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Importância da ciência e controle de Salmonella em evidência na abertura da Conferência Científica Latino-Americana

A programação segue nesta quarta-feira 05), com as atividades sendo retomadas a partir das 08 horas.

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Fotos: Jaqueline Galvão/OP Rural

Especialistas em avicultura em todo mundo se encontram em Foz do Iguaçu (PR) para se atualizarem dos mais recentes avanços e estudos no setor avícola durante a Conferência Científica Latino-Americana, que é realizada a cada dois anos na América Latina.

Organizado pela Poultry Science Association (PSA), o evento conta com a coorganização de universidades e empresas multinacionais ligadas ao segmento instaladas no Brasil. Até quinta-feira (06), mais de 700 congressistas vão participar de 10 simpósios que reúnem 70 palestras com profissionais de renome mundial. Em pauta estarão temas relevantes como saúde intestinal, nutrição animal, uso de antibióticos, proteínas em rações e desafios atuais enfrentados pela indústria avícola.

Presidente da comissão organizadora e professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Alexandre Pires Rosa

Na abertura do evento, realizada na terça-feira (04), o presidente da comissão organizadora e professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Alexandre Pires Rosa, evidenciou a importância de repercutir a ciência avícola e os avanços das pesquisas, tornando público estes estudos para que a atividade se desenvolva cada vez mais. “Esse é um evento de vanguarda, com objetivo de compartilhar ciência. É feito por universidades, indústrias e centros de pesquisas, que em três dias trazem o que há de mais inovador que está sendo estudado na avicultura. É uma satisfação muito grande de, em um único ambiente, reunir a academia para debater o setor, essa troca de informações faz com que a ciência evolua cada vez mais”, evidenciou.

No primeiro dia da 3ª edição do PSA Latam, o Simpósio sobre “Abordagem total para o controle da Salmonella: perspectivas e oportunidades”, realizado com organização da Vetanco, tratou sobre como as novas tecnologias podem ser usadas para controlar a prevalência e gerenciar os pontos críticos de controle de contaminação na produção avícola, e ainda será apresentado diferentes perspectivas sobre como os agentes secundários estão envolvidos no aumento da incidência de contaminação por Salmonella em toda a cadeia produtiva: do campo ao matadouro.

A programação técnico-científica foi aberta pela pesquisadora Sherry Layton, da Universidade do Arkansas, nos Estados Unidos, que tratou sobre a importância da sinergia de soluções para o controle de Salmonella na cadeia avícola, enquanto Roberto Moraes Jardim Filho, da São Salvador Alimentos, abordou o controle da Salmonella no campo para o sucesso do abatedouro. Paralelamente, os congressistas puderam assistir à apresentação de resumos de trabalhos científicos que, nesta edição, engloba mais de 200 pesquisas. Todos os estudantes que apresentaram seu estudo em inglês participam de uma competição e os vencedores serão conhecidos nesta quarta-feira (05), em cerimônia a ser realizada às 18 horas, seguida de jantar.

Os Simpósios seguem nesta quarta-feira, com as atividades sendo retomadas a partir das 08 horas. No Simpósio com a temática Proteínas: das dietas à carne os participantes vão destacar a dinâmica de produção de carne de frango com eficiência e qualidade, abordando os desafios em matérias-primas, digestibilidade e saúde intestinal. A moderação será feira pelo José Henrique Barbi, da Adisseo.

E no Simpósio “Sustentabilidade na produção avícola: como a nutrição afeta o desempenho animal e o meio ambiente?” será conduzido por Edson Fontinelli, da Tectron. Neste evento as informações estarão concentradas em estratégias nutricionais para melhorar o desempenho das aves, a digestibilidade de nutrientes e para reduzir o impacto ambiental da produção avícola.

Moderado por Victor Naranjo, da Evonik Corporation, o Simpósio “Estratégias nutricionais para melhorar a saúde intestinal e o desempenho das aves” vai discutir uma variedade de perspectivas para garantir que tanto as comunidades científicas quanto a indústria possam aplicar e desenvolver estratégias de alimentação holística que melhorem a saúde e o desempenho das aves.

No Simpósio “O balanço positivo entre os agentes que impactam na funcionalidade otimizada de todo o processo intestinal” os palestrantes vão se concentrar nas últimas atualizações e rupturas de conceito abordando todo o processo intestinal e os fatores que afetam a saúde intestinal, incluindo microbiota, sistema imunológico e fisiologia. A moderação ficará a cargo de Gustavo Carneiro, da Novus International.

O Jornal O Presente é mídia oficial do evento e a cobertura completa você confere na próxima edição.

Fonte: O Presente Rural

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Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho

Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

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Foto: Freepik

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.

Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB

“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.

O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.

Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja

Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

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Foto: Breno Lobato

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.

O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.

Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.

Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho

Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.

Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.

Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.

Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.

A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.

Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Seu contrato de arrendamento pode ser extinto

Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).

Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.

Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.

Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.

A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.

Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.

Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.

E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.

Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.

Fonte: Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
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