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Importação de soja pela China em setembro sobe para 9,8 mi t e deve seguir robusta

China importou 9,79 milhões de toneladas de soja em setembro, alta de 1,9% ante 9,6 milhões de toneladas em agosto

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Danilo Estevão/Embrapa

As importações de soja pela China aumentaram em setembro, à medida que cargas atrasadas na alfândega começaram a chegar, e devem permanecer robustas nos próximos meses devido ao aumento das chegadas dos Estados Unidos como parte do acordo comercial entre norte-americanos e chineses.

A demanda pela oleaginosa deve permanecer forte no maior importador de soja do mundo devido à rápida recuperação do rebanho de suínos local após a peste suína africana. A China importou 9,79 milhões de toneladas de soja em setembro, alta de 1,9% ante 9,6 milhões de toneladas em agosto, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas divulgados nesta terça-feira (13).

Os números também mostram alta de 19% ante setembro do ano passado (8,2 milhões de toneladas). “Algumas cargas foram atrasadas antes e liberadas pela alfândega em setembro”, disse Xie Huilan, analista da consultoria agrícola Cofeed. “Os embarques ainda eram principalmente do Brasil.”

Processadores de soja vinham aumentando as importações de grãos brasileiros antes, com boas margens de esmagamento, e grandes volumes importados da oleaginosa nos últimos meses levaram os estoques na China a níveis recordes.

As exportações do Brasil aumentaram depois de março com a melhora do clima. Os embarques do país sul-americano têm diminuído, no entanto, à medida que a colheita se aproxima do fim. A China também encomendou grandes volumes de soja dos EUA, mas principalmente para entrega no novo ano-mercado (setembro a agosto), em parte para cumprir sua promessa no acordo comercial de Fase 1 que os dois países assinaram em janeiro deste ano. A expectativa é de que os carregamentos dos EUA aumentem no mês que vem e continuem subindo nos próximos meses, segundo analistas.

Os estoques semanais nacionais de farelo de soja na China estavam em 994.500 toneladas em 11 de outubro, recuando depois de terem atingido recorde de 1,27 milhão de toneladas no final de agosto. Os estoques de soja estavam em 7,12 milhões de toneladas em 11 de outubro.

A China, maior produtor mundial de porcos, tem trabalhado para aumentar a produção depois que os surtos de peste suína africana, descobertos pela primeira vez no país em agosto de 2018, dizimaram seu enorme rebanho. As importações de soja nos primeiros nove meses de 2020 aumentaram 15,5% com relação ao ano anterior, para 74,53 milhões de toneladas.

As importações de óleos vegetais em setembro foram de 921 mil toneladas, queda de 5,6% em relação ao mês anterior.

Fonte: Reuters
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Notícias Segundo Conab

Monitoramento Agrícola atribui atraso de plantio da safra ao período seco

Anomalias do Índice de Vegetação refletem tanto o atraso na semeadura dos cultivos de verão quanto os impactos nos cultivos de inverno

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Divulgação/AENPr

O início de semeadura da safra 2020/21 está em compasso de espera de chuvas mais abundantes na maioria das regiões produtoras de grãos do país.  A ajuda da natureza até a primeira quinzena deste mês ficou abaixo da média esperada, assim como a umidade de solo ideal para cultivo, sobretudo nas maiores regiões produtoras como Centro-Oeste e Sudeste.

A análise está no Boletim de Monitoramento Agrícola, produzido e publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As anomalias do  Índice de Vegetação, de acordo com a publicação,  refletem tanto o atraso na semeadura dos cultivos de verão quanto os impactos nos cultivos de inverno. Por outro lado, o tempo firme favorece as lavouras na maturação e a colheita do trigo nos três estados da região Sul.

Evolução das lavouras

O estado do Paraná é o que mais adiantou a colheita do trigo, com 79% da área cultivada, cenário que é semelhante ao da safra passada. No Rio Grande do Sul, cujo desenvolvimento do cereal foi favorecido pelo tempo firme, radiação solar e significativas amplitudes térmicas na maturação dos grãos em alguns locais, a colheita atingiu 19% e, em Santa Catarina, 12% das lavouras estão em condições de colheita.

Para a soja, em Mato Grosso, com a semeadura lenta até o final da primeira quinzena, foram registrados atrasos de 14% em relação à safra anterior, em grande parte das localidades produtoras. Em Goiás,  as previsões de chuvas volumosas não se confirmaram e o plantio da oleaginosa ocorreu de forma lenta em grande parte do estado. Já em Mato Grosso do Sul, muitos produtores iniciaram a semeadura, mas permanece a expectativa de previsões climáticas favoráveis. Em Minas Gerais, o plantio está estimado em torno de 15%, e São Paulo sofre também com atraso em relação ao ano anterior.

