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Importância dos minerais orgânicos para animais de alta performance

Os minerais orgânicos se caracterizam por apresentar maior biodisponibilidade e, portanto, menores taxas de excreção por parte dos animais

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Jonas Oliveira

Artigo escrito por Verônica Lisboa Santos, Juliana Bueno da Silva, Fabiana Goulin Luiggi e Carlos Ronchi

Os animais de produção necessitam receber suplementação mineral de modo a atender suas necessidades de macro e micro minerais. A forma química dos minerais é um fator importante para sua absorção e aproveitamento nas diferentes rotas metabólicas que compõem o organismo. Estes podem ser fornecidos sob a forma de sais inorgânicos, como sulfatos e óxidos, ou orgânicas. Os minerais orgânicos são apresentados como elementos de maior biodisponibilidade relativa quando comparados a fontes inorgânicas, ou seja, possibilitam maior absorção e são melhor utilizados pelos animais. A absorção do mineral orgânico no trato intestinal não sofre o processo de competição iônica, normalmente determinada pela presença de maior concentração de íons minerais.

Os microminerais, também denominados minerais traço, em virtude de sua pequena inclusão nas dietas, atuam como componentes de estruturas proteicas ou como co-fatores, auxiliando na alteração ou modulação alostérica da estrutura terciária de enzimas, tornando-as ativas ou inativas.  Há muitos anos, os nutricionistas têm utilizado minerais na forma inorgânica (ex.: sulfato de zinco, selenito de sódio, sulfato de cobre, etc.) buscando atender às exigências minerais dos animais. Ao alcançarem o trato gastrointestinal, os minerais devem ser inicialmente solubilizados para liberarem íons e serem absorvidos. No entanto, estando na forma iônica parte dos minerais podem se complexar com outros componentes da dieta, como por exemplo o ácido fítico, dificultando sua absorção, ou ser completamente complexado, tornando-se indisponíveis aos animais.

Outro importante fator deve ser considerado: antes que um íon metálico possa ser absorvido, ele não deve estar envolvido com a hidroxi-polimerização, atravessar as barreiras e chegar ao enterócito. Os metais ingeridos podem ser subdivididos em duas categorias gerais: aqueles solúveis em uma ampla variação de pH no trato gastrintestinal, ex. sódio, cálcio e magnésio e aqueles suscetíveis à reação de hidroxipolimerização, como o alumínio, o manganês, o zinco, o cobre e o ferro. Eles são prontamente solúveis em ácido (ex. no estômago de monogástricos), mas em condições de alcalinização no intestino delgado, as moléculas de água as quais eles estão ligados perdem rapidamente seus prótons para formar compostos hidroxi-metálicos. Conforme a solução acidifica e se aproxima do pH neutro, outros prótons são liberados pelas moléculas de água coordenadas ao redor do metal numa tentativa de manter o equilíbrio. Isto pode levar a uma ampla polimerização dos hidróxi-metais e, por fim, precipitação, tornando o metal não disponível para a absorção.

Os minerais traços participam em várias funções bioquímicas no organismo, de forma que várias tentativas têm sido feitas para torná-los mais biodisponíveis, ao protege-lo das condições do trato gastrintestinal. Um bom ligante deve impedir ou interferir com a hidroxi-polimerização e talvez competir com a mucina para permanecer ligado ao metal. Ele não pode, por outro lado, se ligar tão forte de forma a impedir sua absorção e atuação metabólica. Aminoácidos e pequenos peptídeos estão entre os ligantes que melhor protegem os metais de transição no trato digestivo.

Tendo em vista estas alterações negativas, alguns nutricionistas utilizam níveis mais elevados de minerais, grande parte das vezes baseados em seu próprio conhecimento prático. Isto pode funcionar, mas há grande possibilidade de ocorrer uma interação negativa na absorção de minerais, bem como aumentar os níveis excretados dos mesmos, com consequente impacto negativo ao meio ambiente. Atualmente, observa-se um maior interesse no fornecimento de minerais orgânicos ou fontes quelatadas de minerais traço. Os minerais orgânicos proporcionam maior índice de absorção e rapidez da mesma e seu transporte é facilitado e partindo da hipótese de que são mais facilmente absorvidos e retidos no organismo, podem ser adicionados a uma concentração muito mais baixa na dieta do que minerais inorgânicos, sem qualquer efeito negativo sobre o desempenho produtivo, e podem, potencialmente, reduzir a excreção de minerais.

As diferentes ações exercidas pelos minerais no organismo dependem primeiramente de sua absorção no intestino e da sua distribuição nos diferentes tecidos do organismo animal.

Não basta simplesmente fornecê-los nas dietas, mas oferecer minerais em quantidade e qualidade que atendam às necessidades nutricionais das diferentes espécies. Cuidando para que não haja excessos ou deficiências, ambas condições muito prejudiciais em vários pontos.

