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Importância do manejo alimentar para vacas em transição

Esse momento é extremamente importante para a longevidade produtiva do animal, além disso, o ideal é usar das tecnologias para acrescentar ganhos aos animais e melhoras à saúde hepática das vacas.

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Foto: Shutterstock

O manejo geral das vacas de leite tem como objetivo cuidar principalmente das fases reprodutivas e produtivas da vaca e isso engloba uma séria de estratégias para um bom resultado em produção de leite e bem-estar animal. O manejo alimentar de uma vaca deve compreender o ano todo, a suplementação pode ser volumosa ou concentrada e o importante é ficar atendo às fases do animal, como fase de lactação e período seco.

O período seco da vaca é realizado nos dois meses que antecedem a gestação. Importante adotar mecanismos que protejam a vaca durante a transição e que deem suporte ao futuro bezerro. Durante o período seco deve-se realizar a secagem da vaca para que o animal consiga recuperar os alvéolos para a produção de leite futura, muito importante é ficar atendo ao bom manejo durante a lactação, pois os animais com baixo escore corporal no período seco devem receber suplemento. O bom manejo durante a lactação e o pré-parto vai retornar em produção de leite na próxima lactação.

Após a secagem das vacas elas devem ser direcionadas à maternidade ou ao piquete das vacas pré-parto. Nesta hora entra em ação o período de transição, que é realizado aproximadamente 21 dias antes do parto e 21 dias após o parto. Os dias que antecedem o parto normalmente chamamos de pré-parto. A importância da separação dos animais está relacionada ao alimento fornecido às vacas e também ao cuidado, visto que os animais separados são mais fáceis para uma intervenção na hora do parto caso precise.

O estado fisiológico da vaca no período de transição esta direcionado ao parto e ao início da lactação (lactogênese). O fígado se torna um dos órgãos mais importantes, pois neste momento a vaca necessita de muita energia devido ao excesso de energia demandado ao feto, a lactogenese e uma cascata de hormônios que são liberados em série para que o parto ocorra. Devido a todos os fatores falaremos da importância do manejo alimentar na transição.

Manejo

Quando falamos em dieta pré-parto logo vem à cabeça a palavra DCAD (-), que significa Diferença Cátion-Aníon (-) da dieta. Esta medida é usada no período de transição para balancear os cátions (sódio, potássio) e os ânions (cloro, enxofre), mas o que isso tem a ver com pré-parto? Vacas com DCAD (+) correm o risco de sofrer nesta fase uma leve alcalose metabólica, que é quando o pH do sangue se torna mais básico do que deveria. É uma alteração grave e que pode trazer inúmeras consequências para o animal. Quando o DCAD é negativo ele acidifica o meio e melhora o metabolismo de cálcio. Este elemento é demandado em alta quantidade pela glândula mamária no momento do parto. Quando ocorre a falta na circulação ele é o responsável pela hipocalcemia em vacas 24 horas antes do parto e 72 horas pós-parto. A vaca tem uma demanda acelerada de glicose a ser metabolizada pelo fígado devido ao aumento nas concentrações de alguns hormônios, fazendo com que o fígado queime o estoque de glicogênio e inicie a lipólise das células.

Para o bom funcionamento do fígado, recomendamos o uso de uma molécula chamada fosfadidilcolina, um fosfolipídio predominante (>50%) na maioria das membranas dos mamíferos, que é responsável por proteger e recuperar as células do fígado. Entre as suas diversas funções, o transporte de gordura de uma célula para a outra é a principal delas. Esta molécula é responsável por reduzir a entrada de gordura no fígado e atua no transporte da lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL) do fígado.

A fosfatidilcolina é uma molécula que pode ser fornecida de forma exógena na dieta de vacas em transição e lactação. A falta de fosfatidilcolina na dieta pode resultar na infiltração de gordura no fígado. A presença desta molécula aumenta a utilização e transporte dos ácidos graxos e colesterol, também é importante no processo de secreção de VLDL pelo fígado. Outra função essencial é o auxílio na absorção de gordura pelo intestino, pois ela se caracteriza como uma molécula emulsificante devido às suas extremidades (polar e apolar). Com isso, ela aumenta a solubilidade das micelas a nível intestinal.

