Conectado com

Suínos Estrutura de quarentena foi ampliada

Importância da Estação Quarentenária de Cananéia para a manutenção e o progresso da suinocultura brasileira

A equipe de jornalismo de O Presente Rural esteve em Cananeia durante a inauguração da nova estrutura, uma parceria público-privada que era sonho antigo das empresas de genética que operam no Brasil. Entenda um pouco mais sobre como funciona essa quarentena e sua relevância para o país.

Publicado em

em

Fotos: Giuliano De Luca/OP Rural

Todos os anos cerca de três mil suínos reprodutores de alto padrão genético chegam de outros países para o Brasil. Eles são os avôs ou bisavôs, que vão para as granjas de empresas de genética e, de maneira geral, são os primeiros encarregados por povoar as granjas de produtores rurais em todo o país. Em sua vida, cada animal pode ser o responsável por cerca de 60 mil leitões, que vão crescer e chegar à fase de terminação para que seja produzida carne suína e derivados da mais alta qualidade. Para garantir todo o sucesso da cadeia suinícola brasileira, esses reprodutores, porém, não precisam ter somente uma excelente genética. Eles precisam estar saudáveis.

Para garantir que estejam com a saúde em dia, livre de patógenos que possam se disseminar ao longo do processo produtivo e causar graves problemas sanitários e econômicos ao setor, os animais ficam em quarentena. O local é a Estação Quarentenária de Cananeia, no litoral de São Paulo. A fazenda, que já foi responsável por detectar e impedir a entrada de suínos contaminados com PRRS, uma doença da qual o Brasil é livre, acaba de ser ampliada, com a inauguração de mais duas unidades, que vai garantir a importação do dobro de reprodutores para sustentar o progresso da suinocultura brasileira e ajudar a manter se não o melhor, um dos melhores status sanitários do mundo.

Descobrimento de placas comemorativas marcou a inauguração oficial da Estação Quarentenária de Cananeia

A equipe de jornalismo de O Presente Rural esteve em Cananeia durante a inauguração da nova estrutura, uma parceria público-privada que era sonho antigo das empresas de genética que operam no Brasil. Entenda um pouco mais sobre como funciona essa quarentena e porque a Estação Quarentenária de Cananeia (EQC) é tão importante para a manutenção e o progresso da suinocultura.

Fortaleza sanitária brasileira

O chefe de Serviço da EQC, Mateus Carvalho Silva Araújo, explica que os suínos são importados de vários países e, do aeroporto em Viracopos, vão direto para a EQC, que fica é uma ilha, o que garante mais segurança para o setor. Lá, passam cerca de 30 dias até que todos exames e checagens sejam feitos. Se tudo estiver de acordo com as exigências sanitárias brasileiras, o suíno segue para as empresas de genética para dar continuidade ao processo. Mas há casos, no entanto, que doenças são detectadas. Nesses casos, os suínos são abatidos e eliminados na própria Estação.

Chefe de Serviço da EQC, Mateus Carvalho Silva Araújo

“O suínos chegam de vários países do mundo, como Estrados Unidos, Canadá, Noruega e Bélgica. Eles chegam por via aérea e desembarcam no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). De lá, são deslocados por via terrestre até a Estação Quarentenária. A gente faz o recebimento dos animais, o alojamento das unidades em quarentenas e se iniciam as observações clínicas, que são importantes, como inspeção visual, exames clínicos mais detalhados se o animal apresentar algum sintoma. A gente se preocupa com a saúde do lote. Claro que a gente vamos examinar individualmente, mas estamos preocupados com doenças infectocontagiosos, então a gente olha o lote como um todo, buscando identificar sinais clínicos que possam ser dessas doenças”, destaca Mateus.

 

Por favor corrigir esse trecho: “Claro que a gente vamos examinar individualmente, mas estamos preocupados com doenças infectocontagiosos, então a gente olha o lote como um todo, buscando identificar sinais clínicos que possam ser dessas doenças”…
O entrevistado no caso fui eu mesmo e com certeza houve um erro grotesco na transcrição da minha fala, pois jamais falaria desta forma.

