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Impactos do manejo de cama na umidade e amônia sobre o desempenho das aves

Procura de produtos que melhorem os aspectos ambientais é cada vez maior, uma vez que geram grande impacto nos índices zootécnicos e nas condições sanitárias da criação

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Artigo escrito por Ednilson Fávaro, gerente de Produto da Cinergis Agronegócios

A cama é uma das fontes de maior foco de contaminação de Salmonela. Sua umidade, se elevando durante a criação, tem impacto direto no aumento da proliferação de clostridium, e-coli e amônia (NH3).

A salmonela se mantém bem em camas com alta atividade de água, tornando-se necessária a implementação de estratégias que diminuam a umidade e que tenham também ação antibacteriana. Há produtos naturais para tais efeitos que também melhoram o desempenho e diminuem a proliferação de cascudinhos, sem necessidade de uso de inseticidas ou produtos químicos, mantendo o bem-estar animal.

A procura, pelo mercado, de produtos que melhorem os aspectos ambientais, como redução de umidade, amônia e enterobactérias é cada vez maior, uma vez que geram grande impacto nos índices zootécnicos e nas condições sanitárias da criação. Hoje, já contamos no mercado com um produto 100% natural, especialmente desenvolvido para este fim, que torna possível reduzir a umidade da cama, mesmo em condições de sobreposição de lotes.

Em testes realizados a campo, com 3 repetições de 426 mil aves por repetição, constatou-se que a qualidade da cama e a concentração de NH3, a nível respiratório, alteram significativamente o desempenho zootécnico dos lotes. Medições semanais durante todo o período de alojamento dos lotes em 8 pontos por galpão, pré-estabelecidos, mostraram elevação significativa dos níveis a partir da semana 3.

Pilares

Avaliando o mecanismo de formação de NH3, entende-se que ela ocorre com base em três pilares: temperatura, dejetos e umidade. A umidade é o fator que melhor pode ser controlado, por não depender apenas de condição ambiental ou peso das aves, como os demais.

O resultado da aplicação foi a queda sensível nos níveis de NH3, mantendo-a controlada dentro dos limites aceitáveis para a avicultura. Os desafios sanitários provocados pelo aumento dos níveis de umidade, NH3, Salmonela, e-coli, enterobactérias e Clostridium, diminuíram, proporcionando um ambiente mais saudável para aves, trabalhadores e meio ambiente. Esta conclusão é comprovada quando analisamos os índices zootécnicos e sanitários resultantes do experimento.

Prejuízos

Os dados obtidos comprovam que concentrações de NH3 acima de 20 ppm geram prejuízo aos produtores, pois impactam em mortalidade, C.A e GPD. Quando a NH3 ultrapassa 50 ppms provoca perdas, confirmando outros experimentos, citados por outros autores, que apontam que níveis de NH3  acima de 25 ppm provocam perdas de 90 gr por ave.

Medições on-line durante dias consecutivos para de NH3, temperatura interna e externa e umidade relativa em galpão com controle automático de ventilação demonstram que existe grande variação nas concentrações de NH3 em períodos noturnos e de baixa temperatura externa, ocorrendo uma elevação expressiva nos níveis de NH3.

Conclusão

Conclui-se que o controle da umidade passa por diferentes etapas e processos e que a ventilação, por mais avançado que seja o sistema, acaba deixando lacunas para a elevação dos níveis de NH3. Isto, por sua vez, eleva o desafio sanitário, acarretando em perdas sanitárias e zootécnicas.

A eficácia no controle da umidade da cama, através de produtos inovadores que permitam melhor condicionamento do ambiente e que, portanto, diminuam os níveis de umidade e NH3 da cama, melhora sensivelmente o ambiente e proporciona melhor resultado no indicador final.

É importante que avicultores e agroindústrias façam uso de tecnologias que melhorem estes índices zootécnicos e sanitários, visando a adequação das necessidades dos animais e uma maior rentabilidade de seu negócio. 