O manejo alimentar das vacas no período de transição é extremamente importante para a longevidade produtiva do animal. Além disso, o ideal é usar das tecnologias para acrescentar ganhos aos animais e melhoras à saúde hepática das vacas.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor pecuário acesse gratuitamente a edição digital de Bovinos, Grãos e Máquinas. Boa leitura!

Fonte: Por Juliana Reolon Pereira, doutora em Nutrição Animal e gerente técnica e comercial de Ruminantes na NutriQuest Brasil.

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Arroba do boi gordo sobe para R$ 337,10 e reverte perdas de julho

Indicador Cepea/Esalq avançou 1,08% na segunda-feira (20) e voltou a registrar saldo positivo no acumulado do mês.

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Foto: Divulgação/Connan

O preço do boi gordo voltou a registrar alta no mercado brasileiro. Nesta segunda-feira (20), o Indicador Cepea/Esalq fechou cotado a R$ 337,10 por arroba, avanço de 1,08% em relação ao pregão anterior.

O resultado mantém o movimento de recuperação observado nos últimos dias. Na sexta-feira (17), o indicador havia encerrado o dia em R$ 333,50 por arroba. Antes disso, as cotações também apresentaram valorização, passando de R$ 328,10 na terça-feira (14) para R$ 329,20 na quarta-feira (15) e R$ 331,15 na quinta-feira (16).

Com a sequência de altas, o mercado praticamente eliminou as perdas registradas ao longo de julho. No acumulado do mês, a variação do indicador passou a ser positiva em 0,21%.

Em dólar, a arroba do boi gordo foi cotada a US$ 66,23, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Banco de antígenos amplia proteção do rebanho brasileiro contra a febre aftosa

Estoque de 10 milhões de doses permitirá resposta imediata em caso de novos focos da doença e ajudará a preservar o status sanitário do país.

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O Brasil deu mais um passo para fortalecer sua defesa sanitária animal com a inauguração, nesta sexta-feira (17), do 1º Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa. Instalada em Buenos Aires, na Argentina, a estrutura manterá um estoque estratégico de antígenos para a fabricação de vacinas em caso de eventual reintrodução da doença no Brasil.

Resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa argentina Biogénesis Bagó, a iniciativa representa uma conquista inédita para o país.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes. Manter esse status exige vigilância permanente, planejamento e investimentos em prevenção. A criação desse banco representa uma camada adicional de proteção para o nosso rebanho e demonstra o compromisso com a sanidade”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

O Banco Nacional conta, inicialmente, com um estoque de 10 milhões de doses de antígenos correspondentes aos dois sorotipos do vírus da febre aftosa com maior circulação histórica no Brasil. O contrato prevê ainda a possibilidade de fornecimento de mais 10 milhões de doses ao longo dos próximos dez anos, em casos de eventuais surtos. O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas, caso seja identificado algum foco da enfermidade.

“A manutenção desse estoque é um requisito para que o Brasil preserve o reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Os produtores rurais podem ficar mais confiantes de que, em surtos localizados da doença, haverá uma resposta rápida”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas

Por questões de biossegurança, esse material permanece armazenado fora do território brasileiro. Países como Estados Unidos e Reino Unido também adotam esse modelo, mantendo estoques estratégicos na unidade da Biogénesis Bagó, na Argentina.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, Rodolpho Botelho, que acompanhou a cerimônia de inauguração, o Paraná tem histórico de protagonismo nas ações de defesa agropecuária e colhe os resultados desse trabalho por meio da abertura de mercados e da valorização da produção estadual.

“Sempre fomos referência em sanidade animal. Essa credibilidade abre mercados para a nossa produção e fortalece a competitividade da agropecuária no comércio internacional. Esse banco de antígenos é mais uma etapa no protocolo para o fortalecimento da sanidade”, reforça.