Pesquisas

Testes realizados a campo e em universidades referência na nutrição animal atestam sobre a eficácia na utilização dos minerais orgânicos.

Zinco orgânico na dieta de frangos de corte sobre o desempenho produtivo e a qualidade de patas

Local: granja no Estado do Paraná, Brasil.

Material e métodos

Com o objetivo de avaliar o efeito da suplementação de Zinco orgânico sobre o desempenho produtivo e a qualidade de patas de frangos de corte foram utilizados dois lotes de frangos de corte, sendo: Lote 1 – 599.688 aves recebendo dieta controle (sem suplementação do mineral orgânico) e Lote 2 – 962.740 aves suplementadas com 400g/ton de Zinco orgânico em todas as fases de produção.

Resultados e Conclusão

As aves suplementadas com Zinco orgânico apresentaram resultados de desempenho produtivo superiores.

Da mesma forma, o grupo de aves que recebeu Zinco orgânico na alimentação, apresentou proporção de 60% de patas do tipo A (objetivo da indústria) contra 20% do controle. O ganho financeiro líquido adicional foi de 8,91% em relação ao controle (em toneladas de patas).

A suplementação com Zinco orgânico propiciou melhores índices de desempenho produtivo e melhor qualidade de pata aos frangos de corte.

Efeito da inclusão de cobre, manganês e zinco orgânicos na dieta de poedeiras sobre a excreção mineral, produção de qualidade de ovos

Pesquisador: Pro. Dr. Evandro de Abreu Fernandes

Local: Universidade Federal de Uberlândia – UFU, Uberlândia – Minas Gerais

Materiais e métodos

Com a finalidade de avaliar o efeito da inclusão dos minerais orgânicos Cobre, Manganês e Zinco sobre a produção, qualidade dos ovos e excreção de minerais na dieta de poedeiras em segundo ciclo de postura, foram utilizadas 250 aves, com 100 semanas de idade, distribuídas em cinco tratamentos. A substituição total de minerais inorgânicos por minerais de fonte orgânica na dieta de poedeiras mostrou-se eficiente para reduzir a excreção dos oligoelementos avaliados sem comprometer a produção e a qualidade da casca de ovos.

Cálcio orgânico sobre a qualidade interna dos ovos de poedeiras

Local: Granja produtora de ovos, São Paulo, Brasil.

Materiais e Métodos

Com objetivo de avaliar a qualidade interna dos ovos de poedeiras, foram utilizados dois lotes com 27.000 poedeiras cada. A avaliação teve duração de 10 semanas (73 a 83 semanas de idade das aves). O lote 1 recebeu dieta basal, sem a suplementação do mineral orgânico e o lote 2 recebeu dieta basal com a suplementação de Cálcio orgânico (1kg/ton).

Resultados e Conclusão

Aves que consumiram cálcio orgânico na dieta produziram ovos mais pesados, com maior índice de unidade Haugh (indicativo da qualidade interna de ovos), e maior altura de albúmen, coloração de gema, espessura e resistência de casca, sugerindo que o cálcio, na forma orgânica, apresentou maior biodisponibilidade para a absorção e consequente aproveitamento das aves.

Considerações Finais

A evolução das técnicas de criação tem possibilitado melhores desempenhos produtivo e reprodutivo das aves, permitindo aos nutricionistas formularem dietas cada vez mais específicas, de modo a atender, com maior precisão, as exigências dos animais. Entretanto, as variações na biodisponibilidade de minerais, as reações de hidroxipolimerização as quais os mesmos podem ser expostos até sua chegada aos enterócitos e os problemas ambientais cada vez mais crescentes com o uso de fontes inorgânicas nas rações têm alertado pesquisadores a buscarem alternativas que resultem em maior aproveitamento destes nutrientes e menor excreção pelos animais. Os minerais orgânicos se caracterizam por apresentar maior biodisponibilidade e, portanto, menores taxas de excreção por parte dos animais, possibilitando com que os mesmos possam, potencialmente, expressar melhor o seu genótipo. Este melhor desempenho indica um melhor benefício metabólico e fisiológico por parte do animal, proporcionando a otimização das funções e dos sistemas, conforme resultados obtidos nos trabalhos realizados.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de junho/julho de 2019.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Brasil entra pela primeira vez no top 10 mundial de consumo per capita de ovos

Brasileiro nunca consumiu tantos ovos e as estimativas apontam que o consumo per capita deverá atingir 287 unidades, podendo ultrapassar a marca de 300 ovos em 2026.

