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Bovinos / Grãos / Máquinas Compras do Brasil despontam

Importações chinesas de soja dos EUA atingem menor patamar desde 2008

Em contraste, a China comprou 4,39 milhões de toneladas de soja do Brasil em dezembro

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Divulgação/APPA

As importações chinesas de soja dos Estados Unidos caíram 99% em dezembro para apenas 69.298 toneladas, mostraram dados alfandegários nesta sexta-feira (25), levando as importações de todo o ano de 2018 para o nível mais baixo desde 2008 em meio à guerra comercial.

Foi o segundo mês consecutivo em que as importações chinesas dos Estados Unidos ficaram praticamente estacionadas em meio à disputa, embora algumas aquisições tenham sido retomadas conforme as negociações seguem em curso entre as duas maiores economias do mundo.

Os embarques norte-americanos em dezembro caíram de 6,19 milhões de toneladas no ano anterior. A China não importou nenhum grão dos EUA em novembro.

Olhando para o ano inteiro, as importações vindas dos EUA foram de 16,6 milhões de toneladas, cerca de metade das 32,9 milhões de toneladas de 2017.

Em contraste, a China comprou 4,39 milhões de toneladas de soja do Brasil em dezembro, um aumento de 126% ante o patamar de 1,94 milhão de toneladas um ano antes, de acordo com os dados da Administração Geral das Alfândegas.

A China geralmente obtém a maior parte de suas importações de oleaginosas no último trimestre do ano dos Estados Unidos, já que a colheita dos EUA chega ao mercado nesta época.

Mas as compras caíram substancialmente depois que Pequim implementou uma tarifa adicional de 25% sobre as importações de soja dos EUA em 6 de julho, como parte da disputa comercial. Para preencher a lacuna, a China intensificou suas importações do Brasil.

Fonte: Reuters
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Bovinos / Grãos / Máquinas Produção Animal

Vale a pena investir em silagem?

Silagem é uma das forragens mais caras e sua produção precisa ser planejada com muito critério

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Jaqueline Ribas

Estamos na segunda quinzena de fevereiro e muitos pecuaristas estão preparando silagem de milho para alimentar o rebanho durante a seca. O pesquisador André Pedroso, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP), faz algumas recomendações técnicas sobre esse processo, mas antes demonstra uma preocupação básica que os produtores devem levar em conta: vale a pena investir nesse tipo de alimento?

Ele explica que a silagem é uma das forragens mais caras e sua produção precisa ser planejada com muito critério. “Às vezes não se justifica. Depende do tamanho e nível de produção do rebanho,  da topografia, da capacidade de investimento em máquinas, entre outros fatores”, afirmou. Para tomar a decisão correta, é preciso fazer contas.

De acordo com André, há situações em que é mais vantajoso o pecuarista optar pela cana-de-açúcar ou outro volumoso de custo mais baixo, priorizando uma alimentação de menor risco e menor custo. “Não adianta produzir silagem, que é cara, com qualidade ruim”, alerta.

Como fazer

Nesta época do ano, o pecuarista que planejou  a produção de silagem está colhendo o milho que foi plantado há aproximadamente cem dias. De acordo com o pesquisador, é muito importante que se pense no processo todo, e não apenas na colheita, picagem e no armazenamento. “O pecuarista precisa ter consciência e produzir uma lavoura de boa qualidade, como se fosse para a produção de grãos mesmo. Uma lavoura de milho de baixa qualidade vai afetar a produtividade da silagem, aumentando o custo final do produto”, explicou André.

Um cuidado que deve ser tomado é a definição do ponto de colheita. “O milho deve ser colhido quando a metade superior dos grãos está no ponto farináceo e a metade inferior ainda leitosa. Isto geralmente ocorre 30 dias após o  ‘ponto de pamonha’, sendo que as palhas externas das espigas normalmente já se encontram amareladas e os grãos do meio das espigas estão dentados”, disse o pesquisador.

Segundo ele, para descobrir o ponto ideal o produtor deve partir algumas espigas ao meio e apertar os grãos medianos com os dedos, ou fazer um corte transversal no grão, para  poder avaliar.