“Passados sete dias do recebimento, a gente faz uma coleta de sangue e fezes. Esse material vai para o Cedisa (Centro de Diagnóstico de Sanidade Animal), em Concórdia, SC, onde são testadas para doenças de importância para a suinocultura nacional, seja de doenças que o Brasil é livre ou que o Brasil controla. A gente busca mitigar o risco desses patógenos causadores de doenças através desses animais importados. Aos 14 dias é feita nova coleta para exames. Os resultados estando negativos e os animais em boa condição clínica, a gente libera após 30 dias do início da quarentena. Caso tenha algum achado clínico relevante ou resultado laboratorial positivo, iniciamos uma investigação sanitária para detalhar melhor essa condição de saúde e confirmar se realmente é doença contagiosa. Caso confirmado, o lote não sai da EQC, é sacrificado aqui mesmo”, menciona o chefe de Serviço da EQC.

Recentemente, o trabalho impediu que uma doença que não está presente na suinocultura brasileira se disseminasse pela cadeia produtiva. “Tivemos um caso no ano passado de Síndrome Respiratória Reprodutiva de Suínos (PRRS), que o Brasil é livre, nunca teve. E a PRRS acabou ingressando em um lote oriundo dos Estados Unidos. Conseguimos identificar com nossa rotina de diagnóstico e esse lote não ingressou (no sistema produtivo)”, lembra o profissional.

O desafio agora, segundo o profissional é trabalhar com quatro lotes simultâneos, em quatro unidades de produção. Para isso, um rígido controle sanitário e de manejo precisa ser adotado. “Nós dobramos a capacidade de quarentena. O desafio agora é maior. Vamos trabalhar com quatro lotes simultâneos, é preciso ter coordenação entre as equipes de trabalho. Quando um profissional adentra uma unidade, não pode entrar em outra por um período mínimo de cinco dias. Todos os materiais de uso são exclusivos de cada unidade, temos processos de desinfecção e descontaminação de tudo que entra e sai da nossa área de biossegurança, onde estão as unidades. Para se ter uma ideia, são dois banhos para entrar e dois banhos para sair das unidades onde estão os animais”, destaca, reforçando que passam a ser “quatro lotes simultâneos, de empresas diferentes, de origens diferentes, totalmente isolados entre si”.

A estrutura conta com baias coletivas e individuais, possuem moderno sistema de filtragem de ar, com acesso exclusivo aos profissionais que atuam diretamente com os animais, como os médico veterinários. Foram investidos R$ 7 milhões nas obras e equipamentos. Durante a inauguração, foi feita uma visita in loco para visitantes e profissionais de imprensa, coisa que não deve acontecer depois dos primeiros alojamentos.

Parceria

De acordo com Serviço de Registro Genealógico de Suínos (SRGS) da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), cerca de três mil animais chegam a Cananeia todos os anos. Com a evolução da atividade no Brasil, explica o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (Abegs), Alexandre Furtado da Rosa, o local ficou pequeno e precisa ser ampliado. “Nos últimos dez anos a suinocultura brasileira vem experimentando um crescimento interessante de produtividade, mas também de novos projetos, sendo mais eficiente, com crescimento de exportações. Ainda, em função do alto grau de status sanitário do nosso plantel e da qualidade genética, as empresas que atuam no mercado brasileiro estão começando a exportar material genético para outros países, que é um movimento meio novo. Normalmente você só importa material para multiplicar aqui, mas em função dessa atualização genética agora temos países, especialmente vizinhos da América do Sul, interessados na importação do produto brasileiro”, frisa.

“Também tivemos a entrada de novas empresas de genética globais que vieram para o Brasil e a EQC começou a ficar

Presidente da Abegs, Alexandre Furtado da Rosa

apertada. Nós tínhamos dois galpões cada um com capacidade para 500 animais, um galpão antigo que foi reformado e um novo construído em 2015, e não estava mais permitido o ingresso de animais. Permitia no máximo 12 introduções por ano. Como aumentou o número de empresas dentro da Abegs, que representa o segmento genético, além desse da questão das exportações de material genético, a gente achou que precisava aumentar o espaço. Nós procuramos o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na atual gestão da ministra Tereza Cristina, e renovamos o acordo de cooperação técnica. É uma parceria entre Abegs, que é a financiadora dos investimentos, a ABCS (Associação Brasileira de Criadores de Suínos), que é responsável pelo registro genealógico dos animais importados, e o Ministério Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que detém toda a parte oficial da gestão de Cananéia e também dos protocolos de investigação sanitária”, justifica Alexandre Furtado da Rosa, que também é presidente da Agroceres PIC.

