Suínos Estrutura de quarentena foi ampliada
Importância da Estação Quarentenária de Cananéia para a manutenção e o progresso da suinocultura brasileira
A equipe de jornalismo de O Presente Rural esteve em Cananeia durante a inauguração da nova estrutura, uma parceria público-privada que era sonho antigo das empresas de genética que operam no Brasil. Entenda um pouco mais sobre como funciona essa quarentena e sua relevância para o país.

Todos os anos cerca de três mil suínos reprodutores de alto padrão genético chegam de outros países para o Brasil. Eles são os avôs ou bisavôs, que vão para as granjas de empresas de genética e, de maneira geral, são os primeiros encarregados por povoar as granjas de produtores rurais em todo o país. Em sua vida, cada animal pode ser o responsável por cerca de 60 mil leitões, que vão crescer e chegar à fase de terminação para que seja produzida carne suína e derivados da mais alta qualidade. Para garantir todo o sucesso da cadeia suinícola brasileira, esses reprodutores, porém, não precisam ter somente uma excelente genética. Eles precisam estar saudáveis.
Para garantir que estejam com a saúde em dia, livre de patógenos que possam se disseminar ao longo do processo produtivo e causar graves problemas sanitários e econômicos ao setor, os animais ficam em quarentena. O local é a Estação Quarentenária de Cananeia, no litoral de São Paulo. A fazenda, que já foi responsável por detectar e impedir a entrada de suínos contaminados com PRRS, uma doença da qual o Brasil é livre, acaba de ser ampliada, com a inauguração de mais duas unidades, que vai garantir a importação do dobro de reprodutores para sustentar o progresso da suinocultura brasileira e ajudar a manter se não o melhor, um dos melhores status sanitários do mundo.

Descobrimento de placas comemorativas marcou a inauguração oficial da Estação Quarentenária de Cananeia
A equipe de jornalismo de O Presente Rural esteve em Cananeia durante a inauguração da nova estrutura, uma parceria público-privada que era sonho antigo das empresas de genética que operam no Brasil. Entenda um pouco mais sobre como funciona essa quarentena e porque a Estação Quarentenária de Cananeia (EQC) é tão importante para a manutenção e o progresso da suinocultura.
Fortaleza sanitária brasileira
O chefe de Serviço da EQC, Mateus Carvalho Silva Araújo, explica que os suínos são importados de vários países e, do aeroporto em Viracopos, vão direto para a EQC, que fica é uma ilha, o que garante mais segurança para o setor. Lá, passam cerca de 30 dias até que todos exames e checagens sejam feitos. Se tudo estiver de acordo com as exigências sanitárias brasileiras, o suíno segue para as empresas de genética para dar continuidade ao processo. Mas há casos, no entanto, que doenças são detectadas. Nesses casos, os suínos são abatidos e eliminados na própria Estação.

