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Importância da COP 26 para o Brasil e o setor privado

A COP 26, portanto, terá grande relevância para o setor privado, pois, em médio e em longo prazo, a competitividade dos negócios será influenciada por suas decisões

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João Guilherme Sabino Ometto*

A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a ser realizada em Glasgow, na Escócia, de 31 de outubro a 12 de novembro deste ano, terá dois focos prioritários. O primeiro, relativo ao financiamento e às indenizações por perdas, interessa mais aos países pobres e aos insulares. O segundo é a conclusão da implementação do Artigo 6 do Acordo de Paris (o que significaria, na prática, o início operacional do tratado), referente à forma de contabilidade e cooperação entre nações em transações internacionais de carbono e o regramento do novo Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável (MDS), que substitui o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), inerente ao Protocolo de Kyoto. Para o Brasil, principalmente a indústria, será importante que os créditos de carbono gerados por meio do MDL sejam considerados quando entrar em vigor o MDS.

A COP 26, portanto, terá grande relevância para o setor privado, pois, em médio e em longo prazo, a competitividade dos negócios será influenciada por suas decisões. Ademais, o conceito de ESG (sigla do inglês para Meio Ambiente, Social e Governança Corporativa) torna-se cada vez mais decisivo para nortear investimentos e a decisão dos consumidores e delinear a reputação das empresas. Também cabe atenção aos financiamento, às recentes tecnologias e à adaptação às mudanças climáticas, lembrando que, em nosso país, já ocorrem perdas econômicas decorrentes de secas extremas, como neste momento de crise hídrica, ou chuvas muito acima do normal.

A Conferência de Glasgow, se exitosa, poderá somar-se às mais marcantes dessa agenda iniciada em 1983, quando, por decisão da 38º Assembleia Geral da ONU, foi criada a Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento. Em 1992, no Rio de Janeiro, ocorreu a Cúpula da Terra (Rio-92), na qual surgiram a Agenda 21 e dois grandes acordos internacionais: Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima; e Convenção sobre Diversidade Biológica. Na ocasião, as nações assumiram compromissos para reduzir emissões de gases de efeito estufa e criar mecanismos de adaptação às mudanças climáticas.

A partir de 1995, instalaram-se as COPs. Dentre estas, as que tiveram maior relevância foram: 3, no Japão, em 1997, quando se firmou o Protocolo de Kyoto, que vigorou de 2008 até 2012; 13, em Bali, na Indonésia, em 2007, na qual se adotou o Bali Road Map, que definiu os cinco temas estratégicos das negociações (“Visão Compartilhada”, “Mitigação”, “Adaptação”, “Tecnologia” e “Financiamento”); 15, em Copenhagen, na Dinamarca, em 2009, na qual se abordaram o apoio tecnológico e o financiamento para apoiar países em desenvolvimento no enfrentamento dos impactos da mudança do clima. Porém, foram poucos os resultados; 16 (2010/Cancun/México), em que foram instituídos o Fundo Verde do Clima, Mecanismos de Transferência Tecnológica e Ações de Adaptação; e 18 (2012/Doha/Catar), com a negociação da prorrogação do Protocolo de Kyoto por sete anos.

Chegou-se, assim, à COP 21, na França, em 2015, na qual foi firmado o Acordo de Paris. Este representou mudança de paradigma, ao estabelecer que todos os países assumiriam compromissos de mitigação e adaptação para manter o aumento médio de temperatura da Terra em no máximo dois graus Celsius, fazendo esforços para alcançar 1,5. Pela primeira vez, a precificação e o mercado global de carbono apareceram de modo explícito, no Artigo 6, anteriormente citado. Merece destaque, ainda, a Rio+20, em 2012, cujo propósito foi avaliar os avanços ocorridos desde a Rio92 e na qual a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em parceria com a FIRJAN, a prefeitura do Rio de Janeiro e a Fundação Roberto Marinho, coordenou e patrocinou o “Espaço Humanidade”, uma das grandes atrações do evento.

A FIESP, por meio do Departamento de Meio Ambiente, estava acompanhando a questão desde a Rio-92. Em 2009, engajou-se de modo mais intenso, com a criação do Comitê de Clima e Energia, que preparou a participação da entidade na COP 15, em Copenhagen, cuja delegação era formada por mim, então seu coordenador, diretores e técnicos de departamentos. A partir daí, o colegiado participou ativamente das negociações com o governo brasileiro, elaborando documentos técnicos sobre os impactos da mudança climática na competitividade da indústria e do País. Também passou a integrar as reuniões preparatórias e as COPs. Em 2017 a federação publicou estudo sobre instrumentos econômicos de precificação de carbono, sua relevância e impacto nos setores de atividade e no PIB. É muito importante que as entidades de classe, como de resto toda a sociedade organizada, se manifestem e apresentem, ideias para a participação brasileira nesse importante tema de interesse coletivo.

