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Suínos / Peixes Importação

Importações de carne suína pela China triplicam

Peste suína africana teve grande impacto no país

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(Foto: Arquivo/OP)

As importações de carne suína pela China em março quase triplicaram em relação ao ano passado, segundo informações divulgadas pelo portal especializado suinoculturaindustrial.com.br. Os dados alfandegários foram divulgados nesta terça-feira e indicam que os compradores tentam preencher uma enorme lacuna de oferta depois que a peste suína africana dizimou o enorme rebanho suíno do país.

“A China, maior consumidor mundial, recebeu 391 mil toneladas de carne suína em março, ante 127.218 toneladas em março de 2019, segundo cálculos da Reuters com base em dados alfandegários. Os embarques de carne no primeiro trimestre chegaram a 951.mil toneladas, quase duas vezes em relação ao mesmo período do ano passado, mostraram dados da Administração Geral das Alfândegas”, informou o portal.

Isso porque a peste suína africana reduziu pelo menos 40% do rebanho de porcos da China e diminuindo seu estoque de matrizes em até 60% em 2019, cortando a produção de suínos e enviando os preços da carne favorita do país para recordes, disse o portal. A gravidade da doença se dá pelo fato de não ter cura e ser necessária a morte dos animais infectados.

“Nesse cenário, a China recebeu mil toneladas de carne de porco nos dois primeiros meses de 2020, um aumento de 158% em relação ao ano anterior”, completou o portal especializado.

Ainda sobre o mercado global, o portal indica que o coronavírus está prejudicando o setor de carnes dos Estados Unidos. “Temos acompanhado os EUA de perto, fazendo levantamentos sobre a produção nos Estados, para saber como que a doença está se comportando no interior do país”, disse Tereza Cristina.

Fonte: Assessoria
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Suínos / Peixes Evento online

IPVS debate desafios da suinocultura até 2050 no dia 3 de novembro

Evento virtual lança 26ª edição do Congresso IPVS, com a presença do doutor Peter Davies e transmissão gratuita para todo o mundo  

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Foto: Divulgação

Os principais desafios na produção mundial de suínos até 2050 serão debatidos pelo professor da Universidade de Minnesota (Estados Unidos), Peter Davies, em um evento mundial realizado em formato digital pela IPVS (do inglês Associação Internacional de Veterinários Especialistas em Suínos) na próxima terça-feira, dia 3 de novembro, a partir das 11h.

Este evento marcará o encerramento do ciclo de preparação do IPVS2020, com a publicação dos Anais do evento, bem como o lançamento da 26ª edição do Congresso da IPVS, que será realizado de 21 a 24 de junho de 2022, no Rio de Janeiro. “Nosso objetivo é reunir especialistas da cadeia produtiva e apresentar o evento de 2022”, afirmou a médica veterinária, presidente da IPVS e professora da Universidade Federal de Minas Gerais, Fernanda Almeida. “Este evento é especialmente importante pela presença do doutor Peter Davies, um profissional mundialmente reconhecido, que irá compartilhar conosco um pouco da sua visão sobre o futuro da produção suinícola no mundo. Além disso, em respeito a todos os pesquisadores que escolheram o IPVS2020 para a divulgação dos dados obtidos nos últimos anos, faremos a publicação oficial dos Anais do IPVS2020”, informa.

O evento é gratuito, sendo transmitido para o mundo todo em inglês com tradução simultânea para o português. Os interessados poderão se inscrever através do link http://bit.ly/webinar-ipvs2020.

Outras informações sobre o IPVS2020 poderão ser obtidas através do e mail ipvs2020@ipvs2020.com ou pelo telefone +55 (31) 3360-3663.

Sobre Peter Davies

O Dr. Peter Davies é médico veterinário epidemiologista, especializado em doenças infecciosas. Professor da College of Veterinary Medicine da University of Minnesota, nos Estados Unidos, com grande experiência em clínica veterinária. Atuou como consultor de produção animal, participando de projetos de desenvolvimento rural, inclusive no Brasil. Além da pesquisa em sanidade suína, Davies se especializou em epidemiologia de patógenos zoonóticos transmitidos por alimentos.