Chefe de Serviço da EQC, Mateus Carvalho Silva Araújo
“O suínos chegam de vários países do mundo, como Estrados Unidos, Canadá, Noruega e Bélgica. Eles chegam por via aérea e desembarcam no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). De lá, são deslocados por via terrestre até a Estação Quarentenária. A gente faz o recebimento dos animais, o alojamento das unidades em quarentenas e se iniciam as observações clínicas, que são importantes, como inspeção visual, exames clínicos mais detalhados se o animal apresentar algum sintoma. A gente se preocupa com a saúde do lote. Claro que a gente vamos examinar individualmente, mas estamos preocupados com doenças infectocontagiosos, então a gente olha o lote como um todo, buscando identificar sinais clínicos que possam ser dessas doenças”, destaca Mateus.
Por favor corrigir esse trecho: “Claro que a gente vamos examinar individualmente, mas estamos preocupados com doenças infectocontagiosos, então a gente olha o lote como um todo, buscando identificar sinais clínicos que possam ser dessas doenças”…
O entrevistado no caso fui eu mesmo e com certeza houve um erro grotesco na transcrição da minha fala, pois jamais falaria desta forma.
“Passados sete dias do recebimento, a gente faz uma coleta de sangue e fezes. Esse material vai para o Cedisa (Centro de Diagnóstico de Sanidade Animal), em Concórdia, SC, onde são testadas para doenças de importância para a suinocultura nacional, seja de doenças que o Brasil é livre ou que o Brasil controla. A gente busca mitigar o risco desses patógenos causadores de doenças através desses animais importados. Aos 14 dias é feita nova coleta para exames. Os resultados estando negativos e os animais em boa condição clínica, a gente libera após 30 dias do início da quarentena. Caso tenha algum achado clínico relevante ou resultado laboratorial positivo, iniciamos uma investigação sanitária para detalhar melhor essa condição de saúde e confirmar se realmente é doença contagiosa. Caso confirmado, o lote não sai da EQC, é sacrificado aqui mesmo”, menciona o chefe de Serviço da EQC.
Recentemente, o trabalho impediu que uma doença que não está presente na suinocultura brasileira se disseminasse pela cadeia produtiva. “Tivemos um caso no ano passado de Síndrome Respiratória Reprodutiva de Suínos (PRRS), que o Brasil é livre, nunca teve. E a PRRS acabou ingressando em um lote oriundo dos Estados Unidos. Conseguimos identificar com nossa rotina de diagnóstico e esse lote não ingressou (no sistema produtivo)”, lembra o profissional.
O desafio agora, segundo o profissional é trabalhar com quatro lotes simultâneos, em quatro unidades de produção. Para isso, um rígido controle sanitário e de manejo precisa ser adotado. “Nós dobramos a capacidade de quarentena. O desafio agora é maior. Vamos trabalhar com quatro lotes simultâneos, é preciso ter coordenação entre as equipes de trabalho. Quando um profissional adentra uma unidade, não pode entrar em outra por um período mínimo de cinco dias. Todos os materiais de uso são exclusivos de cada unidade, temos processos de desinfecção e descontaminação de tudo que entra e sai da nossa área de biossegurança, onde estão as unidades. Para se ter uma ideia, são dois banhos para entrar e dois banhos para sair das unidades onde estão os animais”, destaca, reforçando que passam a ser “quatro lotes simultâneos, de empresas diferentes, de origens diferentes, totalmente isolados entre si”.
A estrutura conta com baias coletivas e individuais, possuem moderno sistema de filtragem de ar, com acesso exclusivo aos profissionais que atuam diretamente com os animais, como os médico veterinários. Foram investidos R$ 7 milhões nas obras e equipamentos. Durante a inauguração, foi feita uma visita in loco para visitantes e profissionais de imprensa, coisa que não deve acontecer depois dos primeiros alojamentos.
Parceria
De acordo com Serviço de Registro Genealógico de Suínos (SRGS) da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), cerca de três mil animais chegam a Cananeia todos os anos. Com a evolução da atividade no Brasil, explica o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (Abegs), Alexandre Furtado da Rosa, o local ficou pequeno e precisa ser ampliado. “Nos últimos dez anos a suinocultura brasileira vem experimentando um crescimento interessante de produtividade, mas também de novos projetos, sendo mais eficiente, com crescimento de exportações. Ainda, em função do alto grau de status sanitário do nosso plantel e da qualidade genética, as empresas que atuam no mercado brasileiro estão começando a exportar material genético para outros países, que é um movimento meio novo. Normalmente você só importa material para multiplicar aqui, mas em função dessa atualização genética agora temos países, especialmente vizinhos da América do Sul, interessados na importação do produto brasileiro”, frisa.
“Também tivemos a entrada de novas empresas de genética globais que vieram para o Brasil e a EQC começou a ficar

Presidente da Abegs, Alexandre Furtado da Rosa
apertada. Nós tínhamos dois galpões cada um com capacidade para 500 animais, um galpão antigo que foi reformado e um novo construído em 2015, e não estava mais permitido o ingresso de animais. Permitia no máximo 12 introduções por ano. Como aumentou o número de empresas dentro da Abegs, que representa o segmento genético, além desse da questão das exportações de material genético, a gente achou que precisava aumentar o espaço. Nós procuramos o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na atual gestão da ministra Tereza Cristina, e renovamos o acordo de cooperação técnica. É uma parceria entre Abegs, que é a financiadora dos investimentos, a ABCS (Associação Brasileira de Criadores de Suínos), que é responsável pelo registro genealógico dos animais importados, e o Ministério Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que detém toda a parte oficial da gestão de Cananéia e também dos protocolos de investigação sanitária”, justifica Alexandre Furtado da Rosa, que também é presidente da Agroceres PIC.
“Iniciamos em fevereiro e hoje aqui estamos conseguindo inaugurar esses dois novos galpões para 460 animais cada um, totalmente climatizados para dar conforto térmico aos animais, com filtro de ar que dá uma proteção adicional em relação aos outros galpões. Agora podemos fazer 24 introduções por ano. Estamos muito contentes porque isso vai possibilitar aumentar o fluxo de importação. A gente vai aumentar a qualidade genética do plantel brasileiro e possibilitar a exportação de material para outros países”, menciona.
Para ele, a estrutura é diferenciada em relação a outros países produtores. “Não adianta nada você ter um status sanitário elevadíssimo se você não tem uma genética boa. Cananéia possibilita isso, poucos países no mundo tem algo como essa estrutura, totalmente isolada fisicamente, com poder público instalado nessa parceria público-privada”, frisa.
“O melhor status sanitário do mundo”
Para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, a Estação Quarentenária de Cananeia é decisiva para manter o status sanitário. “O status sanitário da suinocultura brasileira sem dúvida