Agora, a humanidade chega a Glasgow, alertada também pela Covid-19, com mais consciência de que não pode seguir desrespeitando a natureza. Cuidar dela, além de preservar a vida, é fundamental para a recuperação econômica pós-pandemia e o desenvolvimento sustentado.

*João Guilherme Sabino Ometto é engenheiro (Escola de Engenharia de São Carlos – EESC/USP), empresário e membro da Academia Nacional de Agricultura (ANA).

Fonte: Assessoria
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Notícias Reforço das ações de defesa agropecuária

Santa Catarina lança campanha de prevenção contra a peste suína africana

Embora não ofereça riscos à saúde humana, a PSA causa grande mortalidade nas criações de suínos. Maior produtor nacional , o Estado reforça as ações de defesa agropecuária e lança campanha de prevenção.

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Julio Cavalheiro/Secom

Maior produtor nacional de suínos, Santa Catarina reforça as ações de defesa agropecuária e lança campanha de prevenção à peste suína africana (PSA). Com o tema SC Contra a Peste Suína Africana, o Governo do Estado, a Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidasc) pretendem conscientizar a população sobre os riscos da doença e as formas de proteger o rebanho catarinense.

A campanha publicitária contará com material em vídeo, áudio, impresso e online e será distribuído nos principais veículos de comunicação de Santa Catarina. Segundo o secretário de Estado da Agricultura, este é um chamado para que os catarinenses fiquem atentos aos riscos da introdução da PSA em Santa Catarina e para que os turistas saibam das regras para o transporte de produtos de origem animal.

“Estamos agindo preventivamente para proteger o nosso rebanho e o nosso agronegócio. A suinocultura é uma das principais atividades econômicas de Santa Catarina e nós estamos reforçando as medidas de prevenção e conscientização não só dos produtores, mas também dos turistas e catarinenses. Embora a peste suína africana não seja uma doença transmissível para o ser humano, ela prejudica a economia como um todo e nós precisamos proteger a nossa economia. Nós somos guardiões da saúde animal em Santa Catarina e esse é um grande desafio diário”, destaca.

Mensagem da Campanha

Embora não ofereça riscos à saúde humana, a peste suína africana causa grande mortalidade nas criações de suínos. Para proteger o agronegócio catarinense, é necessária a colaboração de todos.

Os turistas que visitam Santa Catarina – de carro, ônibus, navio ou avião – não devem trazer em sua bagagem nenhum produto que contenha carne suína. Os produtos apreendidos serão descartados.

Os produtores não podem alimentar os animais com sobras de comida (lavagem). Além disso, é importante proibir a entrada de estranhos na granja.

E, principalmente, caso haja qualquer suspeita da doença, notificar imediatamente a Cidasc.

Reforço nas ações de defesa agropecuária

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reforçou a vigilância em portos e aeroportos, além de fortalecer sua capacidade de prevenção do ingresso do vírus da PSA no Brasil. Em Santa Catarina, as ações contam com o apoio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e da iniciativa privada.

O que é Peste Suína Africana?

É uma doença viral que não oferece risco à saúde humana, mas pode dizimar criações de suínos, pois é altamente transmissível e leva a altas taxas de mortalidade e morbidade. Considerada pela OIE como uma das doenças mais relevantes para o comércio internacional de produtos suínos, a PSA afeta somente os suínos.

A doença está se disseminando pelo mundo, presente atualmente em mais de 50 países, entre eles, a República Dominicana e Haiti – este é o primeiro registro da doença no continente americano desde a década de 1980. A doença não existe no Brasil, a última ocorrência foi registrada em 1981 e, desde 1984 o país é livre de PSA.

Impacto na economia

O vírus da PSA não é perigoso para a saúde humana, mas gera um grave impacto social e econômico, especialmente para as exportações de produtos de carne suína, para a renda das famílias rurais, bem como para a segurança alimentar.

O agronegócio é o carro-chefe da economia catarinense, responsável por quase 70% de toda exportação e por mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. As agroindústrias empregam mais de 60 mil pessoas de forma direta e contam com 55 mil famílias integradas no campo. A produção catarinense é exportada para mais de 150 países, entre eles os mercados mais exigentes e competitivos do mundo.

 

Fonte: Cidasc
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Notícias

Nucleovet participa de reunião da Câmara de Presidentes do Sistema CFMV/CRMVs

Presidente Luiz Carlos Giongo apresentou trajetória da entidade e sua contribuição para a qualificação profissional e desenvolvimento da agropecuária.

