Avicultura Nutrição
Impacto do Plasma Spray-Dried Nanofiltrado na saúde intestinal e no desempenho de frangos de corte
Trabalhos científicos recentes indicam que a alimentação de aves com SDP melhorou a saúde geral

Artigo escrito por Ricardo Gonzalez Esquerra, médico veterinário, PhD e gerente Global de Avicultura da APC, INC. e Luís F. S. Rangel, médico veterinário, M.Sc., e gerente de Vendas da APC, INC. – Brasil
Atualmente, a indústria avícola busca estratégias nutricionais que auxiliem a: dar suporte ao sistema imunológico, promover integridade e funcionalidade intestinal, aumentar a tolerância ao estresse, aumentar a tolerância aos desafios por doenças.
Um dos mais inovadores ingredientes utilizados em dietas de aves é o Plasma Spray-Dried Nanofiltrado (SDP), produto que vem sendo utilizado há muito tempo em dietas de suínos e ruminantes. Trabalhos científicos recentes indicam que a alimentação de aves com SDP melhorou a saúde geral, a tolerância ao estresse e os parâmetros de importância econômica, como ganho de peso, eficiência alimentar e sobrevivência. Isso ocorre devido ao modo de ação único do SDP.
Durante a última década, pesquisadores têm trabalhado para entender o modo de ação do SDP entre as espécies. Muito se aprendeu por meio de estudos com ratos, comundongos e suínos. Resultados de várias pesquisas mostram que quando o SDP é utilizado na dieta, aumenta a eficiência da resposta imune no caso de desafios enfrentados nos tratos gastrointestinal, respiratório ou reprodutivo.
Os dados disponíveis sugerem que o SDP dá suporte à eficiência imunológica, a qual, do ponto de vista nutricional, é uma resposta de alta energia; assim, o uso do SDP direciona mais nutrientes para crescimento e produtividade.
É claramente demonstrada em trabalhos científicos a capacidade do plasma de reduzir a permeabilidade intestinal, melhorar a absorção de nutrientes e a integridade estrutural da mucosa, quando ocorrem desafios que aumentam a permeabilidade intestinal. Essas respostas foram provavelmetne mediadas por uma redução de citocinas pró-inflamatórias e por uma elevação na expressão de citocinas anti-inflamatórias, juntamente com a expressão aumentada de defensinas. Os dados também demonstram uma redução na ativação e infiltração de linfócitos, diminuição do edema e alterações na microbiota intestinal.
Em conjunto, essas alterações sugerem um efeito de modulação imunológica do SDP e um aumento na restauração da homeostase da mucosa.
Trabalhos recentes com aves demonstram os benefícios no desempenho e sobrevivência em animais alimentados com SDP e submetidos a desafios por doencas, como enterite necrótica, salmoneloses, além dos agentes E. coli e Streptococcus em frangos de corte e Pasteurella multocida em perus.
Da mesma forma, frangos de corte em alta densidade, estresse ambiental e condições de campo foram beneficiados pela suplementação com o plasma spray dried nanofiltrado. Os benefícios de desempenho foram também relatados em frangos de corte alimentados com antibióticos promotores de crescimento, demostrando um efeito aditivo do SDP com essas moléculas.
A alimentação com SDP tem um impacto significativo na redução da mortalidade das aves, mesmo quando adicionado apenas à dieta inicial.
- Em um surto natural de enterite necrótica, frangos controle apresentaram 44% de mortalidade versus 10% em frangos alimentados com SDP.
- Em um experimento com frangos de corte conduzido em gaiolas dentro de galpões comerciais, onde uma mortalidade inadvertidamente alta foi observada, e coli e Streptococcus foram isolados. O grupo controle teve 83,9% versus uma redução gradual de mortalidade quando alimentados com níveis crescentes de SDP somente durante o período inicial, para 14,1%, no grupo alimentado com 6 g de SDP por ave, o maior nível de SDP testado.
A introdução de SDP na dieta é uma estratégia viável para:
- Aumentar a tolerância das aves a estressores específicos
- Aumentar a tolerância a desafios por doenças
- Melhorar o desempenho
- Reduzir a mortalidade
Todos esses efeitos são comprovados devido ao efeito imunomudulador do SDP.
Outras notícias você encontra na edição de Aves de agosto/setembro de 2019.

Avicultura Editorial
A granja adoece antes de parecer doente
Doenças respiratórias, desafios entéricos e falhas de biosseguridade não respeitam o calendário do produtor. Também não esperam o fechamento do lote para mostrar o tamanho da conta.

Na avicultura, o prejuízo raramente começa no dia em que o problema fica evidente. Antes da mortalidade subir, da conversão alimentar piorar, da produção de ovos cair ou do frigorífico registrar mais condenações, a granja costuma emitir sinais menores. Às vezes estão no consumo de água, na resposta vacinal, na cama, na ambiência, no comportamento das aves, na uniformidade do lote ou em alterações discretas de desempenho. Quem espera o problema aparecer por completo, normalmente já chegou tarde.
Essa lógica é especialmente verdadeira quando se fala em sanidade. Doenças respiratórias, desafios entéricos e falhas de biosseguridade não respeitam o calendário do produtor. Também não esperam o fechamento do lote para mostrar o tamanho da conta. A avicultura intensiva trabalha com alta densidade, ciclos curtos, margens pressionadas e forte dependência de regularidade. Nesse sistema, prevenir não é discurso técnico: é condição econômica.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
A laringotraqueíte infecciosa é um exemplo claro de como a granja pode adoecer antes de parecer doente. A circulação do agente, a movimentação de pessoas, falhas nos protocolos de acesso, risco de disseminação entre propriedades e demora na resposta sanitária podem transformar um problema localizado em ameaça regional. Quando os sinais clínicos ficam evidentes, o vírus pode já ter encontrado caminhos para avançar.
Por isso, biosseguridade não pode ser tratada como checklist de auditoria. Ela precisa ser rotina de produção. Controle de acesso, vazio sanitário, limpeza, desinfecção, qualidade da água, manejo de cama, vacinação, diagnóstico laboratorial, rastreabilidade e treinamento das equipes são partes de uma mesma engrenagem. Nenhum desses pontos funciona isoladamente quando o restante da operação falha.
A avicultura brasileira construiu competitividade porque aprendeu a produzir com método. Mas o método precisa ser atualizado todos os dias, dentro da granja, antes que a planilha mostre a perda. O futuro sanitário da atividade dependerá menos da capacidade de apagar incêndios e mais da disciplina para identificar riscos quando eles ainda parecem pequenos.
A granja avisa. A questão é se a cadeia está preparada para ouvir antes que o problema vire prejuízo.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura Editorial
O Nordeste avícola já não cabe no rodapé
Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!