“Iniciamos em fevereiro e hoje aqui estamos conseguindo inaugurar esses dois novos galpões para 460 animais cada um, totalmente climatizados para dar conforto térmico aos animais, com filtro de ar que dá uma proteção adicional em relação aos outros galpões. Agora podemos fazer 24 introduções por ano. Estamos muito contentes porque isso vai possibilitar aumentar o fluxo de importação. A gente vai aumentar a qualidade genética do plantel brasileiro e possibilitar a exportação de material para outros países”, menciona.

Para ele, a estrutura é diferenciada em relação a outros países produtores. “Não adianta nada você ter um status sanitário elevadíssimo se você não tem uma genética boa. Cananéia possibilita isso, poucos países no mundo tem algo como essa estrutura, totalmente isolada fisicamente, com poder público instalado nessa parceria público-privada”, frisa.

“O melhor status sanitário do mundo”

Para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, a Estação Quarentenária de Cananeia é decisiva para manter o status sanitário. “O status sanitário da suinocultura brasileira sem dúvida

Presidente da ABCS, Marcelo Lopes

nenhuma é o melhor do mundo. O país é livre de diversas doenças que acometem o mundo inteiro, e essa Estação vem de encontro a isso, traz mais segurança nas importações dos reprodutores. Além disso, torna o país exportador de genética. A EQC abriu as portas para que a gente começasse a exportar genética. Temos uma estrutura maravilhosa, do governo federal, onde uma parceira público-privada vem dando certo. Há alguns anos inauguramos o primeiro sítio como experiência dessa PPP e hoje estamos inaugurando os sítios 3 e 4. É um exemplo de parceria a ser seguido”, destaca.

Para proteger esse status, lembra que outras fontes carreadoras de patógenos podem entrar por portos e aeroportos, em alimentos industrializados ou mesmo em ingredientes para a ração dos animais. “Os portos, os aeroportos, enfim, todas as entradas do país precisam ser fiscalizadas, e esse investimento (EQC) fica como exemplo. A cadeia de suínos não pode ter surpresas dessa natureza. Existe um esforço da ABCS, da Abegs e do Mapa para termos mais investimento em biossegurança. Existem diversos protocolos trabalhados com Mapa, caso haja esse tipo de surpresa, para a gente estar preparado, isolar e não acometer o país inteiro”, destaca Lopes.

O secretário de Defesa Agropecuária, do Mapa, José Guilherme Leal, destacou a relação de genética e sanidade, ambos temas centrais da Estação Quarentenária de Cananeia, para o desenvolvimento do setor. “Todo o desenvolvimento da suinocultura brasileira passa por aqui. Garantia os avanços na genética, com a proteção

Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal

necessária da sanidade”, frisou.

Leal também destacou a parceria entre governo federal e empresas e entidades como um pontos fundamentais para a realização das obras. “Estamos comemorando com muita justiça. Fazer uma parceria entre público e privado nem sempre é fácil. Precisamos primeiro ter disposição para fazer e entender que estamos fazendo as coisas corretas. E isso é que estamos fazendo aqui, (a parceria) que permitiu essa construção. Em pouco tempo, conseguimos fazer um trabalho muito importante para nossa suinocultura”, lembrou.

O secretário do Mapa lembrou “toda a magnitude da suinocultura brasileira, que tem papel importantíssimo para abastecer nossa população, mas também para gerar divisas com as exportações”. Ele reforçou a importância de atender a demanda do setor privado e o trabalho em conjunto com as empresas. “Com essa ampliação, temos condição de atender a demanda do setor privado, pois a limitação física estava estrangulando (as empresas de genética). Temos que comemorar essa parceria reforçada agora com essa ampliação”, mencionou o secretário.

Mais velocidade no progresso genético

O diretor da Topigs Norsvin, André Costa, explica que mais animais importados, com maior frequência, vão acelerar o progresso genético no Brasil. “As empresas de genética têm seus planteis de alto potencial genético localizado em outros países, então é necessário realizar a importação frequente de material genético. Hoje temos a possibilidade de duplicar a importação de nossas granjas núcleo principais, que estão Estados Unidos, Noruega e Canadá. Isso representa não somente mais volume, mas a velocidade com que o melhoramento genético é aplicado”, pontua Costa.

O diretor de Negócios e Marketing da mesma empresa, Adauto Junior Canedo, amplia, exemplificando que esse avanço está em caraterísticas que o mercado quer. “A ampliação do Quarentenário de Cananeia vai possibilitar a importação de um maior número de animais por ano para continuar fazendo nosso melhoramento genético. Somos players de produção e exportação, mas precisamos nos manter competitivos em relação a ganho de peso, conversão alimentar, entre outras características. Aumentando o número de animais importados, você faz uma aceleração nesse melhoramento genético”.