“O ponto de colheita não deve ser determinado pelo aspecto visual da lavoura. Uma eventual deficiência de potássio no solo, por exemplo, pode fazer o pé de milho secar na parte baixa. O produtor acha que está na hora de colher, mas não está”, afirmou. Em casos de lavouras grandes, o ideal é fazer o plantio escalonado para que a colheita ocorra no momento certo ou optar por variedades mais precoces conjugadas às mais tardias.

De acordo com o pesquisador, depois de definido o ponto de colheita, o produtor precisa estar atento ao maquinário que vai utilizar. “As máquinas devem estar bem reguladas para uma picagem uniforme. O tamanho das partículas deve ser entre 0,5 cm e 1 cm. Por isso as lâminas devem estar bem amoladas.”

O enchimento e a compactação do silo devem ocorrer da forma mais rápida possível. A distribuição da silagem precisa ser constante, bem como a compactação de camadas finas. As camadas de milho picado devem ter no máximo 30 cm a 40 cm de espessura e todas precisam estar bem compactadas.

“Em silos tipo ‘trincheira’, a compactação deve ser feita com  tratores de pneu, sendo que o efeito da compactação é efetivo apenas na camada superior, de 30 cm a 40 cm de espessura, de forma que a compactação deve ser feita de forma constante, à medida que a forragem é colocada no silo. É praticamente impossível melhorar a compactação de uma camada que não tenha sido compactada adequadamente, e que já tenha sido coberta por camadas subsequentes. A velocidade de chegada de forragem ao silo deve ser compatível com a capacidade de compactação. Silos que não possam ser fechados no mesmo dia devem ser enchido pelo ‘sistema de rampa’ para que as camadas de forragem que vão sendo compactadas no silo sejam isoladas do ar o mais rapidamente possível”, explica André.

Após o fechamento com lona de dupla face – branca na parte exposta e preta na parte de baixo, que fica em contato com a silagem –, começa o processo natural de fermentação e a produção de ácidos a partir de açúcares presentes na forragem ensilada. O pesquisador da Embrapa explica que o abaixamento do pH para aproximadamente 4 e a ausência de ar permite a conservação da silagem por período indeterminado. “Há casos de silagens mais antigas, bem conservadas, que têm mais qualidade do que silagens novas.”

A lona de dupla face evita a incidência de raios ultravioletas. Os produtores devem tomar cuidado para que animais não caminhem em cima dos silos, danificando as lonas.

Qualidade

Como produzir uma silagem de alta qualidade? Conforme André Pedroso antecipou, não adianta investir em silagem se a lavoura de milho não tiver qualidade técnica. O processo de produção  começa bem antes, com a análise de solo e um bom preparo da terra. Em seguida, o produtor deve escolher variedades de milho híbrido de alta produtividade.

“Sempre recomendo que o produtor tenha a assistência de um técnico capacitado, principalmente se for a primeira vez que vai produzir silagem”, disse André.

Problemas

Entre os problemas mais frequentes na produção de silagem está o uso de milho colhido antes da hora. Nessa situação, ocorre um processo conhecido como fermentação butírica, com um odor forte característico e corrimento de efluentes. As proteínas e energia da silagem se perdem e o animal não consome o alimento como deveria.

Outro problema comum é a colheita tardia, quando o milho apresenta teor de matéria seca excessivo. “Nesse caso haverá dificuldade na compactação, e muitas vezes a presença de bolsões de ar. Pode ocorrer a formação de mofo – visível ou não”, afirma André. Outro indicador desse problema é o aquecimento além do normal da silagem, provocando um processo chamado de “caramelização” do açúcar presente na forragem. Há alteração na cor – a silagem fica escura e exala um odor agradável, semelhante a chocolate. “Mas a qualidade é ruim”, reforça o pesquisador.

Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste
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Bovinos / Grãos / Máquinas Leite

Paraná lidera avanço nacional em produção e produtividade

Impulsionada por melhoramento genético e novas técnicas de manejo e nutrição, Estado ocupa posição de destaque no ranking brasileiro

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Divulgação/Alcides Okubo Filho

A pecuária leiteira do Paraná é a que mais cresceu ao  longo das últimas duas décadas, tanto em produção (litros produzidos) quanto em produtividade (litros por cabeça). Esse avanço fez com que o Estado saltasse para terceiro colocado em ambos os rankings nacionais em 21 anos, evidenciando a posição de destaque do setor. Hoje, a atividade está presente nos 399 municípios do Paraná e gera cerca de R$ 5,7 bilhões por ano no Valor Bruto de Produção (VBP).

De 1996 a 2017 (dados mais recentes disponíveis), a produção de leite no Estado decolou, com crescimento de 193%. Em números brutos, o Paraná saiu da casa dos 1,5 bilhão para os 4,4 bilhões de litros por ano. A produção paranaense fechou 2017 atrás apenas de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Enquanto os gaúchos estão à frente por uma pequena margem (menos de 100 milhões de litros a mais), os produtores mineiros atingiram a marca de 8,9 bilhões de litros, mas com um rebanho de vacas ordenhadas três vezes maior que o do Paraná.

O crescimento exponencial da produção no Estado está diretamente relacionado à produtividade do plantel, que mais que dobrou em duas décadas. A média produzida por vaca pulou de 1,4 mil para 3 mil litros por ano: aumento de 111%. Apenas Santa Catarina (3,5 mil litros por ano, por animal) e Rio Grande do Sul (3,2 mil litros) superam o Paraná em produtividade. Todos os dados foram coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), com base no rebanho geral.

Este cenário de expansão teve como propulsor o aspecto econômico. O técnico do Sistema FAEP/SENAR-PR Alexandre Lobo Blanco aponta que a melhor remuneração ao pecuarista pelo produto foi determinante para a ampliação dos investimentos, que resultaram em maior produção e mais produtividade.

“O principal e mais eficiente estímulo à produção foi o aumento dos preços pagos aos pecuaristas neste período. Com cenários de preços mais elevados, o produtor responde bem às tecnologias de curto prazo para o aumento da produção, em especial, melhorias nutricionais e na composição de rebanho”, valia. 4,4 bilhões de litros foram produzidos pelo Paraná em 2017, correspondente a 15% da produção brasileira.

Genética e tecnologia 

O presidente da Comissão Técnica da Bovinocultura de Leite da FAEP, Ronei Volpi, destaca que, entre a série de fatores que contribuiu para a escalada da atividade, estão elementos como o melhoramento genético de matrizes, a participação de cooperativas, a presença forte de pesquisas em universidades e particularidades do Estado como clima e solos favoráveis, além de laticínios em todas as regiões.

“O que faz a atividade leiteira crescer no Paraná é uma soma de fatores, com destaque para a cultura de sua gente rural, fundamentada preponderantemente na pequena propriedade, alicerçada em tradicionais valores de cooperação e na intimidade com o ofício de produzir leite, herdada dos imigrantes europeus”, aponta Volpi. “Neste aspecto, as capacitações oferecidas pelo SENAR-PR ao longo dos mais de 25 anos tiveram papel fundamental na consolidação do status da produção leiteira do Paraná”, acrescenta.

Dados publicados pela Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH) em parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) atestam o progresso genético das vacas em rebanhos especializados. Hoje, entre 35% e 40% dos animais que compõem o rebanho paranaense são inseminadas artificialmente. No Brasil, este índice é de apenas 11%.

“Desde 2009, tem havido a expansão da inseminação artificial a partir de touros genômicos, o que fez com que os produtores chegassem a touros provados positivamente para componentes de leite, como gordura e proteína. Antigamente, resultados que demoravam mais de seis anos para aparecer, agora se consegue de uma geração para a outra”, explica o superintendente da APCBRH, Altair Antonio Valloto. “Na era genômica, o pecuarista consegue, praticamente, moldar o rebanho”, resume.

O resultado deste investimento pode ser visto ano a ano. O rebanho que tem o desempenho analisado pela APCBRH passou de 21,7 mil animais em 2008, para 45,7 mil vacas no ano passado. Os dados mostram que a produtividade média dos animais saltou de 27 litros por dia em 2015 para quase 29,5 litros por dia no ano passado. Os indicadores de gordura e proteína no leite também avançaram. “Os resultados são muito bons, muito expressivos”, destaca Valotto.

