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Importância do manejo, conforto e nutrição sobre o período de transição de vacas leiteiras

Neste período ocorre uma intensa mudança no metabolismo da vaca, onde ela se prepara para produzir o colostro e, em seguida, o leite

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Artigo escrito por Josiane Pereira dos Santos, zootecnista, metre e doutora em Nutrição e Produção de Ruminantes e especialista em Nutrição de Ruminantes na Vaccinar

O período de transição é extremamente importante para a saúde, a produção e a rentabilidade de vacas leiteiras e compreende as três semanas que antecedem o parto e as três semanas após o parto. Neste período ocorre uma intensa mudança no metabolismo da vaca, onde ela se prepara para produzir o colostro e, em seguida, o leite. Assim, o animal precisará em torno de duas a três vezes mais nutrientes do que estava sendo exigido nos primeiros dias do período seco.

Uma das mudanças mais importantes durante o período de transição é a ingestão de alimentos. Em média, o consumo de matéria seca (CMS) diminui 30% durante a última semana que antecede o parto e é uma das principais preocupações neste período.

Vários cuidados com os animais como, estratégias nutricionais, manejo adequado, conforto e sanidade, podem minimizar os doenças e problemas metabólicos associados ao período de transição e melhorar o desempenho produtivo e reprodutivo da vaca durante a lactação. Dessa forma, o produtor deverá conhecer muito bem a estrutura da fazenda e a atual situação dos animais para que assim possa ser realizado um plano de ações estratégicas com o objetivo de melhorar o manejo dos animais no período de transição.

            A seguir serão comentados alguns pontos relevantes e que merecem atenção nesse período crítico.

