece com um leitão que é dotado de mecanismos cerebrais para buscar alimento, mas ele deve aprender a usá-los com a porca. Diversos estudos usando diferentes técnicas neurobiológicas têm implicado a parte intermediária e medial de uma estrutura chamada hiperestriado ventral em ambos os lados do cérebro, como sendo uma das prováveis estruturas para o armazenamento da associação do imprinting”, salienta.

A presença de componentes voláteis em flavorizantes leva, segundo estudos, aproximadamente 18 horas para serem detectados no leite da porca. O processo de desmame é uma mudança de fase que pode causar um estresse, e levar ao impacto econômico na produção. De acordo com Bruno, quando o leitão é separado da mãe e misturado com outros leitões ocorre toda uma desestruturação social, ambiental, imunológica e alimentar. “Desta forma a criação de uma impressão sensorial, fornecendo um aditivo ou nutriente na ração da mãe, que é transmitido pelo leite ou via contato com a ração da porca, permitiria a criação no leitão de uma memória positiva”. O mesmo componente, se utilizado na ração dele na etapa seguinte, poderia ser associado com a maternidade, o que facilitaria e amenizaria o estresse e o momento de adaptação ao desmame.

Bruno Silva é zootecnista formado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Mestre em bioclimatologia animal pela UFV, doutor em bioclimatologia e nutrição de suínos pela UFV e pelo Institut National de la Recherche Agronomique – INRA (França) e pós-doutorado em Nutrição de suínos pela UFV. Foi pesquisador em nutrição de suínos no Institute for Pig Genetics – IPG (Holanda). Desde 2012 é professor e pesquisador em nutrição e produção de suínos, Adaptação Ambiental e Nutrição de Monogástricos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É editor associado do periódico cientifico internacional Animal: An International Journal of Animal Bioscience; e editor associado da Revista Brasileira de Zootecnia. Desenvolve pesquisas nas áreas de exigências nutricionais e ambiência de suínos em regiões de clima tropical.

Fonte: Assessoria

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Notícias Mercado

Unidade de Concórdia da BRF é habilitada para exportar suínos ao Vietnã

Autorização foi publicada pelo Department of Animal Health, órgão das autoridades sanitárias do país do sudeste asiático

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Divulgação/Assessoria

A planta de Concórdia (SC) da BRF foi habilitada pelo Departamento de Saúde Animal do Vietnã (Department of Animal Health – DAH – em inglês) para exportar cortes de suínos para o país do sudeste asiático. A autorização foi publicada no site do DAH, órgão das autoridades sanitárias local. O adido agrícola da embaixada do Brasil em Hanoi, Tiago Charão de Oliveira, enviou o comunicado para o Ministério da Agricultura, que nos próximos dias deve publicar a habilitação da unidade catarinense nos sites oficiais do MAPA.

O vice-presidente de Relações Institucionais, Jurídico e Compliance da BRF, Bruno Ferla, afirma que essa habilitação tem importância estratégica por conta do mercado vietnamita, onde o consumo de proteína animal vem crescendo em maior ritmo entre os países da região. “O Vietnã é um país que tem atraído muitos investimentos de empresas, gerando aumento na renda per capita da população e, por consequência, maior consumo de produtos suínos”, destaca Ferla. “A BRF trabalha com prioridade nesse mercado, ampliando a presença da Companhia na Ásia e na preparação das plantas para futuras habilitações, a fim de atender às demandas crescentes.”

Com mais de seis mil colaboradores, a planta de Concórdia já exporta cortes de suínos para Hong Kong e Filipinas, no sudeste da Ásia, e para a África do Sul.

Fonte: Assessoria
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Notícias Pecuária

Preços médios de toda a cadeia renovam máximas reais em setembro

Demanda aquecida e baixa oferta de animais para abate seguem sustentando elevados patamares de toda cadeia pecuária

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Arquivo/OP Rural

Os valores médios de setembro do bezerro, do boi magro, do boi gordo e da carne renovaram os recordes reais das respectivas séries do Cepea. Segundo pesquisadores, a demanda aquecida, especialmente por parte do mercado externo, e a baixa oferta de animais para abate seguem sustentando os elevados patamares de toda a cadeia pecuária.

No geral, apesar de o preço médio do boi para abate ser recorde, o contexto atual não favorece quem faz a reposição, tendo em vista que o bezerro e o boi magro seguem igualmente negociados nos maiores patamares reais. No caso do pecuarista criador, a situação é semelhante, já que, mesmo com o animal desmamado em valor recorde, estes produtores estão tendo elevados desembolsos com a compra de insumos.

Além dos produtos importados encarecidos pelo dólar alto, os insumos de alimentação – como milho e farelo de soja – estão operando em preços patamares recordes nominais. Ressalta-se, neste caso, que o clima seco reforça a necessidade do uso de complementação, devido à piora nas condições das pastagens. Quanto à carne, o preço recorde da carcaça casada bovina alivia um pouco frigoríficos que trabalham apenas com o mercado interno.

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado

Em setembro, preços do suíno vivo e da carne atingem recordes reais

Movimento de alta no setor é verificado há quatro meses e se deve à oferta reduzida de animais em peso ideal para abate

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Arquivo/OP Rural

Os preços do suíno vivo, da carcaça e dos cortes seguiram em alta no mercado brasileiro ao longo de setembro e, com isso, as médias mensais, em algumas regiões levantadas pelo Cepea, atingiram recordes reais.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que o movimento de alta no setor é verificado há quatro meses e se deve à oferta reduzida de animais em peso ideal para abate e ao bom desempenho das exportações brasileiras da carne.

Fonte: Cepea
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