Presidente da ABCS, Marcelo Lopes
nenhuma é o melhor do mundo. O país é livre de diversas doenças que acometem o mundo inteiro, e essa Estação vem de encontro a isso, traz mais segurança nas importações dos reprodutores. Além disso, torna o país exportador de genética. A EQC abriu as portas para que a gente começasse a exportar genética. Temos uma estrutura maravilhosa, do governo federal, onde uma parceira público-privada vem dando certo. Há alguns anos inauguramos o primeiro sítio como experiência dessa PPP e hoje estamos inaugurando os sítios 3 e 4. É um exemplo de parceria a ser seguido”, destaca.
Para proteger esse status, lembra que outras fontes carreadoras de patógenos podem entrar por portos e aeroportos, em alimentos industrializados ou mesmo em ingredientes para a ração dos animais. “Os portos, os aeroportos, enfim, todas as entradas do país precisam ser fiscalizadas, e esse investimento (EQC) fica como exemplo. A cadeia de suínos não pode ter surpresas dessa natureza. Existe um esforço da ABCS, da Abegs e do Mapa para termos mais investimento em biossegurança. Existem diversos protocolos trabalhados com Mapa, caso haja esse tipo de surpresa, para a gente estar preparado, isolar e não acometer o país inteiro”, destaca Lopes.
O secretário de Defesa Agropecuária, do Mapa, José Guilherme Leal, destacou a relação de genética e sanidade, ambos temas centrais da Estação Quarentenária de Cananeia, para o desenvolvimento do setor. “Todo o desenvolvimento da suinocultura brasileira passa por aqui. Garantia os avanços na genética, com a proteção

Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal
necessária da sanidade”, frisou.
Leal também destacou a parceria entre governo federal e empresas e entidades como um pontos fundamentais para a realização das obras. “Estamos comemorando com muita justiça. Fazer uma parceria entre público e privado nem sempre é fácil. Precisamos primeiro ter disposição para fazer e entender que estamos fazendo as coisas corretas. E isso é que estamos fazendo aqui, (a parceria) que permitiu essa construção. Em pouco tempo, conseguimos fazer um trabalho muito importante para nossa suinocultura”, lembrou.
O secretário do Mapa lembrou “toda a magnitude da suinocultura brasileira, que tem papel importantíssimo para abastecer nossa população, mas também para gerar divisas com as exportações”. Ele reforçou a importância de atender a demanda do setor privado e o trabalho em conjunto com as empresas. “Com essa ampliação, temos condição de atender a demanda do setor privado, pois a limitação física estava estrangulando (as empresas de genética). Temos que comemorar essa parceria reforçada agora com essa ampliação”, mencionou o secretário.
Mais velocidade no progresso genético
O diretor da Topigs Norsvin, André Costa, explica que mais animais importados, com maior frequência, vão acelerar o progresso genético no Brasil. “As empresas de genética têm seus planteis de alto potencial genético localizado em outros países, então é necessário realizar a importação frequente de material genético. Hoje temos a possibilidade de duplicar a importação de nossas granjas núcleo principais, que estão Estados Unidos, Noruega e Canadá. Isso representa não somente mais volume, mas a velocidade com que o melhoramento genético é aplicado”, pontua Costa.
O diretor de Negócios e Marketing da mesma empresa, Adauto Junior Canedo, amplia, exemplificando que esse avanço está em caraterísticas que o mercado quer. “A ampliação do Quarentenário de Cananeia vai possibilitar a importação de um maior número de animais por ano para continuar fazendo nosso melhoramento genético. Somos players de produção e exportação, mas precisamos nos manter competitivos em relação a ganho de peso, conversão alimentar, entre outras características. Aumentando o número de animais importados, você faz uma aceleração nesse melhoramento genético”.
EQC
De acordo com o Mapa, a EQC encontra-se edificada na Ilha de Cananeia, litoral sul do estado de São Paulo, distante 261 km da capital, com acesso 17 km após a cidade de Registro, no sentido São Paulo-Curitiba. A EQC foi construída em área isolada no sul da Ilha, distando aproximadamente 6 km da cidade de Cananéia. As edificações existentes somam uma área construída de cerca de 6,5 mil metros quadrados, dividida entre prédios administrativos, alojamentos, oficinas, estábulos, lavanderia, estação de tratamento de efluentes e outros.
“Além das quarentenas, a estação foi preparada para ser um importante centro brasileiro para a realização de cursos e treinamentos em defesa sanitária animal de interesse do próprio Mapa, de Secretarias de Estado da Agricultura, de universidades e outros. Para isso, procedeu-se à construção de auditórios, alojamentos e demais instalações para a adequada recepção de participantes e instrutores.