  • Avaliação do escore de condição corporal (ECC) ≥ 3,5:A condição corporal é uma medida subjetiva da quantidade de gordura ou da quantidade de energia reservada que uma vaca possui. O ideal é que a vaca apresente ECC entre 3,0 e 3,5 ao parto. Vacas que parem com ECC ≥ 3,5 apresentam menor CMS, maior mobilização de gordura corporal e maior risco de doenças metabólicas. Para isso, é importante manter o controle sobre o manejo nutricional no final da lactação e do período seco para evitar que as vacas cheguem ao parto com ECC alto (vacas gordas).
  • Maximizar o consumo de alimentos
  1. Disponibilidade de alimentos: sempre deverá ter alimento disponível para esses animais, em qualquer período do dia. Recomenda-se que as sobras (alimento recusado pelo animal) sejam por volta de 10% do total ofertado.
  2. Qualidade da forragem pós-parto: Forragens com maior digestibilidade da fibra são essenciais para potencializar o consumo de matéria seca no pré e pós-parto. Vacas que consomem mais alimento no pré-parto consequentemente consomem mais no pós-parto e diminuem o impacto do déficit de nutrientes no pós-parto imediato.
  3. Conforto: vacas que não estão confortáveis durante o período de transição irão consumir menos alimento e ruminar menos e, desta forma, estarão mais propensas a doenças metabólicas. Os animais devem ter sombra, água fresca e de qualidade, espaçamento do cocho de no mínimo 80 cm por vaca, e ainda deve-se evitar superlotação dos lotes. Outro ponto importante e aconselhável é separar novilhas de vacas adultas. Em relação ao estresse térmico seja em produções extensivas ou intensivas os sistemas de resfriamento devem ser implantados a fim de minimizar o estresse por calor. Estudos indicam que vacas pré-parto em galpões com aspersão e ventilação produzem até 7 litros/dia de leite a mais que vacas sem ventilação e aspersão.
  4. Cetose: Com o aumento da demanda de energia, a vaca mobiliza as reversas de gorduras corporais e o aumento da oxidação dos ácidos graxos no fígado resulta em corpos cetônicos, como por exemplo o beta-hidroxibutirato (BHB), que são liberados na corrente sanguínea e que, em excesso nos tecidos, trazem danos à saúde do animal. A cetose pode ser mensurada em vacas com cinco a 10 dias pós-parto e a fazenda deve ter um protocolo de tratamento de vacas em cetose, os quais geralmente incluem a utilização de “drench” (Vacci Drench) com propilenoglicol e glicose com intuito de fornecer energia para a vaca.
  5. Identificação de vacas com histórico de problema: é necessário que o produtor tenha o registro de doenças das vacas do rebanho, pois animais que já apresentaram histórico de febre do leite, cetose ou mastite, têm maior chance de repetir este problema nas subsequentes lactações. Assim o produtor poderá tomar medidas preventivas no período de transição desses animais.
  • Estratégias nutricionais do período de transição:
  1. Dietas acidogênicas no pré-parto: A dieta aniônica consiste no fornecimento de sais aniônicos com base em sulfatos e cloretos para negativar o balanço cátion-aniônico da dieta (DCAD). Dietas com níveis altos de sódio e potássio resultam em alcalose metabólica, o que dificulta a habilidade de manter em equilíbrio o metabolismo do cálcio. Com o comprometimento dos níveis séricos de cálcio, os animais podem apresentar o quadro de hipocalcemia clínica (febre do leite) ou a hipocalcemia “subclínica” em que as vacas não apresentam os sintomas de hipocalcemia, mas com os baixos níveis de cálcio, a capacidade de contração muscular fica reduzida e ocorre uma imunossupressão. Com isso, a motilidade dos tratos digestivo e reprodutivo são menores e as vacas podem apresentar concomitantemente retenção de placenta, metrite, deslocamento de abomaso e mastite. O fornecimento da dieta aniônica no pré-parto irá auxiliar na normalização do fluxo de cálcio sanguíneo e evitar os problemas no pós-parto. Uma ferramenta prática que pode ser utilizada na fazenda é a mensuração do pH da urina e valores entre 6 – 6,5, que é suficiente para estimular os mecanismos do metabolismo do cálcio.
  2. Importância dos minerais: O sal comum (NaCl) não é a mesma coisa que a mistura mineral (sal mineralizado), também chamado de sal mineral. O sal mineral é uma mistura de sal comum, que é o cloreto de sódio, com outras fontes de minerais, tais como: fosfato bicálcico, que contém cálcio e fósforo disponíveis para absorção pelo animal, sulfato de cobre, sulfato de zinco, iodato de potássio, óxido de magnésio, selenito de sódio. Enfim, a mistura mineral deverá ser composta em macro e micronutrientes para atender as exigências nutricionais dos animais em cada etapa da vida (crescimento, transição, lactação e reprodução). Logo, é imprescindível a utilização de suplementos balanceados para cada fase. Os nutrientes minerais mais importantes na mistura são: cálcio, fósforo, magnésio, potássio, sódio, cloro, iodo, cobre, cobalto, manganês, selênio e ferro. Existem minerais importantes para a reprodução, como por exemplo, cálcio, fósforo, zinco, cobre, selênio e manganês e também aqueles imprescindíveis à saúde da glândula mamária e do sistema imunológico como por exemplo zinco, selênio e cobre.
  3. Antioxidantes: algumas vitaminas e minerais são capazes de estimular o sistema imune melhorando a saúde e a reprodução dos animais. Os principais antioxidantes são selênio e vitamina E.
  4. Aditivos para fermentação e controle pH ruminal: Aditivos que modulam e auxiliam a eficiência da fermentação ruminal podem ser utilizados nos períodos pré e pós-parto, como por exemplo ionóforos e leveduras. Já para os desafios do controle do pH e acidose ruminal no período pós-parto o uso de aditivos tamponantes e alcalinizantes, como bicarbonato e óxido de magnésio são estratégias pertinentes.
  5. Balanceamento adequado de proteína: durante o período de transição, a vaca exige grande quantidade de proteína metabolizável. Porém, o rúmen não consegue fornecer esta quantidade necessária por meio de seus microrganismos (chamada de proteína microbiana), pois neste período o CMS está reduzido. Desta forma, durante o período de transição pode ser recomendado a substituição parcial do farelo de soja por fontes de menor degradação ruminal, como grãos e farelos tratados termicamente (“by pass”). No período de transição pode ser recomendado que 60 – 62% da proteína seja degradada no rúmen, e o restante passe “by pass” (proteína não degradável no rúmen – PNDR) para ser digerido e absorvido no intestino. Outra opção é o uso de aminoácidos protegidos. Estudos indicam que a suplementação com metionina protegida durante o período de transição (relação lisina: metionina de 2,8:1) pode aumentar a produção de leite após o parto e ainda auxiliar na redução de distúrbios metabólicos e do desempenho reprodutivo.