Outro ponto é que, segundo o superintendente da APCBRH, as técnicas de melhoramento genético e inseminação artificial estão cada vez mais acessíveis. “É um fator que está se popularizando. O SENAR-PR tem um programa de treinamento muito forte nessa área de melhoramento genético, o que tem contribuído muito com a especialização do rebanho do Estado”, diz Valloto.

Ainda, o fato da produção leiteira do Paraná ser estável, praticamente sem variações sazonais na captação entre os períodos de inverno e de verão, o que está diretamente relacionada à força dos grandes produtores, colabora para o desenvolvimento da cadeia. “A superação dessa sazonalidade na produção está associada ao desempenho apresentado pelos maiores produtores. Estes mantêm praticamente constante a oferta do produto durante todo o ano”, observa o técnico Guilherme Dias, do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Capital Nacional do Leite

Se a atividade evoluiu tanto no Paraná ao longo dos últimos 20 anos, a ponto de o Estado ter se tornado referência nacional, nada melhor que uma capital para figurar como símbolo dessa excelência. E é oficial: desde dezembro de 2017, Castro, na região dos Campos Gerais, é a “Capital Nacional do Leite”, reconhecida por lei federal. O município é o maior produtor do país, com um volume de 255 milhões de litros por ano. A produtividade média na cidade é de 7,4 mil litros de leite por cabeça por ano: 146% maior que a média estadual.

Um dos exemplos do patamar de excelência a que a atividade chegou em duas décadas é o criador Roelof Rabbers, com propriedade em Castro. O pecuarista começou a se dedicar a atividade leiteira há 25 anos, com três animais. Hoje, o rebanho é de 297 animais. O avanço é geral, impulsionado por investimentos em manejo, aspectos nutricionais e em genética.

“No início, tirávamos leite no balde, ao pé, e a entrega de leite era feita em latões à cooperativa Castrolanda. Atualmente, temos uma sala de ordenha com seis conjuntos semi-automatizados, com programa de gerenciamento de ordenha e dois tanques de 4 mil litros”, exemplifica Rabbers.

A partir da modernização em etapas da produção, o pecuarista observou o crescimento da produção. Em 2005, Rabbers criou um método de acompanhamento por meio de planilhas, que contêm informações sobre lactações acumuladas. Os dados apontam que, em três lactações (em sua vida produtiva), a produtividade média saltou de 24 mil litros para mais de 31,7 mil litros por animal.

“A evolução genética está muito acelerada, com maior oferta de touros genômicos nos últimos quatro anos. Sem dúvida, teremos avanços significativos nos próximos anos”, observa o pecuarista, uma referência estadual e nacional.

Representatividade

A importância da pecuária leiteira para o Estado vai além. Com participação bastante expressiva, o Paraná responde por cerca de 15% da produção brasileira que, em 2017, fechou em 33 bilhões de litros. Neste sentido, os três Estados da região Sul merecem destaque: juntos, são responsáveis por 37,7% do leite do país, ultrapassando a antiga líder, a região Sudeste, e também Argentina e o Uruguai juntos.

O leite também tem um peso significativo à economia do Paraná, gerando mais de R$ 5,7 bilhões (em dados de 2017, os mais recentes). Com isso, a atividade representa 6,6% do Valor Bruto da Produção (VPB) do Paraná. A produção de leite só fica atrás da de soja (que rendeu R$ 20,3 bilhões), frango de corte (R$ 13 bilhões) e de milho (R$ 6,6 bilhões) – conforme levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) do Paraná.

Novo cenário

Apesar da consolidação do setor ao longo das duas últimas décadas, a pecuária leiteira deve apresentar uma pequena redução, quando forem apresentados os dados consolidados de 2018. Segundo os técnicos do Sistema FAEP/SENAR-PR, a partir de 2016, a atividade sofreu uma desaceleração, o que teve impacto direto na produção.