Quanto à evolução do milho primeira safra, com risco de comprometimento das condições regulares ou ruins das lavouras, devido o baixo volume pluviométrico, melhor situação encontra-se no Paraná, que não sofreu atraso significativo no plantio em relação à safra passada. Minas Gerais estima o plantio em 25%, e em Goiás, a jornada deve ocorrer após o plantio da soja.

Fonte: Conab
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Notícias Safra 2020/2021

Plantio de soja do Paraná quase dobra em 1 semana; clima ainda preocupa, diz Deral

Em igual período da safra 2019/20, o plantio atingia 65% da área

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Paulo Pires/Divulgação

O plantio de soja 2020/21 do Paraná atingiu até segunda-feira (26) 61% da área estimada, avanço de 29 pontos percentuais em relação à semana anterior, reduzindo o atraso frente aos níveis vistos nos últimos anos, mostraram dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) na terça-feira (27).

Em igual período da safra 2019/20, o plantio atingia 65% da área, mesmo nível que era verificado na temporada 2018/19. Nos últimos cinco anos, de acordo com o Deral, o ritmo mais acelerado foi registrado em 2017/18, quando a semeadura alcançava 73% da área nesta data.

Os trabalhos deste ano têm sido afetados por uma seca prolongada no Estado, um dos maiores produtores de grãos do país. Segundo o Deral, algumas chuvas registradas na semana passada ajudaram com a semeadura, mas os agricultores seguem enfrentando dificuldades.

“O produtor paranaense está correndo contra o tempo, tentando plantar o máximo que ele consegue no que lhe é permitido na questão de umidade”, disse à Reuters o analista Marcelo Garrido, do Deral. “Ainda não dá para falar em quebra de safra, em redução de produtividade, mas a gente fica acompanhando bem a situação de como vai ser essa continuidade… justamente porque a tendência é que o clima continue a ser irregular por causa da previsão do La Niña”, acrescentou.

Em relação às condições da soja, o órgão indicou que 83% das lavouras apresentam condição boa, enquanto apenas 1% foi classificada como ruim. O atraso no plantio da oleaginosa impacta também na janela para a segunda safra de milho, principal do cereal no país, cujo plantio tem início logo após a colheita da soja. Segundo Garrido, já é possível dizer que isso “preocupa o produtor, de uma forma geral”.

O Deral informou que divulgará na próxima quinta-feira dados atualizados de área e produção do levantamento de outubro. No mês passado, a safra 2020/21 de soja foi estimada em 20,4 milhões de toneladas, queda de 1% na comparação anual.

Ainda de acordo com o departamento, o plantio da primeira safra de milho atingiu 92% da área projetada, avanço de 6 pontos ante a semana passada e em linha com o registrado em igual período da safra anterior.

Já a colheita do trigo da safra 2019/20 alcançou 90% da área, versus 84% na semana anterior e 87% no ano passado. O Deral avaliou 82% das lavouras em condições boas, e somente 1% em condição ruim.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

Preço do milho sobe 28% em outubro e tem novo recorde no Brasil, diz Cepea

No acumulado de outubro, o milho registra alta de 28,05%, segundo o Cepea

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Divulgação

O preço do milho bateu um recorde histórico no Brasil, com a cotação atingindo 81,48 reais por saca de 60 kg na terça-feira (27), o que apagou máxima anterior de 2007, de acordo com indicador referencial do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

No acumulado de outubro, o milho registra alta de 28,05%, segundo o Cepea, que citou em análise recente a retração de vendedores e a elevação dos valores nos portos de exportação diante da boa demanda como fatores para o avanço da cotação, além do aquecido consumo doméstico.

No acumulado de 12 meses, o milho praticamente dobrou de preço, conforme o indicador, que mede negócios do produto posto na região de Campinas (SP). O recorde anterior, considerando a inflação do período, havia sido registrado em 30 de novembro de 2007, ficando alguns centavos abaixo do valor de terça-feira.

Segundo o Cepea, o mercado também está preocupado com os impactos da seca para a safra de verão, que está sendo plantada, e por isso aqueles que têm milho estão segurando as vendas. A alta na cotação tem pressionado produtores de aves e suínos e a indústria de carnes, uma vez que o milho é o principal componente da ração. “Muitos compradores já demostram dificuldades em encontrar novos lotes de milho no spot e também indicam ter margens comprometidas diante do atual preço”, comentou o Cepea.

Diante disso, em meados deste mês, o governo anunciou a suspensão temporária das tarifas de importação de milho e soja para compras de fora do Mercosul. “Contudo, ao avaliarem a viabilidade das importações (fora do Mercosul), demandantes se esbarram nas dificuldades logísticas e no dólar elevado”, disse o Cepea.

Eventuais compras com isenção de tarifa poderiam ser feitas nos Estados Unidos, segundo especialistas. O Brasil tem lidado com preços recordes de diversos produtos agrícolas, incluindo o arroz e a arroba bovina. O dólar forte frente ao real, além da boa demanda pelos produtos, está colaborando para impulsionar as cotações.

Fonte: Reuters
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