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Importações de derivados lácteos sobem 6% em setembro e ampliam déficit da balança comercial
As compras de leites em pó, que representaram 78,5% do volume total importado, cresceram 3,14% frente a julho, somando 153,6 milhões de litros em equivalente leite.

As importações de derivados lácteos voltaram a subir em agosto. Dados da Secex mostram que o Brasil adquiriu 196 milhões de litros em equivalente leite no último mês, 6,1% acima do volume importado em julho/23 e 11,2% a mais que em agosto/22. Esse cenário está atrelado à maior competitividade do preço externo frente ao nacional.
As compras de leites em pó, que representaram 78,5% do volume total importado, cresceram 3,14% frente a julho, somando 153,6 milhões de litros em equivalente leite. Os principais fornecedores desses produtos ao Brasil em agosto foram Uruguai e Argentina, que, juntos, forneceram 86% do total. Na média, os leites em pó foram adquiridos a US$ 3,42/kg, 8,8% inferior à média de julho. À título de comparação, a média de preço do leite em pó exportado pelo Brasil em agosto foi de US$8,27/kg.
As importações de queijos aumentaram 18,7% no comparativo mensal, somando 41,7 milhões de litros em equivalente leite, o que correspondeu a 21,2% do total adquirido em agosto. No entanto, o preço médio aumentou 8,1%, chegando em US$ 9,21/kg no último mês. Vale mencionar que o preço médio dos queijos exportados pelo Brasil em agosto foi de US$ 12,34/kg.
Em contrapartida, as exportações de lácteos caíram 4,6% no comparativo mensal e 17,1% no anual, somando 5,9 milhões de litros em equivalente leite em agosto. Desse total, o leite condensado foi o mais relevante, representando 32,2% e somando 1,9 milhão de litros em equivalente leite. Apesar desse volume ter ficado 3,7% abaixo do de julho, houve aumento de 94,5% frente a agosto/22. O preço médio negociado foi de US$ 3,47/kg, alta de 5,1% frente a julho.
As vendas de queijos e do leite fluído, que representaram 27% e 9,4% do total, respectivamente, também tiveram quedas em relação a julho, de 33% e 16%, nessa mesma ordem. Por outro lado, os embarques de creme de leite subiram 61%, totalizando 687 mil litros em equivalente leite, ou seja, 11,5% do total exportado. As exportações de leites em pó aumentaram 3,5 vezes e chegaram a 296 mil litros em equivalente leite, o que representou quase 5% do total exportado no último mês.

Balança comercial
A balança comercial registrou déficit de R$ 94 milhões, ampliando em 2,7% o resultado negativo do mês anterior. Em volume, o déficit foi de 190 milhões de litros em equivalente leite, avanço de mensal de 6,4%.

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Justiça reconhece atribuições exclusivas de auditores no Vigiagro
Decisão envolve fiscalização em pontos de entrada no país; sindicato defende ajuste com governo para evitar impacto nas operações.

Uma decisão da Justiça Federal da 1ª Região, na Seção Judiciária do Distrito Federal, reconheceu que parte das atividades de fiscalização no Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) é de atribuição privativa dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (AFFAs). A ação foi proposta em 2019, em meio a questionamentos sobre o cumprimento da legislação que define as competências da carreira, especialmente em operações nos pontos de entrada de produtos agropecuários no país.
Em nota, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) informou que irá conduzir diálogo com o Ministério da Agricultura e Pecuária para tratar dos desdobramentos da decisão. A entidade defende a construção de uma solução que permita a implementação do entendimento judicial sem comprometer a continuidade e a eficiência das atividades de fiscalização.

Foto: Mapa
As discussões devem envolver a coordenação do Vigiagro, o Departamento de Serviços Técnicos (DTEC) e a ANTEFFA, entidade que representa os técnicos da fiscalização agropecuária. Um dos pontos em análise é a adequação das atribuições atualmente exercidas por diferentes carreiras dentro do sistema.
O sindicato também admite a possibilidade de ajustes normativos ou alterações legislativas, caso sejam necessários para compatibilizar a decisão judicial com a operação cotidiana do Vigiagro. A avaliação será feita em conjunto com a assessoria jurídica da entidade, uma vez que a sentença ainda pode ser objeto de recurso.
O Vigiagro atua na inspeção e fiscalização de produtos agropecuários em portos, aeroportos e fronteiras, sendo considerado um dos principais instrumentos de proteção sanitária e de controle do comércio internacional do agronegócio brasileiro.
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Tecnoshow quer zerar emissões e busca selo de carbono neutro em 2026
Feira em Rio Verde (GO) vai medir transporte, energia e resíduos. Em 2025, compensou 84 toneladas de CO₂, equivalente a 492 árvores.

A Tecnoshow Comigo pretende obter o Selo Verde de Carbono Neutro na edição de 2026, com a ampliação do controle e da compensação das emissões de gases de efeito estufa geradas durante o evento. A feira será realizada entre 06 e 10 de abril, em Rio Verde (GO).
A certificação exige a mensuração completa das emissões associadas à montagem, realização e desmontagem da feira. Na prática, a organização passará a monitorar fontes como transporte de visitantes e expositores, deslocamento de máquinas e consumo de combustíveis, além do uso de energia elétrica e da destinação de resíduos.
Entre os pontos que serão incluídos na medição estão as viagens aéreas de participantes, com base em dados do aeroporto local, e o consumo de insumos utilizados nas áreas demonstrativas, como fertilizantes. Também serão avaliados resíduos sólidos, como plástico, ferro e papelão, além de orgânicos e efluentes gerados durante o evento.
Na edição de 2025, a Tecnoshow já havia compensado 84 toneladas de dióxido de carbono, volume equivalente ao plantio de 492 árvores, o que garantiu ao evento o selo Evento Neutro Azul, concedido pela Eccaplan.
Para 2026, a estratégia inclui também a participação do público. Totens instalados no Centro Tecnológico Comigo permitirão que visitantes calculem sua própria pegada de carbono durante a visita. O sistema considera deslocamentos e permanência no evento, e a compensação poderá ser feita por meio de pagamento simbólico, com recursos destinados a uma instituição local.
Após o encerramento da feira, a organização fará o balanço total das emissões e realizará a compensação por meio da compra de créditos de carbono, direcionados a projetos certificados. A meta é atender aos critérios exigidos para o reconhecimento como evento de carbono neutro.