Mais informações você encontra na edição de Aves de junho/julho de 2018.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura Segundo ABPA

Exportações de carne de frango crescem 1,8% em 2020

Países da Ásia, Europa e Oriente Médio incrementam compras em agosto

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Divulgação

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) apresentaram alta de 11,3% no mês de agosto, alcançando 362,4 mil toneladas, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No ano passado, foram exportadas 325,7 mil toneladas no mesmo período.

Em receita, houve decréscimo de 10%, com saldo de US$ 497,8 milhões, contra US$ 553,3 milhões em agosto de 2019.

No acumulado do ano (janeiro a agosto), as exportações totalizaram 2,833 milhões de toneladas, volume 1,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com 2,784 milhões de toneladas. Em receita, houve retração de 11,3%, com total de US$ 4,14 bilhões em 2020, contra US$ 4,66 bilhões em 2019.

“O movimento mensal das exportações foi positivo em praticamente todos os grandes importadores da carne de frango do Brasil. A tendência de alta nas exportações contribui para reduzir os impactos do aumento de custos com o enfrentamento da pandemia e da alta dos grãos”, ressalta Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Retomando o segundo lugar nas exportações, os embarques para a Arábia Saudita foram incrementados em 24% no mês de agosto na comparação com o mesmo período do ano passado, com total de 46,7 mil toneladas no mês. Outro destaque do Oriente Médio foram os Emirados Árabes Unidos, que aumentaram suas importações também em 24%, chegando a 25,8 mil toneladas no mês.

Seguindo na dianteira entre os principais destinos, a China aumentou suas importações em 46% em agosto em relação ao mesmo mês de 2019, totalizando 54,7 mil toneladas no mês. Ainda na Ásia, as exportações para a Coreia do Sul aumentaram em 25%, com total de 14,2 mil toneladas.

Outro grande mercado consumidor do frango brasileiro, a União Europeia aumentou suas importações em 14% no mês de agosto, totalizando 21,8 mil toneladas.

Fonte: Assessoria ABPA
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Avicultura Avicultura

Hora de fazer a rotação de anticoccidianos: o que levar em consideração?

Responsável pelos maiores prejuízos na avicultura, a coccidiose é uma doença de nível controlado hoje

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Foto: O Presente Rural

 Artigo escrito por Antonio Kraieski, médico veterinário e assistente Técnico de Aves da Zoetis

Responsável pelos maiores prejuízos na avicultura, a coccidiose é uma doença de nível controlado hoje. Graças à variedade de produtos disponíveis e ao manejo adequado de seu controle e prevenção, que envolve uma rotação de moléculas para evitar ou postergar o desenvolvimento de resistência das Eimerias, protozoários causadores da doença em aves.

De acordo com as boas práticas aceitas pela comunidade internacional, o controle efetivo da doença se dá com a alternância dos princípios ativos entre categorias distintas, para evitar períodos prolongados de uso de um mesmo anticoccidiano e proporcionar “descanso”. Ao fazer essa escolha, é importante entender que todas as moléculas disponíveis no mercado possuem fortalezas e pontos de atenção, e cabe ao responsável pela decisão da troca usar os princípios da ética, a prudência e a racionalidade.

Para saber se o programa de sua granja faz uso desse conceito, tomamos como exemplo o uso da monensina (ionóforo monovalente) no programa atual. No próximo programa de controle da doença, seria ideal incluir um ionóforo monovalente glicosídico (maduramicina ou semduramicina) ou um divalente (lasalocida), ou ainda um anticoccidiano sintético. Se a rotação estiver acontecendo entre moléculas da mesma categoria de monovalentes (salinomicina ou narasina), haverá predisposição ao desenvolvimento de resistência cruzada para essa classe.

Além das informações técnicas sobre as diferentes categorias e seus modos de ação, os resultados esperados no desempenho e na saúde intestinal (escores de lesão) das aves também devem ser levados em consideração na hora de escolher qual será o próximo programa. Para isso, é possível utilizar como ferramenta o comparativo entre os lotes anteriores ou os testes controlados, como o AST (Anticoccidial Sensitivity Test – teste de sensibilidade aos anticoccidianos).