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Fotos: Shutterstock

A avicultura de postura encerra 2025 em um ciclo de expansão, sustentado sobretudo pelo avanço do consumo doméstico e por uma mudança clara no comportamento alimentar da população. O brasileiro nunca consumiu tantos ovos e as estimativas apontam que o consumo per capita deverá atingir 287 unidades, podendo ultrapassar a marca de 300 ovos em 2026, segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Caso isso se confirme, o Brasil vai integrar, pela primeira vez, o ranking dos 10 maiores consumidores per capita de ovos do mundo.

Essa escalada do consumo é resultado da maior oferta nacional, que deve chegar a 62,250 bilhões de unidades em 2025, com perspectiva de atingir 66,5 bilhões de ovos em 2026, da combinação entre preço competitivo, conveniência e maior confiança do público no valor nutricional do alimento. “O consumidor busca alimentos nutritivos, com boa relação custo-benefício e que se adaptem ao dia a dia. O ovo entrega exatamente esses três pilares, por isso que deixou de ser apenas um substituto de outras proteínas e consolidou espaço definitivo no cotidiano das famílias. Hoje, participa muito mais do café da manhã dos brasileiros. É uma mudança cultural motivada pela acessibilidade do produto e por seu preço extremamente competitivo frente a outras proteínas, como a bovina”, evidencia o diretor comercial do Instituto Ovos Brasil (IOB), Anderson Herbert, destacando que a expansão também se deve do ciclo recente de investimentos dos produtores em aviários mais modernos, mecanização e tecnologias de automação, que têm elevado eficiência e produtividade em várias regiões do País.

O profissional reforça que a maior segurança do consumidor em relação ao alimento tem base em evidências científicas mais robustas, aliadas ao esforço de comunicação do setor e do próprio IOB na atualização de informações e combate a mitos históricos. “Há quase duas décadas, o Instituto Ovos Brasil atua na promoção do consumo e na educação nutricional, período em que registrou avanço significativo na percepção pública sobre o alimento. Contudo, as dúvidas relacionadas ao colesterol ainda existem”, pontua, acrescentando: “A ciência evoluiu e já demonstrou que o impacto do colesterol alimentar é diferente do que se acreditava no passado. Essa informação vem ganhando espaço de maneira consistente”, afirma Herbert.

Preço competitivo sustenta consumo

O preço segue como um dos principais vetores da expansão do consumo. Para Herbert, a combinação entre custo acessível, praticidade de preparo e alto valor nutricional reforça a competitividade do produto. “É um alimento versátil, de preparo rápido e com uma lista extensa de aminoácidos. Essa soma faz com que o ovo esteja cada vez mais presente nas mesas dos brasileiros”, avalia.

Exportações sobem mais de 100% em 2025

Diretor comercial do Instituto Ovos Brasil (IOB), Anderson Herbert: “Nosso foco é estar onde o consumidor está, com informação clara, acessível e confiável”- Foto: Arquivo OP Rural

Embora ainda representem uma fatia pequena da produção nacional, as exportações ganham tração. A ABPA projeta até 40 mil toneladas exportadas em 2025, um salto de 116,6% frente às 18.469 toneladas embarcadas em 2024. Para 2026, o volume pode avançar a 45 mil toneladas, alta de 12,5% sobre o previsto para este ano.

Herbert exalta as aberturas de mercados estratégicos, com os Estados Unidos se destacando no primeiro semestre de 2025, e o Japão se consolidando como comprador regular. Chile e outros países da América Latina mantêm presença relevante, enquanto acordos com Singapura e Malásia ampliam o alcance brasileiro. Um dos marcos de 2025 foi o avanço dos trâmites para exportação à União Europeia, que deve ter peso crescente a partir de 2026. “Mesmo exportando cerca de 1% da produção, o volume é significativo porque o Brasil figura entre o quarto e o quinto maior produtor do mundo. Estamos preparados para ocupar um espaço maior no mercado global”, enaltece Herbert, destacando que a reputação do País em biosseguridade fortalece essa competitividade.

Custos seguem incertos

O cenário para ração, energia, embalagens e logística segue desafiador. Herbert aponta que prever alívio em 2026 é praticamente impossível, dada a forte dependência de insumos dolarizados como milho e farelo de soja. “O câmbio é um dos fatores que mais influenciam o custo dos grãos, tornando qualquer projeção extremamente difícil”, diz.

A estratégia do setor permanece focada em eficiência interna e gestão de custos, enquanto aguarda maior clareza do mercado internacional.

Avanço em programas sociais e políticas públicas

O IOB também fortaleceu ações voltadas ao acesso ao ovo em 2025. A entidade participou de eventos educacionais e doou materiais informativos, reforçando o papel da proteína na segurança alimentar. “A campanha anual do Mês do Ovo ampliou visibilidade e estimulou inserção do produto em programas de alimentação pública, como merenda escolar”, ressalta Herbert, enfatizando que ampliar o consumo em iniciativas sociais é prioridade. “Seguimos trabalhando para facilitar o acesso da população a um alimento completo, versátil e nutritivo”.