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Divulgação/Nucleovet

A atuação do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) foi apresentada, nesta semana, na Câmara Nacional de Presidentes do Sistema CFMV/CRMVs. O evento acontece em Florianópolis de 24 a 26 deste mês e reúne diretoria, conselheiros e assessores técnicos do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e presidentes dos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMVs).

A explanação sobre o Nucleovet foi feita em vídeo do presidente Luiz Carlos Giongo, que mostrou a atuação da entidade em prol do desenvolvimento da profissão e as ações para o fortalecimento do setor agropecuário no oeste catarinense. Giongo foi representado, presencialmente, pela integrante do Conselho Deliberativo do Nucleovet e vice-presidente do CRMV-SC, Silvana Giacomini Collet.

Os presidentes do CRMV, Marcos Vinícius de Oliveira Neves, do CFMV, Francisco Cavalcanti de Almeida, e da Cidasc, Antônio Plínio de Castro, ressaltaram a importância do Nucleovet. Eles receberam o e-scrapbook “Vetor de Desenvolvimento”, publicação do Nucleovet que relata sua trajetória de 50 anos.

Giongo relatou um pouco da história da entidade, fundada em 9 de outubro de 1971. O Nucleovet foi um dos primeiros núcleos criados em Santa Catarina, atendendo uma solicitação da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc), que queria implantar associações regionais da classe no Estado.

Desde sua fundação, a finalidade do Nucleovet é promover o aperfeiçoamento de médicos veterinários e zootecnistas, promover e compartilhar conhecimentos e tecnologias voltadas para o agronegócio. Também busca a união dos profissionais da área pelo esporte e recreação, trabalhos sociais, conscientização da população para a saúde única (união entre a saúde animal, humana e ambiental), controle de zoonoses e o importante papel que esses profissionais desempenham na sociedade.

Giongo ressaltou os Simpósios promovidos anualmente, considerados três dos principais eventos técnicos do Brasil e da América Latina: o Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), o Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) e o Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL). Esses eventos são referência em transferência de conhecimentos, aperfeiçoamento da classe, desenvolvimento de novas tecnologias e troca de experiências nessas áreas.

Para marcar a trajetória do Nucleovet, foi lançado em outubro passado, no evento de comemoração dos 50 anos, o e-scrapbook, que resgata e eterniza a história da entidade. É um recorte de memórias intermídia, com fotos, links para vídeos, documentos e depoimentos de ex-presidentes.

Giongo sublinhou que o trabalho desenvolvido nestes 50 anos foi de superação e inovação. “Agora, o futuro nos desafia. Continuar crescendo, fortalecendo a categoria e o agronegócio, especialmente os setores de aves, suínos e bovinocultura de leite, é um compromisso de todos”.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Notícias Nova diretoria

Caio Carvalho retorna à presidência da ABAG em 2022

A partir de janeiro de 2022, a entidade contará com uma nova diretoria em substituição ao atual presidente, Marcello Brito.

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Divulgação/ABAG

A partir de janeiro de 2022, a ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio contará com uma nova diretoria e passará a ser presidida por Luiz Carlos (Caio) Corrêa Carvalho, que já havia comandado a associação entre 2012 e 2018, em substituição ao atual presidente, Marcello Brito.

Engenheiro agrônomo formado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (Esalq/USP), Carvalho possui cursos de pós-graduação em Agronomia e em Administração pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP), e Vanderbilt University (EUA).

Desde 1983, atua como diretor da Canaplan, empresa de consultoria e projetos para o setor sucroenergético. Com grande conhecimento do setor de açúcar e álcool, Carvalho é sócio da Bioagencia, empresa comercializadora de etanol nos mercados interno e externo.

Considerada uma das entidades mais atuantes do setor no país, a ABAG tem trabalhado fortemente para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro, por meio da participação nos principais contextos nacionais e globais que envolvam a competitividade, produtividade e sustentabilidade desse segmento. Por meio de seus comitês temáticos, vem discutindo e fomentando ações em assuntos transversais, como por exemplo, logística, bioeconomia, conservação ambiental, que são fundamentais para o futuro do agro.

A ABAG tem ainda colaborado com a iniciativa privada para disseminar a importância do agronegócio para o desenvolvimento social, econômico e ambiental brasileiro, bem como trabalhado junto as instâncias governamentais para a criação de políticas e ações para a evolução desse setor. Para a sociedade civil, a entidade tem se empenhado em levar informação qualificada que contribua para o fortalecimento da marca do agro no fornecimento de alimentos e produtos indispensáveis para a vida, sempre pautado na proteção ambiental e na igualdade social.

Carvalho continuará o processo de modernização da ABAG e  trabalhará arduamente em defesa da reputação do agro brasileiro nos mercados interno e internacional. Seu mandato será de dois anos.

Fonte: Assessoria ABAG
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CONBRASUL/ASGAV

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