Mas o que considerar nos resultados dessas investigações? Como saber se vale a pena fazer a troca pela molécula A ou B?

Com os resultados de desempenho em mãos, a maneira mais racional de medir qual molécula vale a pena ser considerada é simular o quanto as diferenças de peso e conversão alimentar impactam a granja, financeiramente. É um cálculo que exige bastante trabalho, já que muitas variáveis devem ser consideradas – custos da ração e do anticoccidiano, valor de venda da carne, rendimento esperado de carcaça etc.

Como se não bastasse, cada anticoccidiano possui diferentes concentrações de princípio ativo, doses de administração e preços de mercado – e tudo isso deve entrar nessa conta.

O responsável pela decisão pode estar se perguntando: Como fazer essa simulação de forma rápida e assertiva? Uma ferramenta para cálculo de indicadores financeiros certamente pode auxiliá-lo.

Importante reforçar aqui que a diferença de preços entre os anticoccidianos pode chegar a até três vezes entre as moléculas. O que o produtor precisa avaliar, com a ajuda dessa planilha e de uma assistência técnica, é se sempre vale a pena optar pelo mais barato. Nem sempre essa economia se refletirá em ganhos, ao final do processo.

Fonte: Assessoria
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Avicultura Mercado

Conheça mitos e verdades em relação ao consumo de frango

Importante proteína para uma alimentação equilibrada, conhecer a origem do frango é fundamental para a garantia de qualidade deste tipo de carne

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Arquivo/OP Rural

O brasileiro ama frango. A constatação pode ser facilmente verificada nos números, estudos e projeções, como a da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) que projeta um crescimento de 29,5% no consumo desta proteína até 2027. Carne considerada mais leve do que a bovina e a suína, além de mais barata, é um complemento fundamental na dieta e na mesa do brasileiro.

Além disso, nos últimos anos vem crescendo também a preocupação dos produtores em garantir ao consumidor mais transparência sobre o processo de criação dos frangos. Temas como “rastreabilidade” e “bem-estar animal” vêm sendo cada vez mais difundidos e a produção de frango não fica de fora.

Para o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da BRF, Fabio Bagnara, são conceitos que vieram para ficar e desmitificar a relação do consumidor com o frango. “O bem-estar dos animais é muito importante no processo de criação e, seguindo esse conceito, nossa produção de frangos é baseada nas cinco liberdades dos animais e isso influencia na qualidade final do alimento”, diz.

Confira algumas desmistificações sobre essa proteína:

  1. Frangos recebem hormônios.

Mito. De acordo com a legislação brasileira vigente (Instrução Normativa nº 17 de 2004 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), nenhum frango de nenhuma marca deve receber hormônio.

  1. Frango combate o colesterol.

Verdade. A carne do frango é rica em proteína, bastante nutritiva e com menos gordura saturada, justamente a que eleva o colesterol ruim, chamado de LDL. Além disso, a carne de frango conta com vitamina B3, contribuindo para a presença do colesterol considerado bom no corpo humano.

  1. Hoje em dia, já existem frangos que são criados com ração vegetal, em vez de animal. Mas essa dieta pode não ser a ideal por não ter a quantidade de proteínas que o animal precisa.

Mito. A ração dada aos frangos geralmente é desenvolvida com o objetivo de atender às necessidades nutricionais dos animais e isso inclui vitaminas e minerais. “Não há diferença em relação à uma dieta convencional. Os frangos são alimentados e bem nutridos da mesma forma”, explica Bagnara. Há casos em que os frangos consomem ração 100% vegetal, à base de milho e soja, com adição de vitaminas e minerais e não levam antibióticos nem melhoradores de desempenho.

  1. A rastreabilidade é importante para quem gosta de saber a origem de seus alimentos.

Verdade. É possível encontrar em algumas embalagens um número de lote que informa onde fica aquela granja e qual família foi responsável pelo processo de criação.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de junho/julho de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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