“O cenário foi de retração de preços médios e aumento de custos de produção, o que de certa forma tem segurado os novos investimentos em larga escala pelo produtor”, avalia Guilherme Dias. “Além disso, tivemos novas instruções normativas [INs 76, 77 e 78] que provocarão efeitos a partir de maio deste ano, com impacto no volume produzido no curto prazo”, acrescentaram.

Conseleite contribui para o avanço da atividade no Paraná

A consolidação da atividade leiteira no Paraná está, também, diretamente relacionada à criação do Conselho Paritário dos Produtores/Indústrias de Leite do Estado do Paraná (Conseleite), instituído em 2002. Idealizado com o objetivo de aproximar os elos da cadeia produtiva e mitigar relações conflitantes relacionadas ao preço do produto, a metodologia adotada ampliou a confiança mútua entre produtores e empresas, a partir da transparência nas políticas de formação de preços dos lácteos.

Para manter a isenção de todo o processo, o Conseleite contratou o Departamento de Economia Rural da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que, semanalmente, levanta os preços junto às indústrias e apresenta uma análise técnica, com a conjuntura do mercado e apontando perspectivas. A partir disso, em reuniões mensais com representantes das industrias e do setor produtivo, o Conseleite aprova, então, um valor de referência – aferido a partir da comercialização dos derivados por parte da indústria.

“Desde a criação, o Conseleite é uma referência e colabora para que os produtores e indústrias consigam projetar as tendências do setor. Inclusive, o trabalho é uma referência nacional e já foi copiado por outros Estados”, destaca Ronei Volpi, presidente da Comissão Técnica da Bovinocultura de Leite da FAEP.

A metodologia foi tão assertiva que Conseleites foram instalados nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul e, mais recentemente, em Minas Gerais, no ano passado.

Fonte: Sistema FAEP
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Bovinos / Grãos / Máquinas Importação de Leite

Governo federal informa que situação pelo fim da taxa antidumping está resolvida

Alíquota de importação do produto será elevada para compensar a perda da proteção do mercado interno

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Arquivo/OP Rural

Pelo Twitter, o presidente Jair Bolsonaro informou na terça-feira (12), especialmente aos produtores de leite, que o governo decidiu tomar medidas para proteger o setor, que vinha se sentindo prejudicado desde semana passada, quando foi suspensa a taxa de antidumping para a importação de leite em pó, integral ou desnatado oriundo da União Europeia e da Nova Zelândia. Como a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, vinha defendendo, haverá um aumento da alíquota do imposto de importação do produto para compensar a perda da taxa antidumping.

“Comunico aos produtores de leite que o governo, tendo à frente a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, manteve o nível de competitividade do produto com outros países. Todos ganharam, em especial os consumidores do Brasil”, escreveu o presidente no Twitter.

De acordo com o presidente da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), o governo publicou a medida que vai determinar o aumento do imposto de importação, atualmente de 28%. Segundo Moreira, o aumento vai considerar a antiga taxa antidumping, que era de 14,8% para o leite importado da União Europeia. A nova alíquota do imposto ainda não foi informada, mas a soma da antiga alíquota com a taxa antidumping dá 42,8%.

A taxa antidumping, cobrada desde 2001, compensava o efeito da exportação do produto por preço abaixo do custo, causando prejuízos à produção local. A taxa foi suspensa num momento em que os produtores de leite brasileiros já encontram dificuldades decorrentes do fim de um acordo entre privados com a Argentina relativo à importação de leite em pó, o que aumentou a entrada do produto do país vizinho no Brasil. Tereza Cristina afirmou na última sexta-feira (08) que também está discutindo o problema da importação do leite que chega ao país via Uruguai e Argentina. “Já sentamos com a Argentina, estivemos com o governo argentino, os ministros, e estamos construindo uma política juntos”, afirmou ela.

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) informou que não procedem as notícias de que já estariam ocorrendo aumentos no preço do leite para os consumidores brasileiros. O fim da taxa antidumping, publicado em Diário Oficial última quarta-feira (06), não mexeu nos preços do produto.

Fonte: MAPA
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