Suínos
Atualização técnica é fundamental para produzir suínos com mais segurança e rentabilidade, ressalta presidente da Copacol
Valter Pitol destaca que o Congresso de Suinocultores do Paraná oferece acesso a conhecimento, tecnologias e informações estratégicas para fortalecer os resultados das granjas.

A busca por maior eficiência e rentabilidade na produção de suínos passa, cada vez mais, pelo acesso à informação e à atualização técnica. Em um setor marcado pela rápida evolução das tecnologias, exigências sanitárias e oscilações de mercado, acompanhar as transformações da atividade tornou-se um fator decisivo para a competitividade das granjas.

Presidente da Copacol, Valter Pitol: ““Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”
Com esse objetivo, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná reunirá produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e especialistas no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). A Copacol está entre as cooperativas que apoiam a realização do evento, promovido pelo Jornal O Presente Rural em parceria com a Frimesa.
Para o presidente da Copacol, Valter Pitol, o Congresso representa uma oportunidade importante para que os produtores tenham acesso às informações mais recentes sobre a atividade. “Nós acreditamos que o Congresso é uma oportunidade para o suinocultor estar participando, tendo informações, acesso a tecnologias e informações completas da suinocultura”, afirma.
Segundo Pitol, o conhecimento compartilhado durante o evento contribui diretamente para a evolução técnica das propriedades e para a tomada de decisões mais assertivas dentro das granjas.
Conhecimento aplicado à produção

Fotos: Schutterstock
A suinocultura ocupa papel estratégico dentro das atividades desenvolvidas pela Copacol e por seus cooperados. Por isso, iniciativas voltadas à disseminação de conhecimento são consideradas fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva. “Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”, ressalta o presidente.
A programação do evento abordará temas ligados à sanidade, biosseguridade, nutrição, mercado, sucessão familiar, gestão de pessoas e regularização ambiental, assuntos que impactam diretamente o desempenho das propriedades.
Produção segura e rentável
De acordo com Pitol, o principal objetivo de toda a cadeia produtiva é garantir que o produtor tenha condições de produzir com eficiência e obter resultados econômicos sustentáveis. “Precisamos produzir suínos com mais segurança, mas acima de tudo garantir que a atividade tenha resultado econômico para o produtor”, enfatiza.

A expectativa é que o Congresso proporcione um ambiente de troca de experiências entre os diferentes elos da cadeia, aproximando produtores, cooperativas, agroindústrias e especialistas em torno dos principais desafios e oportunidades da suinocultura.
Ao concentrar em um único dia debates técnicos e estratégicos, o evento busca levar aos participantes informações práticas e aplicáveis à realidade das granjas, contribuindo para o fortalecimento de uma das atividades mais importantes do agronegócio paranaense.
Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná
08h – Café de boas-vindas Sicredi
08h30 – Abertura
09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira
- Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa
09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026
- Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
10h10 – Coffee break
10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva
- Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar
11h10 – Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade
- Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR
11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias
- Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale
12h10 – Almoço
13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras
- Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep
14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo
- Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios
14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura
- Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL
15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor
- Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural
15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios
- Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
- Moderação: Eliana Panty
16h20 – Encerramento
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.
O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.
Suínos
Congresso de Suinocultores do Paraná coloca biosseguridade no centro dos debates da atividade
Coordenador de Suinocultura da Lar afirma que falhas na proteção sanitária podem comprometer toda a produção e defende maior alinhamento entre produtores e assistência técnica.