Para o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, o banco representa uma ferramenta estratégica para proteger o rebanho e também preservar o comércio internacional de proteína animal.

“Hoje, a Organização Mundial de Saúde Animal prevê protocolos que permitem isolar a área afetada, fazer a vacinação e controlar o foco sem comprometer o status sanitário do país. O banco de antígenos é uma ferramenta extremamente importante para garantir essa resposta”, esclarece.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Mercado futuro do leite ganha espaço entre produtores paranaenses

Sistema Faep destaca potencial da ferramenta para garantir maior segurança, transparência e previsibilidade na comercialização.

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Foto: Isabele Kleim

Desde o dia 13 de maio, a cadeia brasileira do leite conta com o chamado “mercado futuro”, pelo qual os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro (ferramenta hedge) garante mais proteção, previsibilidade, transparência e rentabilidade ao setor, que sofre com os riscos das oscilações do preço do leite. O avanço desta ferramenta entre os produtores foi tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, nesta quinta-feira (16).

“Essa ferramenta traz mais segurança para os nossos produtores de leite. O mercado futuro já é uma realidade para outras commodities agrícolas como soja, milho e boi gordo. É questão de tempo para os pecuaristas se familiarizarem e usufruírem dos benefícios”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Produtores presentes na reunião da CT de Bovinocultura de Leite representaram as principais bacias leiteiras do Paraná

Para auxiliar neste processo, a reunião contou com a participação de Marianne Tufani, gerente de riscos da StoneX Leite Brasil, que detalhou o funcionamento da ferramenta e tirou dúvidas sobre o mercado futuro de leite.

“Todas as demais cadeias, como a da soja, milho e boi gordo, aprenderam a usar. Nós também vamos nos beneficiar com isso”, comenta o presidente da CT de Bovinocultura de Leite e produtor de leite, Eduardo Lucacin. “É preciso conhecer bem o nosso negócio, os nossos custos, para saber o melhor momento de travar o preço”, complementa.

O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema Faep, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Marianne lembrou que, no mercado mundial de leite, 70% dos players já utilizam o mercado futuro.

“O primeiro passo para quem quer saber como funciona é abrir uma conta na corretora. O quanto antes, melhor, pois é um processo burocrático que exige documentação e análises extensas e minuciosas. Não tem custo essa abertura”, explica Marianne.

Temas prioritários

Ainda na reunião do CT de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, outros temas como a questão sanitária, preços e custo de produção, problemas no fornecimento de energia elétrica e oportunidades de capitalização estiveram em discursão. Os produtores relataram, mais uma vez, a preocupação com o custo da energia e a falta de qualidade do serviço da concessionária, que coloca em risco a produção.

O presidente da Comissão, Eduardo Lucacin, conduziu a reunião e mediou os debates sobre os temas prioritários para o setor

“Leite perdido, equipamento queimado. O que mais tem é produtor com situações como essas. O Sistema Faep tem atuado em Brasília e via Ministério Público Estadual, para cobrar da concessionária a qualidade do serviço. Porém, talvez tenhamos que, como comissão, pensar em soluções e outras alternativas para minimizar os danos”, afirma Lucacin.

Quanto à sanidade, o tema do combate à Brucelose apareceu no debate. “O controle da doença é pré-requisito básico para nos tornarmos competitivos em nível mundial”, diz o vice-presidente da CT, Roger van der Vinne, que também é médico veterinário e produtor em Carambeí, na região dos Campos Gerais. “Cada um em sua propriedade precisa dar o exemplo, gerindo a saúde do rebanho, realizando os testes e vacinação e buscando a certificação de livre da doença”, destaca.

Outro assunto que também foi discutido na reunião da comissão foi a possibilidade de aumento da rentabilidade com os derivados, em especial os sólidos, a proteína do soro (whey) e o concentrado proteico do leite. “A gente tem que preparar para todas essas tendências. Buscamos isso pela comissão e pelo Conseleite”, conclui o presidente da CT.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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