É essencial que o produtor conheça seus animais, faça um planejamento adequado traçando as metas à curto, médio e longo prazo para melhorias das condições nutricionais e ambientais desses animais, proporcionando longevidade e produtividade aos animais e maior rentabilidade da atividade leiteira.

Outras notícias você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural

Bovinos / Grãos / Máquinas

Paraná lidera queda no preço do leite e projeção aponta recuo de 6,7% ao produtor

Conseleites de quatro estados projetam desvalorização para o leite entregue em maio e pago em junho.

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Foto: Divulgação

A recuperação do preço do leite ao produtor perdeu força em maio e deu lugar a um movimento de retração nos principais estados produtores do país. As projeções divulgadas pelos Conseleites apontam queda nos valores de referência em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com o maior recuo previsto justamente no Estado paranaense.

Foto: Shutterstock

Segundo o Boletim de Preços do Mercado de Leite e Derivados, elaborado pelo Centro de Inteligência do Leite (CILeite), da Embrapa Gado de Leite, o Paraná deve registrar desvalorização de 6,7% no preço de referência do leite entregue em maio e pago aos produtores em junho. O percentual supera as quedas projetadas para Santa Catarina (-4,0%), Rio Grande do Sul (-3,4%) e Minas Gerais (-2,9%).

A mudança de direção ocorre após meses de recuperação dos preços pagos ao produtor e sugere um período de maior pressão sobre a renda no campo. “O movimento indica pausa na recuperação de preços ao produtor, com projeções de quedas, ao contrário do mês anterior, em que houve valorização”, destaca o boletim.

Paraná registra a maior retração

Entre os estados analisados, o Paraná aparece como o mais afetado pelo novo cenário. Dados do Conseleite Paraná

Foto: Carolina Jardine

mostram que o valor de referência do leite padrão projetado para maio caiu de R$ 2,6863 para R$ 2,5076 por litro, redução de 6,65%, percentual arredondado para 6,7% no boletim nacional.

A retração acompanha a piora no desempenho dos principais derivados comercializados pelas indústrias participantes do Conseleite. O leite UHT apresentou queda de 8,73% e a muçarela recuou 5,74% nas projeções para maio, influenciando diretamente a remuneração do produtor.

Recuperação perde fôlego

O comportamento dos Conseleites reforça o cenário já observado em outros indicadores do mercado lácteo.

Em maio, o leite spot, referência das negociações entre indústrias, registrou forte retração, enquanto os preços do leite UHT no atacado também recuaram, interrompendo o movimento de recuperação observado no início do ano.

Foto: Jaelson Lucas

No Rio Grande do Sul, a projeção do Conseleite indica valor de referência de R$ 2,4478 por litro em maio, 3,38% abaixo do mês anterior. Trata-se da primeira redução após uma sequência de altas, segundo o colegiado gaúcho. “É um momento que pede atenção do setor leiteiro, que vinha conseguindo repor parte de suas perdas nos últimos meses. Estamos preocupados, mas não surpresos”, afirmou o coordenador do Conseleite/RS, Kaliton Prestes.