O IPVS 2022

O maior evento da suinocultura mundial será realizado pela segunda vez no Brasil, após 34 anos. O local escolhido para acolher este evento de tamanha magnitude é o Riocentro, um dos mais completos centros de eventos e convenções do país. São esperados participantes de todo o mundo e a submissão de trabalhos científicos em diferentes áreas de concentração. Além de uma programação científica extraordinária, o evento contará com uma enorme feira de negócios, onde serão apresentadas as mais recentes tecnologias e novidades para a suinocultura mundial.

Fonte: Assessoria
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Suínos / Peixes Novidade

Nova edição de Suínos e Peixes está disponível na versão digital

Matéria de capa é uma entrevista exclusiva com a ministra Tereza Cristina

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O Presente Rural

A nova edição de Suínos e Peixes de O Presente Rural já disponível na versão digital, na íntegra e de forma gratuita.

Entre as matérias que você pode ler está uma entrevista exclusiva com a ministra Tereza Cristina, onde ela faz uma avaliação dos seus mais de 20 meses à frente do Ministério da Agricultura e fala sobre quais são as projeções para 2021.

Além disso, a edição ainda conta com matérias falando sobre como a PSA vem mudando o mercado mundial de carnes, as novidades a respeito do novo frigorífico da Frimesa, o maior da América Latina, uma matéria exclusiva sobre o que a suinocultura pode aprender com a bovinocultura de corte a respeito do mercado de carnes nobres, os impactos da Semana Nacional da Carne Suína, e um especial sobre como a pandemia realçou o papel dos médicos veterinários e zootecnistas na produção de alimentos saudáveis e seguros.

Você pode conferir ainda artigos técnicos exclusivos falando sobre saúde, bem-estar animal e nutrição. Além das novidades no mercado empresarial das principais empresas do setor agropecuário.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Nutrição

Cereais de inverno podem substituir o milho na alimentação de suínos e aves

Resultados mostram que o trigo e o triticale são os cereais com maior potencial para substituir o milho; estudos avaliam também a cevada

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Lucas Scherer/Embrapa

Pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Trigo (RS) e Embrapa Suínos e Aves (SC) apontam que cereais de inverno, como trigo, aveia, centeio, cevada e triticale, são opções viáveis para substituir o milho na formulação de rações e concentrados para alimentar suínos e aves. Além de reduzir a dependência desse grão na Região Sul, cuja produção não tem sido suficiente para atender à demanda, o resultado amplia o mercado para os cereais de inverno, que ocupam cerca de 20% da área potencial de cultivo.

A escassez de milho frente ao crescente aumento na produção de proteína animal e a ociosidade de áreas produtivas no inverno foram as principais motivadoras dos estudos, que avaliam a viabilidade econômica e nutricional no uso de cereais de inverno na composição de rações, além da caracterização de cultivares mais adequadas à alimentação de suínos e aves.

A ociosidade de áreas no inverno na Região Sul, especialmente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, é estimada em mais de 6 milhões de hectares, considerando espaços em situação de pousio ou com plantas de cobertura. Aproveitar melhor o inverno para abastecer o mercado de proteína animal é o projeto que a Embrapa está desenvolvendo na região, em parceria com vários segmentos do setor produtivo, indústria e poder público.

Consumo

Cada brasileiro consome, em média, 43 kg de frango e 15 kg de carne suína por ano. Para atender essa demanda, é necessário produzir cerca de 30 milhões de toneladas de grãos como milho, trigo, soja e outros.

Déficit de milho aumenta gastos e preocupa produtores

A produção de milho no Brasil chegou a 100 milhões de toneladas na safra 2019. Desse volume, 43 milhões de toneladas têm como destino as exportações e outras 4,5 milhões de toneladas vão para a produção de etanol. Do total de grãos destinados ao consumo interno, mais da metade é utilizada para a alimentação animal.