EQC

De acordo com o Mapa, a EQC encontra-se edificada na Ilha de Cananeia, litoral sul do estado de São Paulo, distante 261 km da capital, com acesso 17 km após a cidade de Registro, no sentido São Paulo-Curitiba. A EQC foi construída em área isolada no sul da Ilha, distando aproximadamente 6 km da cidade de Cananéia. As edificações existentes somam uma área construída de cerca de 6,5 mil metros quadrados, dividida entre prédios administrativos, alojamentos, oficinas, estábulos, lavanderia, estação de tratamento de efluentes e outros.

“Além das quarentenas, a estação foi preparada para ser um importante centro brasileiro para a realização de cursos e treinamentos em defesa sanitária animal de interesse do próprio Mapa, de Secretarias de Estado da Agricultura, de universidades e outros.  Para isso, procedeu-se à construção de auditórios, alojamentos e demais instalações para a adequada recepção de participantes e instrutores.

Suínos

Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025

Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.

Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.

O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.

Resiliência

Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.

A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.

Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Suínos

Exportações recordes sustentam mercado do suíno no início de 2026

Em meio à estabilidade das cotações internas, vendas externas de carne suína alcançam volumes e receitas históricas, impulsionadas pela forte demanda internacional.

Publicado em

em

Foto: Jonathan Campos/AEN

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira (06), com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025.

No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína. Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período.

De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024, dados da Secex.

Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025.

No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual.

Fonte: Assessoria Cepea
Continue Lendo

Suínos

Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro

Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.

Publicado em

em

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

A suinocultura brasileira e internacional tem encontro marcado em maio, na Capital gaúcha, com a realização do Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui). O evento ocorre de 19 a 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, e chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva. O Jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia do Simpósio e toda a cobertura você pode acompanhar pelas nossas redes sociais.

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Faltando pouco mais de quatro meses para a abertura do simpósio, a organização avança em etapas-chave da preparação. A programação científica será divulgada a partir de fevereiro, mas já está em andamento o processo de submissão de trabalhos, um dos pilares do evento. Pesquisadores, técnicos e profissionais do setor têm até 23 de março para inscrever estudos científicos ou casos clínicos, que deverão se enquadrar em uma das áreas temáticas definidas pela comissão organizadora: sanidade, nutrição, reprodução, produção e manejo, One Health e casos clínicos.

A estrutura temática reflete desafios centrais da suinocultura contemporânea, como a integração entre saúde animal, saúde humana e meio ambiente, além da busca por eficiência produtiva em um cenário de custos elevados e maior pressão por biosseguridade. As normas para redação e envio dos trabalhos estão disponíveis no site oficial do evento, o que indica uma preocupação com padronização científica e qualidade técnica das contribuições.

Inscrições no evento

No campo das inscrições, o Sinsui mantém valores diferenciados por perfil de público. Até 15 de janeiro, profissionais podem se inscrever por R$ 650, enquanto estudantes de graduação em Medicina Veterinária, Zootecnia e Agronomia, além de pós-graduandos stricto sensu nessas áreas, pagam R$ 300. Há ainda modalidades específicas para visitantes e para acesso à feira. A inscrição dá direito a material de apoio, certificado, crachá e acesso à programação.

A política de descontos reforça o foco em participação coletiva, especialmente de empresas e instituições de ensino. Grupos de estudantes

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

ou profissionais vinculados a empresas patrocinadoras têm condições mais vantajosas a partir de dez inscritos, enquanto demais empresas obtêm desconto para grupos acima de vinte participantes. Em ambos os casos, o modelo prevê a emissão de recibo único e a concessão de um código adicional de inscrição.

A organização também detalhou a política de cancelamento, com percentuais de reembolso decrescentes conforme a proximidade do evento, e ressalva para situações de força maior, nas quais o simpósio poderá ser transferido de data sem cancelamento das inscrições.

Termômetro

Ao reunir produção científica, debates técnicos e interação entre diferentes elos da cadeia, o Sinsui 2026 se posiciona como um termômetro dos rumos da suinocultura. Em um setor cada vez mais pressionado por exigências sanitárias, sustentabilidade e competitividade internacional, o simpósio tende a funcionar não apenas como espaço de atualização, mas como arena de construção de consensos técnicos e estratégicos.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail contato@sinsui.com.br ou pelos telefones (51) 3093-2777 e (51) 99257-9047.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.