A biosseguridade continua sendo um dos maiores desafios da suinocultura moderna e será um dos temas centrais do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Técnico em Agropecuária e coordenador de suinocultura na Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin: “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”
Em uma região que concentra uma das maiores densidades de produção de suínos do país, o técnico em Agropecuária e coordenador de Suinocultura da Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin, ressalta que prevenir a entrada e disseminação de doenças é uma condição indispensável para garantir a sustentabilidade da atividade.
O profissional destaca que os avanços em gestão, treinamento e qualificação profissional podem ser conquistados com investimentos e capacitação. Já a biosseguridade exige vigilância permanente. “O principal gargalo que nós temos hoje é a biosseguridade. Outros pontos relacionados à gestão técnica podem ser trabalhados com treinamento, qualificação e especialização das equipes. Porém, quando a biosseguridade da granja é comprometida, não existe mais como remediar”, afirma.
Segundo Beraldin, o desafio se torna ainda maior em regiões com elevada concentração de granjas e intensa movimentação de pessoas e veículos. “Estamos numa região muito adensada, com instalações mais antigas, propriedades muito próximas umas das outras, rodovias passando perto das granjas e diferentes integradoras atuando no mesmo território. Tudo isso aumenta a complexidade do controle sanitário”, ressalta.
Uniformidade das carcaças segue como desafio
Além das questões sanitárias, Beraldin aponta que a busca por uniformidade dos lotes continua sendo uma das principais dificuldades enfrentadas dentro das granjas.

De acordo com ele, mesmo com os avanços genéticos e nutricionais registrados nas últimas décadas, ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os animais. “O principal ponto de desalinhamento entre o que a indústria exige e a realidade da granja está relacionado à uniformidade das carcaças. Esse é um desafio que atravessa décadas e continua presente. O peso de nascimento é naturalmente diferente entre os indivíduos e, ao longo das fases de crescimento e terminação, essas diferenças acabam reaparecendo”, explica.
O coordenador destaca que o agrupamento dos animais por tamanho ajuda a reduzir essa variabilidade, mas exige manejo constante e nem sempre é suficiente para manter a uniformidade desejada até o abate.
Outro fator apontado por ele envolve as exigências relacionadas à conformação das carcaças. “Qualquer hérnia ou problema semelhante pode levar à classificação daquele animal como não conforme. Muitas vezes isso resulta na condenação da carcaça. É uma exigência que não parte diretamente da indústria, mas dos órgãos fiscalizadores, e que acaba gerando perdas importantes ao longo da cadeia”, observa.
Produtor e técnico devem atuar lado a lado

Para Beraldin, a velocidade na identificação dos problemas dentro da granja é um dos fatores que mais influenciam os resultados produtivos. Por isso, ele defende uma relação próxima entre produtores e equipes técnicas. “O principal conhecimento que o produtor pode ter na tomada de decisão é entender a dinâmica do mercado e manter uma relação muito próxima com o técnico. No primeiro sinal de qualquer anormalidade dos animais, a assistência técnica deve ser acionada”, enfatiza.
Segundo ele, a experiência acumulada pelos profissionais que acompanham diferentes granjas permite respostas mais rápidas e eficientes diante de possíveis problemas sanitários ou produtivos. “Aquele lote é único para o produtor, mas o técnico observa diversos lotes ao longo da semana. Isso permite agir rapidamente e tomar decisões com mais segurança. O principal é que o produtor conheça bem seu plantel e esteja alinhado com a assistência técnica”, ressalta.
Congresso reforça protagonismo do produtor
Na avaliação de Beraldin, um dos diferenciais do Congresso de Suinocultores do Paraná é justamente manter o foco no produtor e na realidade das propriedades rurais. “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”, destaca.
Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná
08h – Café de boas-vindas Sicredi
08h30 – Abertura
09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira
- Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa
09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026
- Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
10h10 – Coffee break
10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva
- Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar
11h10 – Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade
- Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR
11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias
- Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale
12h10 – Almoço
13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras
- Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep
14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo
- Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios
14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura
- Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL
15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor
- Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural
15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios
- Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
- Moderação: Eliana Panty
16h20 – Encerramento
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.
O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.
Suínos
Sanidade, mão de obra e tecnologia desafiam a suinocultura, afirma gerente da Primato
Temas estarão entre os destaques do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho em Marechal Cândido Rondon (PR).

A sanidade dos rebanhos, a dificuldade de contratação de mão de obra e a necessidade de ampliar o uso de informações em tempo real dentro das granjas estão entre os principais desafios enfrentados atualmente pela suinocultura brasileira. Os temas estarão no centro das discussões do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que reúne no próximo dia 09 de junho produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e lideranças do setor em Marechal Cândido Rondon (PR).