Figura 1– Balanço da produção e consumo de milho nos municípios brasileiros em 2019 e da matriz de transporte hidroviário e ferroviário atual e futuro no Brasil. Fonte: Santos Filho et al., 2020.

Em 2019, a Região Sul produziu 25 milhões de toneladas de milho, um crescimento de 44% comparado aos volumes alcançados nos anos 2000. Com exceção do Paraná, que conta com o reforço do milho safrinha ou segunda safra, os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm disponível (considerando produção menos exportação) aproximadamente a metade do milho que consomem.

Somente para atender à demanda da indústria de proteína animal, que ano passado contabilizou uma produção de 2,7 milhões de toneladas de suínos e quase oito milhões de toneladas de frango, foram necessários 21,5 milhões de toneladas de milho. O déficit de milho na Região Sul é suprido pelos grãos trazidos do centro-oeste do Brasil, com custos de logística que sobrecarregam a produção.

Figura 2 – Diferença entre as áreas com plantio de culturas anuais de verão e com plantio de culturas de inverno nos municípios de Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Fonte: Santos Filho et al., 2020.

A tabela a seguir mostra como a produção de milho tem acompanhado o crescimento da produção de suínos e aves na Região Sul:

Trigo e triticale são os melhores candidatos para substituir o milho

As pesquisas da Embrapa apontam, especialmente, o trigo e o triticale como alimentos energéticos com potencial para substituir o milho e o farelo de soja nas dietas para suínos e frangos de corte, desde que sejam efetuados ajustes nos níveis de aminoácidos e de energia para atender as exigências dos animais em cada fase. “Com valor nutricional complementar ao milho e ao farelo de soja, esses cereais tornam-se técnica e economicamente viáveis para inclusão nas dietas de suínos e aves, podendo suprir parte significativa da demanda de grãos para essas duas espécies”, avalia a pesquisadora da Embrapa Teresinha Bertol.

 Resultados iniciais mostram que os valores nutricionais desses cereais são variáveis, dependendo da cultivar, do local e ano de produção. Por isso, é fundamental a avaliação de cada lote dessas matérias-primas antes de seu uso na produção de rações.

Uma das cultivares que mostrou bom potencial para a composição de rações foi o trigo BRS Tarumã, que possui maiores valores de proteína bruta e energia metabolizável. “Com teor de proteína próximo a 18%, esse trigo foi desenvolvido para a alimentação animal em um mercado alternativo à panificação, e já vem sendo utilizado há mais de 20 anos na criação de bovinos, agora com possibilidade de atender também à demanda de suínos e aves”, explica o pesquisador Eduardo Caierão, melhorista da Embrapa Trigo. Segundo ele, a cultivar apresenta excelente valor energético, muito próximo ao farelo de soja, o que permite também baixar custos nesse item de produção.

Outros trigos, como BRS Pastoreio e BRS Sanhaço, assim como as cultivares de triticale BRS Saturno e Embrapa 53, apresentaram menor conteúdo de energia, o que aumenta a demanda por óleo nas rações. “O uso desses cereais pode ser economicamente mais vantajoso nas fases em que os animais apresentam menor demanda de energia como, por exemplo, na gestação dos suínos. Já no caso do trigo BRS Tarumã, devido ao seu conteúdo de energia superior ao do milho e ao alto conteúdo de proteína, o uso é mais produtivo nas fases de crescimento e terminação, quando a exigência desses fatores é mais elevada”, explica o pesquisador de socioeconomia da Embrapa Suínos e Aves Jonas dos Santos Filho.

Cevada também faz parte dos estudos

Conforme as avaliações nutricionais, os níveis ótimos para inclusão do trigo e do triticale na ração de suínos ficam ao redor de 35%, enquanto para a cevada esses níveis ficam entre 20% e 25% a partir da fase de crescimento. No caso dos frangos de corte e poedeiras, recomenda-se níveis de 20% a 30% de inclusão de trigo ou triticale, e até 20% de cevada na ração a partir da fase inicial.