Importações e oferta pressionam mercado

A desaceleração dos preços ocorre em um ambiente de maior competição no mercado interno.

Representantes do setor têm manifestado preocupação com o aumento das importações de lácteos, especialmente de Argentina e Uruguai, além do crescimento da oferta doméstica em algumas regiões produtoras.

A própria Embrapa já havia alertado, no início do ano, para um cenário de preços mais pressionados em função da elevada disponibilidade de produtos lácteos e da concorrência dos importados.

O comportamento dos Conseleites sugere que a recuperação observada no primeiro quadrimestre perdeu intensidade e que os próximos meses serão decisivos para definir se a retração será pontual ou marcará um novo período de preços mais baixos ao produtor.

Fonte: O Presente Rural
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Entressafra e importações freiam recuperação dos preços do leite

Leite spot recua 14,2% em maio e UHT cai 11,2%, enquanto derivados apresentam comportamento mais estável após altas no início do ano.

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Foto: Isabele Kleim

O mercado brasileiro de leite e derivados perdeu força em maio e interrompeu a trajetória de recuperação dos preços observada nos primeiros meses de 2026. A desaceleração foi puxada principalmente pelas quedas no leite UHT e no leite spot, enquanto muçarela e leite em pó registraram altas mais moderadas, sinalizando uma acomodação dos preços no setor.

Foto: Arnaldo Alves

Os dados constam no Boletim de Preços do Mercado de Leite e Derivados, divulgado pelo Centro de Inteligência do Leite (CILeite).

Segundo o levantamento, o preço do leite UHT comercializado no atacado paulista recuou 11,2% em relação a abril. Apesar da queda mensal expressiva, o produto ainda acumula valorização de 2,9% na comparação com maio de 2025.

O movimento foi acompanhado pelo leite spot em Minas Gerais, referência para negociações entre indústrias. O preço caiu 14,2% em relação a abril e ficou 0,2% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado.

No boletim, os pesquisadores apontam que a retração interrompe o ciclo de recuperação iniciado no começo do ano. “Os mercados de leite UHT e leite spot apresentaram queda considerável, interrompendo o movimento de recuperação observado nos primeiros meses do ano, induzindo uma desaceleração às vendas no atacado e no varejo”, destaca a publicação.

Entressafra e importações influenciam preços

A desaceleração ocorre em um momento de entressafra da produção leiteira, período em que normalmente há menor oferta de leite cru. Ainda assim, a pressão exercida pelos produtos importados tem limitado reajustes mais expressivos.

De acordo com o boletim, a combinação desses fatores ajuda a explicar o comportamento mais cauteloso do mercado. “Esse comportamento sugere uma acomodação dos preços após o período de recuperação, refletindo a entressafra da produção leiteira e a competitividade acirrada do volume de lácteos importados no mercado interno”, informa o documento.

Foto: Geraldo Bubniak

Muçarela lidera valorização

Entre os derivados acompanhados pelo levantamento, a muçarela apresentou o melhor desempenho.

O preço do queijo no atacado paulista subiu 2,1% em relação a abril e acumula valorização de 11,7% na comparação anual, a maior alta entre os produtos monitorados.

Já o leite em pó apresentou estabilidade no curto prazo. O produto registrou leve alta de 0,1% frente ao mês anterior, mas segue 3,1% abaixo do valor observado em maio de 2025.

A leitura do mercado é que, após a recuperação registrada no início do ano, os preços entram em uma fase de maior equilíbrio, influenciada tanto pela oferta doméstica quanto pela concorrência dos produtos importados.

Nos próximos meses, a evolução da produção nacional, o ritmo das importações e o comportamento do consumo devem continuar determinando a direção dos preços no mercado lácteo brasileiro.