Combate à desinformação

A comunicação permanece entre os maiores desafios. Em um ambiente de excesso de informações, o IOB aposta em estratégias digitais e parcerias com nutricionistas, educadores e influenciadores de saúde para alcançar públicos emergentes, como pais de crianças, praticantes de atividade física e pessoas em transição para dietas mais equilibradas. “Nosso foco é estar onde o consumidor está, com informação clara, acessível e confiável”, afirma o diretor.

Um setor mais organizado e unido

Herbert destaca que o IOB vive um momento de fortalecimento institucional, com crescimento no número de associados e maior representatividade dos principais estados produtores. “Estamos no caminho certo. Trabalhamos para estimular a produção legalizada, reforçar cuidados sanitários e aproximar o produtor, além de orientar consumidores e profissionais de saúde”, salienta.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Países árabes impulsionam exportações brasileiras de carne de frango em 2025

Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita figuram entre os principais destinos, contribuindo para novo recorde de volume exportado pelo setor, que superou 5,3 milhões de toneladas no ano.

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Foto: Ari Dias/AEN

Dois países árabes, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, estiveram entre os principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango em 2025. Os Emirados foram o maior comprador, com 479,9 mil toneladas e aumento de 5,5% sobre 2024. A Arábia Saudita ficou na terceira posição entre os destinos internacionais, com aquisições de 397,2 mil toneladas e alta de 7,1% sobre o ano anterior.

As informações foram divulgadas na terça-feira (06) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Segundo a entidade, o Japão foi o segundo maior comprador da carne de frango do Brasil, com 402,9 mil toneladas, mas queda de 0,9% sobre 2024, a África do Sul foi a quarta maior importadora, com 336 mil toneladas (+3,3%), e Filipinas vieram em quinto lugar, com 264,2 mil toneladas (+12,5%).

Foto: Jonathan Campos

A ABPA comemorou o resultado das exportações em 2025, que foram positivas, apesar da ocorrência de gripe aviária no País. As vendas ao exterior somaram 5,324 milhões de toneladas, superando em 0,6% o total exportado em 2024. O volume significou um novo recorde para as exportações anuais do setor, segundo a ABPA. Já a receita recuou um pouco, em 1,4%, somando US$ 9,790 bilhões.

“O ano foi marcado pela resiliência do setor e pela superação de um dos maiores desafios da história da avicultura nacional, com o registro de um foco, já superado, de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves comerciais. Fechar o ano com resultados positivos, conforme previu a ABPA, é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026, ampliando a presença brasileira no mercado global”, disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota divulgada.

Fonte: ANBA
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Avicultura

Exportações de ovos crescem mais de 121% e batem recorde histórico em 2025

Setor supera 1% da produção nacional exportada e amplia presença em mercados de maior valor agregado.

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Foto: Rodrigo Fêlix Leal

As exportações brasileiras de ovos, considerando todos os produtos, entre in natura e processados, totalizaram 40.894 toneladas nos 12 meses de 2025, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é recorde histórico e supera em 121,4% o total exportado no mesmo período do ano passado, com 18.469 toneladas.

Foto: Rodrigo Fêlix Leal

A receita também é recorde. O saldo do ano chegou a US$ 97,240 milhões, número 147,5% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 39,282 milhões.

No mês de dezembro, foram exportadas 2.257 toneladas de ovos, número 9,9% maior em relação aos embarques alcançados no mesmo período de 2024, com 2.054 toneladas. Em receita, a alta é de 18,4%, com US$ 5.110 milhões em dezembro de 2025, contra US$ 4.317 milhões no mesmo mês de 2024. “O ano foi marcado pela forte evolução das exportações aos Estados Unidos, movimento que perdeu ritmo após a imposição do tarifaço. Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano. Com esses volumes, as exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor, sem comprometer o abastecimento interno, que segue absorvendo cerca de 99% do que é produzido no país”, ressaltou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Entre os principais destinos de 2025, os Estados Unidos encerraram o ano com maior volume acumulado, totalizando 19.597 toneladas

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “As exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

(+826,7% em relação ao total de 2024), seguido pelo Japão, com 5.375 toneladas (+229,1%), Chile, com 4.124 toneladas (-40%), México, com 3.195 toneladas (+495,6%) e Emirados Árabes Unidos, com 3.097 toneladas (+31,5%).  “Com a consolidação da cultura exportadora, a expectativa é de manutenção do fluxo das exportações em patamares positivos. Esse movimento, somado ao contexto climático do início do ano, com temperaturas elevadas, e à proximidade do período de maior demanda da quaresma, deverá contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno”, afirma Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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