De acordo com Teresinha Bertol, esses são os níveis que permitem a melhor combinação de ingredientes para otimização do balanceamento dos aminoácidos essenciais e que proporcionam a melhor qualidade de pellet (formato da ração peletizada). Porém, ela pontua que é possível substituir totalmente o milho por trigo ou triticale nas dietas para suínos, desde que se faça os ajustes necessários nos níveis nutricionais para atender as exigências dos animais em cada fase.

Aproximação da indústria com o setor produtivo

 O uso de cereais de inverno na produção de proteína animal não é novidade, mas a mobilização que uniu especialistas, entidades representativas do setor produtivo e poder público visa dar maior segurança na rentabilidade do produtor de grãos e na garantia de matéria-prima para abastecer a indústria.

Com o objetivo de aumentar a área com cultivos de inverno, o governo do estado de Santa Catarina – que é o maior importador de milho no Brasil – lançou, no início deste ano, em fevereiro de 2020, o “Programa de Incentivo ao Plantio de Grãos de Inverno”, que está estimulando os agricultores a investirem em cereais de inverno com potencial para compor a matriz de ingredientes para rações de suínos e aves. O programa conta com o suporte técnico de instituições de pesquisa como a Embrapa e a Epagri/SC, o fornecimento de insumos e assistência técnica do setor cooperativista e a aquisição dos grãos pela indústria de suínos e aves.

Um dos desafios para garantir o abastecimento da indústria de proteína animal com cereais de inverno é o clima nem sempre favorável, responsável por muitas safras frustradas no inverno com chuvas na pré-colheita que podem resultar em perda de qualidade dos grãos e até contaminação por micotoxinas, ocasionando fungos que causam complicações no sistema digestivo dos animais. Mas para o especialista em agropecuária do time de nutrição da Seara, Herbert Rech, a agroindústria já tem experiência para se adaptar ao momento adverso: “Problemas com frustração de safra que afetam a qualidade nutricional ou sanitária dos grãos também ocorrem no milho e em outras culturas. Cabe à indústria saber fazer os ajustes nutricionais para manter o desempenho dos animais”.

Segundo ele, os cereais de inverno precisam competir nutricionalmente e financeiramente com os demais ingredientes da ração, como o milho e o farelo de soja, mas sem perder em qualidade: “Importante avaliar que não estamos falando de utilizar o refugo da produção de grãos para alimentação animal. Precisamos de trigo de qualidade, que supra a demanda da indústria de proteína animal e não somente ofertas pontuais dos grãos que não atenderam os requisitos da panificação”.

Rech destaca que “se o produtor utilizar trigos com características de interesse para a alimentação animal, como maior energia, proteínas e menos fibras, obviamente competirá melhor com outras commodities. Trigo de qualidade é valorizado em qualquer mercado, mas é preciso estudar cada oportunidade”.

“Não há dúvidas técnicas quanto ao uso dos cereais de inverno para alimentação de suínos e aves. O que está em discussão agora é o modelo de negócio para viabilizar o plantio e uso em rações”, confirma Alexandre Gomes da Rocha, da Aurora Alimentos. Ele defende o estabelecimento de uma indexação de preço dos cereais de inverno ao preço do milho: “Com o preço pré-fixado haverá perda para um dos lados. Se o preço do milho estiver em baixa a agroindústria perde por pagar caro pelos cereais de inverno; e no cenário inverso, o produtor perde a oportunidade de melhor preço do trigo. Ocorrendo perdas sucessivas para um dos lados o negócio tende a perder força e descontinuar. Por isso, é preciso um modelo claro pré-definido que dê segurança para ambos os lados”.

Na Região Sul, as negociações da indústria de proteína animal com o setor produtivo já começaram, inicialmente com grandes produtores e cooperativas, mas devem expandir o alcance para pequenos produtores, principalmente aqueles que atuam próximo às indústrias.

Fonte: Embrapa Trigo e Embrapa Suínos e Aves
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