Fonte: O Presente Rural
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Bezerro sobe 21,4% em um ano enquanto boi gordo acumula queda de 13,5%

Boletim da Embrapa Gado de Leite mostra descompasso entre as principais referências da pecuária de corte. Milho fica mais barato, farelo de soja estabiliza e projeção do PIB para 2026 sobe para 1,89%.

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A pecuária brasileira atravessa um momento de contrastes. Enquanto os preços do bezerro seguem em trajetória de alta, impulsionados pela menor oferta de animais para reposição, a arroba do boi gordo continua pressionada por um mercado doméstico mais fraco e pelas incertezas nas exportações.

Foto: Shutterstock

Os dados constam no Boletim de Preços do Mercado de Leite e Derivados de maio de 2026, elaborado pelo Centro de Inteligência do Leite (CILeite), da Embrapa Gado de Leite, que acompanha também indicadores relevantes para outras cadeias do agronegócio.

O levantamento mostra que o preço do bezerro em São Paulo acumulou alta de 21,4% nos últimos 12 meses e subiu 7,3% em relação a abril. O movimento reforça a valorização da reposição em um cenário de oferta mais ajustada.

Na direção oposta, a arroba do boi gordo registrou queda de 13,5% na comparação com maio de 2025 e recuo de 3,6% frente ao mês anterior.

Segundo o boletim, a diferença de comportamento entre as duas categorias reflete as dificuldades enfrentadas pelos pecuaristas na comercialização dos animais terminados. “Os indicadores de mercado observados em maio de 2026 revelam um cenário misto para a cadeia agropecuária. Enquanto o preço do bezerro apresentou crescimento considerável, a arroba do boi gordo foi marcada por queda, com incertezas sobre embarques para a China e vendas domésticas mais fracas”, destaca o estudo.

Reposição mais cara pressiona pecuaristas

A valorização do bezerro amplia o custo de reposição dos rebanhos e reduz as margens dos sistemas de recria e

Foto: Shutterstock

engorda, especialmente em um momento em que o preço pago pelo boi terminado está em queda.

A diferença entre os dois indicadores costuma ser acompanhada de perto pelo mercado porque influencia diretamente as decisões de compra e venda de animais, além da rentabilidade das propriedades.

Nos últimos meses, a redução da oferta de bezerros disponíveis no mercado e a retenção de fêmeas para recomposição dos rebanhos contribuíram para sustentar os preços da reposição.

Custos de alimentação aliviam pressão

Se a reposição ficou mais cara, os custos com alimentação deram algum alívio aos produtores.

O milho, principal componente das rações, registrou queda de 4,5% em relação a abril e acumula desvalorização de 11,5% em 12 meses. A saca de 60 quilos, referência em Campinas (SP), voltou a operar em patamares inferiores aos observados no ano passado.

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Já o farelo de soja apresentou estabilidade no curto prazo. O produto permaneceu praticamente inalterado em relação a abril, mas ainda acumula valorização de 3,3% na comparação anual.

Economia melhora, mas dólar sobe no mês

No cenário macroeconômico, o boletim mostra uma leve desvalorização do real em maio. A taxa de câmbio encerrou o período 0,5% acima do registrado em abril. Ainda assim, o dólar segue 10,8% abaixo do nível observado em maio de 2025.

As expectativas para a economia brasileira, por outro lado, apresentaram pequena melhora. A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 passou de 1,85% para 1,89%.

Embora a mudança seja modesta, ela reforça a percepção de maior estabilidade econômica, fator acompanhado com atenção pelo agronegócio por seus impactos sobre consumo, crédito e investimentos.

O conjunto dos indicadores mostra que, apesar da redução em parte dos custos de produção e da melhora das expectativas econômicas, a pecuária segue convivendo com sinais divergentes. Enquanto o bezerro se valoriza e encarece a reposição, o boi gordo ainda busca recuperar espaço em um mercado marcado por demanda mais cautelosa e incertezas no comércio internacional.

Fonte: O Presente Rural
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