Zootecnista e gerente Pecuário na Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck: “Participar do Congresso é uma oportunidade única para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura” – Foto: Divulgação/Primato
O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.
Para o zootecnista e gerente Pecuário da Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck, a sanidade segue como a principal preocupação das granjas da região. “Vejo como principal gargalo técnico a sanidade. Nos últimos cinco anos estamos enfrentando um desafio sanitário muito grande no Oeste do Paraná e encontramos dificuldades para melhorar esse status sanitário”, afirma.
Na área de gestão, ele destaca que os desafios passam tanto pela escassez de profissionais quanto pelas diferenças entre gerações que hoje convivem dentro da cadeia produtiva. “Temos poucas pessoas disponíveis para o mercado de trabalho e isso todos estão sentindo na pele. Além disso, existe o desafio de conectar profissionais jovens, que chegam ao setor com cerca de 20 anos, com produtores que muitas vezes estão próximos dos 65 anos. São gerações com visões e experiências bastante diferentes”, observa.
Exigências do mercado exigem respostas rápidas

Segundo Wesendonck, a demanda dos consumidores por alimentos produzidos com atenção ao meio ambiente, ao bem-estar animal e à rastreabilidade tem provocado mudanças importantes dentro da cadeia produtiva.
Na avaliação dele, o desafio está na velocidade com que essas adaptações precisam ocorrer para manter a competitividade da carne suína brasileira no mercado internacional. “O consumidor vem exigindo mudanças no formato de produção, com foco em valor agregado, sustentabilidade e bem-estar animal. Muitas vezes essas exigências chegam de forma rápida à indústria e precisam ser implementadas em toda a cadeia”, explica.
Para o gerente, atrasos na adoção de protocolos e critérios exigidos pelos compradores podem comprometer oportunidades comerciais. “O Brasil disputa mercados altamente competitivos. Entre fechar ou perder uma venda para determinado país, muitas vezes a diferença está em já ter os critérios exigidos implantados. Quando a demanda surge, a indústria precisa repassar rapidamente e o produtor precisa acompanhar esse movimento para que todos ganhem dinheiro juntos”, ressalta.
Gestão baseada em dados
Outro ponto destacado por Wesendonck é a crescente necessidade de os produtores dominarem informações ligadas à nutrição, genética e sanidade dos animais.

Foto: Ari Dias/AEN
Segundo ele, a produção moderna exige conhecimento muito mais detalhado do que há alguns anos. “O produtor precisa estar alinhado com a integradora em relação à nutrição, genética e sanidade. Hoje trabalhamos com várias fórmulas de ração, diferentes genéticas e desafios sanitários distintos. O produtor precisa conhecer essas informações para tomar decisões mais assertivas”, enfatiza.
O profissional também defende uma maior incorporação de tecnologias capazes de fornecer indicadores produtivos em tempo real. “O produtor necessita urgentemente de tecnologias que mostrem os indicadores da granja em tempo real. Não adianta terminar um lote para descobrir depois que houve excesso de consumo ou uma conversão alimentar ruim. É preciso acompanhar isso durante o processo”, salienta, reforçando: “O produtor precisa saber durante o ciclo se está conduzindo um lote bom ou se existem pontos que precisam ser corrigidos”.
Espaço para discutir o futuro da atividade
Wesendonck avalia que o Congresso de Suinocultores do Paraná tem papel importante justamente por reunir todos os elos da cadeia em um único ambiente de debate. “A importância do Congresso está no fato de podermos reunir todos os elos envolvidos na cadeia em um único dia e em um só local. Vamos discutir temas fundamentais para a suinocultura, como nutrição, sanidade e sucessão familiar, com profissionais que vivem o setor diariamente”, destaca.
Segundo ele, a troca de experiências entre produtores, técnicos, cooperativas e empresas contribui para fortalecer a atividade e acelerar a adoção de soluções dentro das granjas. “Ficamos muito felizes em participar desse momento. É uma oportunidade para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura”, exalta.
Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná
08h – Café de boas-vindas Sicredi
08h30 – Abertura
09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira
- Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa
09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026
- Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
10h10 – Coffee break
10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva
- Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar
11h10 – Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade
- Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR
11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias
- Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale
12h10 – Almoço
13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras
- Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep
14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo
- Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios
14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura
- Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL
15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor
- Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural
15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios
- Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
- Moderação: Eliana Panty
16h20 – Encerramento
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.
O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.



